11/04/2008
Spiritualized no Brasil?
Boas novas para quem como eu, é fã de carteirinha das canções e viagens sonoras do Spiritualized. Segundo infos deixados na comunidade da banda no orkut por brasileiros que estiveram nos shows deles na semana passada, em Buenos Aires, e conversaram pessoalmente com mestre Jason Pierce, eles estão com previsão de tocar aqui no Brasil em março do ano que vem. Ou seja, ainda há esperança, nem tudo está perdido para esse país perdido. E segundo quem esteve por lá, o show no Trastienda foi de 2 horas e meia. Já tem vários vídeos no You Tube desse show, e se eles fizeram por aqui o que fizeram por lá, vai ser um daqueles momentos históricos pra se levar pro resto da vida impressa na memória. Deus é Pai e vai nos ajudar que essa história se concretize. Eu acredito...(afinal, tenho que acreditar, nê).
11/03/2008
11/01/2008
10/30/2008
Deserto - Ivan Santos e Giancarlo Rufatto
www.myspace.com/giancarlorufatto
A primeira canção do EP produzido por Ivan Santos (vocalista da banda curitibana OAEOZ) e Giancarlo Rufatto está disponível no MYSPACE. Escrita por Ivan e cantada por Giancarlo, “Deserto” recebeu um arranjo complemente diferente da versão original presente no disco “Ao vivo na Grande Garagem que Grava” do OAEOZ. O EP será disponibilizado em breve pela De Inverno Records.
Abaixo um texto do Gian sobre o EP, já publicado no Mondo Bacana
"Ivan Santos não se lembra da primeira vez que conversamos. Foi após um show de sua banda, OAEOZ. Estava ali para ver a banda que tocaria em seguida (mais precisamente para ver a vocalista), mas perdi o inicio do show seguinte para trocar umas palavras sobre o show deles. Até então, pouca coisa havia escutado da banda e não era o suficiente para dizer se gostava na época ou não. Corta. Mais ou menos um mês depois recebo um email do Ivan dizendo que havia se impressionado com meu projeto anterior, a lo-fi dreams e tinha escrito um texto sobre “sua descoberta”. Isso já era julho de 2007 e eu já estava em outra, tentando lançar um disco "folke” – estilo musical forjado a base de violões e contas a pagar – chamado “Cancioneiro vol.1” e estava fazendo shows semanais pelas ruas de Curitiba. O disco nunca saiu, mas ajudou a fazer novos amiguinhos e ser entrevistado para um jornal pela mulher de Ivan. Corta de novo. OAEOZ estava ensaiando um show que viraria disco pelo projeto Grande Garagem que Grava e fui convidado para tocar teclados na canção que abre o disco – Deserto. Fui há alguns ensaios, o suficiente para que os integrantes da banda notassem minha falta de talento para com as teclas e fui dispensado. Mesmo assim Deserto ganhou um fã e uma versão que por enquanto está disponivel somente no Myspace. o EP será lançado oficialmente nos próximos dias aqui no Mondo Bacana e pela De Inverno Records"
procura-se quem ame gatos
isso tudo pra dizer que preciso achar casa para alguns gatos, filhotes. minha mãe tem muitos em casa, muitos mesmo. e a situação está insustentável, precisamos (os filhos, fazer algo). e o meu algo é convencer ela a dar alguns. minha mãe é do tipo que se derrama ao ver um bichinho largado na rua. começou recolhendo alguns, depois uma pessoas safadas, e fdp, sabendo de seu ponto fraco largaram alguns na porta da casa dela, em pinhais. sem grana pra fazer a cirurgia de castração que é absurdamente cara (é muito fácil fazer discurso de quem tem quer cuidar dos bichos, quando se cobra mais de R$200 paus por uma cirurgia, os pacotes de ração sá fazem aumentar; qualquer consultinha sai o olho da cara...) e bicho é foda... entrou no cio, danou-se... emprenhou. e assim, a casa dos meus pais foi sendo tomada pelos bichos, em especial gatos. entendo perfeitamente minha mãe, mas a gente precisa por limites na vida e neste caso já passou da hora.
então, que apareçam os que amam gatos. ela tem 12 filhotes, à príncípio, na época de serem "adotados". hoje vou lá e farei fotos, depois coloco aqui. eles são lindos, como todo filhote, espertos, brincalhões e alguns meio arredios, até pegarem confiança. ah, e, alguns, são sobrinhos e sobrinhos-neto (hahahah) da minha doce Lulu, a pretinha magrela que gosta de jardins. muito alto astral. (Adri)
10/29/2008
Dia de ler é todo dia...
não li Julio VErne, minhas fantasias eram personificadas nas histórias de um sitio, dois irmãos e alguns briquedos diferentes, como uma boneca tagarelíssima, um sabugo de milho visconde, uma vó com mão boa pra guloseimas. Ainda lembro de quando ia praquelas estantes pegar o outro dos 17 volumes das histórias crias por Monteiro Lobato. E ainda lembro os pezinhos acelerados à saída do colégio para chegar em casa em tempo de não perder alguma aventura dessa trupe do interior. Lembro do anjo que caiu do céu, da chave do tamanho, que obrigou a louca da emília a morar na cartola do sabugosa, enfim...doces lembranças de infância....
depois vieram as julia, sabrina e biancas da vida, cujas histórias logo me encheram o saco, porque eu já sabia todo o enredo, depois da primeira página...ficou muito sem graça e minha coleção foi pro sebo. Aí, eu já estava em Curita e fiquei simplesmente abestalhada com o tamanho da Biblioteca Público do Paraná - e eu vou na Biblio, era uma das frases mais faladas pela adolescente solitária e problemática, rebelde sem causa que eu virei...
naquelas prateleiras eu ficava horas só pra escolher o que leria. Já no segundo grau, pensando em vestibular, o livros do Sidney Sheldon que me eram sugeridos, já não eram suficientes para minha curiosidade. eu queria aquelas "biblías" que via, sem ter idéia de quem eram seus escritores... cheguei a decidir ler em ordem alfabética alguns livros da BPP... lia com uma dicionário ao lado para as emergências...
Aí então, quase ao final da década de 80, veio a faculdade, ponta grossa, e achei a minha turma, obviamente muito ligada a livros. E um apessoa em especial, Li, Eliete MMarochi, cuja família é dona de uma bela livraria em PG, o Beco do Livro. Ela ficou mais amiga antes do ivan, e por tabela, eu lia tudo o que ela passava pra ele.
SArtre e Simone de Beauvoir, em especial, chutaram a minha porta, derrubaram tudo. Todos os Homens são Mortais, a trilogia de Sartre (Idade da Razão, eu li novamente perto dos 30 e foi ainda mais, como eu diria... mais esclarecedor da existência ainda)...Rumo a Estação Finlândia, Tudo que é Sólido Desmancha no Ar, puxa eu tinha 17 aninhos...li muita coisa boa que ficou em mim, via essas duas pessoas tão importantes na minha vida...
também nesta época comecei a saber a verdadeira história do Brasil. Ler Tortura Nunca Mais foi de um impacto tão grande na minha existência, que mudou pra sempre minha relação com o Brasil. Lembro de chorar convulsivamente em algumas páginas, me perguntando: "como é possível que eu não soubesse disso. como ninguém me contou nada". E as peças foram se juntando: polícia com metralhadora no bar do meu avô, proibições, hora pra fechar as portas... os pontos foram ligando e formando figuras terríveis...
Junto vieram, 1968 - O Ano que Não acabou, O que é isso Companheiro, As veias abertas da américa latina, Guatarri e Deleuze e suas microrrevoluções, possíveis sim e nossa única alternativa -, Humberto Eco, kafka, Orwell, Nietzsche , Thomas Mann, Cervantes, Goethe, Celine, enfim... a lista é tão longa....
Tive fase de ler pouco e o mal que isso acumulava em mim, logo ficava evidente. Agora, voltei a ler muito. É trabalho também, mas procuro, com os livros, manter o prazer. Eles são importantes na minha vida, desde antes da música, porque ela entrou nos meus dias sem eu me dar conta, e pelos eu precisava lutar, ir atrás, eles não caiam nas minhas mãos..
Hoje em dia, além de ler, tenho meus três sobrinhos. Dois deles, filhos dos meus irmãos, o Gabriel e a Gica, ganharam livros (e um CD) ainda nos primeiros dias de vida. Para o Gabri, que é maiorzinho, sei que já consegui mostrar o prazer que essas preciosidades nos dão ( ele sempre lembra da tia aqui, pra ir ao cinema nas férias, o que me encanta); a Gika, que tem pouco mais de um ano, minha irmã me contou ainda esta semana, anda pra cima e pra baixo com o livro "da vaquinha" que eu dei no niver. papai e mamãe, disse, não aguentam mais ler a mesma história. É isso, que quero deixar pra eles, o melhor de mim: minha paixão, que nunca acaba, esse meu fascínio pelos livros, por suas viajantes histórias, que tantas vezes me carregaram para outras realidades. (Adri)
10/28/2008
Nada de novo no front....
“Fomos preteridos por não termos garantido o lucro do bar com ingressos antecipados (!!). Peraí!!! Somos músicos e não bilheteiros.”
(...)
“Curitiba está ficando difícil pra nós que não temos saco pra aceitar migalhas. Em menos de 1 ano de banda riscamos 2 bares do nosso mapa por desrespeito.”
Não é a toa que o OAEOZ, mesmo tendo lançado dois discos em 2008, só fez um único show oficial este ano, justamente no TUC, produzido pelo pessoal da Grande Garagem que Grava. E que eu não me sinto nem um pouco animado de sair atrás de tocar nessas condições que a gente vê por aí. O foda é saber que essa situação não vai mudar nunca, enquanto tiver gente disposta a ser desrespeitada em troca de um espaço pra tocar, mesmo que seja pra tocar pra ninguém, sem nenhuma condição técnica, e só pra queimar a cara. Do jeito que vai o negócio vai ser fazer festa pros amigos ou ficar tocando violão em casa mesmo.
Pra quem quiser saber mais, vai lá no blog deles, ou veja aqui na comunidade do orkut.
10/27/2008
Calexico - KCRW
Essa vai pro Ramiro. Calexico no Morning Becomes Eclectic, da KCRW, apresentando as músicas do disco novo. Fiquei muito impressionado. Eles alternam momentos mais "alegres", onde entram os elementos latinos e do Southwest, com canções extremamente intimistas, onde o steel guitar e os arranjos vocais me lembram coisas como Cowboy Junkies e Mojave 3. Muito bom. E se o disco for assim, vale a pena.
10/25/2008
presente de aniversário
esse aí da foto é o presente de aniversário que o ivan me deu, ontem a noite, não sem antes dar uma bronca porque eu, as voltas com os estudos de baixo não consegui ligar no computador. fiquei com cara de tacho quando ele saiu fora dizendo que não ia nunca mais me ajudar a ligar o baixo no computador, pensando que, puts, ele tinha razão, quantas vezes... levei uns segundos pra entender quando ele voltou, que aquela caixa que ele trazia era pra mim, lerda, chapada: "toma que é seu esse negócio, é pesado"...; daí caiu a ficha... e fiquei cara a cara com esse, além de tudo, bonitão. agora sim, é outra história, não tinha tesão com essa caixinha de computador, nada ver...então, ô dona Lu, tudo pronto pra sua chegada!
10/24/2008
Aniversário e garotas do rock
Como hoje é aniversário da Adri, uma homenagem às garotas do rock (aquelas que segundo o Akira S, "são mulheres no crime, são melhores com creme", ehehe). Mais uma ótima dica do Gian - a cantora Rachael Yamagata - que me lembra muito a Cat Power, aqui em um show no venerável Morning Becomes Eclectic, da KCRW. Recomendo avançarem até 24'30, quando ela toca a balada "Sunday Afternoon", minha canção preferida de seu segundo disco, "Elephants teeth sinking into heart". É isso. Mais não digo. Bom finde pra todos nós.
10/23/2008
Jane's Addiction volta a se reunir para show em Los Angeles

