Mostrando postagens com marcador rock de inverno. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador rock de inverno. Mostrar todas as postagens

7/02/2015

Rock de Inverno - 15 anos



É muito legal voltar a ouvir uma canção e reviver tudo – ou o que a memória permite! Não raras vezes essas canções cantam também os pedaços da vida de quem a ouve. Comigo é assim, quase sempre. Uma canção antiga é capaz de trazer cenas, lembranças, pessoas, pendengas, empreitadas boas, amigos, amigas, amores...

Por isso, mais uma vez bastou ouvir os primeiros acordes de Filme, do Cores d Flores para que meu ser inteirinho reagisse. Quando entrou “De Inverno”, d’OAEOZ, me toquei que estava ouvindo a coletânea Rock de Inverno – Mostra da Nova Música Independente de Curitiba. OAEOZ do tempo do Igor... aquele menino que um dia o Daniel levou lá em casa e que se transformou no parceiro musical primeiro do Ivan, que o apresentou ao Rubens... enfim. (eu avisei que é só ouvir que as histórias vão voltando).

Há 15 anos, nos dias 8, 9 e 10 de junho de 2000, no Circus Bar, acontecia a primeira edição do nosso primeiro grande desafio, o  Rock de Inverno – Mostra da Nova Música Independente de Curitiba , com os shows começando “impreterivelmente às 23h”.  rsrsrs. uma ‘briga’ nossa desde sempre esse negócio de horário de shows!







No palco,  Faus (banda do Coelio), Plêiade (‘retornando’), Zigurate, Loaded, OAEOZ (que acabou tocando na sexta), Cores d Flores, Madeixas, Quisto (depois Loxoscelle) e Zeitgeist co. Na plateia, muita gente, entre os quais, Carlota Cafieiro, jornalista do Correio do Povo, de Campinas, repórter do Alexandre Matias; e ele, o figuraça, uma atração à parte, o  músico e, na época, jornalista da Bizz, que acabou escrevendo sobre o festival para o Estadão: Minho K!






Na produção eu e Ivan, com  Mackoy ajudando no som, Marcelo Borges nas imagens e meus pais recebendo os jornalistas convidados, levando os dois para almoçar, enfim, fazendo as honras da casa enquanto eu e Ivan estamos nos respectivos jornais em que trabalhávamos (Gazeta do Povo e Jornal do Estado).  Lembro bem da ansiedade!!








A De Inverno nascia ali, antes mesmo de ter ciência disso. Nossa vontade era muito simples: mostrar para o Brasil essa nova geração da música curitibana, pós “Seattle brasileira”,  nascida em meados dos anos 90 em diante com canções em bom português. Mais ou menos na mesma época o Ivan preparou um kit sobre essas e muitas outras bandas da época e enviamos para jornalistas-chave. A gente não tinha dúvida da qualidade dessa nova safra e sabia que, se queríamos que o resto do mundo soubesse, alguém tinha que fazer alguma coisa. Uma das ações – além de organizar um festival bacana, com estrutura bacana, pensando nos artistas e na qualidade do equipamento de som – foi convidar jornalistas de veículos importantes para virem cobrir - leia-se bancar todos os custos da viagem e estadia.  Outra estratégia era ter bandas de outras cidades, também das novas cenas, para assim completar nossa proposta de “inserir essa nova geração curitibana na nova cena nacional”, o que fizemos a partir da terceira edição.

Material gráfico bonito assinado pelo Camarão e Alexandre Striq e um press kit que, além dos tradicionais releases e fotos, também tinha uma coletânea com uma música de cada banda, uma marca do Rock de Inverno, que deu início ao acervo do Selo.

Lá fui eu toda confiante como projeto na mão caprichado bater na porta de algumas empresas. Lembro muito da Cini, acho que foi para quem mais liguei.  Em uma tarde, lembro até o telefone público  (hoje inexistente, claro) do qual falei com o Ivan, à beira das lágrimas porque não me conformava: “como as pessoas podem não querer apoiar um projeto legal como este?”. É, eu achava tão improvável isso na época. Sonhadora, iludida! Hahahaha. Enfim, não rolou apoio e fizemos com nossos salários mesmo!  Pois é, vale sim ser sonhadora e iludida, às vezes!

A casa cheia nas três noites foi algo incrível.  Ao tentar voltar pra frente do palco no show da Plêiade uns engraçadinhos quiseram não me deixar passar... tá bom! Claro que eu ri e disse que era para ele me agradecer ao invés de me barrar e fui para o meu lugar preferido!

