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8/01/2018

Dez anos de "Falsas baladas e outras canções de estrada" - OAEOZ






Há dez anos o OAEOZ lançava seu “canto do cisne”, um box set com dois discos: “Falsas baladas e outras canções de estrada”, com oito faixas gravadas no estúdio do guitarrista Carlos Zubek; e o “Ao vivo na Grande Garagem que Grava”, com cinco músicas gravadas, como já diz o título, na Grande Garagem que Grava mantida pela Chefatura Records de Luiz Antonio Ferreira e Rodrigo Barros Del Rei, do Beijo AA Força.
“Falsas baladas” tinha Ivan Santos (violão, voz, teclados, guitarras), Carlos Zubek (violão, voz, guitarras), André Ramiro (guitarra), Rodrigo Montanari (baixo, voz) e Hamilton de Lócco (bateria). E assim como em outros discos, também incluía a participação de vários amigos e parceiros, como Igor Amatuzzi tocando trompete em “Negativa”, e Desiré Amarantes tocando violino em “Pra longe”. O design da capa foi feito por Giancarlo Rufatto a partir de ilustrações de Hamilton de Lócco.
As parcerias também estavam nas composições. “Distância” é uma música de Ivan Santos feita a partir da adaptação de textos de Adriane Perin e Rubens K. “Negativa” é um poema de José Fernando da Silva, musicado por Ivan.
“Falsas baladas...” foi lançado originalmente pelo selo Senhor F Virtual, do jornalista Fernando Rosa, que na época completava dez anos, atingindo 140 mil downloads. E na época, segundo o próprio selo, foi o segundo disco mais baixado. A versão física em CD teve apoio das Livrarias Curitiba e Tecnicópias.

Para comemorar, estamos disponibilizando o disco para ser ouvido/baixado no soundcloud. 

Abaixo, algumas impressões sobre o disco publicadas:


"Com 'Falsas Baladas...' o OAEOZ lança um disco que em nenhum momento parece fácil e gratuito, que para ser apreciado precisa ser tocado por vezes e mais vezes, mas que a partir do momento que você acredita nas canções, fica difícil não gostar."


"Com dez anos de estrada, o quinteto curitibano alcança a maturidade musical em um álbum que impressiona pela maneira que despe sentimentos, desejos e sonhos. "

Marcelo Costa, Scream Yell.


Folha de Londrina

Banda curitibana OAEOZ chega à maturidade sonora com novo álbum ‘Falsas Baladas e Outras Canções de Estrada’

Mesmo que em seus onze anos de existência a banda curitibana OAEOZ tenha zelado pela imagem de uma banda bastante adulta, é com o novo álbum ''Falsas Baladas e Outras Canções de Estrada'' que eles chegam, de fato, à maturidade sonora. Ao mesmo tempo em que as novas músicas estão mais ricas em arranjos, o grupo limou alguns excessos do passado, principalmente em relação aos vocais, que estão mais contidos (antes, quando o vocalista era mais expansivo, a melodia se perdia).
Nas oito canções do novo trabalho, o que se ouve é rock adulto, sofisticado, de músicas geralmente lentas, mas que também tem seus momentos agitados, com inspiração nos alternativos paulistas dos anos 80, como Ira! e Fellini. É música feita por gente normal, que você encontra pela rua diariamente, sem uma produção visual, seja no palco ou fora dele.
O confronto de músicas mostram uma banda versátil. Enquanto ''Ninguém Vai Dormir'' esbanja adrenalina rock'n'roll, ''Distância'' destaca-se como a mais introspectiva do disco. Em ''Negativa'' os arranjos são minimalistas, enquanto ''Impossibilidades'' é generosa em recursos e elementos. Esta última foi lançada como single no ano passado, assim como o folk rock auto-referente ''Uma canção Para OAEOZ''.
Este lançamento pode ser considerado de luxo, pois vem acompanhado de um outro CD, ''Ao Vivo Na Grande Garagem Que Grava'', acomodados em um elegante box de papel cartão. No disco ao vivo, a banda apresenta cinco faixas inéditas. E apesar da gravação ao vivo ser crua, em relação à de estúdio, as músicas mantêm uma alta dose de sofisticação.

Rodrigo Juste Duarte

“Guardadas as devidas proporções e diferenças musicais, as letras lembram uma outra banda de Curitiba, que também tem trabalho novo à mostra, falo da OAEOZ (www.myspace.com/oaeoz), mais veterana, com dez anos de estrada e cinco discos. As duas mostram esse “deslocamento”, essa falta de lugar em um mundo que atropela quem pára para pensar ou sentir. Esse ser é torto, tímido, “gauche”, como definiu Drummond. Vou dar um só exemplo, mas não quero que pensem que as bandas são parecidas, apenas coincidentes em certas palavras: “O fim que chega toda manhã/ quando você fica na cama dormindo sozinho”, diz a letra de “Distância”, de OAEOZ. “Todas as noites quase morro/ Para renascer cada manhã” é o início da música “Heróis”, da banda Nuvens”

