12/31/2010

Malu no quintal


começamos 2011 com nova moradora na casa do abranches, essa coisinha sapeca que vocês tão vendo aí em cima, a malu. fomos visitar a Rosa e lá estava ela. me apaixonei. ela é super carinhosa. acabou voltando com a gente. curiosa, curtiu o passeio de carro de olho em tudo que passava na janela, ou tentando morder minha mão de leve, brincadeira que agora aplica nas minhas pernas. tem uns dentinhos afiados a sem vergonha. e seu ponto fraco é comida, não pode sentir o cheiro. mas é educada e no mais é tranquila, já parecia completamente adaptada instantes depois de chegar. o estresse com baby e as gatas foi bem menor do que imaginei. as baby pe natural que tenha um tanto de ciúme, mas tá na boa. as gatas mais velhas olham pra malu com uma expressão de superioridade felina, e pra mim, como que esperando alguma atitude para acabar com a insolência da cachorrinha que insiste e tentar faze-las sair de sua rotina pra suas brincadeiras. e as gatas mais novas querem distância da fedelha. tão bem cabreiras, essas, mas já já isso passa. Enfim, tudo calmo por aqui, pronto pra receber 2011 numa boa. Descanse em paz 2010. Que venha 2011!

12/22/2010

no susi




eu tava aqui atualizando o blog com notícias de nossa viagem, quando resolvo, depois de duas semanas dar uma olhada nas redes sociais, ver e-mails e tal. Gelo, e paro tudo, corro pegar um fone enquanto ainda me enrosco com a surpresa da Lu Raitani. Ela disponibilizou nosso “EP”, nosso, que eu digo, neste caso, é do No Susi. Quem acompanha o blog já sabe algo, os poucos que estavam naquele dia na garagem da casa azul vão soltar um daqueles risinhos cúmplices. pros que ainda estão sem saber do que se trata eu explico. Adianto só, que vou falar de um dos momentos mais especiais da minha vida. De um interlúdio, de certa forma., um daqueles períodos que nem agora, passado tanto tempo, consigo pensar de maneira mais fria e distante. É sempre um turbilhão de sensações e uma verdadeira torrente de lembranças, boas, mas também doloridas. Mas algo sempre permanece: tenho muito orgulho dessas canções, declarações de amor e dor; refletindo intensas descobertas e um florescer impensados até então... e foi tudo tão... sem a menor intenção, e acho que isso deixa tudo mais bacana.
Eu não lembro agora o ano, a gente morava na casa azul, e a música ao vivo e a cores ainda rolava solta lá em casa. Numa dessas, a lu raitani botou tanta pilha que, não depois de uma leve birra me vi intimando o rubens a passar o baixo pra mim, como fizera o carlão pra lu. A Julie foi pra batera e a patrícia cantando. Só sei que quando percebemos estávamos pedindo “cadê a minha cerveja” em uma... “música”. E funcionou, os marmanjos vieram trazer a cerva pra gente. Tava a turma do oaeoz, folhetim urbano e o linari – além da rosi, que também foi considerada uma no susi original.
De minha parte posso dizer que não tinha ideia do que tava fazendo. A Patrícia dá suas cantadas, a julie eu não sei, mas, pra mim, a artista mesmo ali, foi a lu raitani. Minha amiga, minha soul sister. Já conhecia seu talento nas artes cênicas, nos conhecemos trabalhando na mesma época em que rolou seu romance com igor, o que aproximou laços e fincou as bases para uma amizade que inevitável e que seguiria com cores bem próprias. Com a Lu foi dessses amores a primeira vista que acontecem na vida da gente. Eu sei que foi pela força de tudo isso, que fui tão intransigente com ela diante de sua decisão de voltar pra londres. Hoje sinto por ter sido tão dura, mas sei que fui proporcional à intensidade da entrada dela na minha vida - disso não tenho dúvida.
Quase na mesma época, tinha ouvido do ivan, pela primeira vez, alguém cantar algo que escrevi. Isso é daquela sensações que deixam marcas pra sempre, então, imaginem como me senti quando a lu pegou coisas que eu rascunhei e começou a cantar em cima. Isso sem falar que eu ficava embasbacada diante do talento dela, sem o menor esforço soltava um “Foda-se você e suas canções sensíveis”, se rasgava de amor diante daquele microfone, agarrada a sua guitarra ruiva, vomitando em forma de canções raivosas – mas cheias de amor, saudade, de dor mesmo – por um amor que estava sendo arrasador. E eu ali, presenciando, mais uma vez, de alguma forma por perto, vivendo um desses momentos únicos, desses que forma o carater de uma pessoa. Toda vez que a gente se encontrava na garagem, com copo de vinho do lado, era especial. Pra nós duas, a brincadeira ficou mais séria e a ideia, primeiro, era fazer uma peça de teatro, que seria nossa história, a gente ali em conversa de cumadre e “fazendo um som”. Muitos, muitos planos, muiitas ideias, muitas vontades. Nos sentíamos fortes trabalhando juntas e poderiamos fazer projetos mil. E poderíamos mesmo, não resta dúvida. Mas a vida é assim, resultado das decisões que tomamos. Gravamos as canções que fizemos: cadê a minha cerveja (criação coletiva); sobre flores e canções e Não (letras minhas); Foda-se, Aqui, Identidade todas canções cujas letras foram feitas pela Lu alí, no ato, no calor do que tava pegando (e gravadas por esta discípula de ivan santos, hhahahaha, eu que tenho fama de gravar ou fotografar tudo hoje em dia, mas aprendi com ele.) ela ia viajar e resolvemos ao menos registrar, ensaiamos pra gravar e tudo, bonitinho, as duas bem aplicadas – e aquilo nos fazia muito bem, independente de qualquer outra coisa. Nunca tive certeza se teria mesmo coragem de pisar num palco com no susi em uma peça. Ás vezes achava que sim, talvez, quem sabe; noutras, tinha certeza que não conseguiria, não era o que eu mais queria, na real.
Então é isso. Toda vez que ouço no susi, puxa vida, é uma coisa foda, revira tudo, mexe comigo. Independente de qualquer coisa, foram entardeceres encantadores. Valeu, lu raitani. Isso é pra sempre. (adri)
taí, o link