Reuters/Brasil Online
LOS ANGELES (Reuters) - A formação original da banda Jane's Addiction vai se apresentar pela segunda vez neste ano, na quinta-feira, dando sinais de que o retorno da pioneira banda de rock alternativo, depois de 17 anos de separação, pode ser sólido.
O grupo vai tocar cerca de 10 músicas no bar La Cita, em Los Angeles, informaram o baixista Eric Avery e o guitarrista Dave Navarro, em seus respectivos blogs. O local, com capacidade para 390 pessoas, vendeu todos os ingressos, que custavam 5 dólares.
Esta será a primeira apresentação da banda desde os prêmios NMW, em Lons Angeles, há seis meses, quando Eric Avery tocou pela primeira vez com Dave Navarro, o vocalista Perry Farrell e o baterista Stephen Perkins, desde que a banda se desmanchou em 1991. Avery não quis participar das reuniões posteriores, mas agora mudou de idéia.
"Nunca sabemos o que o futuro reserva para nós; principalmente, quando se trata desta banda", disse Avery em seu blog (http://ericavery.blogspot.net). "Mas, pelo menos agora, o Jane's Addiction tem um futuro que podemos chamar de promissor. Temos uma ótima banda."
O Jane's Addiction surgiu na cena underground de Los Angeles nos anos 1980, destacando-se em relação a outros grupos pós-punk devido ao visual sexualmente ambíguo e ao som pesado e distorcido de suas guitarras. Eles gravaram apenas três discos e fizeram sucesso no rádio com músicas como "Been Caught Stealing" e "Jane Says".
Mas problemas relacionados às drogas levaram ao fim da banda, cuja formação original tocou pela última vez no Havaí, em 1991. A banda se reuniu em 1997, com o baixista do Red Hot Chili Peppers, Flea, como o primeiro dos muitos substitutos de Avery.
O último show antes dos prêmios NME aconteceu em dezembro de 2003, quando a banda encerrou uma turnê, mais uma vez devido a tensões internas.
10/22/2008
Uma noitada excelente
Porta boleros
E o show do Lique, com sua Liquespace, ontem, no Wonka foi excelente. O melhor show que eu vi (e ouvi) lá. Mesmo com duas guitarras, baixo, bateria, acordeon e duas vozes dava para ouvir tudo bem, coisa que nem sempre se consegue lá, por conta do pouco espaço e da dificuldade em se acertar o som. Mas o Lique, como não é bobo, só se cercou de feras, que além de tocar muito, tem sensibilidade pra achar o volume exato da coisa, nem mais, nem menos. Gostei muito do guitarrista, excelentes timbres, colocação perfeita, sem exageros ou faltas. O batera (que também toca no Stella Viva), também muito bom, preciso e suingado (aliás, gostei da batera do cara com o bumbo menor, na medida pro lugar e pro tipo de som). E do acordeonista, talvez o maior destaque em termos de performance. O cara passa uma alegria contagiante de tocar. Você percebe quando uma banda funciona e se diverte tocando quando até os caras que não tem microfone cantam (vi isso várias vezes). Sobre o Denis, baixista, é desnecessário falar qualquer coisa, nê. O cara é simplesmente a elegância em pessoa.
Falando em elegância, o que dizer então do Lique? O cara faz tudo parecer tão fácil que dá até raiva. E as músicas cresceram ao vivo, ganhando corpo, soando mais pop, e mais rock sem perder os detalhes e a sofisticação que é a marca do trabalho do cara. Simplesmente clássico! Quem viu, viu, quem não viu, perdeu.
Fora que ontem reuniu-se no Wonka algumas das cabeças mais iluminadas e talentosas da música curitibana, com longa folha de serviços prestados à malandragem da boa, à arte, e a beberagem, claro, que ninguém é de ferro. Que dizer de uma festa que reúne Lucio Machado (Loxoscelle), Igor Ribeiro (oaeoz, Íris e mais trocentas bandas), Camarão, Cassio Linhares (Zeitgeist), Davi, Flávio Jacobsen, Rubens K, Marcelo França, Quinho, Antonio Saraiva, e muitos outros que não me lembro agora. Enfim, a fina flor da malandragem musical da cidade (ahahah). Foi deveras uma noitada excelente, como diria o Arnaldo.
10/21/2008
É rock, MPB ou música alternativa?
Jornal do Estado
É o novo disco de Marcelo França, o Lique, que mantém os dois pés nos jazz, cujo lançamento é com show hoje