Gazeta do Povo – Acordes Locais – Luiz Cláudio Oliveira


O ÁLBUM BRANCO D'OAEOZ

Dúvida! Não sei se a vida inspira os phatos ou é arte?
Teu disco me recorda a resenha do último disco da Legião que li na
Bizz, o disco era "Tempestade" e o crítico foi muito feliz no
prognóstico - acho que o papel da resenha é levar a ouvir o disco
Sonoramente teu ao vivo pega gancho no Banquete dos Mendigos no
próprio AEOZ e Pink Floyd. Melâncolico ou mórbido? Mas o título é
dúbio falsas baladas e outras canções de estrada - se vc trocar os
discos de capinha tanto faz...
Rock Adulto? Entonação oitentista (Zero) Ballet Bauhaus Novo Cinema
Alemão Rock Teatral e a maior homenagem a Nei Lisboa, o disco que ele fez com outro nome - Disco da noite/dia luz/ - o tema do sol é lindo como uma banda que me esqueço o nome agora - ramo do Bauhaus mas tem aquele outro cantor australiano que morou em São Paulo vivendo o filme das tuas palavras. "Meg & John" de Rubens K. é a minha história com outros nomes - incrível nunca tive tanta saudade dos anos 80. alguns
acordes do ao vivo também me fizeram imaginar como os "headbangers" podem ignorar teu disco, ou por quê nós somos privados da oportunidade de assistir a este show? Mas esta é a máxima da arte guardar p/
descobrir a esquizofrênia em "deserto" e é certo que o AEOZ trabalha
arduamente em suas músicas e linguagens e discos.
Dois lados um ao vivo e outro de estúdio, sabiamente via dowload - boa - bootleg ao inverso - fiquei meio desapontado quando vi que o
primeiro cd era queimado e o segundo ao vivo oficalmente presnado sem contato c/ o ar - e ouvindo entendi que era um disco de downloads coisa de fã - peguei o espírito!

(...)

tô curtindo muito o disco elétrico - conhecendo os ensaios e os
outtakes do álbum branco a gente enxerga uma similaridade até nas
coisas mais cruas - Mariana é uma música muito bonita e este
desprendimento dos arranjos da duração das faixas e ecos com Joy
division - Renato Russo - ainda não analisei o lado lírico - mas eu
gosto como vc dá as notas no vocal e o arranjo vai atrás - o
convencimento da forma - a guitarra é muito bem tocada, muito bem
dosado - minimal - os arranjos são mais sofisticados tem um piano
bonito - uma introdução diferente - parece produção da gravadora
Stilleto - por isso eu ACHO oitentista - pega o Varsóvia - pega as
nossas releituras de Rimbaud

INTRAUTERINO CAFONA SENTIMENTAL OTIMISTA ESPERANÇOSO APAIXONADO -
SOLITÁRIO - NOSTÁLGICO mas NUNCA OMISSO QUANTO ÀS RELAÇÕES É O TIPO DE
DISCO QUE A GENTE PROCURA OUVIR
Vc sabe, que eu não conheço muito de Você e o disco leva a essa
procura em saber quem é vc- então o disco é perfeito
a expresão do it yourself - explica tudinho era isso que eu queria
ouvir - apesar de eu usar bootleg com o mesmo significado.
Receber este disco já velu a pena recolocar o site no ar e é o que
estamos fazendo divulgando a música doprópriobolso.

Mário Pacheco

O texto de apresentação do jornalista Leonardo Vinhas:

Eu tinha 15 anos e sonhava em ser jornalista musical – depois que algumas aulas de contrabaixo me mostraram que eu teria “dificuldades técnicas” em seguir carreira até mesmo num “Ramones cover”. Era o começo dos anos 90, e cada descrição de um show na gringa ou mesmo na “longínqua” São Paulo (para quem morava no interior e só ia ao litoral com os pais...) valia para mim como a descrição de um épico, para dentro do qual eu era transposto graças à palavras que davam a dimensão do que eu havia perdido.
Acreditava, naquele momento, que o ofício de jornalista musical tinha a ver com saber dar aos leitores a medida exata do que eles haviam perdido, ou perdiam, não estando em determinado show, ou não escutando certo disco. E acreditava no poder transformador/catalisador/entorpecedor da música.
Hoje eu tenho o dobro dessa idade e, sendo justo comigo mesmo, continuo acreditando nesse poder da música. Mas não no jornalismo (e nem apenas no caso do musical). Cumpri meu objetivo, estive em shows, ouvi discos que ganhava de graça para resenhá-los, viajei e achei tudo isso muito frustrante e aborrecido. Conhecer os músicos era um comportamento típico da minha idealização adolescente, mas depois de certo tempo, achei melhor nem conhecer quem compunha uma canção que mexia comigo, da mesma maneira que é interessante que um fiel não conheça a vida íntima do pregador de sua fé. Os pequenos detalhes ganham demasiada importância e arruínam qualquer sonho.
A esse processo de transformação pessoal – que até aqui está restrito à música – soma-se o cinismo que parece ganhar força e tomar espaço, insidiosamente, conforme você vai abandonando a faixa dos vinte. Talvez seja uma característica de nossos tempos e nossa sociedade: começamos a trabalhar muito cedo, a dar a cara à tapa muito jovens, e a crise de meia-idade vem quando nos aproximamos do nosso suposto auge, que é a faixa dos 30 (pergunte ao seu médico, caso você já esteja freqüentando um). O fato é que quanto mais velhos, mais cínicos, e tudo parece tornar-se mais chato e menos empolgante, inclusive (e principalmente) os relacionamentos e a música. Minha geração está se sentindo velha e desesperançosa aos meros 30 anos, isso numa época em que a expectativa de vida supera os 70. Ou seja, não chegamos nem à metade de nossa existência, e já estamos rabugentos e entediados.
Aí calha que por uma série absurda de coincidências, por um ato de molecagem que parece inapropriado à sua “idade”, você faz uma viagem inesperada, cai numa cidade onde ninguém lhe conhece e você sai de lá com várias histórias para contar e até com alguns amigos. Levando ainda alguns discos debaixo do braço, passados pelos mesmos amigos.
Aí, de volta à sua casa, você escuta uma voz saindo de algum desses discos que confessa: “dizem que tenho talento para melancolia, qualquer tipo de fobia, que tenho pena de mim...” Como é que é? Eu acho que reconheço esse sentimento! Não passa muito, uma outra canção confessa que “a vida é fácil, eu é que sou complicado, sempre acabo me enroscando nesses dias tortos. A gente sempre quis ter uma vida simples, mas tudo é tão difícil quando se tenta fazer o que se quer”. Parece que todas as suas contradições adolescentes que ficaram disfarçadas sob camadas de cinismo adulto estão reveladas ali, na sua cara, prontas para ficarem reverberando até você não querer pensar mais nisso, simplesmente porque não consegue se encarar. Porém, esse mesmo disco traz uma canção sobre a estrada que, além de lhe lembrar que você nunca terá viajado o suficiente, lhe propõe que “o peso que carrego nos ombros é só bagagem”.
Foda.
Os anos passam, você passa a viajar para acompanhar aquela banda e vai vendo que, mesmo com a passagem do tempo e muitos meses de estrada, você continua cínico. Puxa, será que a música não te transformou? Será que aquilo que parecida redivivo em você foi só uma última fagulha de um brilho jovem que vai ficar permanentemente soterrado sobre essa carcaça de velho que você criou para si próprio? Live fast, die young, diziam anos atrás. Você não morreu jovem. E agora?
E agora chegam não um, mas dois discos novos dessa banda. Você nem estava esperando, mas eles chegam numa tarde rotineira, vento quente arrastando o tempo. Você tem que ir trabalhar, então coloca os discos no som do carro e nem percebe que, pela primeira vez em muito tempo, as idéias de “cinismo” e “idade” nem passam pela sua cabeça. Algumas palavras vêm lembrar que você não é mais um garoto mesmo, e daí? A esperança nunca foi privativa da juventude e, ademais, todos aqueles escritores de quem você gosta tanto, que ocupam a maior parte da sua surrada biblioteca, começaram a escrever suas melhores obras só depois dos 40. Quem é que estava preocupado com a data de nascimento mesmo?
Mas a queda do cinismo é que é mais interessante. Porque essa banda pode escrever canções a partir de uma conversa entre amigos na laje – uma canção sobre a conversa, aliás. Essa banda escreve uma canção sobre ela mesma, e a relação (não necessariamente idílica) entre seus integrantes. Caramba, essa banda escreve uma canção sobre a vontade que dá de parar com tudo e não se fazer mais o que se quer, talvez começar a fazer o que se “deve”, para evitar tantos aborrecimentos. Mas quem é que consegue viver assim? Com certeza, ninguém para quem a música importa algo conseguiria fazê-lo.
Você começa a andar com os discos na mochila (trinta e poucos anos, e ainda sai de mochila por aí?) e começa a ouvi-los quando dá tempo. Ninguém – seus “colegas” de trabalho, conhecidos, parentes – entende porque você escuta essas canções sem refrão, sem distorções óbvias ou ganchinhos saltitantes. Mas tudo bem. Eles passam suas noites de seu modo ordinário, enquanto o disco lhe recorda que “ninguém vai dormir” enquanto tivermos vontade de fazer algo mais substancial. Mesmo que estejamos de olhos fechados.
É quando você abre os olhos e vê que você mesmo está sorrindo. Sem cinismo.

