Sei que tenho muitas músicas preferidas d'OAEOZ. Está que está aí embaixo também, acho uma das melhores da banda. Lembro de uma historinha sobre ela que não sei se é isso mesmo, mas sei que ouvi isso. Soube que é uma letra que partiu de algo que rabisquei, aqueles meus desabafos clássicos, em busca das palavras que pudessem dizer o que eu sentia. é sempre isso: eu querendo, desesperadamente, saber escrever nem digo como outros tantos que li, mas eu em busca das minhas palavras, sempre rebeldes e difíceis. Pelo jeito deixei um desses cadernos (eu escrevo em vários cadernos e blocos e folhas soltas, depois vou achando, deixei o caderno largado e ivan o achou. Ele já tinha musicado algo que eu escrevera e viu um longo escrito.
Ao que tudo indica, era eu quem queria fazer uma canção, uma canção que conseguisse dizer disso tudo que eu sinto e que, agora, ao acordar pra trabalhar e ver o blog, voltou - e me fez parar tudo só pra ouvir essa canção outra vez e lembrar disso. Lembrar da primeira vez que a ouvi, da primeira vez que a ouvi pronta e do como essa frase "eu só queria fazer uma canção pra você" me acertou e ainda tá aqui dentro de mim. Eu lembro exatamente que escrevi, com meus garranchos, várias folhas uma tentativa de falar dessa convivência linda que tenho e que faz a minha vida ter sentido. Um dia eu acho esses garranchos e saberei que foi deles que nasceu essa bela canção, com uma letra toda outra, usando só uma frase - a que dizia tudo, na verdade.
Quando a ouvi agora, outra vez, foi como se toda a tensão desses últimos meses caíssem, acho que despi a armadura e até a euforia desses últimos sete dias, desde que soube que seria contratada, se transformou em uma outra coisa. Dei uma desmontada e tive que parar tudo.
Comecei a trabalhar na sexta passada na CBN, saí da minha zona de conforto, a urgência voltou e eu entrei num redemoinho de outras emoções, absolutamente tomada pela força de fazer algo novo e tão bacana. Desde então, ouvi pouquíssima música, e meu fones estão sempre sintonizados na radio notícia.
Ao ouvir essa canção depois de tanto tempo algo se dissolveu dentro de mim e um outro algo se abriu.Lembrei da sensação de leveza por conseguir sorrir bem outra vez, a mesma que senti no Ivan ao perceber a minha mudança. Eu vi nos olhos dele a alegria por mim. É disso que eu me alimento, desse amor, dessas músicas, desses amigos e desses dias em que eu posso fazer o que eu gosto e preciso pra viver bem. Neste instante, algo aconteceu e os nós todos de tensão acabaram. Preciso de um café agora. De ouvir essa música outras vezes. Começa agora uma nova fase - e novas canções já estão nascendo também. (adriperin)
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8/11/2011
1/08/2009
EP no Subtropicália
"Mas o grande trunfo deste registro é a música “Noturna”. Minimalista, esmagadora, cortante e esfumaçada. Uma repetição crua e angustiante no piano que duela com o suave flugelhorn conduzido por Igor Ribeiro, tudo isso ilustrado pelo total contraponto no turbilhão de sentimentos jogados na letra. Uma espécie de desabafo decisivo sobre um casal que não existe mais, através de trechos soltos que permitem diferentes leituras do caso (principalmente nos ecos de “não posso, não gosto, não quero…”). O melhor é o toque de auto-ironia dela… de noção de fraqueza carnal e descontrole perante sentimentos mais primitivos… por mais que o racional insista em permanecer… “Noturna” foi a única faixa gravada pelos dois em estúdio e esse resultado é assustador perante todo o potencial dessa parceria… que não acaba aqui."
leia a íntegra do texto do Guga Azevedo sobre o EP "Ivan Santos & Giancarlo Rufatto" no blog Subtropicália.
leia a íntegra do texto do Guga Azevedo sobre o EP "Ivan Santos & Giancarlo Rufatto" no blog Subtropicália.
10/30/2008
Deserto - Ivan Santos e Giancarlo Rufatto
www.myspace.com/giancarlorufatto
A primeira canção do EP produzido por Ivan Santos (vocalista da banda curitibana OAEOZ) e Giancarlo Rufatto está disponível no MYSPACE. Escrita por Ivan e cantada por Giancarlo, “Deserto” recebeu um arranjo complemente diferente da versão original presente no disco “Ao vivo na Grande Garagem que Grava” do OAEOZ. O EP será disponibilizado em breve pela De Inverno Records.
Abaixo um texto do Gian sobre o EP, já publicado no Mondo Bacana
"Ivan Santos não se lembra da primeira vez que conversamos. Foi após um show de sua banda, OAEOZ. Estava ali para ver a banda que tocaria em seguida (mais precisamente para ver a vocalista), mas perdi o inicio do show seguinte para trocar umas palavras sobre o show deles. Até então, pouca coisa havia escutado da banda e não era o suficiente para dizer se gostava na época ou não. Corta. Mais ou menos um mês depois recebo um email do Ivan dizendo que havia se impressionado com meu projeto anterior, a lo-fi dreams e tinha escrito um texto sobre “sua descoberta”. Isso já era julho de 2007 e eu já estava em outra, tentando lançar um disco "folke” – estilo musical forjado a base de violões e contas a pagar – chamado “Cancioneiro vol.1” e estava fazendo shows semanais pelas ruas de Curitiba. O disco nunca saiu, mas ajudou a fazer novos amiguinhos e ser entrevistado para um jornal pela mulher de Ivan. Corta de novo. OAEOZ estava ensaiando um show que viraria disco pelo projeto Grande Garagem que Grava e fui convidado para tocar teclados na canção que abre o disco – Deserto. Fui há alguns ensaios, o suficiente para que os integrantes da banda notassem minha falta de talento para com as teclas e fui dispensado. Mesmo assim Deserto ganhou um fã e uma versão que por enquanto está disponivel somente no Myspace. o EP será lançado oficialmente nos próximos dias aqui no Mondo Bacana e pela De Inverno Records"
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