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4/06/2016

Banda IMOF lança seu novo single: “O começo outra vez”



A banda IMOF, de Curitiba, está lançando seu novo single: “O começo outra vez”. Com três faixas, ele foi gravado no estúdio AB Música, por Rodrigo Andrade, baixista do grupo, com direção musical e arranjos de Martinuci. Além da canção título, o disco traz “Eu vou dizer”, parceria entre Ivan Santos e Martinuci, e como bônus track, “Vai se abrir”, versão da IMOF para a música "Va A Escampar" (Sebastián Teysera) da banda uruguaia La Vela Puerca, gravada originalmente para o tributo “Somos todos latinos”, do site Scream Yell.

O single está sendo lançado pelo selo De Inverno para download gratuito. Também será lançada uma versão física em CD, no próximo dia 16/04, em show no 92 Graus, ao lado das bandas La Carne (Osasco/SP) e a curitibana Leis do Avesso.

 Nascida em 2012, a IMOF tem em sua formação músicos experientes e com longa história na música alternativa paranaense. Ivan Santos (voz, violão) foi vocalista e compositor da banda OAEOZ, e é criador, junto com a jornalista Adriane Perin, do selo De Inverno e do festival Rock de Inverno. Osmário Jr (bateria) integrou as bandas CMU Down, UV Ray, Dive e Sofia; Rodrigo AB (baixo) tocou na Equipe Espacial nos anos 90, entre outros grupos, e Martinuci (guitarra, piano) encabeça o projeto Stilnovisti. Lucas Paixão (guitarra) trabalha com produção musical.


Baixe http://deinverno.blogspot.com.br



Ouça https://soundcloud.com/imof
Contato deinverno2@gmail.com


7/02/2015

Rock de Inverno - 15 anos



É muito legal voltar a ouvir uma canção e reviver tudo – ou o que a memória permite! Não raras vezes essas canções cantam também os pedaços da vida de quem a ouve. Comigo é assim, quase sempre. Uma canção antiga é capaz de trazer cenas, lembranças, pessoas, pendengas, empreitadas boas, amigos, amigas, amores...

Por isso, mais uma vez bastou ouvir os primeiros acordes de Filme, do Cores d Flores para que meu ser inteirinho reagisse. Quando entrou “De Inverno”, d’OAEOZ, me toquei que estava ouvindo a coletânea Rock de Inverno – Mostra da Nova Música Independente de Curitiba. OAEOZ do tempo do Igor... aquele menino que um dia o Daniel levou lá em casa e que se transformou no parceiro musical primeiro do Ivan, que o apresentou ao Rubens... enfim. (eu avisei que é só ouvir que as histórias vão voltando).

Há 15 anos, nos dias 8, 9 e 10 de junho de 2000, no Circus Bar, acontecia a primeira edição do nosso primeiro grande desafio, o  Rock de Inverno – Mostra da Nova Música Independente de Curitiba , com os shows começando “impreterivelmente às 23h”.  rsrsrs. uma ‘briga’ nossa desde sempre esse negócio de horário de shows!







No palco,  Faus (banda do Coelio), Plêiade (‘retornando’), Zigurate, Loaded, OAEOZ (que acabou tocando na sexta), Cores d Flores, Madeixas, Quisto (depois Loxoscelle) e Zeitgeist co. Na plateia, muita gente, entre os quais, Carlota Cafieiro, jornalista do Correio do Povo, de Campinas, repórter do Alexandre Matias; e ele, o figuraça, uma atração à parte, o  músico e, na época, jornalista da Bizz, que acabou escrevendo sobre o festival para o Estadão: Minho K!






Na produção eu e Ivan, com  Mackoy ajudando no som, Marcelo Borges nas imagens e meus pais recebendo os jornalistas convidados, levando os dois para almoçar, enfim, fazendo as honras da casa enquanto eu e Ivan estamos nos respectivos jornais em que trabalhávamos (Gazeta do Povo e Jornal do Estado).  Lembro bem da ansiedade!!