http://www.reverbnation.com/nosusi

férias em maceió


uma panorâmica da praia de Ponta Verde, onde está Pajuçara, lugar que ficamos.

praia de pajuçara, em ponta verde, onde ficamos.

outra de Pajuçara, a bela


passeio de jangada

a primeira vez que fui pra maceió,foi a trabalho. dez anos atrás prum festival, quando conheci muitas pessoas e bandas legais. fui a um lugar especial, carinhosamente recebida pelo bruno, da banda oxe, e pela maria. recuperei as energias em uma rede instalada na varanda da casa deles, tendo um boteco e uma praia de pescadores como jardim. foi mais do que lindo, foi especial. o contato com eles foi através do pessoal da banda mopho, que eu já conhecia. e eles então me levaram praquela praia linda, chamada garça torta, litoral norte. a semana passada cumpri algo que disse na época: voltei com meu amor... pra curtir uma semana de merecidas férias nesse 2010... esquisito. nada melhor pra passsar tudo a limpe e anuviar as ideias do que um lugar especial como este - e melhor ainda com pessoas especiais. foi uma semana de passeios pelas praias, na companhia dos adoráveis junior bocão e ana, sua cara metade, com quem forma o duo divina super nova. tivemos dias de uma serenidade... passeio de jangada, Paripuera, Ipioca e Barra Nova. e restaurantes muito legais também como o Vila das Irmãs Chamuscas, um lugar muito especial muito bem cuidado pela "figura" Silvana e pela "Dri". passamos horas ouvindos as histórias hilariantes da Silvana, uma exigente chef e produtora de shows. muito bacana. E outro dos melhores pratos que comí, a porçao de macarajé - o acarajé de macaxeira ( de novo ela, roubando a cena!!!) HUMMMM!!!

No Ora pro nobis brinquei de esconde-esconde com uma pobre lagartixa que ficava passeando na parede e ela não curtiu. Ah, aí também, o momento Ivan e o Bocão "tirando" cachaça de bode, vê isso.

tamnbém fomos a duas apresentações, uma a beira da praia no Kanoa (do ladinho de onde estávamos) em Pajuçara e no curioso Sou Jorge - bar muito com uma "guarda" muito bem constituída, eu diria...). Uma coisa que nos surpreendou é que lá os bares tem também uma confeitaria... não falta doce nas baladas de maceió, pelo jeito.

Dias perfeitos pra dar um tempo pra cabeça e começar de novo. Bocão e Ana vocês são demais. estamos esperando vcs aqui. já já coloco fotos deles, agora, a primeira parte. (adri)

12/11/2010

Grupo Força da Capoeira na Virada da Corrente Cultural



Hoje é dia de batizado do Grupo Força da Capoeira, a cerimônia anual de troca de cordas. Um video feito na corrente, pra animar.

12/07/2010

Hotel Avenida - Mais velho do que deveria/Rock in the free world

Hotel Avenida - Odeio o verão - Wonka - 3/12/10

No meu peito bate a força da capoeira



Este no ar é o Gabriel, filho de mestre kinkas e contra mestra áurea, um guri que tá jogando muuuuiiita capoeira!!!!na outra foto, eu jogando com mestre kinkas.


Desde sábado é a semana do Batizado de Capoeira do Grupo Força da Capoeira. Sábado, teve a roda da baiana, pra iansã, na boca e não fui pois chovia torrencialmente e achei que não teria.... nada, afinal era roda pra iansã, uma deusa dos ventos e da chuva. vacilei. domingo, com chuva e tudo fui pro largo e a roda esquentou. Muito legal, dividindo espaço com o festival de samba. Na segunda, duas rodas e fui nas duas porque são rodas de duas pessoas importantes pra mim na capoeira: Marcos Cigano é uma inspiração e faço questão de ir nos batizados do "nosso" contra-mestre - o grupo tem dois, além dele, áurea. Marcos é um guerreiro, dá aulas no sítio cercado e uma das pessoas mais dedicadas á capoeira que conheço. Sexta é o batizado da turminha treinada por ele - uma turma diga-se de passagem, muito boa, uma piazada que joga muita capoeira!!!
Também, ontem, segunda, teve a roda do Ema - Rodrigo Dadalt - meu colega de capoeira desde o começo. Ele estava no Aquac enter o dia que Mestre kinkas me convidou a experimentar uma aula. É muito legal observar a evolução de um amigo, ve-lo ´pegando corda e virando professor, quer dizer fazendo da capoeira sua profissão, também. E a roda foi emocionante também porque mandamos muito alto astral e força pro Pedrinho, o filhinho do Ema e da Kaká(outra capoeirista das boas do grupo) que nasceu prematuro e ta no hospital, desde sexta-feira, se fortalecendo pra vir pra roda com a gente. Saí dessa roda me sentindo muuito, muito bem, apesar de ter deixado meu pai em casa sem janta ( foi mal, que grosseria!). é que é tão difícil sair de uma roda que ainda tá rolando - e foi o que fiz nas duas anteriores. uma deselegância, acho. Então, nessa, tava precisando "entrar" no clima do Batizado de vez e fazer jus a corda verde e amarela que tenho na cintura. Coloco aqui algumas fotos das últimas rodas que fizemos, enquanto preparo vídeos. essa semana é da capoeira... ou melhor, do Grupo Força da Capoeira - e eu faço parte disso também, e com muita alegria e orgulho.

