7/25/2016

As Aventuras de Juju: A mordedora e o Gaio da Roseira

Ela vem correndo com tudo e salta pra cima de mim, com o osso ( ou qualquer outro brinquedo que eu tenha jogado pra ela) na boca. Adora brincar assim! Benditos ossos falsos, como eu vivi sem eles! Sem os tais, ela morde o que encontra pela frente. Já atacou os óbvios chinelos da casa (4 pares), sapato, controle remoto, óculos, revistas que estavam no chão, canto de livros, o encosto dos pés,  roupas, tapete... tem que dar um jeito de mantê-la ocupada.  

Ou melhor, manter a boca da Juju ocupada com outra coisa que não as minhas mãos. E ficou muito tempo quieta é bom dar uma olhada! Pode estar aprontando alguma!

Agora, começa a descobrir o jardim.  Mas, mesmo com a porta aberta senta do lado de fora e fica choramingando até que eu vá lá e diga que ela pode entrar!!! Bom, isso era antes. Agora já começo a notar a 'adolescente' rebelde dando as caras. Passa direto pela janela grande quando fecho a porta por alguma razão. E já sacou também que pode dar a volta na casa para tentar a outra opção de entrada. A outra descoberta problemática recente é a porta dos gatos... tá toda saidinha, no auge dos seus 4 meses e 27 dias aproximadamente e cada dia maior. Já pesa mais de 11 kg. Vai perder meu colo.

Outro dia ficou sentada na frente do portão olhando pra fora, senti uma certa nostalgia no ar.  No domingo, o Pretão, um dos cachorros com dono que circulam livremente por aqui, chegou pra dar um oi. Fiquei um pouco apreensiva, mas foi tudo na boa. A gente só olhou de longe e foi tudo bem. Conhecendo a vizinhança!

O quintal, por sua vez, ela conhece direitinho! Corre feito louca entre as árvores e lá no fundo encontrou sua primeira fruta preferida: abacate. Os pássaros se encarregam de derrubar a fruta e a Juju já detonou umas três. Fica um tempão atracada com os pedaços de abacate que vão a cada vez sumindo.  Só que não pode, descobrimos depois, tem uma toxina  – e agora tem mais essa, como evitar que ela coma os abacates que cairão, como sempre caem??!!!



 Ela me viu comendo banana e mamão e, adivinha? Queria comer até a casca da banana e se eu deixasse comeria todo o mamão. Gosta de frutas!


O gaio da roseira

Não acreditei e mandei ela sair dali. Depois, outra vez! E outra.  A Juju morde roseira! Nunca vi isso. E também comeu os galhos do pequeno vergamoteiro que luta para sobreviver a este inverno rigoroso depois de anos.  Nunca vi isso! Não tá nem aí para os espinhos e nunca se machucou porque eu notaria. Cada louca com suas manias!

7/09/2016

As Aventuras de Juju: "Juju Caramelo" é nome de chacrete

Mia é mais nome pra gato que pra cachorro, logo de cara concordamos nisso e deixamos rolar para ver que nome surgiria. Nem sei direito porque ficou Juju, mas o Caramelo bateu na hora que o veterinário escreveu a cor dela.  Juju Caramelo podia ser nome de chacrete, tasquei na hora. E ficou. Ela nem parece ter notado a mudança. Foi mesmo muito incrível a rapidez com que ela se misturou ao nosso ambiente, como se nunca tivesse vivido em outro lugar. 
Aqui, vídeo ela tinha acabado de chegar, estava dando o primeiro rolê pelo quintal e alucinou,né?!
video


Aprendeu tudo muito rapidamente e faz uma cara de jupira quando apronta ou me enche muito o saco querendo me morder – na sua compreensão de mundo, brincar comigo não é possível sem usar os dentes! – e me olha de baixo pra cima... ‘mó sem vergonha! A verdade é que ela choraminga mais comigo, faz manha.  Não lembro da Baby ser assim. Nem o Dogui. Ivan diz que sim, Baby chorava também, mas eles, ao contrário da Juju, ficaram fora de casa a maior parte de suas vidas. 
Acontece que a Juju chegou aqui em uma das semanas mais frias dos últimos anos. Como deixar ela no canil, sozinha logo ao chegar aqui? Assim, ela foi ficando e montamos, inicialmente, uma barreira no meio da sala para iniciar a aproximação mais delicada desta história, com as gatas Moli e Chanel, que estavam donas do pedaço. 