A De Inverno nascia ali, antes mesmo de ter ciência disso. Nossa vontade era muito simples: mostrar para o Brasil essa nova geração da música curitibana, pós “Seattle brasileira”,  nascida em meados dos anos 90 em diante com canções em bom português. Mais ou menos na mesma época o Ivan preparou um kit sobre essas e muitas outras bandas da época e enviamos para jornalistas-chave. A gente não tinha dúvida da qualidade dessa nova safra e sabia que, se queríamos que o resto do mundo soubesse, alguém tinha que fazer alguma coisa. Uma das ações – além de organizar um festival bacana, com estrutura bacana, pensando nos artistas e na qualidade do equipamento de som – foi convidar jornalistas de veículos importantes para virem cobrir - leia-se bancar todos os custos da viagem e estadia.  Outra estratégia era ter bandas de outras cidades, também das novas cenas, para assim completar nossa proposta de “inserir essa nova geração curitibana na nova cena nacional”, o que fizemos a partir da terceira edição.

Material gráfico bonito assinado pelo Camarão e Alexandre Striq e um press kit que, além dos tradicionais releases e fotos, também tinha uma coletânea com uma música de cada banda, uma marca do Rock de Inverno, que deu início ao acervo do Selo.

Lá fui eu toda confiante como projeto na mão caprichado bater na porta de algumas empresas. Lembro muito da Cini, acho que foi para quem mais liguei.  Em uma tarde, lembro até o telefone público  (hoje inexistente, claro) do qual falei com o Ivan, à beira das lágrimas porque não me conformava: “como as pessoas podem não querer apoiar um projeto legal como este?”. É, eu achava tão improvável isso na época. Sonhadora, iludida! Hahahaha. Enfim, não rolou apoio e fizemos com nossos salários mesmo!  Pois é, vale sim ser sonhadora e iludida, às vezes!

A casa cheia nas três noites foi algo incrível.  Ao tentar voltar pra frente do palco no show da Plêiade uns engraçadinhos quiseram não me deixar passar... tá bom! Claro que eu ri e disse que era para ele me agradecer ao invés de me barrar e fui para o meu lugar preferido!

De outras cenas que não esqueço Minho K é a estrela.  Ele e seu indefectível chapéu. Lá pelas tantas, em algum dia, estava o jornalista estirado no chão, curtindo o som. Completamente tomado pelos sons das bandas que tanto curtíamos também!  Foi sem palavras, porque além de jornalista ele tocara em uma banda que eu e Ivan curtíamos há anos, embora pouco conhecida. Um disco que eu lembro do instante em que peguei nas mãos, com sua capa de vinil linda e suas canções incríveis. No final, eu e Ivan cantávamos canções do 3 Hombres, cada um de um lado do Minho K. E ele lá, sem acreditar naqueles dois doidos chorando de alegria e não acreditando ainda no que tínhamos feito.

Vendo hoje,  ainda que tivéssemos feito uma única edição do Rock de Inverno, aqueles três dias já teriam tornado tudo mais especial. Mas, não paramos. Veio o segundo, terceiro ( no 92, com 22 jornalistas convidados, entre os quais MTV, Folha, Estadão, Alto Falante), quarto, quinto (com a atração internacional, Transcargo), sexto e o sétimo (que trouxe Fellini e fez nossos amigos, marmanjos chorarem por aquele momento).

Entre erros e acertos, gosto da nossa história, tenho orgulho dela e ela me dá muito alegria ainda hoje.

E aqui, pra relembrar e reviver, o link com a coletânea Rock de Inverno - Mostra da Nova Mùsica Independente de Curitiba.

http://deinvernorecords.bandcamp.com/album/rock-de-inverno-2000




10/28/2011

Palco De Inverno traz Mopho e Os The Darma Lóvers para a Virada Cultural


Os The Darma Lóvers - foto: Danilo Chistides


Mopho (AL) - foto - Woulthamberg Rodrigues

Jair Naves (SP) - foto Patricia Caggegi


Produtora curitibana celebra dez anos com shows inéditos da banda alagoana lançando seu terceiro disco e do grupo gaúcho com a formação completa. Serão três dias com performances também de grupos curitibanos, workshop de produção musical e capoeira


A Virada da Corrente Cultural de Curitiba, no dia 5 de novembro, terá 12 horas de shows com bandas brasileiras sob os cuidados da produtora De Inverno, que aproveita a festa para celebrar uma década de atividade. A partir do meio-dia, o Palco De Inverno, no Peppers’Bar, recebe as performances de dez bandas, duas com shows inéditos na cidade.
As convidadas de fora são a gaúcha Os The Darma Lóvers, a alagoana Mopho e o paulista Jair Naves. Ao lado delas, as paranaenses Te Extraño, Colorphonic, Liquespace, Easy Players, Pão de Hamburguer, Banda Gentileza e a estreante Reticênciaz, encarregada da abertura.
O Palco De Inverno será também o início da celebração do aniversário de outro projeto bacana da cidade, o PrasBandas, de Getúlio Guerra, que está completando seis anos e se uniu à De Inverno nesta festa. A proposta do PrasBandas é promover shows com bandas em espaços públicos em seus próprios bairros. No dia 12, shows de bandas que passaram pelos dois projetos vão marcar o encontro das duas produtoras nas Ruínas de São Francisco, onde haverá também uma roda com o Grupo Força da Capoeira.
A programação do Palco De Inverno oferece ainda um workshopp de produção musical, no dia 9.11, ministrado por Luigi Castell. Tudo com entrada franca.

