5/21/2013

Já falei pra vc, a minha solidão não é triste


Hoje eu vi meu coração! Eu vi!
E sei que ele está estraçalhado. Não quero antecipar, não quero me perder nessa confusão que enevoa o meu redor
Vc sabe o quanto vc é pra mim
 Dizendo coisas que só as estrelas algum dia, talvez, irão revelar
Eu sinto isso.  E me sinto bem nesse lugar e esta é a minha verdade, agora
Me sinto sozinho, mas não sozinho
Já falei pra vc, a minha solidão não é triste
Não sei como explicar isso, mas minha solidão é alegre.
Eu sinto a energia tua, do teu irmão, da tua irmã e, a maior de todas, desse amor que não cala nunca nesse peito estropiado
ela está arrumando o meu casaco! – não sabes o efeito que isso teve em mim.
Minha vida quase voltou – e isso nunca vai acabar.
Depois de todas essas besteiras que aconteceram tenho certeza absoluta
aquela criatura é parte de mim.
Eu quero continuar a viver, saiba disso.
Aqui e em outros lugares
Essa força dela me complica, então vou deixar pra falar outro dia
Meu pai já foi, minha mãe já foi,
Tua avó já foi e teu avô já foi
Restam agora poucas linhas para a gente dissertar
E eu me vejo tanto nas suas palavras guardadas
 E me atormenta notar isso e não conseguir te mostrar
Que depois de ter (ver) teu peito aberto, deem o nome que derem, essa é uma dádiva não revelada
Quem pode dizer quem é quem?
Minha vida toda,
a única coisa que vai sobrar é um caixão, as mãos tortas e as marcas boas que, porventura, deixou no chão
E assim vamos levando porque o gaiteiro tá tocando e o baile continua.
A vida é assim, cheia desses mistérios  e jamais competirá ao ser humano julgar
Não consigo me desvencilhar daquelas madeixas...
E isso não vai me levar a nada
Mas é tão mais forte que eu
 Uma força que foi transferida pra vc, pra ele e pra ela. É o que fica.
 Eu senti que vc escreveu,
É o que eu sei fazer nesta vida.
Às vezes eu me encho (da força, da lembrança) daquele teu bisavô
Com aquele bigode,
Um pouquinho interpretador da sabedoria
Aquele bisavô seu, ele foi um sábio
É o que eu quero pra vc: Sabedoria, fé, perseverança nos seus objetivos.
Nunca te condenei por nada que fez na vida,
Sempre tirei sabedoria do que vc fez. Te amo.
Esse dia, pra mim, é irreconstituível.

*******
Ele falava sem parar, balbuciando, às vezes, suas histórias que também são um pouco minhas e que me enchem de um sentimento de impotência diante dos dias que passam inabaláveis diante das dores e do que quer que seja. Já os vi desmoronar diante do espelho em que eu estava; toda uma história que parecia tão bonita mostrar as suas outras cores e traços. Laços esfarelando, amores desgastados, filhotes desgarrados.  E quanto mais o tempo passa, cavoca em mim essa vontade de saber o que não sei – sobre nós, apenas isso.
Um simples conserto de um casaco velho que voltou. Os trocados que saíram de um bolso vazio, a impossibilidade de levantar os pés
Um começo de conversa com voz forte que termina acabrunhada, banhada em lágrimas de saudade do abraço que foi negado.
Exatamente por quem tinha o menor direito de negar!
Fiquei com um gosto de adeus por todo o rosto. Não queria desligar, mas também já não sabia mais nem como ouvir... uma dor, assim, tão pungente, tira do eixo. 

5/07/2013

Dado Villa-Lobos & Projeto Dragão - minha nova empreitada



Taí, minha nova empreitada! Nem acredito direito ainda, e como diz o Ivan, é melhor nem pensar nisso agora. Pensem o que quiserem, pra mim, produzir um show de Dado Villa-Lobos é algo que ja-mais imaginei. Que isso tenha acontecida pela intervenção de um cara que admiro muuito, o Nenung, dos Darma Lóvers, é um detalhe que deixa os tons ainda mais fortes pro meu lado.