Leonardo Vinhas

5/28/2015

Dez anos de “Às vezes céu” – OAEOZ



Há dez anos, o OAEOZ lançava “Às vezes céu”, terceiro disco da banda, formada na época por Ivan Santos (voz, violão, teclados, gaita), Rodrigo Montanari (baixo), Hamilton de Lócco (bateria), Carlos Zubek (guitarra) e André Ramiro (guitarra).

O disco foi gravado em oito sessões que totalizaram 25 horas, no estúdio Nico´s, entre os dias 29 de fevereiro e 10 de agosto de 2004. Ao todo foram gravadas treze faixas, sendo que doze delas acabaram no CD – nosso primeiro e único prensado em fábrica. A produção musical foi de Ivan Santos e Igor Ribeiro (que também ficou responsável pela mixagem). A produção executiva foi de Adriane Perin. Vinícius Augusto foi o técnico de gravação e Marco MacCoy (Cores D Flores) o assistente. 


Igor também tocou trumpete na faixa “3h30” – adaptação de um texto do dramaturgo Sam Sheppard. A canção “Dizem” - música minha com letra de Rubens K - contou com vocais de Edith de Camargo (Wandula) e o violoncelo de Samuel Pessati. O arranjo de cordas foi escrito por Rodrigo Lemos (Poléxia/Lemoskine). A Patrícia de Souza, mulher do Carlão, fez backing em “Dias tortos”. E o côro final de “Meia-volta” reuniu além do pessoal da banda, da Adri, e da Patrícia uma série de amigos – Rubens K, Mariele Loyola, Marco MacCoy, Luciana Raitani, e Ana Rica Clivati. Esse côro foi gravado na casa do Igor Ribeiro – que fez também a mixagem – e onde rolaram algumas gravações adicionais.


As gravações do disco têm alguns detalhes interessantes. Em “Mar dividido”, a Adri e a Patricía “tocaram” duas “healthy balls” presenteadas a nós pelo casal Thiane e Rafael Martins, da banda Deus e o Diabo (RS). São bolas de metal usadas pelos chineses pra exercícios de meditação e que quando movimentadas fazem um som como se fossem de sinos tocando. Rafael, aliás, escreveu um texto em forma de carta que foi incluído no press-kit do disco.

Já em “Horizontes”, na introdução a gente fez uma brincadeira que era simular o início da música como se alguém entrasse em um carro no meio da chuva e ligasse o rádio. Antes de tocar um trechinho da música, esse “personagem” passeia pelo dial, e entre outras coisas, ouve um trecho de uma gravação do escritor Charlie Bukowski lendo um poema dele.



A foto da capa é uma imagem do Pico Paraná feita pelo André Ramiro – nosso montanhista honorário.




O show de lançamento aconteceu no Teatro Paiol, no dia 28 de maio de 2005. E também teve uma série de participações mais do que especiais. Assim como no disco, a Edith cantou comigo “Dizem”, que contou com violino e violoncelo e o Igor tocou trumpete em “3h30”. E o “final apoteótico” com “Lembranças não valem nada” teve Adri, Lu Raitani e Marcos Linari (La Carne) nos backings. A Lu também cuidou da iluminação. E o Luigi Castel do som – ele me contou recentemente que foi a primeira vez que ele fez som no Paiol. Abaixo as incríveis fotos feitas por nossa amiga Iaskara Florenzano
























Enfim, escrevendo isso e lembrando de todos esses detalhes agora eu percebo como esse disco foi um trabalho coletivo, um “fotograma” musical de uma época e uma turma de amigos que fez tudo isso pelo simples prazer de fazer algo que gosta, sem qualquer outra pretensão. E por mais que isso não tenha importância pra mais ninguém, é muito importante pra mim, porque é o retrato de um pedaço da minha, e da nossa vida, que ficou marcado e que está impresso e gravado em “Às vezes céu”. 