As bandas - A gaúcha Os The Darma Lóvers (algo como “os amantes do caminho interno”) tem mais de 10 anos de estrada e apresenta pela primeira vez em Curitiba seu show completo, em formato de sexteto. Com quatro discos gravados, a banda começou em torno do duo Nenung & Yang Zam. Eles seguem a tradição folk, sem dispensar o tempero brasileiro para criar um rock psicodélico com forte pegada pop. Ao longo desta trajetória, o duo contou com o apoio de amigos músicos, figuras centrais da cena musical gaúcha, e suas composições foram gravadas também por artistas de destaque nacional, como Dado Villa-Lobos (Legião Urbana). Com o disco mais recente, “SimplesMente”, Os The Darma Lóvers atingiram um ponto de maturidade criativa que reafirma seu posto de uma das mais interessantes e inventivas bandas brasileiras da atualidade.
De Maceió vem a formação original da banda Mopho, que retorna à Curitiba para o primeiro show de lançamento do terceiro disco, “Volume 3” fora do Nordeste. O quinteto construiu uma sonoridade que combina bem os timbres 60’s, letras fortes e interpretação intensa, com sotaque alagoano. Depois de cinco anos separados, em 2008 o grupo anunciou o retorno prometendo o disco novo. Lançado pelo selo Pisces Records, “Volume 3” chegou em 2011.

O ex-Ludovic Jair Naves vem de São Paulo para apresentar o repertório de sua carreira solo, já registrado no bem conceituado disco de estreia, “Araguari”, que rendeu indicações às mais importantes listas de melhores do ano, entre elas a Trama Virtual, Oi! Novo Som, Zona Punk e Showlivre. Em menos de dois anos, Jair Naves se destacou mantendo seu estilo interpretativo único, combinado com arranjos delicados e elementos novos, como violões e pianos, em meio a histórias ambíguas. Em maio lançou o single "Um Passo Por Vez", que alcançou o topo na lista de músicas mais ouvidas no site Trama Virtual.
A seleção de bandas locais segue uma tradição da De Inverno de combinar novos artistas com grupos já experientes. Quem abre a programação do Palco De Inverno é Reticênciaz, banda que reúne músicos de diferentes gerações da cena local. Também dando seus passos iniciais no circuito estão Te Extraño e Colorphonics, que tocam ao lado de formações que já conquistaram destaque local e nacional, como Banda Gentileza, Liquespace, Easy Players e Pão de Hambúrguer.

Criada em 2000 pelos jornalistas Adriane Perin e Ivan Santos, com a primeira das sete edições do Festival Rock de Inverno, a De Inverno organizou mais de 70 shows. Também lançou mais de 20 títulos entre, vídeos, coletâneas e discos de bandas locais. Este ano começou um projeto novo, a Noite De Inverno, que teve duas edições com o lançamento dos novos discos da paulistana Lestics e da brasiliense Beto Só.
Além do Incentivo do Fundo Municipal de Cultura, o Palco De Inverno tem o apoio cultural de Livrarias Curitiba e do Jornal do Estado/Bem Paraná.

PROGRAMAÇÃO


Palco De Inverno
Dia 05.11.2011 – shows do meio-dia à meia-noite
Entrada fraca

As bandas
12h - Reticenciaz (PR)
12h50 -Te Extraño (PR)
13h40 - Colorphonic (PR)
14h40 - Liquespace (PR)
16h40 - Easy Players (PR)
17h40 - Pão de Hambúrguer (PR)
18h40 - Banda Gentileza (PR)
20h - Jair Naves (SP)
21h30 - Os the Darma Lóvers (RG)
23h - Mopho (AL)

Dia 09.11.2011 – Workshop de produção musical com Luigi Castell, a partir das 16h
Dia 12.11.2011 - Shows Pão de Hamburguer, Reticênciaz, Te Extraño, Os Corsários e Sopro Difuso e roda de capoeira com Grupo Força da Capoeira.


