7/23/2006

IRIS- CCSP - 01/abril/2005



pra fechar
Iris, no Centro Cultural de São Paulo
01 de abril de 2005
"Meia-noite"

LA CARNE - ROCK DE INVERNO 6



e aqui, outro inédito do La Carne, no Rock de Inverno 6, outubro de 2005, no 92 graus. "Desconhece o rumo mas se vai"

momento inesquecível

LA CARNE - Rephinaria - set/2004



e agora, retomando a programação da nossa TV De Inverno Records and the Corporation, nada mais nada menos do que uma raridade absoluta: La Carne, no Rephinaria, em Curitiba, em uma noite que rolou ainda OAEOZ, Cores D Flores e Ludovic (SP). O som é tosco, gravado direto da câmera, mas isso não tem a menor importância. Prevalece a performance absolutamente explosiva dessa que é uma das maiores bandas do país. e tenho dito. voltamos após os nossos comerciais.

OAEOZ - Horizontes - CCSP

7/22/2006

OAEOZ - Ausência - OUTS - SP - abril de 2005



aqui de novo o de ausência no outs, só que linkado direto.

OAEOZ - Mar Dividio - no Teatro Paiol

então. to começando a aprender a mexer com esse negócio.

esse video ficou meio esquisito, mas dá pra sacar.

oaeoz, no paiol, lançando o cd "Às vezes céu", em maio de 2005.

pra quem preferir ver direto no you tube, onde dá pra aumentar o tamanho da tela

o link é esse:

http://www.youtube.com/watch?v=3ZnbocmRbu8

7/19/2006

A cena musical curitibana não pára



Gruvox toca hoje na I Festa Tirana, no Porão Rock Club

Jornal do Estado de hoje

O ritmo é dado pela necessidade de fazer algo, não dá pra ficar parado esperando que as vontades se realizem como num passe de mágica. Esta é a dinâmica que move o circuito independente de música em Curitiba, a despeito das dificuldades que que todo mundo está cansado de saber, mas que nunca foram o suficiente para silenciar as gerações que surgem nas garagens para construir um caminho particular de fazer arte. Enquanto algumas portas se fecham, outras se abrem, novos endereços aparecem e outros ficam mais fortes, rostos jovens dão as caras nos palcos, produtores se revezam na missão de manter a programação musical na cidade. E assim surgem novos projetos: Tinidos, Prasbandas, UPE, Situação, Motorrad, bandas novas... é assim que a cena independente curitibana não pára. No final de semana, foi a vez do músico André Ramiro sair do palco para organizar uma festa com bandas da cidade e uma convidada, artes visuais e exibição de audiovisual. Hoje é a hora de outro rosto que vive no palco, fazer as vezes de produtor. Partiu do compositor Flávio Jacobsen, da banda Gruvox, a idéia da Festa Tirana – Música, pensamento e atitude, que quer ser um manifesto para unir, ao menos uma vez por mês, as “cabeças ativas e pensantes” de diferentes áreas artísticas. “A idéia é promover uma confraternização em diferentes endereços, entre amigos e pessoas da comunidade, para ampliar não só as redes de amizade, mas também os contatos e ações conjuntas”, comenta ele. Tudo começou das conversas e da vontade de fazer algo. “Estou trabalhando numa campanha política e descobri, convivendo com velhos comunistas daqui, que a radio estatal da Albânia, que transmitia como rádio oficial para os guerrilheitos na Guerra do Araguaia, tinha este nome – que é também o nome da capital da Albania que imagino seja um dos lugares menos visitados do mundo. Juntando todas essas referêencia e porque, simplesmente achei o nome irresistível, é que surgiu a festa”, diz e emenda que cada festa destas terá uma ou duas personalidades, digamos assim, em foco. (AP)

