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9/07/2010
Arnaldo Baptista - Será Que Eu Vou Virar Bolor?
Video raríssimo feito na época do lançamento do primeiro disco solo de Arnaldo Baptista, Lóki, um dos maiores clássicos da música brasileira de todos os tempos. Verdadeiro documento histórico de uma época e da arte de um gênio, título banalizado, mas que nesse caso cabe a ele como poucos, muito poucos. Disco que me marcou de tal forma que até hoje é difícil voltar a ouvi-lo. Ver esse vídeo, com o Arnaldo ainda na fase anterior ao acidente, em plena forma física e artística, é emocionante.
Abaixo, a crítica da Discoteca Básica da Bizz, que fala sobre as circunstâncias em que ele foi produzido.
Arnaldo Baptista
Loki? (1974)
(Edição 43,Fevereiro de 1989)
No pop brasileiro, são raros os que driblaram a barreira lingüística e edificaram trabalhos fundamentais. Em meio às síndromes progressivas, à invasão da Nordésia e do "rockão pauleira", no início de 74, o LP em questão surgiu não apenas como antídoto a essas tendências, mas também como uma obra única e radical do rock brasileiro.
Gravado em terríveis condições emocionais - Arnaldo havia perdido Rita Lee para sempre -, após sua saída dos Mutantes, o disco conta, além da participação de três ex-integrantes (o baterista Dinho, o baixista Liminha e Rita nos backing-vocals), com arranjos de Rogério Duprat. A gravação feita às pressas proporcionou um punch inigualável e, dado seu estado emocional, Loki? acabou por ser o maior tratado existencial do rock brasileiro, algo digno do desespero suicida da nouvelle vague, da dolorosa raiva incontida dos angry young men ingleses e de poetas visionários que enxergaram o lado obscuro da realidade.
Arnaldo demonstrou o que significa amar até perder o nome, buscar os paraísos artificiais a partir da desintegração da alma e percorrer os porões proibidos dos sentimentos, dando vazão aos abismos da vida e anunciando esboços da morte tateada, ainda que não consumada. Nessas antevisões, ele já parecia estar ciente das amargas metamorfoses que delineariam seu destino tatuado por uma tentativa de suicídio em 1980, após ter criado a alucinada Patrulha do Espaço.
Se, textualmente, provou genialidade, em nível musical nada deixou a dever; ou seja, a partir de sua voz arrancada do âmago e de um sensível piano de concepção clássica, ele percorre o tecido rock com eclética maestria, indo das mais tristes baladas até progressive rocks, passando por tons de bossa, jazz, funk e blues.
A primeira faixa do LP, a linda rock'n'roll ballad "Será Que Eu Vou Virar Bolor?", usando o título como mote, traça ironicamente um paralelo entre o futuro de seu amor e o do rock'n'roll, ambos ameaçados de extinção. A seguinte "Uma Pessoa Só", arranjada por Duprat, remonta os lindos sonhos dourados de 71/72, quando os Mutantes viviam em comunidade na Serra da Cantareira, numa trip coletiva em que era possível ser "uma pessoa só". "Não Estou Nem Aí" é uma beat-ballad pulverizada por tons bluesísticos/jazzísticos em que, sombreado pela (im)possibilidade de esquecer os "males", ele desafia a morte de forma sarcástica. Em "Vou Me Afundar na Lingerie", um bluesy-popster de primeira linha, instala a evasão absoluta do mundo real "deslanchando bem embaixo" e propondo afogar as mágoas no deslumbre da natureza e na relatividade das pequenas. A instrumental "Honky Tonky" é um delicioso mergulho ao piano.