8/23/2011

Beto Só lança novo disco na 2ª Noite De Inverno

Foto: Iano Andrade

Curitiba recebe o primeiro show de lançamento de “Ferro velho de boas intenções”, terceiro CD do cantor e compositor brasiliense, que sai pelo selo Senhor F, com produção de Philippe Seabra

O cantor e compositor brasiliense Beto Só é a atração da 2ª Noite De Inverno, produzida pelo selo De Inverno Records de Curitiba, no próximo dia 27/8, no Pepper´s Bar. Ele faz na Capital paranaense o primeiro show de lançamento de seu terceiro disco, “Ferro velho de boas intenções”, que como os dois trabalhos anteriores, está saindo pelo selo Senhor F, de Brasília, com produção de Philippe Seabra (Plebe Rude). A abertura fica por conta dos locais do Humanish. O evento tem o apoio das Livrarias Curitiba e rádio Mundo Livre FM.
Além da versão física em CD, “Ferro velho de boas intenções” foi disponibilizado para download gratuito na página de Beto Só no site Trama Virtual. No show em Curitiba, Beto Só estará acompanhado da banda que integra o disco, e inclui Ju (guitarra e violão), Fábio Pereira (bateria), Tharsis Campos (baixo) e Ataide Mattos (violoncelo). No domingo (28/08), eles se apresentam em Porto Alegre, dentro das "Noites Senhor F", no bar Opinião.
A 1ª Noite De Inverno aconteceu em 18 de fevereiro último, e teve como principal atração os paulistanos do Lestics. O projeto se propõe a trazer a Curitiba artistas de destaque no cenário independente nacional, sempre acompanhados por uma banda local. O princípio é o mesmo que o selo De Inverno - criado pelos jornalistas Adriane Perin e Ivan Santos - se baseou na concepção do festival Rock de Inverno, que teve sete edições entre 2000 e 2009, com mais de 70 shows de grupos curitibanos e de outros estados brasileiros.

Serviço
2ª Noite De Inverno
Sábado – 27/08
Peppers Bar (Rua Inácio Lustosa, 496 – esquina com a Trajano Reis)
www.thepeppersbar.com.br - Abertura da casa: 21hrs
Ingresso: R$ 10 (com nome na lista até as 17h de 26/8: listapeppers@gmail.com)
No dia: R$ 15.

Contatos: deinverno2@gmail.com

Beto Só – Release e informações
Contatos: humberto.rezende@gmail.com
http://blogdobetoso.wordpress.com

Para baixar “Ferro velho de boas intenções”:
http://tramavirtual.uol.com.br/beto_so


8/11/2011

Só queria uma canção

Sei que tenho muitas músicas preferidas d'OAEOZ. Está que está aí embaixo também, acho uma das melhores da banda. Lembro de uma historinha sobre ela que não sei se é isso mesmo, mas sei que ouvi isso. Soube que é uma letra que partiu de algo que rabisquei, aqueles meus desabafos clássicos, em busca das palavras que pudessem dizer o que eu sentia. é sempre isso: eu querendo, desesperadamente, saber escrever nem digo como outros tantos que li, mas eu em busca das minhas palavras, sempre rebeldes e difíceis. Pelo jeito deixei um desses cadernos (eu escrevo em vários cadernos e blocos e folhas soltas, depois vou achando, deixei o caderno largado e ivan o achou. Ele já tinha musicado algo que eu escrevera e viu um longo escrito.
Ao que tudo indica, era eu quem queria fazer uma canção, uma canção que conseguisse dizer disso tudo que eu sinto e que, agora, ao acordar pra trabalhar e ver o blog, voltou - e me fez parar tudo só pra ouvir essa canção outra vez e lembrar disso. Lembrar da primeira vez que a ouvi, da primeira vez que a ouvi pronta e do como essa frase "eu só queria fazer uma canção pra você" me acertou e ainda tá aqui dentro de mim. Eu lembro exatamente que escrevi, com meus garranchos, várias folhas uma tentativa de falar dessa convivência linda que tenho e que faz a minha vida ter sentido. Um dia eu acho esses garranchos e saberei que foi deles que nasceu essa bela canção, com uma letra toda outra, usando só uma frase - a que dizia tudo, na verdade.
Quando a ouvi agora, outra vez, foi como se toda a tensão desses últimos meses caíssem, acho que despi a armadura e até a euforia desses últimos sete dias, desde que soube que seria contratada, se transformou em uma outra coisa. Dei uma desmontada e tive que parar tudo.
Comecei a trabalhar na sexta passada na CBN, saí da minha zona de conforto, a urgência voltou e eu entrei num redemoinho de outras emoções, absolutamente tomada pela força de fazer algo novo e tão bacana. Desde então, ouvi pouquíssima música, e meu fones estão sempre sintonizados na radio notícia.
Ao ouvir essa canção depois de tanto tempo algo se dissolveu dentro de mim e um outro algo se abriu.Lembrei da sensação de leveza por conseguir sorrir bem outra vez, a mesma que senti no Ivan ao perceber a minha mudança. Eu vi nos olhos dele a alegria por mim. É disso que eu me alimento, desse amor, dessas músicas, desses amigos e desses dias em que eu posso fazer o que eu gosto e preciso pra viver bem. Neste instante, algo aconteceu e os nós todos de tensão acabaram. Preciso de um café agora. De ouvir essa música outras vezes. Começa agora uma nova fase - e novas canções já estão nascendo também. (adriperin)