Lique, no centro de camiseta branca, apresenta no Wonka o show do disco Cidade Estrangeira
Adriane Perin
Era para ser um show de lançamento do novo trabalho-solo do compositor Lique, mas o envolvimento dos músicos que participaram do projeto foi tamanho, ao longo dos mais de dois anos que a produção acabou levando, que o projeto solo virou o de uma banda, a Liquespace. E vai ser no Wonka que os curitibanos terão o privilégio de ouvir em primeira mão, ao vivo, o repertório de 12 canções que compõem o álbum Cidade Estrangeira, feito com apoio da Lei Municipal de Incentivo a Cultura.
No palco, além de Marcelo França, o Lique (voz e guitarra), estarão Alonso Figueroa (acordeom, synth e programações), Denis Nunes (baixo), Fernando Rischbieter (guitarra) e Julio Epifany (bateria), com participação especial do produtor Antonio Saraiva, cujo plano inicial era ser só platéia, mas acabou arrastado para o palco pelo amigo que está lançando disco.
Dos amplis, vai sair um som que mistura várias vertentes, mas não se perde de uma certa pegada jazzy, que não se priva de experimentar ser música eletrônica, mpb, tampouco do rock Envoltos em um certo ar nostálgico que sempre pinta quando se usa um acordeom. Neste disco, as referências citadas dão pistas: Chemical Brothers, Astor Piazzolla, Tom Waits e Luiz Gonzaga. O resultado é uma sonoridade que não cabe nos rótulos sedimentados. È mais fácil, observam alguns, dizer o que o som não é. Não é rock, não é MPB. Alguém já chamou, e Lique gostou, de “mpb indie” - mas indie, Lique não é; e nem soa como o que se conhece por “MPB”. Foi tido também como pós -rock. O som que surge da inspiração de Lique - e seus companheiros - não é nada disso, ao mesmo tempo em que é (quase) tudo isso. E isso tudo ( ou nada disso), com um tratamento apurado nos arranjos, na combinação de instrumentos que não são inusitados, mas muito bem usados por mãos e mentes capazes de criar detalhes que surpreendem até no último milésimo de segundo da música. Disco de gente com uma intensa musicalidade, bom gosto e referências finas - que faz, às vezes, um clima de sedução nostálgica pairar no ar. Lique, que voltou por conta do disco, a se estabelecer em Curitiba, lançou antes o solo Reunião (2003) e com as bandas Folha Seca e Loxoscele (com quem está em fase de produção do novo trabalho).
Serviço
Liquespace. Dia 21 às 22h. R$5. Wonka Bar (R. Trajano Reis, 326). Informações: (41)3026-6272.
Na banda, estão velhos amigos
Na banda, conta Lique, estão velhos amigos. “São caras com quem tocava há 15 anos ou aos 15 anos ou que chegaram até mim atrávés desses caras”. Tem composições em parceria com Hamilton de Lócco, Amarildo Anzolin, Alessandro Martins e Rafa Barreto. Apenas em duas, Lique assina sozinho. Ele diz que prefere só gravar composições nas quais fez letra e música. “Porque na música surge a identidade musical. Uma letra ganha o jeito dos outros. Preservo os caras dessas decepções de colocar uma guitarra distorcida em suas criações, que é o que eu faria”, brinca.
Agora, a idéia é fazer o máximo possível de shows e levar o projeto adiante, mantendo Curitiba como QG. “Já temos músicas novas e mais adiante quero fazer um show também com repertório do Reunião”. Ao longo dos quase três anos que decorreram entre o nascimento do projeto e seu tér- mino, Lique saiu e voltou de Curitiba, enquanto o projeto era aprovado pela Lei de Incentivo a Cultura. Inevitável que tenha havido mudanças. “Tinha comprometimentos com outros projetos e nesse tempo também surgiram músicas novas, que acabei juntando às que já tinha”, diz, sobre o disco que tem produção dividida entre ele e o recifense Igor Medeiros. E conta, ainda, com o dedo de Lucio Machado em uma das mais interessantes faixas, “Jazzofilia”, que tem citações a John Coltrane, Billie Holliday e Chet Baker. (AP)
10/19/2008
Grashopper e Joy Division

disco do guitarrista do Mercury Rev. tirado do blog Amor Louco, que aliás, tem muita coisa boa.
Joy Division

Outra descoberta recente foi o blog Arapongas Rock Motor, especializado em filmes underground e de rock, música, etc, que fiquei conhecendo através de outro blog, o Go to Heaven. De lá baixei esse maravilhoso documentário sobre o Joy Division, dirigido por Grant Gee, sobre o qual, aliás, nosso amigo Marcelo Borges já escreveu em texto para o Jornal do Estado publicado em maio. Um complemento perfeito para o "Control", filme de ficção dirigido por Anton Corbijn sobre a vida de Ian Curtis. Sou suspeito pra falar, afinal sou fã da banda e o Joy foi um dos artistas que mais impacto causou em mim, inclusive levando a querer fazer música. Mas o documentário é muito bom, mesmo pra quem não gosta do som, porque mostra bem como a história da banda está ligada à sua cidade, Manchester. Além disso, os caras foram precursores em muita coisa, inclusive nesse lance do independente, e na atitude para com a música. Vale a pena baixar e conhecer. Abaixo um trailer do mesmo.
"Nós fazemos música para nós mesmos, mas esperamos que ainda assim,
outras pessoas gostem dela."
Ian Curtis

Decades
Décadas
Aqui estão os jovens, um peso em seus ombros
aqui estão os jovens, bem, onde estiveram?
batemos nas portas das salas mais sombrias do inferno
levados aos limites, nos arrastamos para dentro
observávamos das coxias enquanto as cenas se repetiam
nos vimos agora como nunca tínhamos visto
retrato dos traumas e degeneração
As mágos que sofremos e nunca fomos libertados
onde estiveram, onde estiveram?
Cansados por dentro, agora nossos corações perdidos para sempre
não podemos nos recompor do medo e da ânsia da perseguição
estes rituais mostraram a porta para nossas caminhadas sem rumo
aberta e fechada, e então batida na nossa cara
onde estiveram, onde estiveram?
tradução: blog Spectrumgothic
10/18/2008
The Gutter Twins
STRANGE FRUIT
DEEP HIT OF MORNING SUN the twilight singers
pra mim, Gutter Twins, a melhor banda de rock do planetinha hoje. sem concorrentes.
10/17/2008
quando dezembro chegar....

esses dias instáveis de curitiba não me tiram o humor... só pena que sempre que planejo vir de bike essa primavera fecha a cara... po, que disperdício esses parques e ciclovias....
mas, tudo bem... pois boas notícias dão conta que amigos especiais que estão em terras distantes vão atravessar oceano pra estar aqui em dezembro...marcelinho e lu querem fugir do frio! serão boas as festas, mesmo.
Ah, agendaí: terça-feira, dia 21/10, lique de volta à curitiba faz o show de seu belo disco no Wonka. Vamos lá brindar as coisas boas da vida! Daqui a pouco mais posto o flyer...(adri)
10/16/2008
“Nasci para tocar flauta, e acabou!”
Divulgação

Altamiro Carrilho: fama com a boa música, simpatia e bom humor para conversar
Adriane Perin
Altamiro Carrilho, que faz hoje show no Teatro Guaíra com a OSP, bateu um papo muito bacana sobre sua carreira e a música
Aos 84 anos de idade, Altamiro Carrilho construiu uma carreira que o coloca no topo quando o assunto é música. Não foi só isso. É quase certo que esta convivência iniciada antes de ter cinco anos de idade seja também o seu elixir, pois até em uma conversa por telefone, é inevitável se supreender com o vigor do falante flautista, também muito bem humorado até quando faz críticas - e nenhuma rusga para conversar pela enésima vez sobre sua trajetória. Um dos nomes máximos da flauta transversa, e um mestre do choro, ele está em Curitiba, a convite do Sesi-Pr e Teatro Guaíra, em cujo palco faz hoje o show A Fala da Flauta. Na performance, junto com a Orquestra Sinfônica do Paraná, ele faz também o lançamento da caixa com 3 Cds, Poesia do Sopro, que traz o registro de um concerto feito por Altamiro e convidados em agosto de 2006 e uma antologia de gravações históricas realizadas entre 1949 e 1955. Ele adianta que está fazendo um DVD, com “ depoimentos em forma de música abrangendo minha trajetória, contando causos pitorescos, com gente de alta categoria, como Tárik de Souza, Julio Medaglia. Sou muito exigente”.
Com 112 discos gravados Altamiro diz que no Brasil não lhe falta fazer nada. “Talvez viajar para alguns países. Esses discos, metade fiz como solistas e outra com os grandes cantores desde os anos 40”, diz e vai desfilando os nomes que começam com Moreira da Silva, Francisco Alvez, Vicente Celestino, Dalva de Oliveira, Angela Maria, Elizete Cardoso, “gente do mais alto grau”, alguns ainda vivos, como Roberto Carlos e Chico Buarque, emenda.
Boas lembranças — Nem cinco anos ele tinha ainda, quando vidrou naquele instrumento que fazia fiu-fiu , de um amiguinho que não tirava melodia nenhuma. O Natal se aproximava e seu presente tava escolhido. “Fiquei intrigado, peguei e descobri que cada buraco daqueles que eu destampava, dava nota diferente. Quando ganhei a minha nem almoçei, fiquei agarrado com minha flautinha”, lembra ele, que teve no lado materno da família o estímulo musical. Uma tarde em uma reunião famíliar, sem avisar, tocou uma marchinha de carnaval, e causou espanto. “Comecei a ser tratado de outra forma”. A partir daí sua convivência com a música ficou ainda mais próxima, participando dos ensaios da banda dos tios - cada vez mais entusiasmado. “Era muito pequenininho, nem aguentava os instrumentos que ficavam em um suporte”, lembra ele que travou contato com vários instrumentos de percussão. Até que um vizinho o convidou pra ouvir um disco de flauta, “gravada no tempo do gramofone”. Nesse meio tempo, já com 12 anos e a família morando em Niterói, conheceu um carteiro flautista que ao ouvi-lo pensou ser um disco e se ofereceu para dar aulas de graça. “Passei também a fazer minha flauta com bambu e fui pra todo programa de calouro que existia”. Aos 14 anos, apareceu Moreira da Silva e o levou para um estúdio de gravação.
Serviço
Altamiro Carrilho. Dia 16 às 21h. R$20 e R$10. Guaira (Pça Santos Andrade, s/n). Informações: (41) 3304-7982.
Músico bom tem, mas é tudo mecânico
Altamiro gosta muito de ouvir música, mas com cuidado. “Sem ruído que interfira, para poder ouvir os detalhes, que dizem muito”. O brasileiro é bom de improviso, observa, e se sai melhor quando investe nisso. “Quem tem criatividade não deve negá-la. Gosto muito de colar notas que não estão na melodia”, diz. “O que tem aparecido não merece muito minha atenção. Preferem música fácil de assimilar, sem melodia é muita letra embolada”, diz, confessando que não gosta de rap. “De rock até tem coisas muito boas, mas a bossa nova, esta sim trouxe coisa boa. O brasileiro faz tudo melhor quando improvisa, seja na política, nas artes ou no jornalismo”. As décadas vividas não foram suficientes para amainar sua inquietação musical nem o deixaram mais condescendente. “Me nego a me acostumar. O problema é que gosto de melodia, harmonia”. Nem as novas gerações de músicos populares escapam de sua veia crítica. “Até estão revivendo o choro, não falta músicos bons, mas é tudo mecânico. Falta criação. Tem que fazer algo novo e não ficar remoendo o que foi”, alerta. E sobra também para quem divulga. “O pessoal não alcança a qualidade da pureza das coisas boas. Preferem tocar as mais fáceis, chamadas ‘comerciais’, porque acham mais fácil vender”.
Vaidade — No final, pede que a repórter “corte a metade” do que falou. “Não é bom ser vaidoso e peço a Deus que não me deixe influenciar, pois ela atrapalha e você só quer fazer aquilo que te agrada. Então, corta quando parecer que to sendo muito vaidoso”.
10/15/2008
Desculpas
Curta-metragem produzido pelos alunos do 3º ano de Jornalismo da Universidade Positivo.
Sinopse: Uma escova de dentes. Essa é a questão que divide as opiniões de Cibele (Cínthia Albuquerque) e Henrique (Maurício Aguiar). A intimidade chega e atormenta o casal. No meio de muito amor, paixão, ciúmes e possessão, esses jovens aprendem que o diálogo é a melhor forma de descobrir o que se passa na cabeça do outro.
Direção: João Pedro Schonarth Produção: Elisa Cordeiro, Louise Possobon e Katna Baran
Direção de Arte e Fotografia: Isadora Hofstaetter e Kamilla Fernandes Câmera: Leônidas Vinício
Continuista: Karollyna Krambeck
Pós-produção
Decupagem: Karollyna Krambeck
Design: Isadora Hofstaetter
Edição: João Pedro Schonarth
Apoio: Jornal do Estado, Edison Montanarin e Fotógrafo Téo Pitella
Elenco:
Cínthia Albuquerque
Maurício Aguiar
André Gustavo Pupo
Eduardo Cardoso
Filipe Miyasaka
Kamilla Fernandes
Lorena de Oliveira
Rodrigo Renan Pupo
Trilha sonora: Desculpas (Não quero saber) - Banda OAEOZ
Curitiba, 2008
10/14/2008
Spiritualized em Buenos Aires