A segunda fase traz a memorável "Cê tá Pensando Que Eu Sou Loki?", esmerado exercício bossístico que desbanca a loucura, mas não exime o prazer pelas viagens. Na baladaça "Desculpe", penetra na angústia passional, um "Jealous Guy" à brasileira, que sentindo "o pulso de todos os tempos" exige o amor a qualquer custo. Na fragmentada "Navegar de Novo", desvenda sua particular "passagem das horas" e as dimensões (im)possíveis do tempo. "Te Amo, Podes Crer", uma balada de amour fou, encarna o pranto de um abandonado que revela: "Dentro de algum tempo eu paro de tocar/espero o apocalipse de então eu te encontrar", um verso que resumiria profeticamente seu futuro. Fechando, a folk-psicodélica "É Fácil", microssíntese do amor absoluto.
Se hoje sua obra é mítica, saiba que Arnaldo pagou muito caro por toda essa paixão levada às últimas conseqüências. "Já leu todos os livros" e sabe que "a carne é triste".
Fernando Naporano
7/03/2009
Arnaldo Baptista - Esse cara não vai virar bolor na estante empoeirada
Jornal do Estado/ Bem Paraná
Documentário traz pessoas importantes na vida e obra de Arnaldo Baptista, menos “Ritinha”
Muitas biografias de brasileiros importantes estão por serem escritas.
Adriane Perin
Muitas biografias de brasileiros importantes estão por serem escritas. É provável que tenhamos que esperar ainda mais tempo para esta lacuna ser coberta à altura dessas pessoas, pelo que se nota do que tem sido publicado por aí. É verdade, também que o volume de material biográfico aumentou. Nas últimas semanas até os cinemas de Curitiba, conhecidos por ficarem pra trás nos lançamentos com um pezinho no alternativo, tiveram em cartaz três cinebiografias de importantes músicos brasileiros: Wilson Simonal, Paulo Vazolini e Arnaldo Baptista.
A história do criador, líder dos Mutantes, seguem em cartaz. É mostrada com tranquilidade por Paulo Henrique Fontenelle no documentário Loki – Arnaldo Baptista, que acompanha a retomada dos Mutantes sem Rita Lee, no show de Londres, no aniversário da Tropicália. Com entrevistas e imagens de arquivo reconstroi a tortuosa história deste que, sem dúvida alguma, está bem lá no alto da lista dos caras que mudaram a música. É um documentário de fã, mas Fontenelle nem era tanto quando começou um programa sobre os Mutantes, para o Canal Brasil, produtor do filme. Ficou assim, como disse em entrevista ao JE, depois de ouvir o disco Lóki, um dos mais impressionantes feitos na música brasileira, pelo alto teor emocional. É tão cheio de sentimentos, de saudades, de dores, e arrependimentos, também, que machuca até quem ouve — e, pode acreditar, nem se ouve ele impunemente, nem é possível ouvi-lo qualquer dia.
Ali, está um Arnaldo fragilizado tanto pela separação de Rita Lee e rumos da banda, como pelos efeitos do consumo de drogas. Incapacitado de separar vida e arte, mergulhou tão profundamente na mistura que desmoronou sua existência, mas acabou por construir uma obra que continua sendo única. No documentário, estão pessoas importantes em sua vida, mas não Rita Lee. A relação com ela é tratada de maneira muito bonita pelos amigos. Não existe dúvida que foi um amor mais do que arrebatador. Todos falam com muito cuidado, compreendendo que as relações amorosas têm suas nuances só percebidas por quem as viveu.
O filme mostra todas as fases: o começo, na adolescência; tropicália; sem Rita nos Mutantes, com a Patrulha do Espaço e a solo, marcada por machucados visíveis, recados e pedidos de desculpas em canções que fazem a gente chorar. E a fase da internação para desintoxicação quando ele caiu da janela da clínica; o ostracismo, sem esquecer a da recuperação, sob os cuidados de Lucinha Barbosa, fã que virou mulher, mãe, amiga e protetora.