Já curtiu um som,  inclusive ao vivo, e faz festa quando vai pra sua casa – quero ver se vai ser assim quando tiver que passar noite lá. Prevejo estresse, mas tudo bem, vamos aproveitar o momento  filhote. Já estabelecemos uma certa rotina. Tem que acordar e brincar com ela, um pouco, não tem jeito. Ela vai ter que aprender que gosto de ler e com livro na mão ela tem que sossegar.  Uma das técnicas é ir para o canil dela que tem um espaço e aproveitar o solzinho numa cadeira lá dentro com os brinquedos dela espalhados para ela se distrair. Não dura muito, tenho que dizer. Em dias de trabalho, ela parece já ter notado que se insistir em querer me tirar do computador vai levar porta na cara, sim. Mas, é engraçado porque bastam uns 5 minutos de manha e quando olho ela já está distraída com alguma coisa no quintal. E assim fica até o final da tarde quando volta ao ataque, exigindo que eu saia do computador. Se não saio, deita embaixo da mesa de trabalho macambuzia e morde o encosto pros pés novinho que o Rubens fez. 


Já sacou também minhas movimentações quando vou sair de casa. E daí faz uma marcação ainda mais em cima.  Mas, já sabe também que nestes casos vai ficar no canil. E fica. De nossa parte, brincar é preciso, para gastar a energia da pirralha e ela ficar sossegada a noite! rsrs. E como cresce essa guria!! 





7/05/2016

As aventuras de Juju!

Foi em um sábado. Um mês atrás, mais ou menos.  Acordei esquisita, cheia de saudade, mas decidida a ir buscar a Maria. Um cachorra de tons marrons que me lembrou um pastor alemão. De patas grandes, me apaixonei por ela, entre os três cachorros que me mostraram. Antes de ir ao ponto de encontro meu coração tava apertado, pensando muito na Baby. Lá fomos, eu a co-pilota Ro.  Ao chegar Maria já não estava mais a minha espera. Fiquei "meio-assim", afinal recebi várias fotos dela durante a semana e já estava decidida que ela mudaria de nome, pois temos uma amiga chamada de Maria e, embora goste de nomes próprios para meus bichos,  não me imaginava dando uma bronca na cachorra. A decepção nem teve tempo de se instalar no meio de tantos rabos abanando, cachorros arfando ciosos de atenção, olhares chamando pra brincadeira. Os maiores em suas gaiolinhas emitiam silêncios solitários com seus grandes olhos que pareciam já saber que, mais uma vez, voltariam para os lares provisórios ou abrigos nos quais estavam sendo cuidados. Muito bem cuidados, aliás, a julgar pelas pessoas que estavam naquele  pet e pela tranquilidade e educação dos cachorros. Mas eu evitei encarar aqueles olhares, pois se eles me olhassem também e fizessem qualquer movimento seria muito difícil sair dali.  Logo localizei a pessoa que fui encontrar e ela já foi falando da Mia, a outra cachorrinha marron que já convivia com um gato, que seria perfeita pra gente...  quando vi  estava  com ela no colo... e como dizer não?!

Acostumada a colo, com um casaquinho de inverno com gorro e tudo: ela estava um charme só! E a alegria, então... Entregava-se aos abraços e oferecia lambidas e assim o fez também no meu colo, enquanto finalizávamos os trâmites para a ‘adoção’. É isso mesmo, saí de lá com a Mia no colo, com documento de responsabilidade e uma sacolinha cheia de cobertores e vestidos (que não servem mais).
Ainda atendendo por Mia, ela chegou aqui no Abranches. E correu no quintal como se o conhecesse desde sempre. A identificação instantânea com o Ivan pareceu  coisa de quem já se conhecia  há muito mais tempo que os seus pouco mais de 3 meses.  Tornou-se amiga inseparável dele quase instantaneamente, a ponto de ficar choramingando quando ele sai e quando ele chega e não vai direto dar um oi pra ela. E assim o fez também com todos os nossos amigos mais especiais, que já a conheceram. E já curtiu um som, também, olhando atenta o que acontecia dentro da garagem.




Ficou logo evidente que era uma cachorrinha muitíssimo obediente, mas incansável quando o assunto é brincadeira. Gosta de ficar em cima do sofá e quer colo o tempo todo. Na primeira dentição ainda, tem verdadeiras mini-navalhas na boca que deixaram marcas nas minhas mãos e rasgos em dois moletons. Às primeiras horas cheias de emoções, lembranças e algumas lágrimas de ternura, seguiram-se dias com muitas brincadeiras, risadas e corridas pela casa e quintal.

Apenas na primeira noite, notei movimentos que me lembraram muito a Baby: ela dava umas suspiradas profundas e na fez ninhos enrolando as cobertas do mesmo jeito que a Baby fazia. Acordei e fui dormir pensando na Baby... já tínhamos nossa nova amiga e as descobertas seriam intensas nos próximos dias. A alegria dela correndo no quintal já tinha nos conquistado completamente!