7/06/2011

Acervo De Inverno - Cores D Flores - Belas Noites

Belas Noites - Cores D Flores:
MEDIAFIRE

No instante em que soube que escreveria sobre a Cores D Flores pro blog, por conta do “(re)lançamento” do acervo da De Inverno, tudo voltou como um filme, provocando risos só meus e imagens tão vivas dos instantes do nascimento, também, de uma amizade especial. Não existe, portanto, possibilidade de que este seja um texto menos derramado e passional que os meus anteriores.

Cores como um Filme
primeiro pra redação do jornal onde recebi uma fita cassete com a recomendação de ver se valia a pena fazer algo. A moça que cantava e compunha tinha sido amigo de Renato Russo, tinha começado a fazer música junto com essa geração, lá em Brasília – ouvi. Beleza. Adorava esses momentos de receber “coisas novas” desconhecidas.

Lembro perfeitamente quando entrei no carro ao lado do Ivan, o ‘escortinho verde’ e mostrei a fita, curiosa que tava. Ah, é aquela banda que a gente gostou no festival da Federal, logo lembrou ele. Eram canções que mesmo com a deliciosa (mais ainda, hoje em dia!!!) precariedade das gravações em fita cassete não escondiam que tava ali uma banda muiiito bacana, com baita potencial. Ainda não conhecia a história da Mariele. O festival era o Leite Quente, acho que isso foi em 99 ou 2000, no Politécnico e no dia que a gente foi, só uma banda, com uma garota cantando em português, nos chamou a atenção.

Dalí pra uma amizade das mais importantes na minha vida, foi um pulo.

Conversamos pra matéria, e sobre OAEOZ e afins, obviamente, e logo em seguida em um show d’OAEOZ quando cheguei no bar ela já tava lá no maior papo com o Ivan – ele nos apresentou: ela é a mariele... sorrisão aberto, nos abraçamos e já era! Os santos bateram muito.

Daí, meu filme que corre bem mais rápido na cabeça que na ponta dos dedos, vai pro dia, muuuuiiiito frio, em que mari, vivi e mackoy foram lá em casa. Lembro claramente da Vivi de touca, ponta de nariz vermelha, todos cheios de roupa – meus pais foram buscá-los no terminal do campina pra festinha junina que tava rolando na casa das jabuticadas – com o fogão a lenha aceso, quentão, cachorro quente. Hummm!!! Acabo de me dar conta que pode ter sido por esta época este encontro. nada por acaso, você sorriu pra mim

Musicalmente, a identificação foi no mesmo ritmo e o Cores segue sendo pra mim uma banda especial, que faz parte da trilha sonora da minha vida, da nossa vida, minha e do Ivan e da De Inverno. Tenho na memória shows memoráveis do Cores, eu absolutamente embriagada (em vários sentidos), entregue pelo salão.* E com o Ivan não foi diferente – eu sei. Resultado: o disco Belas Noites faz parte do acervo da De Inverno, com muito orgulho, registrado com a formação clássica da banda:

Marielle Loyola - vocal
Marco MacCoy - guitarra, violão
Deiwerson de Lima - bateria
Douglas Machado - baixo

participações
Red Francis - teclados
Fabricio Scherner - guitarra, voz

Com o repertório:
01- Nada por acaso
02 - Movimentos
03 - Filme
04 - Achados e perdidos
05 - Tanto Faz
06 - Maçãs
07 - Belas noites
08 - Com Cores de Flores
09 - Como é
10 - Palavra Dita