pois é. o aviso veio do Scream Yell. Jason Pierce e sua turma em Buenos Aires, no próximo dia 31. Como diria o Gruvox, "não é fácil ser feio, fraco, burro, sujo e POBRE!".
10/12/2008
La Carne - Granada no Showlivre - bootleg 2008

É isso aí. A melhor banda de rock do Brasil, tocando seu disco novo, ao vivo. Cortesia do senhor Wellington "big boss" Dias. Como ele mesmo disse, uma granada sem pino, explodindo nos corações dos amantes dos bons sons.
Aqui o áudio.
aqui o video
10/10/2008
10/09/2008
Um palhaço de cara limpa
Entrevista exclusiva
Fotos: João Noronha /Divulgação

Dedé Santana: prêmio como o primeiro palhaço de cara limpa
O Trapalhão Dedé Santana, agora com escritório em Curitiba, conversou sobre seu planos e lembrou muitas histórias
Adriane Perin
Poucos sabem, mas foi no canal 12 da nascente televisão paranaense em Curitiba, que Manfried Sant´anna, mais conhecido como Dedé Santana, teve seu primeiro programa. “Era um garotão, passei por aqui com o show e peguei amor pela cidade. O Domingo de Festa foi um sucesso e me rendeu convite para a TV Rio”, conta o eterno Trapalhão, emendando que também estreou aqui com o parceiro Didi, no Teatro Guaíra, antes ainda da inauguração. “Foi nossa primeira peça, Os Inssociaveis”. Ele ainda não mudou-se definitivamente, mas a primeira parte da acalentada volta para a cidade está em curso com a abertura de seu escritório, Dedé Santana Produções, em Curitiba. Atualmente, ele se divide entre Itajaí, Curitiba e o Rio de Janeiro, onde grava em sua volta à Globo e à parceira com Renato Aragão.
Estar diante de um dos Trapalhões trouxe ansiedade, afinal sou filha dos anos 70, e como muitos, esperava os domingos pra, no colo do meu avô, cair na risada com aquele maravilhoso quarteto atrapalhado. Dedé está com 70 anos e suas histórias ocupam quase todo o tempo, que fica curto para as lembranças desde os tempos de circo da família, de quando substituia o famoso Palhaço Arrelia; das histórias loucas do “cumpadre Mussum”. Mas, quase não trata de assuntos mais belicosos como o período de afastamento de Renato Aragão, a temporada fora da Globo ou as pendengas com os familiares dos trapalhões mortos. “A poeira baixou, e o Didi pode me chamar de volta. É muito legal, porque todo mundo pára pra ver quando a gente vai gravar junto. O Renato está sendo muito bom comigo e sempre fomos amigos”, garante. Sobre o fim dos Trapalhões, e parcimonioso nas palavras. “Ah, foi cada um morrendo e, sem dois pés a mesa tombou”. Ele prefere falar do que vai fazer, entre os quais um sonhado “filme sério”.” A Ùltima Chance, que está quase pronto”, adianta, acrescentando que a idéia é ter um estúdio na cidade.
Também está contente com o lançamento em DVD dos clássicos cinematográficos dos Trapalhões. “O pessoal sempre me cobrou e agora eu vou ter também, já comprei cinco”. Aproveita para contar que “sempre quis ser diretor” e Didi lhe deu essa alegria. “Dirigi vários filmes dos trapalhões, inclusive O Mágico de Oroz, sucesso de crítica e público e a menina dos meus olhos, A Filha dos Trapalhões”.
Televisão — Ele lembra também de quando chegou na Globo e foi apresentado para “um cara magrelo, um cearense com cara de fome”. “Ele já era Didi e eu já era Dedé, desde criança. Eu tinha cara de baiano, nome de alemão e nasci em Niterói, veja só”. Dedé cresceu no circo. Estreou com 3 meses, no colo da mãe, em uma história onde o filho de escravo era vendido. Havia uma gravação do choro do bebê pronta, mas ele inventou logo de início. “Chorei na hora certa e a equipe começou a rir. Meu pai teve que parar e pedir desculpas. Foram meus primeiros aplausos”. No circo da família fez de tudo, de palhaço ao globo da morte, passando pelos trapézios. “Um dia meu pai foi perguntando para os filhos sobre o que cada um tava fazendo e eu contei sobre os oito números que ensaiava. Ele perguntou porque eu não fazia um só, bom”, lembra, rindo. “Eu era muito metido. E nosso circo foi o primeiro a ter também um palco, ao lado do picadeiro”. Lá, ele até tentou fazer um papel sério. “Era O Ébrio, o circo lotado e chovendo muito, as pessoas com guarda-chuva porque chovia dentro”. Claro que ele não resistiu e fez piada”. “Meu pai queria me pegar do lado de fora, mas o circo inteiro caiu na risada”, rememora ele, que já foi também, verdureiro, engraxate, ajudante de mecânico e cortador de camisa.
Trabalhou também com o famoso palhaço Arrelia, conhecido como o primeiro a ter circo na tv. “Na verdade o primeiro palhaço da tv foi meu primo Pirulito, mas o Arrelia que ficou pra história”, esclarece antes de engatar mais história. Ele substituia Arrelia, que era muito rigoroso com o horário. Mas ficava intrigado porque mesmo fazendo tudo igual ao Arrelia, as pessoas não riam do mesmo jeito. Um dia, chegou em cima da hora, entrou correndo em cena e... choveram aquelas risadas que ele tanto esperava. “Eu tinha esquecido de pintar a cara”. Momento histórico: foi a primeira vez que Dedé Santana fez graça com a cara limpa. “Nunca mais pintei a cara e ganhei até prêmio como o primeiro palhaço de cara limpa”, conta ele que hoje dia, só de vez emquando faz circo.
Histórias do “cumpadre Mussum”
Dedé é abordado o tempo todo, conta. “Em Serra Pelada as pessoas choravam porque lembravam das famílias que não viam. Recentemente tenho me emocionado mais ainda”. Outro dia, duas comissárias de borbo da TAM perderam aquela panca característica para se derreter de alegria diante dos autógrafos conseguidos. “Não me escondo, faço tudo normal. Sou como o Mussum”. E por falar nele, de volta às histórias, agora as do “cumpadre Mussum”.
Um dia, conta Dedé, ele chegou em sua casa com a família e malas prontas. “Cansei da minha casa, nesse final de semana eu fico aqui e você fica na minha,ok, para eu dar uma espairecida. Ele era assim”.
Em outra história, Dedé foi surpreendido com um telefonema do compadre informando que havia comprado um barco pra ele, mas ele teria de pagar. “Ele tinha conseguido dois pelo preço de um, acredita? Mas o que eu ia fazer com um barco?”. E outra ainda: Eles costumavam sair juntos com a turma dos Originais do Samba, mas um dia Mussum disse que não sairia mais com ele. “Ah, compadre, você me envergonha bebendo só esse suquinho aí”, conta, sobre o famoso bebedor de “mé”, seu mais próximo amigo. Já Didi é mais tímido. “Mas ele sempre teve uma coisa muito boa, que foi manter o clima de brincadeira mesmo quando a gente andava aborrecido”. Para fechar, mais uma história: em uma premiação que foram receber em Portugal, em meados dos anos 90, Renato inventou. Todo mundo chegava de limusine e o trapalhão quis fazer sua entrada triunfal de carrroça. “E cismou de querer guiar. Na hora que a gente devia parar, os cavalos não obedeceram e lá foi a gente com carroça para cima do tapete vermelho. “No outro dia, só deu nós nos jornais”.
Serviço
Dedé Santana Produções:
(41) 3027-6163.
10/07/2008
La Carne no Showlivre