12/06/2010

Hotel Avenida - Wonka 3/12/10







Melhor do que falar sobre como foi o show, é mostrar. Taí a primeira leva de videos. Logo tem mais. Valeu todo mundo que foi, cantou, dançou, curtiu, celebrou com a gente.

12/03/2010

Hotel Avenida vai ao Wonka


Gazeta de hoje

A banda Hotel Avenida apresenta sua nova formação no show desta sexta-feira, no Wonka Bar, em Curitiba. Osmario Jr. (bateria), Jansen Nunes (contrabaixo) e The Julian Sarza (guitarra) agora se juntam à dupla Ivan Santos e Giancarlo Rufatto. A noite marca também o lançamento do DVD Rock de Inverno 7, que traz o show gravado no festival em 24 de julho de 2009, sob produção do selo De Inverno Records. A abertura será com uma performance acústica de Túlio Bragança, com o projeto P&B – construído a partir de versões de pagode vertidas para um inglês literal –, e músicas da banda Johnz, da qual era vocalista.

12/02/2010

Hotel Avenida apresenta nova formação e lança DVD no Wonka

foto: Adri Perin
A banda Hotel Avenida apresenta sua nova formação nesta sexta-feira (03/12), no Wonka Bar, em Curitiba. A noite marca também o lançamento do DVD Rock de Inverno 7, com o show gravado no festival em 24 de julho de 2009, sob produção do selo De Inverno Records. A abertura será com uma performance acústica de Tulio Bragança, com o projeto P&B, construído a partir de versões de pagode vertidas para um inglês literal, brincadeira que o levou até ao Caldeirão do Huck, na Rede Globo.
Ao lado de Giancarlo Rufatto e Ivan Santos estão agora outros três veteranos da cena independente brasileira, com passagens por importantes bandas do circuito alternativo curitibano. A bateria está aos cuidados de Osmario Jr, que integrou a C.M.U. Down e Sofia; o contrabaixo passou para as mãos do ex-Magog Jansen Nunes e as intervenções da guitarra foram entregues a The Julian Sarza, que fez parte da Vupland. O quinteto está ensaiando há dois meses e o repertório traz novas composições de Gian e Ivan, além de canções presentes no DVD e versões já arranjadas por eles.
A Hotel Avenida surgiu de um projeto de Ivan Santos (OAEOZ) e Giancarlo Rufatto, que lançaram um EP no final de 2008. Em 2009 a dupla ganhou os reforços do guitarrista Carlos Zubek (OAEOZ, Folhetim Urbano), do baixista Rubens K (Fábrica de Animais) e de Eduardo Patrício na bateria e teclado. Com essa formação, mais a participação de Igor Ribeiro no sax, a banda lançou em 2009 seu primeiro single, “Eu não sou um bom lugar”.
No mesmo julho de 2009, e já com a participação de Allan Yokohama na bateria e teclados, o grupo foi um dos destaques da mostra Expressões Oi, na Ruínas de São Francisco. E também do festival Rock de Inverno 7, no John Bull Music Hall, ao lado de outras treze atrações, entre elas a paulistana Fellini. Em outubro de 2009, foi a vez do EP, ao vivo no estúdio Nicos, dentro do projeto Acústico Mundo Livre, da Rádio Mundo Livre FM de Curitiba.
O DVD traz sete músicas apresentadas no Rock de Inverno, incluindo a participação de Igor Ribeiro no trumpete em Noturna. O material está disponibilizado para download gratuito tanto do DVD na íntegra, como das músicas separadamente no blog da De Inverno (deinverno.blogspot.com). Quem quiser pode ainda assistir os vídeos em streaming, sem precisar baixar, nos sites You tube e Vimeo.

Serviço
Hotel Avenida e Tulio P&B
Dia 03 de dezembro de 2010 às 23h.
R$8 (até meia-noite) e R$12
Wonka Bar (Rua Trajano Reis, 326).
Informações: 3026-6272


IMPRIMA O CONVITE E ENTRE NA FAIXA!



www.myspace.com/hotelavenida

PARA BAIXAR O DVD

parte 1
parte 2
parte 3
parte 4
parte 5

VIDEOs EM STREAMING
YOU TUBE
VIMEO

Hotel Avenida - Zelo from De Inverno on Vimeo.