Intenção é ampliar público para as bandas

Nesta primeira festa Elza Campos e Ricardo Gomyde, ativistas políticos, são essas personalidades. “Não enquanto candidatos a eleição, mas enquanto pessoas ativas e dispostas a fazer algo de bom. É para colocar pessoas de diferentes universos conversando e, assim, ampliando o tipo de público que conhece as bandas curitibanas também”, argumenta Flávio Jacobsen.A intenção, adianta, é ano que vem criar uma rádio na internet que pode evoluir para uma emissora comunitária. “Ainda é uma idéia, mas quero levá-la adiante, a partir dessas festas, que são um primeiro passo. Agora é meter bronca”.As festas serão sempre com bandas – a próxima deve ser com o Terminal Guadalupe. E o lugar desta vez é o Porão Rock Club. “A cena local ainda vive muito a mercê dos empresários e um lugar como este mostra que ainda nos restam esperanças. As coisas vem e vão, mas a cena nunca parou”, diz. “Eu brinco que o que falta é alguém disposto a ficar rico as nossas custas, porque nossa parte, estamos fazendo. (AP)

Serviço:O que: I Festa Tirana, com Gruvox e DJ Ivanovick e Thais Glow . Quando: hoje às 22h. Quanto: R$7. Onde: Porão Rock Club (R. Carlos Cavalcanti, 1188)

7/14/2006

Deserto

Tantas palavras vazias
à meia luz
tem um deserto dentro de mim
a naufragar

não é verdade que eu minto
pra te machucar
apenas interpreto
pra sobreviver

voce só me procura
quando não quer existir
e agora o tempo passa
bem devagar

o mundo não merece
minha compaixão
mas vou insistir assim mesmo
até o fim

Hoje tem

7/11/2006

Shine On You Crazy Diamond

O anjo louco, doce e frágil se foi com seus olhos negros e todo aquele brilho. Mesmo que ele já tenha se calado há muito tempo, o mundo ficou mais triste. Pois as canções continuavam nos gritando de que existe um outro mundo além desse que a gente vive, entre contas e frustrações, compromissos e sorrisos vazios. Mas as mesmas canções teimam em sobreviver ao homem e ao mito. E aquele olhar e aquela voz vai continuar nos desafiando nos discos, filmes, imagens. Será que ainda teremos coragem de encará-lo novamente? De que adianta a luz no fim do túnel, se estamos cegos? De que serve a liberdade, se não há mais pra onde ir? Não responda. Caminhe para cá, não tenha medo. É apenas a expansão...


Shine On You Crazy Diamond

Lembre-se de quando você era jovem
Você brilhava como o sol
Continue a brilhar, louco diamante
Agora há um olhar em teu rosto
Como buracos negros no céu
Continue a brilhar, louco diamante
Você foi pego no fogo cruzado
Entre a infância e o estrelato
Arrastado pela brisa de aço
Vamos, alvo de risos distantes
Vamos, estranho, lenda,
Mártir, e brilhe!
Você buscou alcançar o segredo cedo demais
Você quis o impossível
Continue a brilhar, louco diamante
Ameaçado pelas sombras á noite
E exposto á luz
Continue a brilhar, louco diamante
Bem, você desgastou suas boas-vindas
Com precisão a esmo
Cavalgou a brisa de aço
Vamos, festeiro, visionário
Vamos, pintor, tocador de gaita,
prisioneiro, brilhe!

7/10/2006

Mais Overmundo

adri avisa:

aí moçadinha, tem texto novo meu no overmundo (www.overmundo.com.br) com o título Cabeças de Olhos muito vivo, é sobre o projeto Olho Vivo, bem legal, dos cineastas Luciano Coelho e Marcelo Munhoz. Pra que ela entre no overblog do site, é preciso ter votos. Vejam lá se curtem e votem....E preparem-se para encarar o Hermano Vianna em breve. Ele vem falar do Overmundo. O site parte de uma idéia bem legal, mas precisa de participação. é isso.abço

eu (Ivan), reforço:
então. não sei se vocês sabem, mas o Overmundo é um portal em que as colaborações dependem da participação de todo mundo pra ganharem destaque. Tem que fazer um cadastro (que é rápido, de graça e indolor) pra votar, deixar comentários e até colocar suas próprias colaborações, músicas, etc. Vão lá.

