2/13/2008

Minha vida não cabe num opala estréia em Berlim

Jornal do Estado

A adaptação de Mário Bortolotto, em cartaz no festival de cinema, tem bandas curitibanas

Adriane Perin


Divulgação
Cenas do filme previsto pra estrear em maio no Brasil

Doze produções brasileiras estão sendo exibidas no Festival de Cinema de Berlim que segue até o próximo domingo. Tem os bam-bam-bam, como Tropa de Elite - que aliás teve problemas técnicos -, na mostra principal, a competitiva. Mas, também tem as produções estreantes. Neste caso está a primeira versão cinematográfica da obra do dramaturgo londrinense, Mario Bortolotto (Cemitério de Automóveis), Minha Vida não Cabe Num Opala, na mostra Cinema do Brasil, a primeira exibição, antes de chegar em território nacional. Aqui, deve estrear em maio. Além do roteiro adaptado por Di Moretti, da obra Nossa Vida Não Vale um Chevrolet, o filme tem uma trilha sonora de bandas independentes com várias paranaenses, entre as quais as curitibanas OAEOZ/ Igor Ribeiro (“Texas Dream” e “Folhas de Outono”) e Irís (“Neblina”). Tem ainda vários Patife Band, Cascadura e La Carne, além da banda de Bortolotto, Bêbados Habilidosos. Nesse circuito de sessões especiais os escolhidos passam por avalição da produção, deste que é um dos principais festivais de cinema do mundo. “Entre as inscrições, eles escolhem o que vai para a mostra oficial, ou paralela, de acordo com o mercado europeu”, explica o diretor, Reinaldo Pinheiro. “E em festival a briga é feia. Imagine, para um Cannes são 600 mil filmes disputando. A história do Mário tem um viéz muito universal e ele tem um tino de cinema”, completa.
Ele, autor do mais premiado curta da história nacional, BMW Vermelho, ganhador inclusive como melhor filme no Festival de Havana e Miami – conta que tudo começou com um pasta trocada. “Dentro dela estava bem em cima o texto do Bortolotto, que eu já conhecia. Comecei a ler e me encantei, vi logo que merecia uma adaptação”, conta ele, que depois foi assistir uma peça de Mário, que vive em São Paulo, e come çou logo a trocar figurinhas. Os últimos três anos foram gastos na concretização do projeto, que teve acompanhamento bem de perto do dramaturgo paranaense. “Hoje ele tá mais famoso, mas acho que fui precursor. Ficamos amigos e ele acabou assinando a trilha sonora”, comenta.
Pinheiro conta que até rolaram algumas discussões de bastidores, mas no final “ele foi muito legal comigo, e mostrei que numa adaptação se perde aqui e se ganha lá”. Também fez questão que Bortolotto participasse. “Conversamos muito e isso deu tranqüilidade. E a trilha sonora ficou realmente muito bacana. Todo mundo que assiste comenta. Estou até pensando em lançar um disco independente”, conta, explicando que Bortolotto mostrou um monte de canções e a seleção final foi feita em conjunto. Depois, o maestro Amalfi, amigo de Mário, ficou encarregado de dar uma cara de trilha sonora para elas.
No elenco estão Milhen Cortaz, Jonas Bloch e Paulo César Peréio. Com direito a participação rápida de Bortolotto. “Minha homenagem hitchcockiana para ele”.

4 comentários:

igor disse...

um brinde ao Bortolotto e as garotas de berlim !

Ivan disse...

tim tim herr Igor!

Carolina Jardim disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Carolina Jardim disse...

faltou marcar presença da Dercy. muito bom!