São músicas que falam sobre sentimentos de inadequação e desajustamento. Uma certa vertigem de um mundo que gira e te tira o chão. Um não à idealização do passado – um tempo e um lugar que só existe na nossa cabeça. Um sim a viver a cada dia o seu dia e o futuro agora. Uma trilha musical para a autoconsciência. A dúvida como motor para a descoberta. O desafio de encarar a rotina, “o esmagamento contínuo dos sonhos”. “No future” - estamos vivos e isso é tudo. “Não sinto medo”.

Hoje, reunindo todo esse material e escrevendo esse texto, e percebendo quanta gente querida, amiga e talentosa estava envolvida na produção desse disco e desse show, percebo que ele já não é mais meu ou da banda, mas é de todos nós, que estávamos lá. Uma celebração da vida, da música, da generosidade e da amizade. Me sinto muito feliz por ter feito parte disso. 

___

Aproveitando essa celebração, a gente disponibiliza alguns itens inéditos e ou raros ligados ao “Ás vezes céu”.

Abaixo você pode conferir uma música gravada nas mesmas sessões que acabou não entrando no disco. Ela nem chegou a ser totalmente finalizada, e nem nome oficial tinha. Apelidei-a de “Você aqui assim”:



Aqui, a primeira gravação da faixa de abertura, “Lembranças não valem nada”, em registro feito provavelmente no final de 2003, no estúdio Tó, de e por Norberto Pie, que nunca chegou a ser lançada oficialmente:



Aqui, um vídeo feito por Marcelo Borges para a faixa de abertura. Como sempre, ele fez tudo sozinho, lá de Londres, por conta e risco, sem participação da banda. rs



Outra curiosidade que eu só descobri recentemente. "Às vezes céu" virou trilha de cinema. A canção "Vôo baixo" foi usada no filme "Curitiba Zero Grau", como pode ser conferido a partir de 34'46'' no vídeo abaixo:



Esse disco levou o OAEOZ a tocar em São Paulo – dois shows no mesmo dia 5 de abril de 2005, no Centro Cultural de SP e no club OUTS -; Porto Alegre, Londrina, União da Vitória.

Mesmo dez anos depois é difícil pra mim falar dele com distanciamento. Então prefiro deixar aqui algumas críticas que saíram na época, e que expressam melhor do eu poderia dizer.

“Às Vezes Céu, dito primeiro álbum do OAEOZ, é um desses casos raros de belas flores que nascem no asfalto, aumentando a fé e renovando a esperança em novas flores.”

“Afastada dos modismos, OAEOZ aposta em canções maduras e verdadeiras”

"Às vezes céu" é a estrada aberta ou o sinal do trem mudou. (...) Este discocedê é recomendado a quem gosta de desafios. Sua curiosa sonoridade contida que realça a voz me lembra que o jazz irrita ao ouvinte menos afeito justamente por costurar linhas tortas e não de canduras psicodélicas. Se eu sobreviver amanhã, arrumo coragem para ouvir o disco no escuro. Um fino solo de guitarra me devolve a alegria neste instante..." - Mário Pacheco – site dopropiobolso

“E é nessas falhas (como a voz oscilante de Ivan Santos), abertas entre rasgos musicais de almas lavadas e sentimentos contraditórios, que reside o poder arrebatador desse álbum. Um disco bonito demais, bonito como sua capa, bonito como os erros de quem acredita em alguma coisa além de si próprio mas não cai em respostas fanáticas fáceis." - Leonardo Vinhas – site Gordurama

Se na vida, no dia-a-dia, é bom buscar um caminho do meio, como nos ensinou Buda, este conselho, definitivamente, não é bom para a arte, que vive e avança quando se arrisca, quando transgride, enlouquece e nos mostra, inclusive, as imperfeições. Esse é um prêmio conquistado por OAEOZ com o sacrifício pessoal de seus integrantes e também de quem os auxiliou nesta empreitada. Eles fizeram arte fugindo da mediocridade. Se eu fosse Nick Hornby, já colocaria este trabalho na lista dos melhores discos do ano, independentes ou não e de qualquer região do planeta - Luiz Claudio Oliveira – site TudoParaná

"A beleza deste trabalho não se limita às melodias e composições, a parte gráfica feita em dig-pack com uma maravilhosa foto do pico do Paraná feita por André Ramiro dá o tema: contrastando o tom escuro das montanhas com o azul do céu e todo o material destinado a divulgação feito em azul remete à tranqüilidade da alma contrastada com a densidade montanhosa da vida!" - Wellington Dias – site Gramophone  

Aqui, Leonardo Vinhas escreve para o Scream Yell sobre o show no OUTS:

Leo Vinhas, aliás, jornalista de Taubaté que conheci primeiro lendo seus textos no Scream Yell e depois nos foi apresentado pessoalmente pelo parceiro Rubens K foi umas amizades que a gente acabou fazendo a partir da música. Foi ela que nos aproximou – no que eu sou muito grato, pois se trata de um cara com grande sensibilidade e talento. Por isso, não poderia ter pessoa melhor pra escrever sobre os dez anos de “Às vezes céu”, como você pode conferir no texto abaixo.

3/29/2012

Ophelia



De 02 a 08 de abril
As 19h30
R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
Direção de Lucianna Raitani
Texto de Lucianna Raitani e Tissa Valverde
Elenco: Pate Andreucci
Ass. direção: Paul Abbott
Som: Amauri Crepaldi e OAOEZ

Neste Festival de Curitiba de 2012, a Bicicletaria Cultural recebe a peça Ophelia [direção de Lucianna Raitani, direto de Londres/ Inglaterra].
Ophelia nasceu do texto Ofélia Terrorista a 4 mãos de Lucianna Raitani e Patrícia Valverde [Tissa] em 2005.