7/08/2006

Ausência - OAEOZ no You Tube

Confiram video do OAEOZ tocando "Ausência" no OUTS, em São Paulo, em 1º de abril de 2005.
É o primeiro vídeo que eu consigo colocar por lá
com o tempo, a gente vai postando outras raridades;
é só clicar aqui:

http://www.youtube.com/watch?v=hqK3zCwqVZo

7/07/2006

"Hoje pensei na minha morte, talvez porque tem horas que bate mesmo um fastio, uma sensação de kilometragem rodada, quando você percebe que tá caindo no mesmo erro recorrente de correr atrás de algo bom, ou de uma miragem de felicidade. As pessoas colecionam frustrações, como colecionam dívidas e eletrodomésticos. As pessoas querem ter filhos, comprar uma casa melhor, jantar em restaurantes caros, ter uma mulher melhor e um carro melhor. As pessoas querem se distinguir. As pessoas se masturbam na frente de imagens de computador, dançam em lugares com músicas sem alma, acumulam trabalhos. As pessoas arquitetam estratégias de sobrevivência, mas a senhora de preto que parece a Dolly Parton pisca pra você sobre um cadilac cor de rosa. "

Mário Bortolotto

leia a íntegra no atirenodramaturgo

6/29/2006

Festival Tinidos 2006

do Scream Yell

por Tiago Agostini

Sexta-feira, dia 9 de junho, dia de abertura da Copa do Mundo. Em todo o Brasil, grande parte dos 180 milhões de habitantes respiram futebol, se preparando para a estréia da seleção canarinho. Em Curitiba, no entanto, nos próximos três dias a atenção estará dividida com a música, na segunda edição do Festival Tinidos. De Copa do Mundo, apenas os comentários pelos cantos do Motorrad Bar, que abrigará o festival, e o jogo entre as bandas no sábado à tarde, no hotel do evento.
Na verdade, o Tinidos 2 havia começado já na quarta, 7 de junho, com um pocket show dos cariocas do RockTed na FNAC Curitiba. Na quinta, quem deu as caras pela FNAC foi o Phonopop, banda de Brasília que emocionou os presentes com um show acústico. À noite, largada no Motorrad, com shows de Mordida (Curitiba), Superlego (Umuarama) e Pelebrói Não Sei? (Curitiba).
Aliás, um dos avanços do Festival em relação à primeira edição foi o local. Quem se lembrava dos shows de Poléxia e Ludov no ano passado nem acreditava que aquele fosse o mesmo lugar. Depois de passar por uma boa reforma, o Motorrad Bar ampliou seu espaço, permitindo mais conforto para público e banda. Agora, podia-se andar e respirar com tranqüilidade, sem que o bar tenha perdido seu estilo rústico que dá um charme ao ambiente. Os cariocas do Moptop abriram o terceiro dia de Festival na FNAC. Fazendo o primeiro pocket show de sua carreira, o "Strokes brasileiro" fez as cerca de 60 pessoas presentes cantar e dançar suas músicas mesmo tendo que controlar o volume da apresentação. Um bom aperitivo do show "pra valer" do dia seguinte. À noite, quem abriu a festa no Motorrad foi a banda mineira Ímpar. Com um instrumental seguro, o powerpop da banda escorrega nas melodias vocais, doces e chicletudas demais, lembrando, às vezes, Roupa Nova. Em seguida, o Phonopop atacou com um show elétrico e mostrou porque é uma das bandas mais respeitadas do cenário independente desde 2001, com seu rock britânico redondinho. Destaque para as canções Cidade-Labirinto e Já Não Há Tempo, sendo que esta última dá título ao bom álbum lançado por eles em 2005.
Mesmo com o bom show do Phonopop, o público só foi se animar mesmo com os locais Dissonantes. Mostrando uma mistura de Beatles, The Who e Jovem Guarda regada a muito teclado no último volume, os curitibanos trouxeram o público para a frente do palco, fazendo todos dançarem com as ótimas Um Filme a Dois e Amor Retrô, além da cover de Não Vá Se Perder Por Aí, dos Mutantes. Depois de uma hora de show e de um bis recheado, a banda provou ao vivo ser a nova revelação Mod de Curitiba, seguindo os passos da Relespública e dos Faichecleres.
