11/22/2013
11/18/2013
Banda Imof faz show com convidados no Paiol e lança single pelo sistema "pague com um tweet"
Apresentação
terá participações de Fábio Elias (Relespública) e Igor Ribeiro
(Humanish);
a
canção “Chuva” será disponibilizada para download gratuito
através do "Pague com um Tweet", um sistema de pagamento
que usa as redes sociais, além de distribuída em CD
A banda Imof lança no próximo dia 21 (quinta-feira), no Teatro Paiol, seu novo single, “Chuva”, em show que celebra o encontro de amigos e parceiros de longa data da cena musical de Curitiba. A canção que dá nome ao show e ao single é uma balada folk que marca a nova parceria de Ivan Santos, vocalista e compositor do grupo com o baixista Rubens K, e também apresenta uma prévia do EP “Um começo outra vez”, gravado pela Imof no estúdio Montana, e em fase de finalização.
O
show terá ainda a participação de Fábio
Elias, guitarrista e
vocalista da Relespública, e Igor
Ribeiro (Humanish),
dois músicos curitibanos com quem Ivan mantém um produtiva relação
de amizade e parcerias musicais desde os anos 90. Com Fábio Elias,
ele dividiu os palcos em uma breve passagem como vocalista da
Relespública, em 1994. Com Igor, fundou em 1997 a banda OAEOZ, que
durou onze anos, lançando cinco discos.
“Chuva”
foi gravado entre agosto e setembro de 2013, no Estúdio
Montana, de Luciano
Frank (ex-Copacabana Club), com direção musical de Aguinaldo
Martinuci, guitarrista
da Imof. A gravação, mixagem e pós-produção foi comandada por
Fernando Lobo,
baixista do grupo. Outras cinco canções inéditas integram o EP,
que deve ser lançado no início de 2014.
No
show, Ivan (violão/voz), Martinuci (piano/guitarra), Fernando Lobo
(baixo) e Osmário Júnior (bateria), recebem o reforço de Fábio
Elias em duas canções do novo EP: “Faz de conta” e “Sem
acreditar”. Igor Ribeiro empresta seu sax a “Imperfeição” e
“Histórias de um tempo fechado”, canções lançadas pela Imof
em seu primeiro single, em agosto de 2012.
A
apresentação começa às 20h30, com ingressos a R$15 (inteira) e
R$7,50 (meia). O single será disponibilizado para download gratuito
através do "Pague com um Tweet", um sistema de pagamento
social, onde você oferece algo para as pessoas e elas pagam
divulgando em sua rede social. Além disso, os cem primeiros que
pagarem ingresso (inteira) ganham o exemplar do single em CD físico
no dia do show, com direito a bela capa assinada por José
Carlos Branco
(andula). “Chuva” é um lançamento do selo De Inverno, criado
por Ivan e pela jornalista Adriane
Perin.
Nascida
em 2012, a Imof tem em sua formação músicos experientes e com
longa história na música alternativa paranaense. Ivan foi vocalista
e compositor da banda OAEOZ, e é criador, junto com Adriane, do selo
De Inverno e do festival Rock de Inverno. Osmário integrou as bandas
CMU Down, UV Ray, Dive e Sofia; Fernando Lobo tocou com ESS, Tod´s e
Goticos 4 Fun, além de atuar também como produtor, e Martinuci
encabeça o projeto Stilnovisti, que acaba de se apresentar no Sesc
Ipiranga em Curitiba e começa a preparar seu segundo álbum.
Serviço
Quando:
Imof no Teatro Paiol: Lançamento do single Chuva
Quando:
21/11/2013 às 20h30.
Quanto:
15 ( cem primeiros ganham o single) e R$7,50
Onde:
Teatro Paiol (Praça Guido Viaro, s/n)
BAIXE PELO "PAGUE COM UM TWEET"
Para
ouvir:
11/07/2013
10/31/2013
ruas
O bairro tinha quatro
ruas, todas com nomes de escritores,
mas ninguém por ali,
sabia.
E a placa azul na
esquina ficou pálida sem que os garotos a notassem.
E finca sua estaca na
porta!
Toda manhã ela fazia o
mesmo trajeto: saia de casa por volta das 8h, com um agasalho verde
musgo.
Fizesse frio ou calor,
ela com ele. Sempre. Combinando mais ou
menos com a blusa ou camiseta.
Ela parava na esquina
do ponto de ônibus, pois sempre havia algum conhecido para dizer bom
dia!
Seguia, então, ao
boteco da esquipa para o desjejum: café com leite naquele copo
grande – mais café, que é pra acordar – e um pão d'água, ás
vezes com mortadela, noutras só com a manteiguinha da casa – aquela
que a patroa do boteco colocava na mesa de sua cozinha toda manhã.
Antes, o cheiro da lenha nem
era algo pra ser notado, todo dia estava ali tomando conta de tudo; comum, forte – deixaria marcas que ela nem imaginava.
Nossas verdades e
certezas impediram de conhecer os outros medos e inseguranças. E
assim, seguimos longe, talvez mais do que gostaríamos e admitimos,
daquilo que acreditamos.
E por isso ela não
perdeu tempo pensando muito nisso. Só agora, que o tempo passou e
ela vai sozinha tomar seu café da manhã, sem sentir o cheiro da
lenha queimando no fogão de ferro, é que percebe.
Sentada no cantinho do
balcão é a única mulher no lugar. Observa, tentando disfarçar, os
movimentos. Martelinhos na mão, eles começam seu dia. E o
deixam passar assim, sem uma razão aparente, só esperando que tudo
escape entre os dedos e a lua anuncie que é hora de voltar para
aquele silêncio. Não é um silêncio ruim. É só o silêncio de
quem não quer dizer mais nada. De quem sente que não tem nada para
dizer.