E nesta terça-feira, dia 07, a partir das 15h, um programa imperdível. La Carne ao vivo no Estúdio ShowLivre, tocando músicas do novo disco "Granada" e coisas do La Carne, Bom Dia Barbárie e Desconhece o rumo mas se vai. Quem não puder assistir na hora, é só acessar o site depois, que o programa fica arquivado.
10/06/2008
Eu acredito...
“Eu acredito no amor, por exemplo, mas não acredito que o amor seja solução pra nada. O amor é uma porta para as piores encrencas e para o cardiologista mais próximo. É o que eu acho. Mas que ele existe, até mais que as bruxas, existe. Eu não acredito em felicidade, mas também não acredito em suicídio, porque ainda acredito no próximo porre ou no próximo livro desesperançado que vou ler. Mas respeito os suicidas, é claro, e acho uma sacanagem da Igreja Católica punir os caras que se cansam da encrenca toda. Alguns bebem até morrer, como Kerouac, ou fumam desbragadamente como John Constantine. Tanto faz, tem um demônio rindo atrás da asa do nosso anjo protetor.”
Mario Bortolotto, em mais um daqueles textos matadores. Vai lá e vê na íntegra
10/01/2008
9/30/2008
Cara nova
9/29/2008
demorou, mas plêiade veio..
“Você me diz
quase constrangida
que as canções que eu amo
te deixam tão triste
quanto um domingo de chuva
mas eu também amo a chuva
e seus domingos
e a melancolia que eles vem me trazer
é como um presente ...o mesmo presente
mas sempre querido
Canção triste eu te amo
como a uma mulher
que me quer só um pouco
e não me quer" (Requiem, de Claudio Pimentel)
ou
"Com os sonhos de que tive essa noite
não era nem pra eu sair de casa
com os monstros que eu dormi essa noite,
não era nem pra eu sair da cama
mas eu precisava olhar os teus olhos
e dizer as mesmas coisas de todos os dias
pra que você
nunca se distraia
de mim..."
Tenho acordado,praticamente, ouvindo a Plêiade... de quem sou fã há tempos... mas este disco, quanto mais ouço, mais amo... meu trecho de ônibus até o trabalho me acorda, me emociona, me faz ficar outra vez inebriada por essas canções que deixam meus dias mais vivos... pra plêiade acho que que ainda não disse: valeu, por estas canções que embalam minhas caminhadas pela pela mateus leme, pela roberto barroso, pelo calçadão da XV, pela Cândido de Abreu... que deixam essas manhãs de segunda um pouco mais fáceis... (Adri)
9/25/2008
Mais uma quinta-feira musical para animar a tímida primavera

Gruvox é a banda de hoje no Teatro Universitário de Curitiba
Adriane Perin
Flávio Jacobsen (vocal e guitarra), Walmor Góes (guitarra e voz), Carlos Alberto Lins (baixo e voz) e Rodrigo Genaro (bateria e voz) formam a Gruvox, banda curitibana que toca hoje no Teatro Universitário de Curitiba (TUC).
A trupe vai mostrar o repertório de seu mais novo disco, Tudo que se Pode a Zero Grau, gravado produzido por Marcus Gusso, Rodrigo Genaro e Fernando Tupan, dentro do projeto do Estúdio Discos Voadores, que teve apoio do Fundo Municipal de Cultura para gravar 11 grupos curitibanos, que agora mostram o resultado em apresentações a cada 15 dias.
Os músicos que fazem parte da Gruvox, projeto nascido da disposição e persistência do, também (bom) escritor, Flávio Jacobsen, são todos fera, com experiência adquirida ao longo das três últimas décadas. Os mais novos - mas que já estão na estrada desde os anos 80 - são Jacobsen e Rodrigo, que também toca no Maxixe Machine e fez parte da Acrilírico, lá naquela primeira safra do 92 Graus. Na verdade, é um grupo de amigos que no palco promove um encontro de gerações. Jacobsen, várias vezes, não escondeu a admiração que tem pelos dois mais “velhinhos” do grupo, Walmor e Carlos Alberto, que na banda Opinião Pública, foram inspiração para o então garoto assumir a música.
Avessa a rótulos, a banda produz com independência, musicando muitas das poesias de Jacobsen. Tudo que se Pode a Zero Grau é o terceiro disco do grupo e o show de lançamento acontece depois de um ano e meio sem se apresentar na cidade.
Era Só — Lá na República Argentina, um pouco mais tarde, o som vai ferver com a Real Coletivo Dub, acompanhada do tecladista Bactéria, da recifense Mundo Livre S/A. O repertório da Real será basicamente em cima de algumas músicas já conhecidas do Cd de estréia, homônimo, como “Lave a Alma” e “Fronteiras”. Além de Bactéria, a noite terá a participação do carioca BNegão, que tem vindo com frequência para Curitiba, aliás.
O repertório, portanto, contará com músicas também de Tim Maia, Planet Hemp e Mundo Livre S/A, com direito a improvisos
Serviço
O que: Real Coletivo Dub, com Bactéria e BNegão.
Quanto: Ingressos: 200 primeiros: R$ 10 : 2 º lote: R$ 15.
Quando: Dia 25 às 22h.
Onde: Era Só O Que Faltava (Av. República Argentina, 1334). Informações: (41) 3342-0826
O que: Gruvox.
Quando: Dia 25, às 19h30. Quanto: R$3.
Onde: Teatro Universitário de Curitiba (Galeria Júlio Moreira).
9/22/2008
OAEOZ - Ciclojam
Dias
Talvez
Waking up
E acima, o OAEOZ tocando no programa Ciclojam, produzido e dirigido por Cyro Ridal, em algum momento entre 200/2001, quando lançávamos o nosso primeiro disco, "Dias". Um registro de ótima qualidade de um momento muito especial da banda. O primeiro video, de "Recado", veio do próprio canal do Ciclojam no You Tube, que aliás, é muito legal e indispensável pra quem quer conhecer um pouco do que de melhor se produziu em música em Curitiba nos últimos 8/10 anos pelo menos. Tem altas coisas inacreditáveis, de UVRay a Sofia, Svetlana, Excelsior, Maxixe Machine, Iconoclastas. Vale a pena conferir.
Os outros três vídeos eu tirei de uma cópia em vhs que tinha, e acabou captando em pb. mas vale pelo ineditismo e pra conhecer.
9/19/2008
Reencontros
Distância
E o show ontem no TUC foi muito legal. Já tinha tido uma boa impressão quando fui em um dos shows que tem rolado por lá após a reforma, e isso só se confirmou ao tocar. A nova configuração do palco, no meio da platéia, dá uma sensação de aconchego e proximidade muito bacana. E a gente toca de frente pra batera, igual no ensaio, o que dá ainda mais naturalidade e espontaneidade à coisa. Tanto que o nosso show rolou de uma forma absolutamente fluida, quase como se a gente tivesse mesmo ensaiando. Foi tão bom que quando a gente viu já tinha terminado. E é sempre uma satisfação pessoal pra mim tocar tendo como "assessoria" de luxo pessoas como o Rodrigão e o Ferreira, da GGG, de quem eu sou fã de carteirinha. Vê-los ali curtindo o nosso show é um prazer e um orgulho sem preço.
Fiquei também especialmente feliz com a presença do grande amigo e figura José Fernando da Silva. Há 14 anos eu musiquei um texto dele que mais tarde se transformou na canção "Negativa", finalmente gravada e lançada no nosso novo disco, "Falsas baladas...". Acontece que por um monte de motivos, correrias e desencontros ele nunca tinha ouvido a música. Então eu fiz questão de avisá-lo e convidá-lo pra estar lá, pra que a gente pudesse finalmente entregar uma cópia do CD e ele ouvir a música. Foi muito bom saber que ele deu uma escapada do trabalho só pra ir lá, e que gostou da canção.
Enfim, é muito legal saber que o TUC voltou a ser um espaço de encontro e promoção da produção musical da cidade, porque é um lugar excelente, muito bem localizado e agora com uma boa estrutura, tem tudo para vingar e se firmar definitivamente como um lugar privilegiado para quem gosta de curtir boa música.
9/15/2008
É quinta-feira agora!