Quem esperava o frio de Curitiba pôde senti-lo na noite de sábado. Acompanhado de uma garoa fina, ele recepcionou todos que foram assistir à principal noite do Tinidos. O Imperdíveis (SP) aqueceu o público com um punk rock básico e enérgico, amparado na boa presença de palco do vocalista Anabela, dançando com o pedestal e levantando-o todo tempo. Pena que a banda amoleça nas baladas, arrastadas demais, contrastando com a empolgação dos momentos mais punk. O grande show da noite (e do Festival) ficou a cargo da Poléxia. A energia do show dos curitibanos é inexplicável. Poléxia não é apenas música: durante a apresentação, Neto (bateria), Rafael (baixo), Dudu (teclado) e Rodrigo (guitarra) vibram e sentem cada acorde, cada mudança de tom e ritmo; mais do que cantar e tocar, incorporam as emoções de suas canções, contagiando a platéia. A performance de Dudu, pulando e dançando o tempo todo, é um caso a parte. As letras, diretas (destaque para Aos Garotos de Aluguel, com o refrão "eu vou te dar o teu prazer, mas com amor é mais caro") e reflexivas (como em Melhor Assim, "às vezes é melhor chorar do que sorrir, às vezes é melhor calar e ressentir") dão o toque final às canções. Músicas novas, como Inércia, apontam que a banda segue no caminho certo com seu auto-intitulado "pop alternativo".
Para fechar noite de gala entram os convidados principais, o Moptop. Gravando o primeiro CD pela major Universal, os cariocas são hoje a principal promessa de estouro do meio independente no mainstream (mais ou menos o que o Cachorro Grande era em 2005). Representando o "novo rock" no cenário brasileiro (é impossível não compará-los ao Strokes, mesmo que em alguns momentos a voz de Gabriel Marques lembre bastante a de Rodrigo Amarante, do Los Hermanos), os cariocas fizeram um show bem mais solto do que o do dia anterior. O baterista Mario Mamede não economizou no peso e desceu lenha na bateria com as baquetas viradas ao contrário, comandando os pulos da platéia que se aglomerava em frente ao palco. E, em termos de comparação com o Strokes, músicas como O Rock Acabou, Moonrock e Sempre Assim não deixam nada a desejar. O único pecado foi o excesso de covers no show (quatro, entre elas Seven Nation Army, do White Stripes), que tirou um pouco do brilho da apresentação.
O domingo, último dia de festival, teve escalação 100% caseira, além do início mais cedo (afinal, segunda é dia de labuta...). Perto das 21h30, o guitarrista André Ramiro sobe ao palco e começa a mexer nos mais de 10 pedais que estão dispostos no chão. Sons estranhos enchem o ambiente e surpreendem os presentes. Depois de cerca de cinco minutos de distorções e sons diferentes, os outros quatro membros do Ruídos/MM sobem ao palco. Mas o show já havia começado. A banda honra seu nome, apresentando um show instrumental recheado de rock progressivo e experimentalismos, utilizando múltiplas afinações e texturas sonoras, numa apresentação intimista.
Na seqüência, para manter o clima, o OAOEZ apresentou sua mistura de progressivo, hard rock e psicodelia. Destaque para a ótima balada Dizem, reflexiva, pungente e direta ("Dizem também que mantenho uma certa distância que dura mais ou menos dois copos, mas que depois me solto") e para o som crescente da banda, que preenchia aos poucos cada centímetro do Motorrad.
Para fechar a noite, e o festival, Bangalô. A banda aproveitou o momento para fazer o lançamento de seu primeiro CD, Feito à Mão. O pop-rock da banda contagiou o público, fazendo os familiares e amigos cantarem juntos.
Quase uma hora da manhã de segunda-feira, final de festival, é hora de pegar o caminho da rodoviária. O som redondo e a qualidade dos shows deixam a certeza de que a viagem valeu. O Tinidos cresceu não só em dias nessa segunda edição, mas também em organização. Um bom incentivo e impulso para uma cena borbulhante, que cresce a cada ano, mas que soa ainda um pouco desorganizada, como a de Curitiba. No final, nem importou perder alguns jogos do Mundial da Alemanha por causa do sono. A boa música venceu.