Bônus track
11 - Vácuo
12 - Filme (remix)
13 - Filme (remix 2 por Mac Lowen)

O Cores é uma das bandas que mais tocou no Rock de Inverno, houve um momento em que tocara mais vezes que OAEOZ, vejam só. O Mackoy foi peça importante também nas primeiras edições do Festival, do nosso lado em momentos difíceis como a quarta edição - aquela. Foi ele que conseguiu o som no dia do festival quando ele e Ivan chegaram para passar som e não tinha simplesmente nada do que fora combinado com o filho da puta, mau caráter do dono daquela pocilga chamada Diretoria. Eles resolveram tudo e antes da hora dos shows tava tudo pronto.
Ou seja, enquanto esteve na cidade, foram os primeiros passos da De Inverno, e ele foi nosso braço expert em som. Companheiro e parceiro que fez também o som do lançamento do Sofia e sem falar os shows em que eles tocaram nas nossas primeiras produções, como o show do Phonopop, no Vintage.

Outros momentos emocionantes foram ver o show na Boca Maldita, com os operários de uma obra na lateral parados visivelmente curtindo o rock pesadão da banda, provavelmente sem ter ideia de qual era. Uma foto dessas rendeu um cartaz lindo de um outro show do cores, pela De Inverno. Ou como foi boooom vê-los tocando na Pedreira, mais de uma vez, em uma delas, abrindo para o Capital Inicial, com uma multidão pulando junto, completamente entregue à força das canções de Mariele Loyola e sua turma. Uma alegria e um orgulho calado que muitas vezes senti, sozinha, ao ver uma banda amada recebendo o que merecia, o reconhecimento, a cumplicidade da audiência.

Já ouvi críticas ao Cores, já disseram que escrevi bem sobre porque era amiga e acima de tudo já ouvi e vi muitas vezes a banda Cores d Flores. Sei a força de suas canções, porque já me entreguei a elas. Tenho muito, mas muito orgulho não apenas de ter curtido essa história desde o começo e de ter feito parte dela. Mas, também, pela amizade de irmã que nasceu. Sempre digo que o jornalismo me deu momentos muito incríveis, e um desses foi ser a pessoa mais indicada a receber da mãos do chefe aquela fita que uma guria tinha deixado na redação do maior jornal do estado.


(* Lembro também das sonzera a pouca luz no sótão da casa das jabuticadas, alguns registradas em fotos que em breve estarão aqui também e sinalizam que to remexendo nos acervos. Coincidência ou não, entre as primeiras fotos que achei, exatamente um monte do Cores e da família lá em casa.
Sem esquecer que nossa festa de casamento foi no show do Cores, no Rephinaria, com direito a bolo surpresa, decoração especial e uma encantadora valsa dos noivos com
"Still loving you”, do Scorpions.)

Agora chega de bla-bla-bla e vamos ao que interessa. Som na caixa, marcelo borges!

6/22/2011

Acervo De Inverno - Hamilton de Lócco - Compilação (1990-2000)

Hamilton de Lócco
Compilação
1990-2000

MEDIAFIRE

1. O cego (Única Coisa)
2. O grito (Folha Seca)
3. Descompasso (Delírio Família)
4. Disco Riscado (OAEOZ)
5. Charlie Parker last nigth (Acrilírico)
6. Triste Aparecida (Folha Seca)
7. Fuga da Noite (Folha Seca)
8. Única Coisa (Única Coisa)
9. Morri outra vez (Única Coisa)
10. Choro Leve (Delírio Família)
11. Sem revide (Única Coisa)
12. Ausência (Única Coisa)
13. Dia de Sol (Única Coisa)
14. I died again (Única Coisa)

Aproveito a folga pré-feriado (trabalho amanhã e sexta) pra fazer algo que há tempos venho ensaiando, mas não consegui fazer por falta de tempo, ânimo, etc. Disponibilizar a discografia da De Inverno pra baixar, no blog, com mp3 de 192 kbps. Começando do começo, nosso primeiro lançamento "oficial", Hamilton de Lócco - Compilação 1990-2000, uma coletânea de gravações de várias origens de músicas do Camarão. Tem desde várias faixas do ótimo projeto Única Coisa, do Marcelo Borges, Amarildo Anzolin e o Lucio Machado e mais uma galera que orbitava em torno da turma do Peixe Cachorro. Tem o efêmero projeto Delírio Família. Tem OAEOZ com Disco Riscado. Tem músicas do bem produzido e único registro oficial em disco do Folha Seca. Tem Charlie Parker last nigth, raro registro do seminal Acrilírico, um furioso punk psicobilly atonal, barulhento e divertido.
Lembro que a gente lançou esse disco com um pocket show no antigo Espaço Cultural Brasil Telecom. Tocamos eu e o Zóio acompanhando o Camarão. Coisa fina.
Enfim, vale a pena baixar, ouvir, conhecer. Aproveitem.