Parceiras há anos, Raitani e Valverde mergulharam em afetos e emoções como casamentos, maternidade, viagens, perdas de familiares e muita loucura até emergir para convidar o público a testemunhar suas histórias.
Esse é um trabalho inspirado na personagem Ofélia da obra Hamlet [William Shakespeare], como arquétipo da donzela que aguarda inocentemente seu príncipe tomá-la.
Esta peça Ophelia também enlouquece pois seu príncipe não é mais um herói, abusa de sua paciência ao deixá-la esperando para o casamento e ela não vai deixar barato.
Esta Ophelia vai encontrar Hamlet e dar-lhe o recado, custe o que custar!

http://festivaldecuritiba.com.br/espetaculos/ver/391/Fringe/Experimental/Ophelia
http://guia.gazetadopovo.com.br/teatro/ophelia/4382/1927/
http://run-ophelia-run.blogspot.com.br/

Tissa Valverde
Artista [performance art] e atriz da cia. Emcomodo Teatral.
Idealizadora da Bicicletaria Cultural.

http://www.youtube.com/watch?v=dd18hndfjxA
http://www.grupoum.art.br/2003e2004/release/index.html

Lucianna Raitani
Arte educadora e diretora de teatro
Reside em Londres, Inglaterra

https://www.facebook.com/pages/Annoying-Arts-Company/185728344864439
http://www.geocities.ws/emcomodo/um_ponto.html

Pate Andreucci
Atriz e sócia da Light Industrial Theatre, Inglaterra

http://www.flickr.com/photos/carolnocetti/5780232905/in/photostream/
http://litophelia.wordpress.com/

Bicicletaria Cultural de CURITIBA
Celebrando boas idéias para o cultivo de um corpo social.

http://bicicletariacultural.wordpress.com/2012/02/23/peca-ophelia-abril/

Nasce a partir da iniciativa privada para atender uma necessidade pública, promovendo um centro de apoio e serviços ao ciclista com estacionamento, oficina e ações culturais diversas.
A Bicicletaria Cultural é motivada, por interesse pessoal, numa comunidade interligada por suas experiências, concentrando alto capital de mobilização. Inaugurada em 18 de agosto de 2011.

8/11/2011

Só queria uma canção

Sei que tenho muitas músicas preferidas d'OAEOZ. Está que está aí embaixo também, acho uma das melhores da banda. Lembro de uma historinha sobre ela que não sei se é isso mesmo, mas sei que ouvi isso. Soube que é uma letra que partiu de algo que rabisquei, aqueles meus desabafos clássicos, em busca das palavras que pudessem dizer o que eu sentia. é sempre isso: eu querendo, desesperadamente, saber escrever nem digo como outros tantos que li, mas eu em busca das minhas palavras, sempre rebeldes e difíceis. Pelo jeito deixei um desses cadernos (eu escrevo em vários cadernos e blocos e folhas soltas, depois vou achando, deixei o caderno largado e ivan o achou. Ele já tinha musicado algo que eu escrevera e viu um longo escrito.
Ao que tudo indica, era eu quem queria fazer uma canção, uma canção que conseguisse dizer disso tudo que eu sinto e que, agora, ao acordar pra trabalhar e ver o blog, voltou - e me fez parar tudo só pra ouvir essa canção outra vez e lembrar disso. Lembrar da primeira vez que a ouvi, da primeira vez que a ouvi pronta e do como essa frase "eu só queria fazer uma canção pra você" me acertou e ainda tá aqui dentro de mim. Eu lembro exatamente que escrevi, com meus garranchos, várias folhas uma tentativa de falar dessa convivência linda que tenho e que faz a minha vida ter sentido. Um dia eu acho esses garranchos e saberei que foi deles que nasceu essa bela canção, com uma letra toda outra, usando só uma frase - a que dizia tudo, na verdade.
Quando a ouvi agora, outra vez, foi como se toda a tensão desses últimos meses caíssem, acho que despi a armadura e até a euforia desses últimos sete dias, desde que soube que seria contratada, se transformou em uma outra coisa. Dei uma desmontada e tive que parar tudo.
Comecei a trabalhar na sexta passada na CBN, saí da minha zona de conforto, a urgência voltou e eu entrei num redemoinho de outras emoções, absolutamente tomada pela força de fazer algo novo e tão bacana. Desde então, ouvi pouquíssima música, e meu fones estão sempre sintonizados na radio notícia.
Ao ouvir essa canção depois de tanto tempo algo se dissolveu dentro de mim e um outro algo se abriu.Lembrei da sensação de leveza por conseguir sorrir bem outra vez, a mesma que senti no Ivan ao perceber a minha mudança. Eu vi nos olhos dele a alegria por mim. É disso que eu me alimento, desse amor, dessas músicas, desses amigos e desses dias em que eu posso fazer o que eu gosto e preciso pra viver bem. Neste instante, algo aconteceu e os nós todos de tensão acabaram. Preciso de um café agora. De ouvir essa música outras vezes. Começa agora uma nova fase - e novas canções já estão nascendo também. (adriperin)

5/20/2011

Dez anos de "Dias" - OAEOZ


BAIXE

Há dez anos, mais exatamente em 4 e 5 de maio de 2001, o OAEOZ lançava "Dias", nosso primeiro "disco cheio", com dois shows no hoje fechado auditório Antonio Carlos Kraide, no Centro Cultural do Portão. Foram duas noites em que tivemos também a participação do Paulinho Branco no saxofone e da Marília Giller no piano. um luxo. e um prazer imenso. um momento de afirmação pra gente. de tensão, mas também de muita alegria e satisfação. gostava muito daquele teatro. lembro de ter visto shows antológicos lá, de gente como beijo aa força, wandula, plêiade. e tocar lá era a realização de um sonho, de uma paixão. pela música e por estar no palco, com seus amigos, sua turma, fazendo a sua música. éramos ingenuamente e genuinamente sonhadores. e por mais que tudo fosse difícil, no momento em que estávamos no palco tudo fazia sentido. nada mais importava.