6/25/2006

Videomaker "publica" mais de 100 vídeos de bandas curitibanas


(a Gazeta publicou hoje texto sobre os vídeos do Marcelinho no You Tube. Como o conteúdo da Gazeta na internet só pode ser acessado por quem é assinante, não tive como reproduzir aqui o texto na íntegra. Aí embaixo vai então o texto resumido publicado pelo site Tudo Paraná, da mesma Gazeta)


Marcelo Borges registrou os últimos 15 anos do rock curitibano

A cena rock da capital paranaense ganhou espaço na rede mundial de computadores. O site You Tube (http://www.youtube.com/) oferece 101 vídeos feitos pelo videomaker Marcelo Borges, atualmente radicado em Londres. São registros de shows, clipes e exemplares de sua produção como videoartista, que compõem um panonarama do underground curitibano dos últimos 15 anos.A banda Jully et Joe, por exemplo, aparece com seu primeiro vídeo, datado de 1991. Mas há também trabalhos mais recentes, como os produzidos para os grupos Poléxia, Sofia, Íris, Limbonautas, OAEOZ e Magnéticoss. Porém, o grosso da coleção são os registros do festival anual Rock de Inverno, que desde 2000 escala bandas de vários estilos para as noites de apresentações. Com isso a lista de artistas fica maior: Relespública, Cores D Flores, Plêiade, Loxoscelle, Trio Quintina, Zaius, Svetlana, Pelebrói Não Sei?, Magog, Excelsior, AAAAAA Malencarada, Quisto, Zeitgeist Co., Loaded, Criaturas, Zigurate, entre outros.Criado em 2005 pela empresa americana PayPal, o You Tube recebe e disponibiliza todo o tipo de conteúdo audiovisual. Em março deste ano, o site atingiu a marca de 20 mil novos vídeos cadastrados diariamente por internautas de todos os cantos do planeta. A busca é fácil e não é preciso fazer download.

Gazeta do Povo Online com informações do repórter Omar Godoy - Gazeta do Povo

6/06/2006

E lá vamos nós...




Depois de 8 meses escondidos, trabalhando, o ruído surgirá completo e pretende mostrar as novas tendências de estudo no domingo, dia 11 de junho no motorrad. Uma nave pronta para o ataque. Aqueles que lá estiverem, fechem os olhos e aguardem o contato para a transcendência. Será a estreia do piloto Giva na bateria...Somas são aceitos....
Oaeoz vai estar mostrando suas novas tendências também, uma apresentação recheada de canções que deverão compor o próximo disco. A nave quinteto prepara o ataque logo após da apresentação ruidosa, ou seja, continue de olhos fechados, mesmo no intervalo.... bons sonhos....

André Ramiro

Novos tinidos que se espalham pela cidade

OAEOZ é atração do último dia da mostra, domingo.