Arnaldo Baptista, como o são as pessoas geniais, não foi um cara fácil de se conviver. E as pessoas que depõem no filme, parece, são condescendentes com ele, abrigadas também no distanciamento que o tempo traz. Mas, todas são unânimes em reafirmar a genialidade de Arnaldo, em reconhecê-lo como “o cara” dos Mutantes e ao ver a sua obra como uma das mais revolucionárias da música. Arnaldo Baptista ainda não tem uma biografia “definitiva”, mas já tem uma cinebiografia que consegue colocá-lo no patamar que lhe cabe. Muito se fala de outros grandes nomes geniais da música brasileira, mas não são tantas assim as que citam Arnaldo. Quem sabe, justiça começa a ser feita.
Documentário traz pessoas importantes na vida e obra de Arnaldo Baptista, menos “Ritinha” Muitas biografias de brasileiros importantes estão por serem escritas.
Adriane Perin
Muitas biografias de brasileiros importantes estão por serem escritas. É provável que tenhamos que esperar ainda mais tempo para esta lacuna ser coberta à altura dessas pessoas, pelo que se nota do que tem sido publicado por aí. É verdade, também que o volume de material biográfico aumentou. Nas últimas semanas até os cinemas de Curitiba, conhecidos por ficarem pra trás nos lançamentos com um pezinho no alternativo, tiveram em cartaz três cinebiografias de importantes músicos brasileiros: Wilson Simonal, Paulo Vazolini e Arnaldo Baptista.
A história do criador, líder dos Mutantes, seguem em cartaz. É mostrada com tranquilidade por Paulo Henrique Fontenelle no documentário Loki – Arnaldo Baptista, que acompanha a retomada dos Mutantes sem Rita Lee, no show de Londres, no aniversário da Tropicália. Com entrevistas e imagens de arquivo reconstroi a tortuosa história deste que, sem dúvida alguma, está bem lá no alto da lista dos caras que mudaram a música. É um documentário de fã, mas Fontenelle nem era tanto quando começou um programa sobre os Mutantes, para o Canal Brasil, produtor do filme. Ficou assim, como disse em entrevista ao JE, depois de ouvir o disco Lóki, um dos mais impressionantes feitos na música brasileira, pelo alto teor emocional. É tão cheio de sentimentos, de saudades, de dores, e arrependimentos, também, que machuca até quem ouve — e, pode acreditar, nem se ouve ele impunemente, nem é possível ouvi-lo qualquer dia.
Ali, está um Arnaldo fragilizado tanto pela separação de Rita Lee e rumos da banda, como pelos efeitos do consumo de drogas. Incapacitado de separar vida e arte, mergulhou tão profundamente na mistura que desmoronou sua existência, mas acabou por construir uma obra que continua sendo única. No documentário, estão pessoas importantes em sua vida, mas não Rita Lee. A relação com ela é tratada de maneira muito bonita pelos amigos. Não existe dúvida que foi um amor mais do que arrebatador. Todos falam com muito cuidado, compreendendo que as relações amorosas têm suas nuances só percebidas por quem as viveu.
O filme mostra todas as fases: o começo, na adolescência; tropicália; sem Rita nos Mutantes, com a Patrulha do Espaço e a solo, marcada por machucados visíveis, recados e pedidos de desculpas em canções que fazem a gente chorar. E a fase da internação para desintoxicação quando ele caiu da janela da clínica; o ostracismo, sem esquecer a da recuperação, sob os cuidados de Lucinha Barbosa, fã que virou mulher, mãe, amiga e protetora.
Arnaldo Baptista, como o são as pessoas geniais, não foi um cara fácil de se conviver. E as pessoas que depõem no filme, parece, são condescendentes com ele, abrigadas também no distanciamento que o tempo traz. Mas, todas são unânimes em reafirmar a genialidade de Arnaldo, em reconhecê-lo como “o cara” dos Mutantes e ao ver a sua obra como uma das mais revolucionárias da música. Arnaldo Baptista ainda não tem uma biografia “definitiva”, mas já tem uma cinebiografia que consegue colocá-lo no patamar que lhe cabe. Muito se fala de outros grandes nomes geniais da música brasileira, mas não são tantas assim as que citam Arnaldo. Quem sabe, justiça começa a ser feita.