4/26/2011

De Inverno lança EP Virtual “La Carne – Acústico Mundo Livre”





BAIXE: mediafire - rapidshare

A banda La Carne, de Osasco (SP) se apresenta nesta sexta-feira (29/04), no Joker´s Pub, em Curitiba, dentro do projeto Acústico Mundo Livre, da rádio Mundo Livre FM (93,9FM), ao lado dos locais do Folhetim Urbano. O selo curitibano De Inverno Records aproveita a oportunidade e lança o EP virtual – “La Carne – Acústico – Mundo Livre”, com as gravações feitas pelo grupo especialmente para o programa da emissora. São sete faixas, todas de composição da banda, que mostram o La Carne em um formato até então inédito, onde Jorge Jordão substitui sua clássica telecaster por um violão. A gravação foi conduzida por Vinicius Braganholo, no Nico´s Studio, em Curitiba, com produção de Marielle Loyola (Mundo Livre). O EP pode ser baixado no blog De Inverno – www.deinverno.blogspot.com .

O La Carne surgiu em 1995 e lançou quatro discos, o mais recente, “Granada”, todos independentes. Em todos eles, uma música cheia de arestas, sem concessões, embalada por um trio de instrumentistas que como Linari diz, cria um “equilíbrio tenso” entre o som pós-punk e as letras urbanas e ácidas do vocalista. Nelas cabem tanto o caos dos grandes centros quanto as agruras da vida adulta, envoltas em um niilismo irônico e desencanado. “Contra corrente desde sempre baby, contra os abutres que devoram devagar”, brada Linari na faixa de abertura. “Amor tenho quarenta anos, e acho que não aprendi nada”, confessa na smithiana “Descida”.

No sábado (30/04), o La Carne faz outro show, no Pepper´s Bar, dessa vez no tradicional formato plugado, ao lado do Folhetim Urbano e do Humanish. A noite marca ainda o lançamento do disco do Folhetim, “D'aurorà Tormenta”.

Serviço:

Sexta, 29/04
La Carne (SP) e Folhetim Urbano (PR)
Joker´s Pub
R. São Francisco, 164
Entrada Livre até as 21 h/ Após R$ 15,00


Sábado, 30/04
La Carne, Folhetim Urbano e Humanish (PR)
The Pepper´s Bar
R. Inácio Lustosa, 496
23h - R$ 8,00

Contatos:
Site: www.lacarne.com.br
Facebook: facebook.com/LaCarne
Myspace: www.myspace.com/llacarne

De Inverno
deinverno2@gmail.com
deinverno.blogspot.com

9/28/2010

Hotel Avenida lança DVD com show do Rock de Inverno 7


O selo De Inverno Records, de Curitiba, está lançando o DVD da banda Hotel Avenida, que traz show gravado no festival Rock de Inverno 7, em 24 de julho de 2009. O material será disponibilizado também para download gratuito tanto do DVD na íntegra, como das músicas separadamente no blog da De Inverno (deinverno.blogspot.com) a partir do dia 05/10 (terça-feira). Quem quiser poderá ainda assistir os vídeos em streaming, sem precisar baixar, nos sites You tube e Vimeo.
A Hotel Avenida surgiu de um projeto de Ivan Santos (OAEOZ) e Giancarlo Rufatto, que juntos lançaram um EP com cinco composições em parceria no final de 2008. No começo de 2009 a dupla ganhou os reforços do guitarrista Carlos Zubek (OAEOZ, Folhetim Urbano), do baixista Rubens K (Fábrica de Animais) e de Eduardo Patrício na bateria e teclado. Com essa formação, mais a participação de Igor Ribeiro no sax, a banda lançou no início de julho de 2009 seu primeiro single, “Eu não sou um bom lugar”.
No mesmo julho de 2009, e já contando com a participação de Allan Yokohama na bateria e teclados, o grupo foi um dos destaques da mostra Expressões Oi, apresentando-se no palco montado nas ruínas do São Francisco, no Largo da Ordem, centro histórico de Curitiba. E também do festival Rock de Inverno 7, no John Bull Music Hall, ao lado de outras quatorze atrações, entre elas a paulistana Fellini. Em outubro de 2009, a Hotel Avenida lançou um EP com cinco faixas, gravado ao vivo no estúdio Nicos, como parte do projeto Acústico Mundo Livre, da Rádio Mundo Livre FM de Curitiba.
O novo DVD traz sete músicas apresentadas durante o show do Rock de Inverno, incluindo a participação de Igor Ribeiro no trumpete em Noturna. A direção geral do vídeo é de Marcelo Borges e a edição de Fábio Barreira. O áudio foi gravado e mixado por Luigi Castel e Carlos Zubek. Assim como os lançamentos anteriores da Hotel Avenida, o lançamento virtual do DVD conta com a parceria de uma rede de blogs e sites na internet.