11/21/2010

Hotel Avenida no Wonka dia 3/12



E no próximo dia 3/12, a Hotel Avenida volta aos palcos depois de um ano em hibernação. Chance única de conferir a nova formação e o novo repertório da banda ainda em 2010. Além do Gian e eu, temos agora Jansen Nunes no baixo, Osmário Jr na bateria e The Julian na guitarra. Teremos convites nos próximos dias, mas para quem não conseguirmos encontrar pessoalmente até lá, é só imprimir o convite abaixo para entrar na faixa.

Mais do que o show em si, será uma ótima oportunidade de rever e confratenizar com os amigos neste final de ano. Esperamos todos lá.

11/17/2010

Hotel Avenida na Rolling Stone



A edição brasileira da revista Rolling Stone de novembro, que tem um tal de Paul MacCartney na capa, traz também outros assuntos mais importantes, como na coluna "Ouça também", assinada por Leonardo Dias Pereira, que comenta o single "Eu não sou um bom lugar", da Hotel Avenida. E também sobre o single de nossos brothers do Dasvelas, como vocês podem conferir acima (pra visualizar melhor é só clicar na imagem). Excelente meu caro Smithers!

11/16/2010

Oh, Pai - com Pão de Hamburguer



Demorei, mas taí. Eu tardo, mas nem sempre falho... Taí uma das músicas preferidas da banda na versão apresentada no John Bull Pub, no dia 22 de outubro de 2010, no lançamento do DVd. Tenho também a versão de Será que eu vou virar Bolor... pretendo dividi-la com vcs ainda esta semana. (adri)

11/09/2010

é preciso saber viver 2: agora é a capoeira

a corrente cultural continua e viver, a gente aprende todo dia, é só olhar pros lados. a capoeira é minha aliada. o Grupo Força da Capoeira, no qual sou a Rubí, participa da Corrente nestas quarta e quinta, ás 19h30, no Clube 13 de Maio, na faixa. Hoje, a apresentação é de maculelê, outra belíssima luta-dança do rico universo da cultura popular brasileira que aprendi com Mestre Kinkas e contra-mestra Áurea, duas pessoas muito ponta firme que conheci lá no Aquacenter Batel e que agora já fazem parte da minha vida também. Neste vídeo, feito na Virada da Corrente, no último domingo por mim, não registrei o maculelê, só a capoeira, também pra não estragar a surpresa do que a gente vai fazer. Mas, se vc digitar Força da Capoeira aí na rede, vai aparecer também uma mostra do nosso maculelê. Já declarei meu amor à capoeira e ao Força algumas vezes, aqui, e na rede, até no Overmundo, então hoje não vou me alongar, porque daqui a pouco preciso me preparar pra bater maculelê - e vamos fazer com o facão também, viu, moçada. Vai ser lindo!
"É na pau, é no facão, oi pula aí, que eu quero ver, são os filhos de zumbi batendo maculelê"!!!!! Dica do dia, vamos curtir a nossa cultura popular, também!

A Corrente continua no 13 de maio até dia 14, sempre com entrada franca às 19h30, com vários outros bons grupos que trabalham com capoeira na cidade, entre os quais o do angoleiro Carlinhos, que tem vários projetos musicais. Ele e Àurea, criaram o espetáculo musical, Flor de Baobá cuja apresentação é amanhã. Portanto, é o Força da Capoeira em cena outra vez.

"No jogo da vida, na arte da rasteira, no meu peito bate a Força da Capoeira
O berimbau tocou, o meu corpo se arrepia, a Força da Capoeira é minha filosofia
Mestre Kinkas me ensina, passa toda a lição, a jogar, a dar rasteira, a cantar com o coração
De Paraná à Pernambuco, todo mundo ouviu falar e hoje tá na Espanha com João Bobo a ensinar.
No jogo da vida, na arte da rasteira no meu peito bate a Força da Capoeira".


não resisto: vai outra que amo:
"Mas, hoje é dia de festa, eu jurei que não vou me importar, se o batuque não sai como eu gosto, se a morena não vai me olhar. Hoje que quero jogar capoeira, ver mandinga pra lá e pra cá. Essa luta, essa dança ligeira faz meu corpo arrepiar, brincadeira...
Brincadeira, mandinga, no remelexo do corpo, mamolejar."

11/08/2010

É preciso saber viver

Erasmo, foto da Karla:ele é rei e tinha gente por todo lado para ouvi-lo
Anacrônica encerrou o panelaço pro Ivo em altíssimo nível, com coro o tempo todo. Bonito!Em foto feita por Ivan Santos.
Foto, feita pelo Ivan, tentando escapar de aparecer junto: eu, karla,Luis Claudio "Lobão", omar e manoel, não nesta ordem.
...não teve jeito, aqui ele aparece no registro feito por um amigo do manoel, que não sei o nome.

Ainda me sinto sob os efeitos do novo encanto que Curitiba jogou sobre mim, neste final de semana. Me senti, em alguns momentos, tomada por aquela mesma euforia de menina fascinada, que esperava sem disfarçar a ansiedade a melhor época do ano, as férias, quando vinha passar alguns dias com meus pais, que moravam em Curitiba. Isso começou por volta dos 4 a foi até os 14 anos, o decisivo dezembro de 1984, quando finalmente a promessa que cresci ouvindo se cumpriu. Aqueles dias eram fascinantes por estar com meus pais, claro, mas também porque eu simplesmente adorava andar por Curitiba e fazer as coisas que eu podia fazer só aqui, como andar de “expresso”, em pé (hahahah, vejam bem isso!!!), eu me sentia adulta, sei lá. E pegar o minhocão era o “must”.
Também nunca vou esquecer as manhãs de pintura no chão do calcação das rua das flores, passeio que terminava com uma passada nos brinquedos de uma pracinha dentro da praça Osório. Fazia aquele tapete de papelões colorindo o calçadão com desenhos infantis. As pessoas nas ruas me pareciam felizes e eu sentia que jamais seria mais feliz, pensava, do que naqueles instantes de mãos dadas com minha mãe, meu irmão, andando toda faceira pela cidade, tirando fotos toda mocinha na frente do chafariz.