foto de divulgação de "Dias" feita na janela do sótão da casa verde do campina do siqueira

Dias era na verdade uma espécie de coletânea, com cinco músicas - recado, dias, talvez, waking up, e disco riscado - gravadas "em estúdio", leia-se, o sótão da nossa casa verde no campina do siqueira. quem gravou foi o lucio lowen machado, hoje do klezmorin. e foi muito legal, porque era o sótão aonde a gente ensaiava, e tinha um clima "campestre", todo de madeira, com uma acústica incrível.
oaeoz no "enterro" da bizz, em julho de 2001, na última edição da fase inicial da revista. na foto, imitando foto do sexo explícito de john e rubinho troll
lembro que a certa altura da gravação tivemos a energia cortada por falta de pagamento e eu fui lá e fiz um "gato" pra gente poder continuar. eram tempos difíceis, eu tinha saído da gazeta e vivia de frilas então esse tipo de coisa era normal. lembro também que emprestei uma guitarra telecaster original americana circa 68 do diego sigh e um violão de doze cordas do claudião pimentel (pleiade). afora o episódio da "visita" da copel (rs) as gravações foram num astral muito legal. superelax, até porque estávamos literalmente em casa. lembro quando o paulinho foi gravar sua participação em waking up, um épico mercuryreveano bem típico da primeira fase do oaeoz. obviamente que ele não tinha ensaiado e nem conhecia a música. pois foi só colocar pro cara ouvir uma duas vezes que ele já saiu tocando e fez o take.
o disco tinha ainda três músicas - monumentos sem cabeça, me apaixonei por uma burguesa e tudo o que eu queria - gravadas ao vivo no estúdio gramophone para o programa ciclojam do ciro ridal, na época ainda só no rádio.
tinha também a instrumental neblina, gravada só pelo igor.
a última faixa - texas dream - era uma música incidental instrumental gravada durante uma jam da gente lá em casa. lembro que gravei isso em um tape deck gradiente com um par de microfones ambientes emprestados pelo fábio riesemberg. eram dois microfones pequenos que mais pareciam duas mini caixas de som que o pai dele usava pra gravar passarinhos cantando. olha o naipe. rs
enfim é muito louco lembrar de tudo isso e pensar que se passaram dez anos. ao mesmo tempo que parece que foi ontem, parece que faz um século. tanta coisa aconteceu de lá pra cá. tanta coisa se perdeu, e tanta coisa se ganhou também, sei lá. viver é isso, e eu tenho muito orgulho e satisfação de ter vivido isso, de ter feito esse disco. porque no final das contas o que importa da vida é o que se vive, se faz, se deixa. e o disco taí. pode não ser conhecido, nem badalado, mas é um pedaço inescapavel das nossas vidas, dos nossos dias.

nunca esqueço quando o marcos zibordi, repórter da gazeta, me ligou pra gente conversar sobre o disco e ele de cara me disse uma coisa que era exatamente aquilo que eu já pensava. que a música do oaeoz era uma espécie de antídoto pro cinismo que virou moda nos nossos dias. "tem dias em que a vontade de gritar e não poder machuca e o silêncio já não é mais um conforto". e foi bem isso que ele escreveu na matéria.
"As sonorizações cotidianas, os painéis da cidade, pensamentos contraditórios entre criar e viver, os limites entre arte e mercado, entre espontaneidade criativa e produto sem charme nenhum: tudo isso está em Dias, que deve permanecer por meses e anos. Contra o cinismo, só a permanência".
Marcos Zibordi - Gazeta do Povo - 4 de maio de 2001

um brinde igor, rodrigo, camarão.

aos nossos dias que foram e aos que virão!

8/26/2010

Mofonovo

Nosso amigo Neri Rosa, uma daquelas figuras que como eu digo, se não existissem, deveriam ser inventadas, grande incentivador da cena local, apresentador e produtor durante anos do programa de rádio Último Volume, agora está com um blog, o Mofonovo. E o que é melhor, está disponibilizando no blog pérolas de seu incomensurável acervo discográfico, com direito a muitas raridades do rock underground brasileiro e curitibano.

Com a generosidade de sempre, ele até publicou um post falando sobre o OAEOZ e a Hotel Avenida.

Vale a pena visitar, conhecer e aproveitar o conhecimento e a sensibilidade desse grande cara.

8/04/2010

Ciclojam estreia nova temporada na TV Lúmen/Canal Futura

Nesta quarta-feira, as 22h30 (com reprises aos sábados no mesmo horário), na Lumen TV/Canal Futura (16 UHF e 32 NET), tem a estreia da nova temporada do Ciclojam, programa produzido pelo grande Cyro Ridal, com apresentações gravadas ao vivo e entrevistas com bandas curitibanas. Nesta temporada estão nove bandas: Koti e os Penitentes, Charme Chulo, Giovani Caruso e o Escambau, Poléxia, Diedrich e os Marlenes, Anacrônica, Cassim & Barbária, Mordida e Cosmonave.

O Ciclojam começou, na verdade, como um bloco dentro do programa de rádio - Caleidoscópio - e ia ao ar inicialmente na lendária Rádio Estação Primeira, e depois passou para a Rádio Educativa. Depois, se tornou um programa próprio, na televisão, inicialmente na TV Educativa, e mais recentemente, na Lúmen/Futura.

Com o OAEOZ, tive a oportunidade de participar do programa nos dois formatos - no rádio e na TV. E em ambos os casos foi uma experiência ótima. Afinal, pra quem faz música, nada melhor do que poder mostrar seu trabalho em uma emissora de rádio ou tv aberta, acessível a todos, e ainda com uma produção bacana. O programa de rádio, por exemplo, a gente gravou nos estúdios da Gramophone. Ficou tão bom que usamos algumas músicas no disco Dias (2001).

