4/08/2007

"Nova" - Fluid - Rock de Inverno 5 e o onanismo crítico by internet



Por mais que muitos ainda torçam por isso, a gente não pára. Pelo menos ainda não. Taí mais um vídeo do Rock de Inverno 5. “Nova” dos guris do Fluid, que atualmente atendem pelo nome de Estática.
Por incrível que pareça, ainda tem neguinho que a essa altura do campeonato insiste na ladainha do coitadismo, de justificar a sua própria incompetência e inércia não pelas iniciativas que ele mesmo banca, mas pelo que os outros fazem ou deixam de fazer. Digo isso porque quando eu esperava que com o recolhimento que a gente adotou nos últimos tempos, os arautos da babaquice já tivessem nos esquecido, novamente topei essa semana com esse tipo de comentário, em um blog, segundo o qual o que a De Inverno faz nada mais é do que puxar os sacos dos amigos e trabalhar em causa própria. De acordo com um blog até bem intencionado que eu conheci esses dias, tudo o que a gente fez até hoje é classificado como uma “influência nefasta” para a cena curitibana.
Primeiro eu não acho que a gente tenha tanta importância assim. Segundo que esse tipo de comentário só mostra que a burrice é mesmo contagiosa, e neguinho continua cultivando o péssimo hábito de repetir besteiras que ouviu por aí sem nem prestar atenção no que tá dizendo. Sim, pois o mais engraçado é que em uma passada de olhos pelo mesmo blog, o que eu vi foram textos destacando muitas das bandas que passaram pelo Rock de Inverno e que tiveram destaque através das reportagens da Adri. Ou seja, o cara acusa a gente de falar sempre das mesmas bandas, de só fazer “panelinha”, e daí destaca as mesmas bandas que a gente ajudou a divulgar. Estão lá por exemplo, Charme Chulo, Poléxia, Terminal Guadalupe, Mordida, Cores D Flores, só pra ficar nas que eu lembro agora. Quer dizer então que quando tocam no Rock de Inverno essas bandas fazem parte de uma panelinha odiosa e mau caráter. Mas quando é pra falar de bandas legais da cidade no blog, aí elas servem? Faz sentido? Eu só queria entender a lógica. Das duas uma, ou o cara também faz parte da tal panelinha, e fala uma coisa e faz outra, ou não sabe do que tá falando, pois está apenas repetindo uma bobagem que outros falam por aí, sem se dar ao trabalho de ver se aquilo tem sentido.
Enfim, tudo isso me traz à mente as circunstâncias que nos levaram, por exemplo, a escalar o Fluid no Rock de Inverno 5. Foi assim: a gente recebeu a demo dos caras, gostou, foi no show, gostou mais ainda e chamou eles pra tocar. Não rolou jabá (aahahaha, quem dera), nenhuma conspiração internacional. Não tenho parentesco ou sequer relacionamento pessoal com os caras. Não tenho nenhuma amizade com eles, não sei onde eles moram, estudam, o que lêem, se são casados ou solteiros. Nunca sentei em um bar pra tomar uma cerveja com os caras. E com exceção do vocalista, o Will, os outros caras da banda, se eu cruzar na rua, provavelmente sequer vou reconhecer. Mas mesmo assim, os babacas coitadistas ainda insistem na ladainha de repetir bobagens para justificar a própria falta de coragem de tomar iniciativa e fazer alguma coisa. É a cultura do choramingo. “Eu não faço nada, porque não vai dar certo mesmo, porque ninguém vai me dar espaço, ninguém dá apoio, então eu nem sequer tento”. Pra essa gente, como eu já comentei, o pior crime que alguém pode cometer é fazer algo e aquilo dar certo, ter algum tipo de repercussão. Porque aí fica evidente que o problema não é que “não tem espaço, apoio, etc”, mas porque o cara é que não tem coragem de tomar as rédeas do próprio destino e ir à luta. É mais fácil ficar colocando a culpa nos outros. Mais cômodo ficar fazendo comentariozinhos em orkut, e blogs, batendo punheta, criando espinha e reclamando da vida. Afinal, se eu fizer algo, vai que dá certo, e daí do que é que eu vou reclamar? Em quem vou colocar a culpa pela minha própria incapacidade?
Tomei o cuidado de contar e descobri que nas cinco edições realizadas do Rock de Inverno, passaram 46 bandas diferentes. Muitas delas eram de meus amigos. Com certeza. Eu escalaria uma banda que acho ruim só porque tem amigos meus? Nunca. Deixaria de escalar uma banda que eu acho legal só por isso? É claro que não. Mas o fato – por mais que os idiotas tentem negar – é que boa parte, se não a maioria das bandas que a gente escalou no festival a gente sequer conhecia os caras pessoalmente. Escalou porque ouviu o som e gostou. Muitos se tornaram amigos depois. Outros continuam sendo estranhos pra mim. Muda alguma coisa? Não. Tô me justificando? Ahahaha. A essa altura da vida não tenho que provar nada pra ninguém. Se quiserem acreditar, beleza. Se não, vão tomar nos respectivos orifícios anais. Faço o que faço porque quero, gosto, ninguém paga minhas contas e não tô nem aí para o que indiezinhos onanistas metidos a criticuzinhos de blog acham. Não gostou? Vai procurar tua turma. Acha o Rock de Inverno uma bosta? Organize o seu próprio festival e chame as bandas que você gosta. Do contrário, cala a boca e não enche o meu saco.