E foi essa deliciosa sensação que se apossou de mim, a ponto de me fazer chorar de alegria, neste final de semana quando Curitiba voltou a ter aquela aura de alegria tomando conta dos lugares, das praças, das pessoas.... as pessoas dançando, conversando. Muita gente. Muita gente feliz. Tive a sensação de que nunca, a cidade que é minha sina desde sempre, esteve tão linda, tão musical (e olha que eu não achava isso possível, ser mais musical do que já é????!!!!). E esse sentimento era de todos que passavam por perto, conhecidos ou estranhos, ávidos por compartilhar, comentar, perguntar onde você ia depois, dançar, cantar, abraçar, aquele clima de festival, de show dos bons tomando conta de todos e de tudo. A alegria, o prazer de todo mundo tornou pequenos os problemas da cidade não estar, ainda, acostumada com isso ( no primeiro dia não encontrei uma viva alma vendendo água ou cerva no meio da multidão, que entupia os bares ao redor pra garantir um “refresco” do sol que ardia, decidido a compartilhar com a gente e com Curitiba esses dois dias inesquecíveis. No segundo dia, a coisa melhorou, e apareceu um cara com uma sacola de plástico cheia de latinhas.Ah, eu passei a virada à base de água e capoeira.)

O astral que me encantou quando eu era criança, que se renovou quando conheci o 92 Graus, que ganhou novo brilho quando a cidade curtiu com a gente o Rock de Inverno/De Inverno, ganhou novo fôlego com essa Corrente Cultural que promoveu um final de semana tão vivo;Curitiba fez meu coração bater muito forte por ela outra vez, trazendo de volta toda a vontade de fazer, fazer coisas legais por e para ela também.

Um show de reis e rainhas: foi assim, e começou com o charme de Paulinho da Viola – pena que para quem estava mais atrás o som, talvez pelas próprias características do artista, não tenha chegado como a gente gostaria, deixando muito espaço para conversas que acabam prejudicando o deleite de canções que exigem mais.

Dali, fui pro TUC, no Panelaço. Quem apostou que as bandas alternativas perderiam espaço diante dos “grandões”, perdeu. Aliás, todos os palcos, sabia-se ao conversar com as pessoas, tiveram público garantido curtindo. As performances no TUC, em homenagem a Ivo “Blindagem” Rodrigues foram mais que emocionantes, foram comoventes. A TUC estava como deveria sempre estar. No TUC muita gente conhecida, claro, sempre bom conversar com velhos amigos que não via. As ideias fervem e o resultado de tanta vontade de participar aparece 24 horas depois, quando o corpo se recusa a soltar sua própria voz. Bom papear com omar, marcio, manoel, lobão, karla, getúlio, dona Dilma, a simpatícissima senhora que ajuda a cuidar do Tuc e o bacana cara do som, o Neto. E não vi um show, sequer, meia boca, na boa! Todos mandaram muito bem, a moçada curtindo e, em várias bandas, fazendo mais do que backing vocals. Muito, muito bacana.

Entre um show e outro, entrou em cena a capoeira. Roda com vários grupos em frente a Tiradentes, no sábado a tarde foi um dos momentos bonitos, com direito a simpatia do pessoal das bikes que pedalou ao redor da roda, cumprimentando os capoeiristas. Lindo, lindo, lindo!!! O Força da Capoeira tava lá!

Dali, voltei pra frente do Paço pra ver a ma-ra-vi-lho-sa Sandra de Sá fazer os curitibanos se entregar de corpo e alma. Ali, as pessoas estava esfuziantes, havia espaço pra dançar e, claro, parei por perto dos mais “agitadores”, uma moçada embalada que queria cumprimentar quem passava, como se fosse possível “passar” pras pessoas o que elas estavam sentindo. E, cantei junto, bem mais músicas que lembrava conhecer... rádio, infãncia, adolescência, combinação que deixa marcas profundas... a gente esquece, mas lembra sempre.
A mancada homérica – e por favor, me poupem, amigos, pois já quase me dei uma surra por isso – foi perder Arrigo Barnabé. Não quero falar disso.
Andar pelo Largo da Ordem na madrugada de domingo foi uma experiência ímpar. Nunca eu tinha visto o Largo daquele jeito. Com tanta gente, fora da feirinha de domingo, com tantos sons. O FTC ficou bem pequenininho. Só não entendi carros circulando por ali naquela hora????