De outras cenas que não esqueço Minho K é a estrela.  Ele e seu indefectível chapéu. Lá pelas tantas, em algum dia, estava o jornalista estirado no chão, curtindo o som. Completamente tomado pelos sons das bandas que tanto curtíamos também!  Foi sem palavras, porque além de jornalista ele tocara em uma banda que eu e Ivan curtíamos há anos, embora pouco conhecida. Um disco que eu lembro do instante em que peguei nas mãos, com sua capa de vinil linda e suas canções incríveis. No final, eu e Ivan cantávamos canções do 3 Hombres, cada um de um lado do Minho K. E ele lá, sem acreditar naqueles dois doidos chorando de alegria e não acreditando ainda no que tínhamos feito.

Vendo hoje,  ainda que tivéssemos feito uma única edição do Rock de Inverno, aqueles três dias já teriam tornado tudo mais especial. Mas, não paramos. Veio o segundo, terceiro ( no 92, com 22 jornalistas convidados, entre os quais MTV, Folha, Estadão, Alto Falante), quarto, quinto (com a atração internacional, Transcargo), sexto e o sétimo (que trouxe Fellini e fez nossos amigos, marmanjos chorarem por aquele momento).

Entre erros e acertos, gosto da nossa história, tenho orgulho dela e ela me dá muito alegria ainda hoje.

E aqui, pra relembrar e reviver, o link com a coletânea Rock de Inverno - Mostra da Nova Mùsica Independente de Curitiba.

http://deinvernorecords.bandcamp.com/album/rock-de-inverno-2000




12/02/2010

Hotel Avenida apresenta nova formação e lança DVD no Wonka

foto: Adri Perin
A banda Hotel Avenida apresenta sua nova formação nesta sexta-feira (03/12), no Wonka Bar, em Curitiba. A noite marca também o lançamento do DVD Rock de Inverno 7, com o show gravado no festival em 24 de julho de 2009, sob produção do selo De Inverno Records. A abertura será com uma performance acústica de Tulio Bragança, com o projeto P&B, construído a partir de versões de pagode vertidas para um inglês literal, brincadeira que o levou até ao Caldeirão do Huck, na Rede Globo.
Ao lado de Giancarlo Rufatto e Ivan Santos estão agora outros três veteranos da cena independente brasileira, com passagens por importantes bandas do circuito alternativo curitibano. A bateria está aos cuidados de Osmario Jr, que integrou a C.M.U. Down e Sofia; o contrabaixo passou para as mãos do ex-Magog Jansen Nunes e as intervenções da guitarra foram entregues a The Julian Sarza, que fez parte da Vupland. O quinteto está ensaiando há dois meses e o repertório traz novas composições de Gian e Ivan, além de canções presentes no DVD e versões já arranjadas por eles.
A Hotel Avenida surgiu de um projeto de Ivan Santos (OAEOZ) e Giancarlo Rufatto, que lançaram um EP no final de 2008. Em 2009 a dupla ganhou os reforços do guitarrista Carlos Zubek (OAEOZ, Folhetim Urbano), do baixista Rubens K (Fábrica de Animais) e de Eduardo Patrício na bateria e teclado. Com essa formação, mais a participação de Igor Ribeiro no sax, a banda lançou em 2009 seu primeiro single, “Eu não sou um bom lugar”.
No mesmo julho de 2009, e já com a participação de Allan Yokohama na bateria e teclados, o grupo foi um dos destaques da mostra Expressões Oi, na Ruínas de São Francisco. E também do festival Rock de Inverno 7, no John Bull Music Hall, ao lado de outras treze atrações, entre elas a paulistana Fellini. Em outubro de 2009, foi a vez do EP, ao vivo no estúdio Nicos, dentro do projeto Acústico Mundo Livre, da Rádio Mundo Livre FM de Curitiba.
O DVD traz sete músicas apresentadas no Rock de Inverno, incluindo a participação de Igor Ribeiro no trumpete em Noturna. O material está disponibilizado para download gratuito tanto do DVD na íntegra, como das músicas separadamente no blog da De Inverno (deinverno.blogspot.com). Quem quiser pode ainda assistir os vídeos em streaming, sem precisar baixar, nos sites You tube e Vimeo.

Serviço
Hotel Avenida e Tulio P&B
Dia 03 de dezembro de 2010 às 23h.
R$8 (até meia-noite) e R$12
Wonka Bar (Rua Trajano Reis, 326).
Informações: 3026-6272


IMPRIMA O CONVITE E ENTRE NA FAIXA!



www.myspace.com/hotelavenida

PARA BAIXAR O DVD

parte 1
parte 2
parte 3
parte 4
parte 5

VIDEOs EM STREAMING
YOU TUBE
VIMEO

Hotel Avenida - Zelo from De Inverno on Vimeo.

6/15/2010

Dez anos de Rock de Inverno: 3



A outra edição tinha que ser o máximo. E foi. Em 2004, no Cine. Deu tudo mais do que certo e ainda tivemos a inglesa Transcargo, por conta do Marcelo Borges. Com direito a uma bela roda de capoeira e maculelê com facão que acabou com meu tremos de pernas nervoso. Iê, Força da Capoeira!



