7/12/2017

Rock de Inverno 3: parte 1



Rock de Inverno 3:
Há 15 anos, nos dias 19, 20 e 21 de julho, o 92 Graus ferveu com a terceira edição do festival
Existe uma fase da vida que a gente tem a impressão que o tempo não passa nunca! Um ano durava um século e o tempo da ‘miss Brasil 2000’ era algo quase impensável de tão longe que parecia. Ao menos era assim pra mim. Agora, começo a contar os aniversários das realizações importantes da vida profissional somando números em uma conta que, sempre que faço, me causa espanto – e alguns sorrisos solitários embalados pelo barulho das teclas do computador e pelo desejado silêncio que permite organizar as ideias e informações.
Na próxima semana, nos dias 19, 20 e 21 de julho, mais especificamente, a terceira edição do Rock de Inverno, já com o epíteto “Mostra da Música Independente”, completa 15 anos! Uau: 15 anos, desde aqueles três dias de intenso frio que não foram nem percebidos dentro do porão mais acolhedor que Curitiba já teve! Não era a primeira vez que a De Inverno ocuparia aquele espaço ao mesmo tempo tão sagrado e profano, mas era algo muito especial fazer ali o festival criado dois anos antes e que carregava em seu DNA a inspiração impregnada em nós ali mesmo naquele ambiente enfumaçado e quente, onde nos esquecíamos de tudo mais para nos concentrar em alguns dos melhores momentos das nossas vidas.  Sim, foi no Espaço Cultural 92 Graus, no original, ali no nada insuspeito número 294 da Visconde do Rio Branco.  Era um ponto alto pra nós fazer o Rock de Inverno no  92! Uma forma de reconhecer ao JR, seu Geraldo, d. Claudete a importância deles pra gente, uma forma de dizer obrigada e de também demonstrar nossa disposição em ajudar e mover esses pesados, porém tão inspiradores moinhos. 
E que edição foi aquela. Aliás, vamos falar a verdade: que ano foi aquele – e o seguinte - para a música autoral curitibana, com várias cenas atuantes e uma programação de festivais de fazer inveja aos dias de hoje. Rsrsrs.
Bom, esta foi a edição em que conseguimos concretizar um passo que estava nos planos desde o começo: estabelecer uma conversa com as novas gerações nacionais da produção alternativa. Desta forma, com o imprescindível apoio da Fundação Cultural de Curitiba, patrocinadora do evento, conseguimos trazer não apenas as bandas Casino (RJ), Hurtmold (SP) e Pipodélica (SC), como também jornalistas dos principais veículos de comunicação da época, incluindo MTV, na pessoa do Rodrigo Lariú, que aproveitou a temporada para conversar com vários artistas daqui; Folha de São Paulo, Jornal do Brasil, TV Educativa de Minas (programa Alto Faltante), para ficar entre os principais entre os 22 convidados da imprensa.
Também estão ali registrados no material gráfico nossos demais parceiros, a livrarias Curitiba, a 96 Rádio Rock/Helinho Pimentel e Rádio Educativa (confesso que não lembro como foi este apoio). Não tem como não falar da FCC, que deu, efetivamente, as condições pra gente (toda a cena) ‘efervescer’.  Foi um momento em que os gestores – cito aqui Cassio Chamecki, Leandro Knopfholz  e Janete Andrade, em especial estes dois últimos, com quem tratei diretamente todo o processo  -  deram um olhar contemporâneo para  a produção cultural de Curitiba.  Nesta gestão nasceram projetos muito interessantes, entre os quais o Circuito de Festivais, do qual o Rock de Inverno fez parte – e depois os inesquecíveis Curitiba Pop Festival e Curitiba Rock Festival. 
O 92 (quase) ficou pequeno, e a energia quente que rolava derrubou a luz três vezes no show da Aaaaaamalencada, sem que ninguém arredasse o pé.  Foi também um momento em que dissemos nosso muito obrigada para a cena do 92 Graus, a que escolhemos para chamar de ‘nossa’ (rs), ao convidar Magog, para um retorno histórico, e Relespública, de volta ao trio original. Tudo registrado pelas lentes de outra pessoa importantíssima para isso tudo, o fotógrafo e videomaker Marcelo Borges.  
Nossa programação ainda teve as novatas Criaturas e Poléxia ((ah, se orgulho matasse...rs); Svetlana (já que não tínhamos um piano pra colocar o Wandula no 92. Rsrs). Completaram a escalação: OAEOZ, Sofia, Volume, Excelsior, Pelebroi Não Sei (o que foi este show!! Os jornalistas de fora ficaram aos pés do Oneide!! Hehehe) e Lorena Foi Embora...  Além do já tradicional kit de imprensa, com releases e a coletânea com uma música de cada banda participante, enviado para imprensa nacional, os shows foram gravados e se transformaram em um cd ao vivo e um documentário em VHS, com direito a entrevista com as bandas.
E neste ponto chegamos ao grande momento: o documentário em VHS foi digitalizado pelo Marcelo Borges, que também está mexendo em seu precioso acervo.  E foi isso que me fez cair a ficha dos 15 anos, quando olhei a data.  Então, vamos celebrar junto esse pedaço da história da música brasileira escrito 15 anos atrás?! Um brinde a todos que participaram e ajudaram a fazer este belo capítulo da história da música paranaense e brasileira!

Nesta e na próxima semana eu vou lembrar na página da De Inverno Comunicação no Facebook um pouco desta história e postar os links para o documentário, em três partes.   Não espere nada. Comece ouvindo a coletânea que, aliás, tem as inéditas: FAncy Dress, da Svetlana, e Bonde 77, da Relespública, gravadas especialmente, por Lucio Machado e Luciano Vassão, para a coletânea! 

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