Domingo com capoeira e Tremendão

No outro dia, domingo, 07 de novembro de 2010, antes das 11 já estava lá e a Feirinha com todas as suas barracas também. Domingo é dia de Roda do Força da Capoeira na praça das Ruínas e assim foi, dividindo as atenções com o Capacabana Club que arrancou muitos elogios também. Não consegui ver quase nada do show. A roda foi dez e agora todo domingo às 11 se não chover a gente vai pra lá.
Depois, almoçar com Lu, minha mãe, Karla e meu sobrinho Gabriel, comprar água e lá fomos pro primeiro show do Gabriel: do roqueiro mais romântico do Brasil, o Tremendão, Erasmo que até pagou uma em cima do “Rei”, com um “sósia” de Roberto entregando flores.
O que foi esse show. Não teve sol pra incomodar, sem problemas que a gente quase não conseguia vê-lo, não teve nada nem pra ninguém, só deu Erasmo Carlos. Fotos, cortesia da altura de Karla. Muito legal ver meu sobrinho, 11 anos olhando tudo com muita atenção, sem arredar o pé e no final já levantando as mãos também, batendo o pé e as mãos na perna no ritmo da música... aproveitei para fazer uma introdução rápida à música paranaense, explicando quem é o Rodrigão, que falava no palco; sobre o músico que estava ao lado, de uma das bandas mais legais da cidade, a Mordida, nome que ele achou engraçado; apresentei o Raphael da Núvens que, claro, já garantiu o convite dele quando ele for a um show.

Mas eu desabei mesmo foi quando Erasmo Carlos cantou “Sentado à Beira do Caminho”.... cara, eu debulhei a chorar...é, eu não vi Roberto – até queria, mas esse não encarei – mas vi um Rei cantando canções que são suas também. E ele o fez com tal majestade, com tal entrega que me fez amar ainda mais a minha vida e aquele momento. Só não foi perfeito porque meu amor não tava do meu lado, e tantas foram as vezes que a gente ouviu essas canções, 'lembrando boas lembranças', vivendo e contando coisas das nossas vidas.. que ele fez falta ali pra curtir também.

Agora, quando escrevo sobre a Corrente Cultura,QUE CONTINUA, e sua virada, ainda me emociono, me inflamo, fico com vontade de que tudo isso aconteça sempre, porque Curitiba é uma cidade linda e merece isso – e nós também. E a multidão que foi ás ruas neste final de semana, em harmonia, feliz, vibrante, com o peito aberto e o coração batendo forte, deixou bem claro o seu recado e o que quer. Agora não tem mais volta Curitiba, você já é outra, outra vez. (adri)

11/04/2010

Senta que lá vem HISTÓRIA

degravando velhas entrevistas, remexo e revivo. Acabei de ouvir uma conversa das boas com Manoel, que me lembra por exemplo, que tivemos aqui, no limiar da TV paranaense, uma espécie de jools holland show (conexão, inclusive, que não fiz na época da entrevista, porque não comentei nada, mas ao ouvir a descrição agora...) Bem primitivo, é verdade, mas se insinua como tal, pela descrição: várias bandas com seu equipamento completo montado lado a lado e diante delas, um trilho, por onde a câmera trambolho ia dando sua panorâmica de uma banda para outra. Ao vivo. Isso foi na segunda metade dos anos 60, o primeiro auge do rock curitibano que, logo depois, de brilhar com astros, como Os Metralhas, e tudo, foi empurrado para os porões com ajuda do maldito AI-5.
E também, outra coisa que eu não lembrava que uma das primeiras bandas curitibanas a compor, foi logo fazendo uma música punk, em pleno anos 60. ( disso eu me dei conta na hora, dá pra ouvir meu tom de surpresa: ísso é punk!!!!!hahahaha). o
Ou cantar algo como “guerrilha no planalto, cabeças vão rolar.” não é punk? Essa foi obra d'Os Vonda. Alguém aí lembra da série da história do rock que publiquei na Gazeta? Acho que até foto deles tinha.
Porra, HISTÓRIA, é tudo de bom nessa vida. E quando é a “nossa”, é muuuuuuuuuuuiiiiito mais saborosa ainda.
Além de ouvir essas entrevistas to lendo um livro do Wilson Martins (que essa semana, tá em stand by, é verdade), que não é muito bem visto por alguns, mas é importante pra quem gosta de conhecer suas origens – mesmo que algumas constatações sejam bem desagradáveis, afinal a história da humanidade é toda feita dessas sensações ruins, se formos ver desse modo. E, de quebra, me deliciando com o talento de outro paranaense (coincidência), Laurentino Gomes, que escreveu – e ganhou dois jabutis com ele – 1808, sobre a vinda da família real pra o Brasil, um período decisivo, que mudou tudo por aqui. Ali, a gente vê já umas sementinhas que preferiríamos que não tivessem germinado. Dá nada, não. História é assim. A gente não pode entrar numas de julgar, tem que contar, passar adiante. E quanto mais se fizer isso, melhor pra todo mundo. Pois é, ando mergulhada em história, da música, do paraná, do jornalismo, de curitiba … e na minha própria, que me arrepia a todos os instantes, a cada nervura nova que se liga entre o ontem e o hoje – pra, quem sabe, fazer algo pelo amanhã! Ando a flor da pele, a História (e contar histórias) também me deixa assim, quase em carne viva. (adri)

11/01/2010

Trilha sonora dos corações solitários



DVD registra apresentação da banda Hotel Avenida durante a sétima edição do Rock de Inverno

Gazeta de hoje

Márcio Renato dos Santos

O Hotel Avenida está em atividade. E, mais que isso, com boas novas. O conjunto musical curitibano, há quase um ano fora de cena, começa a divulgar um DVD com sete canções, conteúdo captado na noite de 24 de julho do ano passado, durante a sétima edição do festival Rock de Inverno. De lá para cá, houve mudanças na formação, mas o núcleo criativo segue unido e em sintonia.