Na volta, com seus
passos sem pressa, olha outra vez praquela velha placa azul com o
nome do bairro e da rua. O número é mesmo. As pessoas não.
tudo errado
Às vezes eu penso que fiz tudo errado.
Você nunca?!
E um frio gelado,
com o dedo em riste na tua cara,
atravessa a sala.
Você nunca?!
E um frio gelado,
com o dedo em riste na tua cara,
atravessa a sala.
sorrir
eu queria acreditar em você
conseguir,
olho no olho,
sorrir
mas esse meu peito espremido aperta a garganta
seca
a voz treme
e só o que resta é uma porta entreaberta
sorrateira,
apaga a luz depois de sair
fecho os olhos
eles ardem e doem...
deixa isso pra lá
agora, dorme!
conseguir,
olho no olho,
sorrir
mas esse meu peito espremido aperta a garganta
seca
a voz treme
e só o que resta é uma porta entreaberta
sorrateira,
apaga a luz depois de sair
fecho os olhos
eles ardem e doem...
deixa isso pra lá
agora, dorme!
arredia
Alheia aos dois ela
dorme
e sonha entre histórias
perdidas
nas noites arredias
em que se agarra nas
canções
Enxurrada
Sil saiu caminhando na
chuva em direção ao portão. Não havia mais nada a dizer portanto
também não havia o que fazer naquela hora. Era melhor mesmo
caminhar um pouco e deixar a chuvinha fina que ameaçava engrossar
bagunçar as luzes fracas que iluminam o parque. Guardou o óculos
no bolso, acendeu um cigarro e tentou puxar o gorro o suficiente pra
formar uma aba de proteção. A imagem dele falando coisas que ela
não entendia sobre coisas que não aconteceram, como se mesmo
vivendo na mesma casa há 10 anos tivessem estado em terras
distantes, confundia tudo que acontecera nos últimos 60 minutos.
Sil nem sentiu quando
uma pessoa passou a seu lado apressada esbarrando na bolsa com seu
computador, única coisa que pegara ao sair de casa correndo. Ao ver
a máquina se espatifar no chão algo aconteceu e foi como se o mundo
tivesse vindo abaixo, num dilúvio de frustração desencadeado por
um estalo inesperado!
Largada na calçada
deixou o corpo arcar e soluçou, tanto, que se sentiu sem forças até
pra levantar. Então, ficou ali. Sozinha no escuro, a chuva colando a
roupa no corpo; sentindo a voz e até mesmo os soluços sumirem
enquanto a enxurrada deixava só aquele frio gelado.
Do mesmo jeito que
veio, a tempestade foi embora. E ela recomeçou os passos de
onde parou. Meia volta lenta observando a água correr pelos cantos
da rua de paralelepípedo, marrom, grossa... naquela água suja da
chuva formando minúsculas ondas deixou correr junto toda aquela
confusão de pensamentos e simplesmente seguiu até o fim da rua.
Sil estava sem um pingo de vontade de existir, naquele resto de
noite.
10/22/2013
10/03/2013
The Tumbling Tumbleweeds, Cowboy Junkies e eu

Meu primeiro contato com o Cowboy Junkies foi através dessa resenha da revista Bizz. Tempos depois, comprei o disco e foi paixão à primeira ouvida. Que embalou muitas madrugadas, desde quando eu ainda morava na garagem da casa verde em Ponta Grossa. Era um disco perfeito para se ouvir no fim de noite, quando os sentidos já estavam cansados pelos excessos e aquele som delicado, profundo e melancólico servia como moldura sonora para o alvorecer. Tempos depois a Adri comprou o Caution Horses, e desde então, seguimos a carreira dessa banda, que se tornou uma referência básica, e principalmente, parte indelével da minha memória afetiva.
Pois quis o destino que mais de vinte anos depois eu fosse convidado para participar de um projeto tributo aos Junkies. Algo que eu mesmo jamais esperava, e que me deixou absolutamente em estado de graça. Ainda mais partindo de um músico com o o JC Branco, cujo trabalho acompanho e admiro desde os anos 90, com o Woyzeck, e que depois passou (e em alguns casos permanece) por outras formações importantíssimas para a música de Curitiba, como Bad Folks, Excelsior, Svetlana e Wandula (os três últimos tendo se apresentado no Rock de Inverno).
Por isso é uma baita satisfação, honra, prazer, alegria participar hoje desta apresentação no Vox, ao lado desse grupo de músicos, e ter a oportunidade de celebrar o trabalho dessa banda que eu tanto amo e que faz parte da trilha sonora da minha vida.
.

P.S: Procurando a Bizz onde saiu essa resenha, acabei vendo que ao lado, saiu também a resenha sobre o Cemitério dos Elefantes, coletânea que praticamente apresentou o rock curitibano ao Brasil no início dos anos 90. Nada é por acaso.
só shows bacanas
Hoje, quinta, 03 de outubro, tem esse imperdível aqui, no Vox, com participação do Ivan Santos.
Este aqui é amanhã, abrindo a segunda temporada. Dá uma olhada na programação toda, no final, tem festa de aniversário de uma certa Adri Perin também, no dia 25 de outubro. Tão sabendo bem antes, sem desculpa, hein!
E este é no domingo, dia 6, mais uma volta dos que não foram, no inesquecível, Lino's!
Este aqui é amanhã, abrindo a segunda temporada. Dá uma olhada na programação toda, no final, tem festa de aniversário de uma certa Adri Perin também, no dia 25 de outubro. Tão sabendo bem antes, sem desculpa, hein!
E este é no domingo, dia 6, mais uma volta dos que não foram, no inesquecível, Lino's!
8/29/2013
Lu Jardinadora - a gatinha punk
8/05/2013
Radiocaos no Parque S. Lourenço
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