Gianoukas Papoulas, Cores d Flores, Wandula, Charme Chulo, OAEOZ, Mordida, Ruido/mm, Trancargo, Deus e o diabo, Fuid, Sofia, Johnz, Matema e Gengivas Negras. Tivemos apoio luxuoso da Gazeta do Povo – e a menor cobertura jornalística por parte do jornal.

Eu não consegui parar. Acho que por aí, o Ivan já estava meio de saco cheio, afinal o que tinha começado como prazer tava virando obrigação. E o estresse era sempre o mesmo. A mostra cresceu, não dava mais pra oferecer nossa casa pros convidados. No sexto, quase caímos no mesmo erro e olha que os donos da casa apresentaram até documentos da prefeitura – que não eram definitivos. Uma checagem por parte da FCC indicou que não constava nos registros legais da prefeitura. Lá fomos eu e Ivan encarar outro dono de bar fdp (nem lembro o nome, mas era esse boteco que tem ao lado da casa vermelha). Voltamos pro 92, mas desta feita, tivemos o menor público de um Rock de Inverno, que aconteceu na primavera com

La Carne, OAEOZ, Stela Campos, Cascadura, Góticos 4 Fun, Gruvox, Goya, Mocambo, Terminal Guadalupe e Gianinnis

Os ventos mudaram

O cansaço era evidente, mas eu posso ser muito teimosa... inscrevemos no edital da Petrobras e não entramos. Os ventos mudaram. Foram dois anos sem o festival – e eu ainda não conseguia largar dele. Até que fui convidada a analisar propostas de um edital da FCC e soube que poderia, como qualquer cidadão, encaminhar à comissão um pedido de edital.
Assim o fiz. Assinada também por outros produtores importantes de festivais da cidade. Foi aprovado o primeiro edital do Brasil exclusivamente para festival de música independente (neste contexto, artistas sem vínculo com grandes gravadoras).

O Rock de Inverno 7, nos dias 24 e 25 de julho de 2009, foi um dos quatros projetos aprovados pela única edição que este edital teve. Tivemos quatro bandas de fora. Todos que tocaram receberam cachê, mesmo que simbólico. Tenho orgulho de dizer que quando pudemos, pagamos pra todos. Quando não pudemos, nenhum recebeu – mas também ninguém tirou do bolso pra vir tocar no Rock de Inverno.

Fellini, Mordida, Lestics, Koti e os Penitentes, Ruído/mm, Je Rêve de Toi, Heitor e Banda Gentileza, Beto Só, 3 Hombres, Diedrich e os Marlenes, Nevilton, Hotel Avenida, Pão de Hambúrguer e Liquespace. Patrocínio da cidade, através do Fundo Municipal de Cultura de Curitiba/FCC. Apoios: Livrarias Curitiba, Jornal do Estado, Influx e 91Rock.

Eu olhava pro lado, Rubens, Coelho, Flavio, Rafael.... olhava pro Ivan... meu, é o Fellini tocando no rock de inverno!!!!!! Lindo, emocionante... e eu fiquei nervosa, ansiosa e irritada (coitados do Ivan , da Mari e da Karla) quase mais que no primeiro. Podem até não acreditar, mas cada show que eu assisti (ou perdi, alguns poucos, por estar na correria) no Rock de Inverno fez minha existência mais especial. E não só porque praticamente todos se transformaram em pessoas mais próximas. Receber essas pessoas inquietas, sensíveis, exigentes e tão talentosas que recebemos pra mim foi um privilégio. E, modéstia à parte, conseguimos estar a altura, porque todos falam muito bem do festival. Não digo que fomos perfeitos, porque não o somos, nem pretendemos. Como a gente costumava dizer por aqui: somos amadores, mesmo, no melhor sentido da palavra.

Nunca quis que o Rock de Inverno fosse um festival grande maior. Prefiro a consideração de quem admiro. Porque o que eu gosto mesmo é desse contato próximo. E, depois dos shows trazer os amigos pra uma prosa ou gig aqui em casa. O prazer de ver uma banda destruindo no palco que você ajudou a armar e poder dizer: “eu sabia que isso ia acontecer e se deliciar com a expressão das pessoas ao redor”.Sempre amei ser platéia e com o Rock de Inverno (e OAEOZ) aprendi que posso estar escrevendo bem mais firme essa nossa história, daqui desse lado. E que fazer parte de algo maior – independente de se é algo grande ou não - é o que faz hoje ser tão especial e dá a chance de daqui uns dias ter todas essas boas sensações pra lembrar, como a gente tem. Valeu moçada De Inverno, vocês que fazem parte desse pedaço da nossa história. Valeu Rock de Inverno. E, em especial, de minha parte, valeu Ivan e OAEOZ. (adriperin)