Jornal do Estado hoje

Começa amanhã a segunda edição do festival independente curitibano Tinidos, que vai se espalhar por três lugares este ano. Amanhã, a festa de lançamento será no korova, mas antes tem pocket show na Fnac, com entrada franca, da banda carioca Rock Ted, no lugar da Polar, ao lado de grupos do interior do Estado, da capital, de Brasília e Rio de Janeiro. Os shows completos serão no Motorrad, noite adentro.
Era para ser mais fácil esta segunda edição, mas como a vida de independente exige sempre um plano b na manga, com o Tinidos não está sendo diferente. A programação que segue até domingo não conseguiu um patrocinador e conta com apoios em forma de permutas - e as bandas convidadas de outros lugares estão pagando a viagem. Os apoios ajudaram na estadia dos músicos e aluguel de som. Mas faltam “detalhes” que não interessam para platéia e maioria das bandas, mas deveriam, no mínimo, porque provocam algumas reflexões - e também refletem a falta de incentivo e a tão discutida inexistência de uma política cultural. Não bastasse isso, ainda tem banda local que nem ajuda na divulgação. Mas, não é o caso de chorar as pitangas, pois se assim fosse, não teria Tinidos este ano – e ele taí.
De Umuarama vem a a Superlego, que toca na quinta-feira



“Achamos que por estar maior estaríamos mais sossegados. Mas não foi o que aconteceu, não estamos conseguindo nem pagar as passagens dos grupos convidados”, diz Fernando Souza, da produção.
É impossível negar que isso é sintoma de um retrocesso que agora parece engrossado até por bandas locais cansadas de “vestir a camisa”. “E da iniciativa privada que não vê no meio independente um potencial, não percebe que neste circuito tem um um público fiel e tem trabalhos bem feitos, coisa séria”, pondera Souza. As leis de incentivo, no caso de festivais anuais, se tornam quase inviáveis pelo tempo de trâmite que exigem. “Dá uma desanimada, porque a gente esperava ter patrocínio. Mas, também estávamos preparados para o que está acontecendo, já sabemos como é ser produtor de música aqui”, diz Souza.
Mas, não tem nada não, emenda. O segundo Festival Tinidos já está fazendo a trilha sonora da semana e o som vai rolar na Fnac e no Motorrad até o próximo domingo. O Projeto Tinidos também mantém um site (www.tinidos.com.br), com entrevistas, coberturas de shows e viagens, resenhas, agenda, rádio online e um guia de casas de shows, imprensa, bandas, selos e gravadoras. Somente em 2005, com apenas 6 meses de existência, o Projeto realizou 15 shows. (AP)
Programação Festival Tinidos
Dia 7
a 19h — Pocket-show com Rock Ted (RJ) e coquetel para a imprensa na Fnac (R. Viriato Parigot de Souza, 5000), sempre com entrada franca.
a 22h — Festa de lançamento do festival com discotecagem Tinidos no Korova Bar
Dia 8
a 19h — Pocket-show com a brasiliense Phonopop e debate sobre o rock independente nacional com a participação de Emanuel Moon (Relespública), Fernando Brasil (Phonopop),
Adriane Perin (Jornal do Estado), Getulio Guerra (PrasBandas) na Fnac.
a 23h — Shows: Mordida, Superlego (Umuarama) e Pelebrói Não Sei, no Motorrad Bar (R. Trajano Reis, 418), sempre com ingressos a R$10.
Dia 9
a 19h — Pocket-show com a carioca Moptot e debate com a participação de Marielle Loyola (Cores d´Flores), Abonico Smith (TV Educativa), Álvaro Jr. (Movimento Música Curitibana), Gabriel Marques (Moptop) na Fnac.
a 23h — Shows com Impar (BH), Phonopop, e Os Dissonantes, Motorrad Bar
Dia 10
a 23h — Shows com Imperdíveis (SP), Poléxia e Moptop, no Motorrad Bar
Dia 11
a20h — Shows com Ruído/MM, OAEOZ e Bangalô, no Motorrad Bar

Site do Festival - www.tinidos.com.br/festival

Contato - contato@tinidos.com.br

6/05/2006

Notícias do outro lado do Atlântico

Marcelo Borges está em Londres desde 2003 se dividindo entre a marcenaria e a produção de vídeos

Jornal do Estado hoje

O fotógrafo e vídeomaker Marcelo Borges completou a marca de 100 vídeos no You Tube, a maioria de bandas curitibanas