deinverno.blogspot.com
www.myspace.com/hotelavenida
youtube.com/user/OAEOZ

10/30/2008

Deserto - Ivan Santos e Giancarlo Rufatto



www.myspace.com/giancarlorufatto


A primeira canção do EP produzido por Ivan Santos (vocalista da banda curitibana OAEOZ) e Giancarlo Rufatto está disponível no MYSPACE. Escrita por Ivan e cantada por Giancarlo, “Deserto” recebeu um arranjo complemente diferente da versão original presente no disco “Ao vivo na Grande Garagem que Grava” do OAEOZ. O EP será disponibilizado em breve pela De Inverno Records.

Abaixo um texto do Gian sobre o EP, já publicado no Mondo Bacana

"Ivan Santos não se lembra da primeira vez que conversamos. Foi após um show de sua banda, OAEOZ. Estava ali para ver a banda que tocaria em seguida (mais precisamente para ver a vocalista), mas perdi o inicio do show seguinte para trocar umas palavras sobre o show deles. Até então, pouca coisa havia escutado da banda e não era o suficiente para dizer se gostava na época ou não. Corta. Mais ou menos um mês depois recebo um email do Ivan dizendo que havia se impressionado com meu projeto anterior, a lo-fi dreams e tinha escrito um texto sobre “sua descoberta”. Isso já era julho de 2007 e eu já estava em outra, tentando lançar um disco "folke” – estilo musical forjado a base de violões e contas a pagar – chamado “Cancioneiro vol.1” e estava fazendo shows semanais pelas ruas de Curitiba. O disco nunca saiu, mas ajudou a fazer novos amiguinhos e ser entrevistado para um jornal pela mulher de Ivan. Corta de novo. OAEOZ estava ensaiando um show que viraria disco pelo projeto Grande Garagem que Grava e fui convidado para tocar teclados na canção que abre o disco – Deserto. Fui há alguns ensaios, o suficiente para que os integrantes da banda notassem minha falta de talento para com as teclas e fui dispensado. Mesmo assim Deserto ganhou um fã e uma versão que por enquanto está disponivel somente no Myspace. o EP será lançado oficialmente nos próximos dias aqui no Mondo Bacana e pela De Inverno Records"

10/17/2008

quando dezembro chegar....



esses dias instáveis de curitiba não me tiram o humor... só pena que sempre que planejo vir de bike essa primavera fecha a cara... po, que disperdício esses parques e ciclovias....

mas, tudo bem... pois boas notícias dão conta que amigos especiais que estão em terras distantes vão atravessar oceano pra estar aqui em dezembro...marcelinho e lu querem fugir do frio! serão boas as festas, mesmo.

Ah, agendaí: terça-feira, dia 21/10, lique de volta à curitiba faz o show de seu belo disco no Wonka. Vamos lá brindar as coisas boas da vida! Daqui a pouco mais posto o flyer...(adri)

10/12/2008

La Carne - Granada no Showlivre - bootleg 2008



É isso aí. A melhor banda de rock do Brasil, tocando seu disco novo, ao vivo. Cortesia do senhor Wellington "big boss" Dias. Como ele mesmo disse, uma granada sem pino, explodindo nos corações dos amantes dos bons sons.

Aqui o áudio.

aqui o video

10/07/2008

La Carne no Showlivre



E nesta terça-feira, dia 07, a partir das 15h, um programa imperdível. La Carne ao vivo no Estúdio ShowLivre, tocando músicas do novo disco "Granada" e coisas do La Carne, Bom Dia Barbárie e Desconhece o rumo mas se vai. Quem não puder assistir na hora, é só acessar o site depois, que o programa fica arquivado.