Monumentos sem cabeça - OAEOZ - Dias (2001)

O da TV gravamos na época no teatro Paiol, que não preciso dizer, é um lugar histórico para a cultura local.
Fico muito feliz que o programa esteja voltando. Trata-se de uma das mais importantes iniciativas de registro da música local. Muitas bandas surgem e desaparecem sem ter a oportunidade de ter um registro com essa qualidade. E a gente sabe como é difícil, no Brasil, manter um programa como esse, sem grandes patrocínios/apoios, no ar por tanto tempo.

Vida longa ao Ciclojam.

veja mais videos do Ciclojam aqui.

11/13/2009

Tempo

OAEOZ em 1999, na frente do antigo estúdio Áudio Beltrão, na época da gravação da segunda demo, "De Inverno": tínhamos todo o tempo do mundo.

Tempo tanto tempo qualquer tempo
possibilidades
tempo pra tudo
tudo e o nada
talvez
a mesma coisa
tudo e o nada

tudo talvez no espaço
o que existe depois do espaço
seria a galáxia do nada
seria a galáxia do nada

venha comigo e pegue
pegue sua espada
vamos para uma caminhada
vamos atrás do nada


Dia desses tava conversando com o Ramiro pelo msn (sim, parece que agora a gente só consegue conversar através dessas malditas máquinas) e a gente tava comentando como todo mundo parece não ter mais tempo pra nada, muito menos pra encontrar os amigos e jogar conversa fora, ou simplesmente fazer um som sem maiores preocupações, só por diversão. E ele citou rapidamente essa música do Igor que foi lançada na primeira demo do OAEOZ, no longínquo ano de 1998. E depois disso fiquei pensando em como essa letra, apesar de até certo ponto pueril, é tão eloquente em sua simplicidade e ainda mais atual quanto quando ela foi lançada.
É curioso porque eu lembro que os futurólogos de antigamente (ops) diziam que com a revolução tecnológica os homens teriam máquinas pra assumir as coisas chatas da vida, e a gente ia ter muito mais tempo pra lazer e outras coisas prazerosas. E o que aconteceu foi justamente o contrário. Nunca estivemos tão cercados por máquinas, e nunca tivemos tão pouco tempo pra viver de verdade, no mundo real. Estamos tão ocupados com o mundo virtual e seus blogs, orkuts, facebooks, emails e o caralho a quatro, que não temos tempo mais pra um simples abraço, uma cerveja com os amigos ou simplesmente sentar na calçada e ver o tempo passar.
Não se trata de nenhuma reclamação, mas de uma constatação. Como já comentei aqui, estamos cada vez mais “conectados” com a realidade virtual, e cada vez mais alienados da realidade “real” (rs). O que outrora era facilidade, virou escravidão. O mais triste é pensar que quando acordarmos desse “sonho cibernético”, a vida real terá passado, e aí será tarde demais pra recuperar o tempo perdido desperdiçado na frente dessa telinha. “vamos atrás do nada...”

pra ouvir e baixar "tempo" aqui

6/10/2009

"Falsas baladas" no Coisa Pop

"Com 'Falsas Baladas...' o OAEOZ lança um disco que em nenhum momento parece fácil e gratuito, que para ser apreciado precisa ser tocado por vezes e mais vezes, mas que a partir do momento que você acredita nas canções, fica difícil não gostar."

leia a resenha na íntegra no blog Coisa Pop

5/20/2009

Falsas baladas entre os mais baixados do Senhor F

Deu no Senhor F

Selo digital Senhor F Virtual: 140 mil downloads gratuitos em 2008

* Da Redação

O selo digital Senhor F Virtual totalizou 141.706 downloads durante o ano de 2008, superando a marca de 55.576 registrada no ano anterior. Até abril deste ano, os números já ultrapassaram os 70.000 downloads, apontando para um novo crescimento. O número total inclui discos-cheios zipados (que contém várias músicas), eps e singles, e músicas avulsas lançadas durante e, em alguns casos, antes de 2008.

O disco-cheio mais baixado é "Pequenas Coisas Me Fazem Feliz" da banda mineira Radiotape, lançado em maio de 2008, com 820 downloads. Em seguida, estão "Falsas Baladas e Outras Canções de Estrada" da curitibana OEOZ, (sic)lançado em abril, com 520 discos, e "Teatro que Celebra a Extinção do Inverno" dos catarinenses Stuart, lançado em junho, com 390 discos.

veja a íntegra.

1/08/2009

EP no Subtropicália

"Mas o grande trunfo deste registro é a música “Noturna”. Minimalista, esmagadora, cortante e esfumaçada. Uma repetição crua e angustiante no piano que duela com o suave flugelhorn conduzido por Igor Ribeiro, tudo isso ilustrado pelo total contraponto no turbilhão de sentimentos jogados na letra. Uma espécie de desabafo decisivo sobre um casal que não existe mais, através de trechos soltos que permitem diferentes leituras do caso (principalmente nos ecos de “não posso, não gosto, não quero…”). O melhor é o toque de auto-ironia dela… de noção de fraqueza carnal e descontrole perante sentimentos mais primitivos… por mais que o racional insista em permanecer… “Noturna” foi a única faixa gravada pelos dois em estúdio e esse resultado é assustador perante todo o potencial dessa parceria… que não acaba aqui."

leia a íntegra do texto do Guga Azevedo sobre o EP "Ivan Santos & Giancarlo Rufatto" no blog Subtropicália.

10/30/2008

Deserto - Ivan Santos e Giancarlo Rufatto



www.myspace.com/giancarlorufatto


A primeira canção do EP produzido por Ivan Santos (vocalista da banda curitibana OAEOZ) e Giancarlo Rufatto está disponível no MYSPACE. Escrita por Ivan e cantada por Giancarlo, “Deserto” recebeu um arranjo complemente diferente da versão original presente no disco “Ao vivo na Grande Garagem que Grava” do OAEOZ. O EP será disponibilizado em breve pela De Inverno Records.