Essa banda é desdobramento de não poucas afinidades entre Ivan Santos e Giancarlo Rufatto. Ambos compõem, cantam e tocam violão. Há outros pontos de contato. Os dois gostam de rock-and-roll e olham o mundo a partir de um filtro que inclui referências como cinema, cultura pop, um pé no mundo virtual e o outro na realidade, a mais cotidiana possível.

As canções do repertório deste DVD, como “Zelo” e “Um Centavo”, apresentam, nas letras, uma espécie de crônica urbana, na qual os personagens circulam pelo planeta com marcas do passado, seja um coração partido ou a sensação de que parece não haver lugar para o descanso (o mundo, sugerem os compositores do Hotel Avenida, não é cenário para aqueles que buscam sombra e água fresca).

No palco, eles demonstram despojamento e absoluta despretensão. Rufatto é desajeitado, meio cambaleante, canta quase “para dentro” e até desafina. No entanto, há uma espécie de, talvez a palavra seja essa, magnetismo na figura desse sujeito gauche, e talentoso compositor de baladas.

Ivan Santos, muito discreto, marca presença em cena por que consegue transmitir emoção ao tocar teclado, gaita de boca e também quando canta. Ele e Rufatto são tímidos, e essa timidez, lado a lado, define o Hotel Avenida.

As imagens que compõem o DVD são profissionais, há velocidade na edição, mas o fato de o som do público ter sido eliminado provoca estranhamento e desconforto. Afinal, a apresentação aconteceu no palco do John Bull Music Hall, com a presença de uma plateia que, naquela noite, foi cúmplice e participativa, com aplausos, gritos e sussurros.

No entanto, o grande mérito desse DVD foi ter registrado aquele momento do Hotel Avenida, ainda formado por Rubens K (baixo), Carlão Zubek (guitarra), Allan Yokohama (bateria) e Igor Ribeiro (metais), todos músicos respeitados. Desde julho deste ano, a banda se transformou e tem na escalação o baixista Jansen Nunes e o baterista Osmario Júnior, ambos experientes e inventivos.

Eles pretendem descer ao porão do Wonka, em breve, para lançar o DVD e tocar as canções antigas e as inéditas. Santos e Rufatto seguem a compor canções lentas e melódicas aliadas a textos que retratam o imaginário de seres que habitam metrópoles onde às vezes a falta de sentido dá o tom de muitas existências.

Serviço:

Hotel Avenida Rock de Inverno 7. O DVD custa R$ 10 e pode ser adquirido diretamente com os integrantes da banda pelo e-mail deinverno2@gmail.com

10/31/2010

cenas de um domingo



foi bem calmo aqui em casa, o domingo, 31 de outubro de 2010, em que elegemos a primeira mulher presidente do brasil.

10/27/2010

Mofonovo - Jully et Joe



O grande Neri Rosa continua publicando em seu blog Mofonovo, grandes pérolas perdidas do rock independente de Curitiba e do Brasil. A mais recente é uma compilação de gravações da lendária Jully et Joe, banda do final dos anos 80 início dos 90 que tinha em sua formação JR Ferreira, Rubens K, Luciano Vassão e Marcus "Coelio" Gusso, além de outro guitarrista de nome Rafael que não cheguei a conhecer. Só alguém antenado e com conhecimento de causa como o Neri poderia ter a generosidade e desprendimento de trazer esses trabalhos à tona novamente. Fico muito feliz, pois a Jully é uma daquelas bandas que foram fundamentais pra mim. Ao lado do Beijo AA Força, a Jully foi uma daquelas bandas que me impulsionaram a querer também fazer minha própria música. Me mostraram que a gente não precisava só ficar pagando pau pras gringa. Que a gente podia fazer aqui mesmo, e por nós mesmos. Bastava ter vontade e determinação pra isso, e não ficar choramingando, nem esperando que alguém fizesse por nós.

Jamais esquecerei daquela tarde de domingo em que levados por um amigo de nome Felipe - que havia sido sócio do JR em um bar - nos levou até o 92º pela primeira vez, e justamente em um dia que se apresentaram CMU Down e a Jully. Nossas vidas não seriam mais as mesmas desde então.

Não por acaso, algum tempo depois, teria a honra de me tornar amigo e parceiro do Rubens. E hoje, o Osmário Jr, então batera da CMU Down, está nas baquetas da Hotel Avenida, ao lado de Jansen Nunes, da Magog, no baixo. Como bem diz o Flávio Jacobsen, tenho o privilégio de tocar com os meus "ídolos".

vão lá no Mofonovo, baixem, conheçam, escutem.

P.S: O Jr deu o toque. Nesta quarta-feira tem UV Ray, outra banda que ele tocou, as 22:30 no ciclojam (Canal Futura).

10/25/2010

pão de hamburguer e mulheres negras


os mulheres negras continuam sendo geniais!!!