6/21/2009
Efeito Arnaldo Baptista

Jornal do Estado/ Bem Paraná
Adriane Perin
Quando Paulo Henrique Fontenelle ficou cara a cara com Arnaldo Baptista algo mudou na percepção que ele tinha dessa figura de importância única na música brasileira. E quando ouviu o disco Lóki, foi a vida do cineasta que mudou. É sobre Arnaldo o premiado documentário, Lóki, de Fontenelle, o grande destaque da nova programação de cinema na cidade, em cartaz no Unibanco Arteplex, rede responsável pela exibição Brasil afora desta que é a primeira produção do Canal Brasil.
Tudo começou, contou Fontenelle, em 2005, quando produziu uma edição do programa Luz, Câmera, Canção para o Canal sobre o ex-Mutantes. Aliás, contou também, isso é uma das poucas coisas que sabia a respeito do figura. Quem era fã mesmo era André Saddy, gerente de marketing do Canal Brasil, que encampou a ideia e assina a produção do longa documentário. “Quando fui para Juiz de Fora falar com o Arnaldo fui ouvindo e lendo artigos dele. E me chocou encontrar um cara feliz da vida. Ao apertar a minha mão, tinha um daquele negócio de choque de brincadeira”, conta o diretor, que se surpreendeu porque a imagem que se passava do músico ainda era a de um cara desequilibrado, que gostava de viver isolado depois de ter tentado se suicidar. Isso não é verdade. Arnaldo não quis se matar, no confuso episódio da tentativa de fuga de uma clínica de reabilitação. Ele realmente pisou fundo em sua sanha de descobrir a si mesmo na arte, e teve seu afundamento nas drogas, como praticamente boa parte de sua guerrilheira geração. Mas, nunca quis morrer. Foi com o intuito de fugir desses e de todos os outros estereótipos que Fontenelle mergulhou na busca pela “verdadeira história” desse cara genial que marcou profundamente a música mundial – não foi só a brasileira, como tantos artistas estrangeiros reconheceram depois. “Aquela primeira entrevista foi bem interessante”, lembra o diretor. “Duas horas na quais conheci a maneira dele pensar, como é de verdade; perceber que respondia coisas que pareciam inicialmente nada a ver, e no final faziam todo sentido”.
Voltou fascinado. “Passei aquele ano buscando imagens, quase um ano atrás do material para o programa de tv. Quando mais lia mais ficava fascinado; e ouvir o disco Lóki foi uma revelação na minha vida. Impacto igual só tive aos 10 anos quando ouvi Raul Seixas”, lembra. O programa que deveria ter 20 minutos ficou em meia hora, mas muito mais havia a ser dito e mostrado, o diretor estava convencido. “Em mim ficou um vazio imenso e comecei a remontar e aumentar o programa pra mim mesmo”. Novamente, uniu forças com André e o projeto se desdobrou com o aval do Canal Brasil, no longa que vamos assistir hoje. “Como nós dois trabalhamos no Canal Brasil e o pessoal também gostou do programa e da proposta de filme, fiz o roteiro, mandei pro Arnaldo que também adorou e assim foi”, conta.
Lembre leitor: os Mutantes ainda não tinham voltado e Arnaldo, embora um pouco mais em evidência, ainda vivia meio esquecido. Mas, nesse meio tempo, Os Mutantes voltaram sem Rita Lee – que segue com esse machucado aberto, recusando-se solenemente, a tratar do assunto. “A primeira filmagem da nova fase acabou sendo o final do filme, a gente acompanhando Arnaldo no primeiro show da volta e andando pelas ruas de Londres”. Também lá em território, conta Fontenelle, ele foi reconhecido várias vezes na rua. “Ele tem uma cultura imensa, é impressionante; andar com ele foi uma aula de História da Inglaterra. Um americano emocionado disse que tinha vindo da América só para encontrar com eles”, lembra.