Além do OAEOZ tem também o Terminal Guadalupe nessa noite, lançando os discos da GGG. Apareeeeeçammmm!
9/12/2008
A história de como se forma um colapso urbano
Entra em cartaz hoje nos cinemas da cidade, Ensaio sobre a Cegueira, adaptação da obra homônima do escritor português José Saramago, ganhador do Prêmio Nobel, dirigida pelo brasileiro Fernando Meirelles
Divulgação/Alexandre Ermel

Estrelada por Julianne Moore, a nova obra de Fernando Meirelles é uma adaptação do livro homônimo do Prêmio Nobel José Saramago, e conta sobre uma estranha epidemia de cegueira
Adriane Perin
Entre as várias estréias da semana nos cinemas da cidade, uma se destaca por várias razões. O novo filme de Fernando Meirelles, Ensaio sobre a Cegueira, diga-se logo de cara, é terrível. Não por ser ruim, ao contrário, mas por expôr com sensibilidade e uma linguagem crua, a capacidade de auto-destruição que a humanidade traz em si e costuma sacar diante das dificuldades - ou simplesmente quando se depara com algo diferente, sobre a qual não tenha controle. Para manter a própria pele a salvo, não existe hesitação diante do outro, e a crueldade domina qualquer tentativa de razão.
Estrelada por Julianne Moore, a obra, adaptada do livro homònimo do Prêmio Nobel José Saramago, conta sobre uma estranha epidemia de cegueira que destrói uma cidade. Para resolver o problema, as autoridades, enquanto podem, mandam os infectados para um sanatóriao abandonado, com cara de campo de concentração. Gradativamente, as poucas notícias vão dando conta de que o problema se espalhou, causando destruição e a chegada de cada vez mais gente à quarentena. As pessoas são simplesmente largadas lá e impedidas de se aproximar dos guardas, a base dos tiros, inclusive. A comida é largada à distância por pessoas que nunca mostram o rosto.
No grupo central estão: a protagonista, única não infectada, capaz de ver o que acontece ao redor naquele mundo a parte onde foram jogados o seu marido, um oftalmologista vivido por Mark Ruffalox, “a rapariga” (a brasileira Alice Braga), o “velho da venda” (Danny Glover) e um casal japonês (ele, o primeiro contaminado). Praticamente todo o filme se dá em um clima tenso e aterrador, com o diretor cada vez mais ambientando a opressão do homem sobre o homem. E a solidão de cada um, é coisa das entrelinhas.
A história fica centrada nas tensões entre dois grupos, o primeiro a chegar e o da ala 3, que a certa altura, assume o comando e se encarrega de tornar a situação ainda mais insuportável, a ponto de cobrar, e nada barato, pela parca comida que é jogada a eles, enquanto a sujeira vai tomando conta de tudo e de todos. Um dos pagamentos aliás, rende uma das passagens mais fortes e terríveis do filme - mesmo que tudo aconteça em uma massa de sombra e luz. A partir dali, os rumos mudam. Tem também alguns belos interlúdios, mas na maior parte é um filme difícil.
A produção estreou no Festival de Cannes e dividiu opiniões. Não li o livro e gostei do filme, que aliás aguçou a vontade de ir para a publicação. Acho temerário comparações. Tenho a clara impressão de que a maestria de Meirelles foi pegar a essência do que quis provocar Saramago e traduzi-la para o cinema. E o fez bem. Realmente não é um filme fácil e quem gosta de blockbusters palatáveis vai ficarmais desconfortável na poltrona. Mas, a vida também pode ficar bem desconfortável, e como mostra Ensaio sobre a Cegueira, o homem nem precisa de armas ou catástrofes naturais: ele é muito eficaz em transformar seu mundo num verdadeiro inferno.
9/11/2008
Bandas celebram dez anos de suas existências
No Jokers, Cores d Flores e Choke recebem a Mocambo para celebrar sua primeira
Divulgação