6/21/2016

Cidade quente

Pela cidade na tarde quente
olho os tons do sol pintando os prédios
e os raios
(e) o tempo que passa (sempre) volta ao som daquela canção.

Escritores e seus livros

Ela meio que rouba as cenas que a chamam - e isso, agora, não na hora, me faz lembrar um pouco de Lou Reed. E as transporta para seus escritos. As lembranças dos livros lidos também vão surgindo nas páginas. E as histórias dela vão ganhando, assim, camadas do mais mundano dos cotidianos que nos assola, com o tempero de sua erudição tão calmamente colocada nos 'causos' que nos conta.

Entre uma página e outra de 'devaneios literários' surgem passagens com Fred "Sonic" Smith, viagens, trabalhos... sempre no mesmo canto do Café Ino.

Várias vezes na leitura, ainda no início, lembro claramente dela no palco da Pedreira Paulo Leminski, quase ali, se debruçando do palco para perto da área vip (da qual tínhamos saído pouco antes). Cantando aquelas mesmas canções que me levaram a ela com muito mais força do que antes.
Apaixonante a literatura de Patti Smith. E o livro sempre volta para aquela primeira página que me fez parar na descrição.

" (...) Toda manhã eu limparia as mesas com chá aromático, como eles fazem em Chinatown. Sem música e sem cardápios. Só silêncio café preto azeite hortelã fresca pão integral. Fotografias adornando as paredes: um melancólico retrato do homônimo do café e uma pequena imagem do desalentado poeta Paul Verlaine em seu sobretudo, debruçado sobre um copo de absinto".

Ah, os cafés! Porque este sentimento de gostar parece roubado das páginas dos livros que amo e me faz, às vezes, sentir-me tão...fake, como uma ladra que sobrevoa os outros a procura de suas próprias linhas tortas?

Parece tão fácil que dá até vontade de chorar de tão bonito!

Não bastasse as canções, a mulher é foda...



Ps: curtindo muito meu presente de dia dos namorados.

4/06/2016

Banda IMOF lança seu novo single: “O começo outra vez”



A banda IMOF, de Curitiba, está lançando seu novo single: “O começo outra vez”. Com três faixas, ele foi gravado no estúdio AB Música, por Rodrigo Andrade, baixista do grupo, com direção musical e arranjos de Martinuci. Além da canção título, o disco traz “Eu vou dizer”, parceria entre Ivan Santos e Martinuci, e como bônus track, “Vai se abrir”, versão da IMOF para a música "Va A Escampar" (Sebastián Teysera) da banda uruguaia La Vela Puerca, gravada originalmente para o tributo “Somos todos latinos”, do site Scream Yell.

O single está sendo lançado pelo selo De Inverno para download gratuito. Também será lançada uma versão física em CD, no próximo dia 16/04, em show no 92 Graus, ao lado das bandas La Carne (Osasco/SP) e a curitibana Leis do Avesso.

 Nascida em 2012, a IMOF tem em sua formação músicos experientes e com longa história na música alternativa paranaense. Ivan Santos (voz, violão) foi vocalista e compositor da banda OAEOZ, e é criador, junto com a jornalista Adriane Perin, do selo De Inverno e do festival Rock de Inverno. Osmário Jr (bateria) integrou as bandas CMU Down, UV Ray, Dive e Sofia; Rodrigo AB (baixo) tocou na Equipe Espacial nos anos 90, entre outros grupos, e Martinuci (guitarra, piano) encabeça o projeto Stilnovisti. Lucas Paixão (guitarra) trabalha com produção musical.


Baixe http://deinverno.blogspot.com.br



Ouça https://soundcloud.com/imof
Contato deinverno2@gmail.com


1/04/2016

Nós duas

E nossas dores/ cada um sozinho do seu lado da cama/ entre saudades achadas, novas e velhas, nas madrugadas largadas por aí/ Com seus silêncios que não param de gritar com os olhos/ Palavras sem conversas/ largadas no meio dessa dor que escorre, procurando/ Solitárias dessa falta que empoeira cada canto de sorrisos/ No meio deles/ Fantasmo errante por aí/ entre paredes e pessoas que viram suas bicicletas/ tento descansar/ Intolerável mente/ Sem paciência para ter paciência. Não quero saber. Simples assim.




12/29/2015

Baby, Baby, Baby, Baby!!!!

eu fui pegar um chá de camomila pra nós/ e quando voltei você não tava mais aqui. Levou minha dor nas costas/ e deixou pra gente este resto de dia. Quase na mesma hora que eu cheguei, você se foi! Mas, tá escrito por toda casa esse nosso amor! eu sei/ foi por ele que você decidiu ir logo! Só pra não me ver triste assim!