Abaixo um texto do Gian sobre o EP, já publicado no Mondo Bacana

"Ivan Santos não se lembra da primeira vez que conversamos. Foi após um show de sua banda, OAEOZ. Estava ali para ver a banda que tocaria em seguida (mais precisamente para ver a vocalista), mas perdi o inicio do show seguinte para trocar umas palavras sobre o show deles. Até então, pouca coisa havia escutado da banda e não era o suficiente para dizer se gostava na época ou não. Corta. Mais ou menos um mês depois recebo um email do Ivan dizendo que havia se impressionado com meu projeto anterior, a lo-fi dreams e tinha escrito um texto sobre “sua descoberta”. Isso já era julho de 2007 e eu já estava em outra, tentando lançar um disco "folke” – estilo musical forjado a base de violões e contas a pagar – chamado “Cancioneiro vol.1” e estava fazendo shows semanais pelas ruas de Curitiba. O disco nunca saiu, mas ajudou a fazer novos amiguinhos e ser entrevistado para um jornal pela mulher de Ivan. Corta de novo. OAEOZ estava ensaiando um show que viraria disco pelo projeto Grande Garagem que Grava e fui convidado para tocar teclados na canção que abre o disco – Deserto. Fui há alguns ensaios, o suficiente para que os integrantes da banda notassem minha falta de talento para com as teclas e fui dispensado. Mesmo assim Deserto ganhou um fã e uma versão que por enquanto está disponivel somente no Myspace. o EP será lançado oficialmente nos próximos dias aqui no Mondo Bacana e pela De Inverno Records"

10/22/2008

Uma noitada excelente

Névoa


Porta boleros


E o show do Lique, com sua Liquespace, ontem, no Wonka foi excelente. O melhor show que eu vi (e ouvi) lá. Mesmo com duas guitarras, baixo, bateria, acordeon e duas vozes dava para ouvir tudo bem, coisa que nem sempre se consegue lá, por conta do pouco espaço e da dificuldade em se acertar o som. Mas o Lique, como não é bobo, só se cercou de feras, que além de tocar muito, tem sensibilidade pra achar o volume exato da coisa, nem mais, nem menos. Gostei muito do guitarrista, excelentes timbres, colocação perfeita, sem exageros ou faltas. O batera (que também toca no Stella Viva), também muito bom, preciso e suingado (aliás, gostei da batera do cara com o bumbo menor, na medida pro lugar e pro tipo de som). E do acordeonista, talvez o maior destaque em termos de performance. O cara passa uma alegria contagiante de tocar. Você percebe quando uma banda funciona e se diverte tocando quando até os caras que não tem microfone cantam (vi isso várias vezes). Sobre o Denis, baixista, é desnecessário falar qualquer coisa, nê. O cara é simplesmente a elegância em pessoa.
Falando em elegância, o que dizer então do Lique? O cara faz tudo parecer tão fácil que dá até raiva. E as músicas cresceram ao vivo, ganhando corpo, soando mais pop, e mais rock sem perder os detalhes e a sofisticação que é a marca do trabalho do cara. Simplesmente clássico! Quem viu, viu, quem não viu, perdeu.
Fora que ontem reuniu-se no Wonka algumas das cabeças mais iluminadas e talentosas da música curitibana, com longa folha de serviços prestados à malandragem da boa, à arte, e a beberagem, claro, que ninguém é de ferro. Que dizer de uma festa que reúne Lucio Machado (Loxoscelle), Igor Ribeiro (oaeoz, Íris e mais trocentas bandas), Camarão, Cassio Linhares (Zeitgeist), Davi, Flávio Jacobsen, Rubens K, Marcelo França, Quinho, Antonio Saraiva, e muitos outros que não me lembro agora. Enfim, a fina flor da malandragem musical da cidade (ahahah). Foi deveras uma noitada excelente, como diria o Arnaldo.

10/15/2008

Desculpas



Curta-metragem produzido pelos alunos do 3º ano de Jornalismo da Universidade Positivo.

Sinopse: Uma escova de dentes. Essa é a questão que divide as opiniões de Cibele (Cínthia Albuquerque) e Henrique (Maurício Aguiar). A intimidade chega e atormenta o casal. No meio de muito amor, paixão, ciúmes e possessão, esses jovens aprendem que o diálogo é a melhor forma de descobrir o que se passa na cabeça do outro.

Direção: João Pedro Schonarth Produção: Elisa Cordeiro, Louise Possobon e Katna Baran
Direção de Arte e Fotografia: Isadora Hofstaetter e Kamilla Fernandes Câmera: Leônidas Vinício
Continuista: Karollyna Krambeck
Pós-produção
Decupagem: Karollyna Krambeck
Design: Isadora Hofstaetter
Edição: João Pedro Schonarth
Apoio: Jornal do Estado, Edison Montanarin e Fotógrafo Téo Pitella

Elenco:
Cínthia Albuquerque
Maurício Aguiar
André Gustavo Pupo
Eduardo Cardoso
Filipe Miyasaka
Kamilla Fernandes
Lorena de Oliveira
Rodrigo Renan Pupo

Trilha sonora: Desculpas (Não quero saber) - Banda OAEOZ

Curitiba, 2008

10/14/2008

10/12/2008

La Carne - Granada no Showlivre - bootleg 2008



É isso aí. A melhor banda de rock do Brasil, tocando seu disco novo, ao vivo. Cortesia do senhor Wellington "big boss" Dias. Como ele mesmo disse, uma granada sem pino, explodindo nos corações dos amantes dos bons sons.

Aqui o áudio.

aqui o video

10/07/2008

La Carne no Showlivre



E nesta terça-feira, dia 07, a partir das 15h, um programa imperdível. La Carne ao vivo no Estúdio ShowLivre, tocando músicas do novo disco "Granada" e coisas do La Carne, Bom Dia Barbárie e Desconhece o rumo mas se vai. Quem não puder assistir na hora, é só acessar o site depois, que o programa fica arquivado.