Plêiade lança EP no TUC hoje
Adriane Perin
Cores D Flores e Choke - Mocambo como convidado - sobem ao palco do Jokers hoje para uma celebração conjunta. Os grupos curitibanos cantam e tocam para comemorar seus primeiros dez anos de existência. E tem mais, para quem gosta de música alternativa, em outros três palcos – e na Internet. No James Bar, a Gianninis toca com a gaúcha, Ton e os Karas, e no 92 Graus, o palco é da Diedrich e os Marlenes.
Na quinta do Tuc tem a Plêiade, com o repertório de seus dois novos discos, FF - lançado no primeiro semestre - e Domingo, EP pelo selo Discos Voadores, com produção de Fernando Tupan, Marcus Gusso e Igor Ribeiro. O show também comemora a volta do baixista Guto Gevaerd, que há seis meses não se apresentava com o quinteto por conta da turnê teatral com Felipe Hirsch. Domingo tem participações de Edith Mosberger e Rubens K, e é mais intimista que FF. “Fala de um período de minha vida. Servirá de balanço para revisão da nossa obra. Se os fãs gritarem por músicas do passado, iremos tocar”, diz Claudio Pimentel, vocalista e compositor.
Tem mais: a Relespública disponibiliza na rede hoje seu novo disco, o quinto álbum de sua carreira.
Jokers — O Cores começa mais uma nova fase, agora em trio e com bases eletrônicas. Marielle se mostra otimista e disposta a investir em canções mais climáticas e melódicas e menos pesadas. “É renovação, não quero ficar marcada como metaleira a vida inteira. Além do mais flerto com Portishead faz tempo, com Cowboy Junkies, Morcheeba . Eu quero é cantar, não quero rótulo, quero ser ouvida por gente que goste de música; fazer música para a minha alma e para algumas outras que entrarem na vibe”, diz ela, que embarca em novembro para a primeira turnê internacional, à convite do Choke, para América do Sul.
As bandas, conta Otávio, do Choke, já tem shows marcados em 07 cidades, argentinas e bolivianas. Para marcar os dez anos, o grupo disponibilizou todo o material já lançado pela gravadora LP Indie ( www.lpindie.com.br ) em MP3 , MP4 e MP5. Choke tem no currículo os discos Dicktatorshit Holocaust from Third world., Manifest Slum Radio e, deste ano, Manifest from Sudamerica. A bagagem pesa também pelas várias turnês pelo Brasil, Argentina,Chile, Uruguay, Bolívia e Paraguay.
Já sobre os rapazes do Mocambo, que seguem tocando, com as malas já prontas para embarcar no dia 31 de outubro para Nova York, a novidade é o novíssimo clipe, da música “A Dona do Jogo” ( http://www.youtube.com/watch?v=CHGz_nJcszg). A banda também está para lançar a segunda edição do vinil Musicografia abstrata, ainda antes da viagem.
Serviço
Choke, Cores D Flores, Mocambo e Dj Sonderam. R$10. Jokers (R. São Francisco, 164). Informações: (41) 3324-2351
Plêiade. Às 19h30. R$3. TUC (Galeria Julio Moreira). Gianninis. James Bar (R. Vicente Machado, 894). Informações: (41) 3222-1426
Relespública em edição limitada para pen drive
Depois de cinco anos a Relespública apresenta um disco com 14 canções inéditas
Depois de cinco anos a Relespública apresenta um disco com 14 canções inéditas. Efeito Moral é o nome do quinto disco da banda, que a partir de hoje já pode ser encontrado na rede mundial de computadores. Desta vez, o trio experimenta nova tendência do mercado fonográfico: o álbum será vendido em uma edição limitada de 500 pen drives (com direito a extras como fotos, letras cifradas para violão e guitarra, quatro videoclipes e todos os MP3 do álbum anterior), ao custo de R$35.
O show de lançamento é no próximo dia 26, no Hangar. Até lá o grupo se apresenta, dias 17, no Empório São Francisco; 20 em Cascavel no Setembro Rock Festival e 23, no Pocket-Show de lançamento da noite Mondo Bacana Apresenta... , na Fnac.
Das que sobem ao palco hoje, a Reles é a banda mais antiga. Com o lançamento deste disco de inéditas, Fabio Elias, Ricarco Bastos e Emanoel Moon começam celebrar as duas décadas, que se completam em abril próximo. A julgar pelas novas canções, os fãs podem ficar sossegados, porque Fabio Elias continua bom para fazer canções, do mesmo modo que o trio inseparável se mostra cada vez mais maduro musicalmente, e disposto a fazer unicamente música, se distanciando de nichos e deixando sua marca entre os capazes de fazer boas canções, pop.
O disco traz também a belíssima “SOS”, gravada anteriormente pela banda Magnéticoss, da qual Fábio Elias fez parte.
O primeiro single do disco, “Homem-Bomba”, já ganhou também videoclipe , feito em animação , com jeito de fotonovela, pop art, quadrinhos da Marvel dos anos 60 e 70 . “A intenção foi utilizar referências marcantes sem parecer dejavu. Para dar um gás novo a essas influências, ainda contamos com o motion design competentíssimo da Pamka, empresa do video- artista Zé Riba”, comenta o diretor Fabio Biondo, estreante no gênero. Efeito Moral tem ainda “Tudo o Que Eu Preciso”, com participação de Samuel Rosa, composta sob a inspiração máxima de Carrossel, entre outros convidados especiais
Serviço
Efeito Moral. Cópias “físicas” chegam em novembro. Até lá:
www.relespublica.com
www.myspace.com/relespublica
www.mondobacana.com
9/09/2008
Dois paranaenses no páreo do Oscar
Redação Bem Paraná com agências
O Ministério da Cultura divulgou, nesta terça-feira, a lista dos 14 filmes inscritos para receber indicação como representante brasileiro na corrida para o prêmio de melhor filme estrangeiro no Oscar 2009. O prazo de inscrições foi encerrado nesta segunda-feira. Um dos concorrentes é o filme Nossa Vida não cabe em um Opala, baseado em obra do dramaturgo paranaense radicado em São Paulo Mário Bortolotto. Outro é o filme Estômago, do diretor e cineasta paranaense Marcos Jorge, que foi rodado em Curitiba.
Agora, os filmes serão apreciados pelos seis membros da comissão avaliadora que indicará o longa brasileiro para concorrer à seleção internacional. Ela é formada pelos profissionais da área audiovisual Antonio Alfredo Torres Bandeira, Cleber Eduardo Miranda dos Santos, Silvia Maria Sachs Rabello, Maria Dora Genis Mourão, Giba Assis Brasil e Paulo Sérgio Almeida, e presidida pelo secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, Silvio Da-Rin.
O nome do representante brasileiro será divulgado na próxima terça-feira (16), no Rio. Após essa data, ele disputa uma das cinco indicações a melhor filme estrangeiro da academia norte-americana. A festa do Oscar está prevista para fevereiro de 2009.
Veja quem são os 14 filmes que disputam a vaga:
1 - "A Casa de Alice", de Chico Teixera - Cinematográfica Filmes
2 - "A Via Láctea", de Lina Chamie - Girafa Filmes
3 - "Chega de Saudade", de Laís Bodanski - Buriti Filmes
4 - "Era Uma Vez", de Breno Silveira - Conspiração Filmes Entretenimento
5 - "Estômago", de Marcos Jorge - Zen Crane Filmes e Indiana Production Company
6 - "Meu Nome Não É Johnny", de Mauro Lima - Atitude Produções e Empreendimentos
7 - "Mutum", de Sandra Kogut - Tamberllini Filmes
8 - "Nossa Vida Não Cabe num Opala", de Reinaldo Pinheiro - Sequência 1 Cinema e Propaganda
9 - "Olho de Boi", de Hermano Penna - Luz XXI Cine Vídeo
10 - "Onde Andará Dulce Veiga?", de Guilherme de Almeida Prado - Star Filmes
11 - "O Passado", de Hector Babenco - HB Filmes
12 - "Os Desafinados", de Walter Lima Júnior - Tamberllini Filmes
13 - "O Signo da Cidade", de Carlos Alberto Riccelli - Pulsar Prod. Art. E Culturais
14 - "Última Parada 174", de Bruno Barreto - RPJ Produtores Associados
N.do blog: pra quem não sabe ou não sem lembra, a trilha de "Nossa vida não cabe num opala", feita pelo Mário e o maestro Amalfi, tem entre outras participações, uma certa banda chamada OAEOZ, além de Íris, La Carne, Cascadura, Patife Band, etc. Ou seja, já podemos dizer pra todos os efeitos que fomos pré-indicados pro Oscar por tabela. De Sumaré para o mundo! hauahuahuah
9/04/2008
Só não vê quem não quer
Mas longe de mim querer contrariar o coro dos descontentes, afinal, todo mundo sabe que eu sou reclamão também. Mas é que eu também sempre gostei de ser do contra, sabe como. De ir contra o senso comum.
E a real é que se reclamar é um esporte nacional, em Curitiba, a gente elevou isso ao status de arte. Curitibano adora reclamar da cidade, até que sai daqui e vê que lá fora muitas vezes o bicho é mais feio ainda, mas aí, as vezes quando percebe isso já é tarde.
Enfim, to falando isso porque sinto que muitas vezes a gente tá tão atolado nas dificuldades e exasperações de nosso dia a dia conturbado que não percebe as coisas boas que estão acontecendo à nossa volta. As vezes até percebe, mas de uma forma fragmentada, o que impede que você tenha uma noção do todo, e de que se a gente olhar com cuidado esse todo é muito maior do que se imagina.
Se não vejamos algumas das coisas que têm rolado nos últimos tempos aqui em Curitiba nessa área da música independente, muitas daquelas registradas neste blog e/ou nas reportagens da Adri no JE reproduzidas aqui:
- O TUC foi reformado e voltou a ser reduto das bandas curitibanas, com shows todas as quintas-feiras, todos com bom público e ótimo astral. Shows baratos, em um lugar bem localizado, com boa estrutura e público interessado.
- Com o apoio do edital de bandas de garagem da FCC, duas grandes levas de discos de 25 bandas foram lançadas pelos selos Grande Garagem que Grava e Discos Voadores, que por sua vez estão fazendo os lançamentos lá no TUC.
- Outro edital semelhante está para ser lançado, o que garante mais uma leva de discos saindo provavelmente no ano que vem, e ao mesmo tempo, a ocupação do TUC pra 2009, com mais shows de bandas locais.
- Depois de um período em que parecia ter se fechado, os espaços para a música local na mídia curitibana começam novamente a se abrir. Exemplo: a Gazeta do Povo, maior jornal daqui, voltou a ter um espaço fixo semanal para a produção nativa, a coluna do Luiz Cláudio Oliveira, Acordes Locais;
- ao mesmo tempo a Mundo Livre FM lançou o projeto Acústico capitaneado pelo Helinho Pimentel, com um programa semanal e shows de lançamento. Na primeira fase estão previstas 12 bandas, mas parece que a meta é chegar até 48 até o ano que vem.
- Além da grande mídia, espaços novos têm se aberto no veículos alternativos. Vide o programa Pras Bandas e outros em rádios comunitárias.
- O Último Volume, programa já clássico do Neri e do Marco Stecz com dez anos na Lumen FM tem aberto cada vez mais espaço para bandas e artistas locais, inclusive com uma sequência de especiais de bandas daqui tocando ao vivo no estúdio. E com uma audiência no rádio de 4 a 5 mil ouvintes, fora a internet.
- Abonico Smith reformulou o Bacana, que se transformou em um portal, inclusive com a criação de um selo virtual para lançamento de discos de artistas locais.
- O Digão Duarte, que já divulgava trabalhos de bandas locais no Bonde, agora também tem uma coluna semanal na Folha de Londrina.
-Tem ainda o Trevo Digital, plataforma para comercialização de música em MP3, com ênfase nos artistas locais.
- O festival Lulapaluna, da RPC, abriu espaço para grupos locais, mesmo que ainda timidamente, e a previsão é que isso se amplie nas próximas edições do evento.
- A FCC também lançou recentemente e já está em fase de seleção dos projetos para o edital de fomento de festivais independentes. Isso significa que no ano que vem teremos quatro festivais desse segmento com recursos para fazer eventos de boa estrutura e visibilidade. Além disso, a expectativa é que esse novo tipo de edital tenha periodicidade anual daqui pra frente.
- Novos núcleos de produção têm surgido e se consolidado. Vide as festas da Ruído Corporation, quase sempre cheias, e do pessoal do Basement. Novos bares tem aberto espaço para bandas locais, como o Slainte, e outros que eu não lembro agora.
- Tem ainda o projeto “Rock em Terça Maior", do teatro Guaíra, que abriu o Guairinha pra bandas locais.
- Idem em relação à TV Transamerica. Esses dias vi o Charme Chulo por lá.
- E tem o Projeto Tubo de Ensaio, que vocês viram recentemente aqui, criado pela Destilaria do Audio Visual coloca bandas em performances acústicas em lugares inesperados como em cima de uma laje. Videos superlegais, com ótima qualidade tanto de imagem quanto de som. Coisa de primeira linha.
Enfim, eu poderia ficar aqui o dia inteiro citando exemplos como esses (mas não dá porque tenho que trabalhar). E olha que são só exemplos de coisas que aconteceram ou surgiram este ano, não falei de coisas que já existem e continuam por aí há mais tempo, como o Ciclojam, do Ciro Ridal na TV Lúmen.
Nada disso significa que nós estamos no paraíso ou que amanhã as bandas curitibanas estarão tocando cheias da grana e tocando no faustão (até porque, no segundo caso, a maioria acho que nem quer mais isso). Mas sim que as pedras continuam rolando, e se nem tudo é uma maravilha, também não dá pra dizer, à luz dos fatos, que nada está acontecendo, ou que tudo é uma merda. Antes de falar é preciso ter perspectiva.
E o fato é que muita coisa boa tem acontecido, muitos novos espaços têm sido abertos, um público novo vem demonstrando cada vez mais interesse na produção local e essa produção continua se diversificando e se qualificando. Nunca houve tanta oportunidade para quem faz música faze com que ela seja ouvida. Só não vê quem não quer.
Se isso vai dar em alguma coisa maior lá pra frente não sei. E nem é a minha preocupação agora. Acho que o mais importante é aproveitar o momento e potencializar as coisas boas pra que elas cresçam e dêem novos e melhores frutos.
Me interessa quem faz, quem tem iniciativa e corre atrás, não fica perdendo tempo com choramingos inúteis. Quem faz por merecer, acredita e busca tornar os seus sonhos em realidade. Ou como diria o poeta: “só quero saber do que pode dar certo, não tenho tempo a perder”.
O resto, é conversa pra indie onanista dormir.
Punk rock em dose dupla com No Milk Today e Os Marlenes
Banda das antigas e uma “novata”, com músicos já bem rodados, garantem o começo de noite da quinta-feira
No Milk Today e Diedrich e Os Marlenes são as bandas de hoje no palco do Teatro Universitário de Curitiba, o TUC, com ingressos a módicos R$3. Ambas trazem a influência do punk em suas entranhas, uma com pegada mais rock e outra, também com influências de mundos mais folks.
A No Milk Today tem mais tempo de estrada e estava lá nos porões dos primeiros anos da década de 90, quando a cidade fervia com uma verdadeira ebulição musical, recebendo representantes do cenário brasileiro de todo canto.
O grupo surgiu em dezembro de 1993 e tem em sua formação Maurício Singer (vocal e baixo), Rodrigo Meister (vocal e guitarra), Jahyr F. Neto (guitarra) e Mauricio Cabelo (bateria e percussão).
A levada dos três acordes dessa turma é mais calcada na vertente do Oi!, um punk, com linhas diretas de guitarra, baixo, bateria e vocais raivosos em dueto. Toy Dolls e The Misfits, Buzzcocks, Circle Jerks, The Damned, Varukers, Social Distortion, Sex Pistols, Inocentes, Sham 69, Die Toten Hosen e Ramones são influências citadas pelo grupo que tem dois CDs gravados: Devolvam meu Vinil! e Tormento.
Já a Diedrich e Os Marlenes nasceu há menos de um ano, mas só tem gente das antigas em sua formação. É formada por músicos das experientes Pelebrói Não Sei, Beijo AA Força e Gruvox. É composta por Oneide Diedrich (voz e violão), Ferreira (guitarra), Renato Quege (baixo) e Rodrigo Genaro (bateria), o conjunto tem no repertório tanto baladas quando potentes petardos bons pra dançar, que fazem a cama para as letras de Oneide. Pop com pitadas de folk, punk, ska, Raul, Sérgio Sampaio, Elvis, Paraguai e Porto Alegre estão presentes nessa mesma caldeira musical.
Serviço
No Milk Today e Diedrich e Os Marlenes. Dia 4 às 19h30. : TUC – Teatro Universitário de Curitiba (Galeria Júlio Moreira, s/n) Ingressos: R$ 3 e R$ 1,50 ( estudantes)
Aquecendo as turbinas para o Psychobilly Fest
O 14° Psychobilly Fest é a partir de amanhã no Jokers, mas a festa começa hoje. Vai ser no Conserva Bar com a banda Rádio Cadaver e Chucrobillyman
O 14° Psychobilly Fest é a partir de amanhã no Jokers, mas a festa começa hoje. Vai ser no Conserva Bar com a banda Rádio Cadaver e Chucrobillyman. O Psychobilly é um dos mais tradicionais eventos do estilo no Brasil. E não é exagero dizer que é o mais importante, afinal o evento curitibano da Psychobilly Corporation está este tempo todo sem parar, trazendo pra a cidade também atrações internacionais e atraindo gente de outros lugares do Brasil que fazem parte desta tribo urbana. Esta 14ª edição vai ser com pratas da casa cuja potência dos shows é bem conhecidas entre os fãs do estilo. Entre as bandas estão Ovos Presley, Hillbilly Rawhide, Sick Sick Sinners, Krappulas. Tem ainda ainda a revelação As Diabatz, Chernobilies e CWBillies.
Uma das atrações mais esperadas é a Frantic Flinstones, banda que é ícone do psychobilly mundial, cujo fundador agora está vivendo em Curitiba e estréia a nova formação no festival. A Sick Sick Sinners, banda do produtor do festival Vlad Urban, também tem novidades. Acaba de voltar de turnê na Califórnia e México e está trabalhando no seu primeiro album Road of Sin, qeu vai sair pela Monstro discosaa, depois do lançamento na Europa pelo selo alemão Crazy Love Records. Entre os próximos shows já marcados está a passagem pelo festival Jambolada em Uberlandia e no Floripa Noise. Em dezembro outra viagem, para o Chile.
Serviço
Ingressos para o Psychobbilly. Por dia: 05/09: R$20; 06: R$30 e 07 R$15. Pacote: 3 dias: R$50
9/03/2008
Uma (boa) idéia na cabeça e uma câmera na mão
Projeto Tubo de Ensaio, criado pela Destilaria do Audio Visual coloca bandas em performances acústicas em lugares inesperados como em cima de uma laje