O que eu sei é que enquanto neguinho perder tempo e desperdiçar energia com esse tipo de picuinha inútil e medíocre, a coisa não vai pra frente mesmo. Até por isso, tenho feito questão de manter uma distância segura desse tipo de babaquice. Tenho mais o que fazer do que ficar alimentando polêmicas vazias de quem não sabe o que tá falando e não mexe a bunda da cadeira a não ser pra coçar o rabo.

Tenho, por exemplo, que terminar o vídeo do Rock de Inverno 5 junto com o Marcelo, pra gente lançar em dvd ainda este ano. E a gravação do novo disco do OAEOZ. E a gravação do disco ao vivo na Grande Garagem que Grava, dos grandes brothers e esses sim, heróis da música local do BAAF e seus comparsas. E tem a comemoração dos dez anos do OAEOZ, que se tudo der certo, vai render um documentário. E ainda tem o vídeo do Rock de Inverno 6, que a gente ainda nem começou. Enfim, tem muito trabalho pela frente. Quem não gosta, é muito fácil, não vai no show, não baixa o mp3, não compra o disco, nem assiste o vídeo. A gente vai continuar fazendo do mesmo jeito, nem que seja só pelo prazer de fazer o que gosta e dar assunto pros idiotas continuarem reclamando da merda da vida deles. Fazer o que. Alguns vieram pro mundo pra isso. Eu, pessoalmente, quero muito mais da minha vida. E não tenho do que reclamar, pois já fiz muito mais do que esperava, e com certeza, ainda vou fazer muito mais, com a ajuda do meu amor, dos meus parceiros queridos e daqueles que realmente tem algo a dizer que valha a pena ser ouvido.

5 comentários:

Carlos La Carne disse...

é meuzirmão...sai exú que esse festival não te pertence!! Lembra que uma vez questionaram o Bortolotto dele indicar amigos dele, textos, música, peças...algo assim, sobre o lance de confraria e tals...não me lembro bem...mas ele respondeu e matou a pau: "que culpa tenho eu de ter amigos talentosos!". Muito bom! Mas é isso aí malucos, sempre tem uns exú pra atazanar a vida da classe trabalhadora...acontece. Ó só, Carlão esteve aqui com o Charme Chulo e levamos um som no sábado, uma janta com toda a criançada dos lacarnes a noite e uns líquidos alucinógenos e tals. Ele tá levando um abraço nosso pra todos aí. Tâmojunto hein?

rkjazz disse...

a mesma merda de sempre. abraço, brother.

marceloborges disse...

"influencia nefasta pra cena curitibana", vindo da boca destes inbecis, pra mim e' elogio; desde os idos de 1900, na curitiba de emilio de menezes, ja havia um dito popular nas ruelas do largo. Curitibano e' tacanha, nao suporta ver o vizinho, ou o amigo do vizinho se dar bem. pra ele e' pior que dor de dente no dente da frente.

Dary Jr. disse...

Força, Ivan e Adri. Deixe que ladrem. Eles passam, vocês ficam. Abraços.

Túlio disse...

não sei o que essas pessoas pensam. nítido que o dono de um festival só vai por banda que ele goste, independente se tem amigo ou não. Além disso, convenhamos, a "cena" curitibana é bem pequena. Frequentando os mesmos lugares, vendo os mesmos shows e conhecendo as mesmas pessoas em comum fica quase impossível que os músicos não se tornem amigos, ou ao menos, conhecidos.