Foi um final de semana cheio de bons shows. Fui a très,vi dois. Pão de Hambuguer no Jhon Bull Pub, sábado, e Os Mulheres Negras no Jokers, no domingo. Aproveitei pra experimentar meu presente novo. Só que fiz barberagem e fiquei com pouca memória pra gravar mais coisas dos Mulheres. Mas, tudo bem, porque tinha gente ligada e gravando tudo. Dois shows muito bons; uma gurizada que manda muito bem, tem postura e faz boa música. gravei umas músicas também, que virão na sequência. E Mauricio pereira e andre abujamra dispensam apresentações. foi a primeira vez que os vi juntos. incrível, simplesmente é incrível como eles conseguem fazer graça sem cair numa vala rasa, mantendo o altíssimo nível musical. curti demais.

10/24/2010

Empreitada audiovisual

Com um certo atraso, bandas independentes de rock descobrem o potencial do DVD


Pão de Hamburguer: "Cansamos de tocar só em Curitiba"


Hotel Avenida: primeiro DVD foi gravado durante o festival Rock de Inverno 7

Omar Godoy
Folha de Londrina/Bondenews

Já faz tempo que o DVD é a mídia ''física'' mais importante para o mercado musical brasileiro. Garantiu a sobrevida das gravadoras nestes tempos de crise e abriu um novo caminho para a divulgação de artistas independentes. Principalmente aqueles ligados aos gêneros mais populares, como sertanejo, forró, pagode, funk, etc.

As bandas de rock, no entanto, ainda não adotaram o disquinho audiovisual como parte de sua estratégia. Entre as raras exceções, estão três lançamentos locais que acabam de ganhar as ruas, quase que simultaneamente. São os registros ao vivo do projeto A Grande Garagem que Grava e dos grupos Hotel Avenida e Pão de Hamburger.

Espécie de estúdio móvel, A Grande Garagem concorreu em um edital da Fundação Cultural de Curitiba e foi contemplada com recursos para registrar 12 bandas da cidade (entre elas Magaivers, Cosmonave, Nuvens e Cacofônicos). As gravações aconteceram no Teatro Universitário de Curitiba (TUC), entre 2009 e 2010, e renderam CDs de todos os participantes. Para completar o pacote, foi produzido o primeiro DVD do projeto.

''Usamos câmeras de todas as classes possíveis'', brinca o produtor Rodrigo Barros, para enfatizar o caráter experimental da empreitada. Ele conta que a equipe ''aprendeu fazendo'' e apostou no expediente de ter várias pessoas filmando ao mesmo tempo - inclusive com máquinas fotográficas simples. ''Isso deu uma textura interessante para as imagens, que combina com a linguagem mais truncada do rock. É o defeito que passa a ser efeito'', explica.

Se a captação não seguiu o esquema profissional, o mesmo não aconteceu na pós-produção. Segundo Rodrigo, o processo de edição e mixagem do DVD levou praticamente o mesmo tempo que a finalização de todos os 12 CDs da coleção. ''A imagem pode até ser meia boca, mas é muito importante que o áudio fique muito bom'', ensina.

Mas por que prensar discos, e não apenas disponibilizar os vídeos na internet, como é de praxe hoje em dia? Para o produtor, o principal motivo é a divulgação - especialmente para emissoras de televisão. ''Também pensamos naquele fã mais tradicionalista, que sente a necessidade de ter o produto físico nas mãos'', diz.

É o ''fetiche do objeto'', como define Ivan Santos, produtor do selo/festival Rock de Inverno e um dos líderes do grupo Hotel Avenida - cujo primeiro DVD foi gravado durante a sétima edição do evento, em julho de 2099. Ele afirma que uma das principais marcas do projeto, realizado desde o início da década passada, é justamente o registro histórico, em vídeo, de todas as apresentações. ''Chegamos a lançar fitas VHS das três primeiras edições'', lembra.

Ivan também chama a atenção para o acesso, cada vez maior, às tecnologias digitais. ''O custo dos equipamentos vem baixando, e a tendência é que mais bandas produzam DVDs. O problema é que o rock independente, de forma geral, não trabalha como muita grana'', lamenta.

Omar Godoy

10/17/2010

domingo com música

dia de ensaio e captação pra pré-produção por aqui. meio perdida ainda no horário de verão - e com essa p*** de teclado - começo o dia, já entrando em uma tarde quente, mas com sol tímido no Abranches, escondido entre nuvens.




10/15/2010

clima bom no Abranches





jansen, Junior, uma foto feita pelo luigi (a do quarteto),gian e ivan


Sexta chuvosa com cara de sábado, a casa cheia de música. Foi dia de ensaio do Hotel e a sonzera correu solta,num astral perfeito. Aproveitei pra fazer umas fotos e uns videozinhos, porém o meu celular não é dos melhores pra isso. de todo modo,as fotos, pelo menos, estão aí. um aquecimento. luigi prometeu que no domingo as imagens ficam melhores, com os apetrechos que ele vai trazer pra ne dar uma força.
E, de quebra,matando a saudade, lembrando os bons momentos,enquanto vivemos outros tantos. O ensaio acabou, mas o jansen, o baixista dO Hotel, é dos nossos. Ficou um tempo a mais pra ver uns videos e entrou em cena o rock de inverno 3,no qual sua histórica banda Magog aceitou nosso convite e tocou em uma das mais incriveis edições do festival, me dando de presente outro showav histórico. Muito bacana ele estar de volta e também o Junior,na batera,do Hotel Avenida. Ele fez parte do CMU Down, que estava tocando junto com o July et Joe no primeiro show que eu e ivan vimos no 92...lá lá em 1992... bom, seria redundante dizer algo mais. Muito, muito legal essa tarde.