os criadores da produtora e do Tubo de Ensaio
Adriane Perin
A partir da esquerda: Arnaldo, Rodrigo, Eduardo e Lucas, os criadores da produtora e do Tubo de EnsaioA máxima glauberiana, quando trabalhada por boas cabeças, traz resultados instigantes. E a idéia pode partir de um princípio muito simples, cotidiano mesmo, como é o caso do projeto Tubo de Ensaio, criado pelo quarteto de publicitários – com formação em cinema -, Rodrigo Sakum oto, Lucas Negrão, Arnaldo Belotto e Eduardo Ribeiro, todos na faixa entre 23 e 25 anos. Neste caso a idéia foi colocar bandas para tocar, acusticamente, em lugares inesperados.
Tubo de Ensaio é um desdobramento da produtora Destilaria do Audiovisual, criada por eles há uma no e meio. Para colocar o site ano ar, o quarteto queria fazer algo para atrair acessos e, como todos acompanham, gostam e são amigos de músicos de bandas independentes da cidade e da vizinhança, optaram por atuar nessa área.
A Destilaria, conta Rodrigo, é uma produtora audiovisual que atualmente trabalha basicamente com filmes publicitários no mercado curitibano e catarinense, mas que nunca vai desistir de produzir também cinema. Enquanto eles vão pegando cancha, se exercitam no ofício que escolheram. “Foi uma chance de fomentar tanto o site quanto esta área fonográfica local e suas bandas, um circuito que todos aqui gostam muito”, comenta Rodrigo. Na área musical, a Destilaria já assinou alguns videoclipes para as bandas Charme Chulo, Sick Sick Sinners e Faichecleres. E está terminando um para a catarinense Lenzy Brothers.
Aliás, a catarinene é uma que também está no Tubo de Ensaio, em um vídeo com uma bela vista do Morro do Careca
“Trabalhamos dentro de um conceito de laboratório da imagem, tendo em mente um constante processo de destilação, digamos assim. Com essa parte das bandas não visamos nenhum fim lucrativo só divulgar o nosso trabalho e o de bandas que a gente gosta”, explica o produtor aspirante a cineasta, que conheceu os três sócios há seis anos na Academia Internacional de Cinema.
A inspiração, conta ele, veio de um clipe dos Novos Baianos, feito na quintal da troupe paz e amor. Plano sequência (ou seja, sem cortes, a câmera acompanhando o que acontece de um fôlego só), com uma excelente captação de áudio, detalhe técnico que pode não parecer, mas que faz toda a diferença. Um mínimo de equipamento pra gravar: câmera, dois microfones, um lap top e todo os quatro por perto para resolver rápido qualquer situação.
O mais dificil foi — do Charme Chulo gravado em uma manhã de sábado na Rua das Flores, dia e hora, em que o calçadão é cheio e portanto barulhento. “Encheu de gente ao redor. Foi uma loucura porque a gente sempre procura lugares mais silenciosos”. Dos que estão no ar é o único cujo som tem problemas, mas o clima compensa. “A gente pede que a banda escolha um lugar inusitado que sirva bem para se tocar acústico. Mas, o dia da Charme foi muito legal também”. O próximo a entrar no Tubo é a atração do Psychobilly Fest, que acontece neste feriado, o Frantic Flinstones, cujo vocalista mudou-se para Curitiba. “Foi em uma espécie de piscina meio abandonada”, adianta Rodrigo.
Serviço