Adriane Perin

A história de brasileiros que vão tentar a vida em outros países não é nenhuma novidade. Alguns vão compelidos por afinidades estéticas e por considerarem que suas propostas artísticas terão mais abertura, além, principalmente, de mercado de trabalho. Foi essa combinação que moveu o fotógrafo e videomaker Marcelo Borges para Londres. A razão que o levou a tentar pela terceira vez - a menos aventureira, digamos assim, mas sem deixar o clima de mochila nas costas totalmente de lado – foi o fato de que em sua cidade natal era difícil manter em dia as contas mais corriqueiras. E se é para ir para outra cidade que seja um bem longe, nada de São Paulo ou Rio de Janeiro.
A jogada deu muito certo e ele passa bem, produzindo seus vídeos, trabalhando com gente que lança moda na música pop. Seu mais mais recente aliado para dar vazão as criações é o site You Tube, que permite a disponibilização de produções audiovisuais na rede mundial de computadores.
Na semana passada Borges atingiu a marca de 100 vídeos, vistos por mais de seis mil pessoas. Além de clipes de várias bandas brasileiras, tem as propostas mais conceituais de Borges, algumas inéditas outras já conhecidas como o Única Coisa. Aos poucos sua intenção é colocar no site tudo o que produziu.
Entre os clipes já disponíveis estão os da paulista Hurtmold, os da carioca Casino, além de vários de grupos curitibanos de diferentes épocas: Trio Quintina, Zeitgeist, Cores d Flores, OAEOZ, Poléxia, Charme Chulo, Ruído MM, Svetlana, Sofia, Eletric Haven, aaaaaamalencarada, Plêiade, Magnéticoss. Entre os inéditos estão os clipes que são trechos do DVD Rock de Inverno 5, com a performance de bandas como a inglesa Transcargo, na quinta edição do festival curitibano, cujo material completo está previsto para o segundo semestre.
Em Curitiba, Borges também foi dono de bar, dos históricos Poeta Maldito e The Hole e tem em seu acervo imagens, em vídeo e fotografias, do nascimento da cena curitibana de música que se formou em torno do 92 Graus, no começo dos anos 90. São mais 1, 5 mil negativos e acima de 150 horas de imagens em vhs – preciosidade que aguarda atenção para não perder o registro desse pedaço da história da música curitibana contemporânea.
Marcelo Borges está num momento muito interessante e produtivo em Londres. Se das outras vezes entrou driblando as autoridades britânicas e conheceu de perto as artimanhas que permitem a sobrevivência num ambiente underground de verdade, desta vez ele está com tudo nos conformes da lei. De quebra, faz viagens que são valiosas experiências de vida, como a de bicicleta pelo Reino Unido, ele e a namorada. decididos a entender quem são os ingleses no meio de tanta gente de outros lugares do mundo. Ele também tem outros projetos interessantes de documentários comportamentais em curso.
Ele também se garante com a marcenaria, ófício que sempre lhe deu prazer e lá rende uma grana. Isso entre um convite e outro para filmar festivais como o Glastonbury ou para fazer luz em algum clube que irradia música alternativa para o mundo, como o Neighbourhood. “È do Bem Watt, do Everything But The Girl. Fiz um dia de bobeira, a luz ao vivo para uns djs e era o cara quem estava tocando, gostou e me contratou”, contou ele. “O lugar é fresco e só tem gente famosa com suas garrafas de champagne”, conta sobre o lugar onde, há um ano, apareceu o vocalista do Blur para dar uma palhinha, curtiu o trabalho do curitibano e pagou os drinks. “Thanks, Damon”.
Agora, os próximos planos são ir para Polônia e Russia, de onde, com certeza, sairão novos documentários sempre com esse olhar de andarilho de Borges, que segue deixando pegadas fortes lá do outro lado e aqui. “São muitos projetos a vida ta boa, não dá mais pra reclamar’, diz.

Serviço
Para conhecer o trabalho de Marcelo Borges é só acessar:

http://www.youtube.com/profile?user=marceloborges