Alternativos – Tema diferenciado, produção independente sem apoio de nenhuma lei e bancada por uma canal de televisão nacional. Só isso já vale os méritos do trabalho de Fontenelle, mas ele teve bem mais reconhecimentos. Todas as sessões foram cheias de emoção e prêmios. “Foi um projeto muito barato, com uma equipe de 4 pessoas se desdobrando em todos as funções”. A primeira versão fechou com 2h40, resultado de 500 horas de imagens colhidas e “montadas em meu laptop em um mês e meio”. O primeiro corte foi para o cinema com um custo de R$100 mil. “Fiz um grande esforço para cortar os 40 minutos excedentes e quando vimos foi aquela comoção, primeiro no Festival de Cinema do Rio, onde, na presença de um Arnaldo muito emocionado, fomos aplaudidos em pé por 10 minutos. Todo mundo muito emocionado. Na semana seguinte, quando a cópia chegou ao Festival de São Paulo os ingressos estavam esgotados”, conta. “E por onde passou foi sempre essa emoção muito forte”. A ponto de o Canal Brasil mudar o plano inicial de lançar só em DVD. “Surgiu uma campanha na internet. O pessoal xingava o Canal Brasil por não colocar no cinema”.
Hoje, conta, são 17 fitas que, garante, vão percorrer o Brasil todo. Mas, ainda existe uma certa tendência em ver Arnaldo Baptista como uma figura exótica, o que o diretor rejeitou desde sempre. “Procurei fazer filme oposto disso, tirar todos os estereótipos, mantendo todas as contradições e erros e belezas de uma pessoa que é incrível, e esquecer qualquer referência à loucura, que costumam associar a ele”, fala.
Mas, teve gente próxima dessa história, e não só Rita Lee, que não falou ao diretor. Que Rita Lee não quer falar disso todo mundo sabe. Mas, ele tentou também falar com o outro irmão Dias, Claudio César, o gênio da eletrônica que desenvolveu os equipamentos que os irmãos precisavam para seu som e o mundo ainda não tinha para lhes dar. “Ele fez tantas exigências absurdas e queria cobrar pelas entrevistas que deixamos prá lá”, conta o diretor e completa. “Acho que foi uma oportunidade de muita gente fazer uma análise da relação que teve com o Arnaldo. Muitas perguntas perdidas e marcas do passado foram curadas com este filme. Tem uma entrevista muito bonita do Sérgio Dias, na qual ele pede desculpas publicamente a Arnaldo”. Sobre Rita, que faz show neste final de semana e ignorou as perguntas sobre os Mutantes: “Tomara que ela veja o filme”.
Imagens — Fontenelle ressalta ainda a quantidade de imagens inéditas, por exemplo, com a Patrulha do Espaço, banda que Arnaldo fundou logo ao sair dos Mutantes – e que tocou, captaneada pelo batera Rolando Castelo Junior mês passado em Curitiba. “O material estava totalmente espalhado, foi um trabalho de chinês achar tudo. Percorri toda as televisões e cinematecas e está tudo bem bagunçado. Triste foi ver tanta coisa que se apagou pra gravar futebol em cima. Na Record, por exemplo. Achei muita coisa cadastrada errada, até como Amado Batista. Como já previa isso, achei coisas raras. E também tenho que agradecer aos fãs que ajudaram muito nisso, dando pistas de onde podia encontrar algo”.
É bom ver a História musical brasileira sendo desvendada, um nicho de mercado audiovisual – e biográfico – que ainda tem muito a render. Fontenelle vai contribuir um pouco mais. No próximo mês ele apresenta um DVD sobre o Ritchie. Vai ser com ele tocando em estúdio, mas meio documentário. “Bacana é que quando se conta história da música ou artista, se conta a história do país também e das nossas próprias vidas”, finaliza.
10/09/2008
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