Esse cara ajudou a criar algumas das canções cantadas em português que marcaram profundamente não só a minha pós-adolescência, uma fase conturbada e dolorida, mas a minha vida - já que o tempo todo volto àquelas canções, também para não esquecer quem eu sou nesse mundo que me parece cada dia mais confuso.

Em resumo foi assim: Nenung gostou do jeito que a De Inverno trabalho no Palco De Inverno, na Virada da Corrente Cultural de Curitiba, em 2011, quando finalmente, depois de uma espera de dez anos conseguimos as condições mínimas para convidar uma banda do calibre da gaúcha Darma Lóvers.  Desde que eu e Ivan os conhecemos lá no longínquo 2001 (ou foi mais tarde, já não estou certa) em Goiânia, primeiro na sala de algum aeroporto e depois na van do festival, que tínhamos essa vontade. A julgar pelos resultados foi o momento certo pra tudo, porque o show do Dharma foi algo indescritível pra mim - e olha que teve Jair Naves, Mopho, Pão de Hamburguer, Gentileza....

E eu que achei que já tinha vivido "o momento", quando Nenung me veio com esta ideia de que pensava em convidar o Dado (qual Dado?) para fazer um show para arrecadar fundos para a comunidade budista aqui  de Curitiba. "Você quer produzir??!!" Nem sei mais como respondi, devo ter estalado os olhos e dado um suspiro gigante e, sem acreditar de verdade, falado algo como: "Uau, vamos lá".
Mas, de verdade, achei que era mais uma daquelas conversas simpáticas que ficariam no meio do caminho. Nada, Nenung não é esse tipo disperso de pessoa, levou mesmo adiante e ano passado, intimou: "Então, vamos fazer?".

Tem hora que não dá pra voltar atrás!

E aqui estou eu agora, escrevendo esse texto sem saber exatamente para onde ele vai, sem saber exatamente o que dizer sobre estar produzindo um show de Dado Villa-Lobos.... e quando ia escrever 'sem saber até o que ouvir', eis que o Correio buzina na frente de casa com os discos de quem???!!

E isso mudou o rumo da conversa! Me fez deixar pra "pensar nisso" depois. Basta, por ora, esse frio na barriga, esse nó no estômago e na garganta, o sono que parece querer ficar longe pra sempre e os pensamentos que não param nunca, procurando sempre lembrar o que falta fazer pra tudo correr bem...

Agora, é a hora de colocar o carro na rua pra todo mundo ver!

Meu imenso obrigada aos que toparam estar junto nessa: Luigi (sempre!), Tecnicópias, Rádio Mundo Livre, Hoteis Slaveiro, Fundação Cultural de Curitiba e construtora Thá! O apoio de vcs tem um valor muito maior do que vcs gastaram ou abriram mão de receber, estejam certos disso!

E ao George Sturaro que é produtor dessa empreitada tanto quanto eu. Esteve sempre perto resolvendo!

Então é isso: show de Dado Villa-Lobos & Projeto Dragão, dia 01 de junho de 2013, às 20h, no Teatro Paiol.

Na próxima semana mais notícias - e quem sabe eu consiga escrever algo de verdade sobre isso tudo - e ingressos antecipados com preço camarada! (adri)





Em tempo: O “Dharmastock”, nome do evento em que Dado toca, é uma promoção do centro budista Chagdud Gonpa Dordje Ling ( http://www.dordjeling.org/dordjeling/) com a finalidade de arrecadar fundos para a construção de um templo tradicional budista voltado para proporcionar o acesso ao aprendizado e prática da meditação de acordo com a tradição budista autêntica. Filiado ao Chagdud Gonpa Khadro Ling ( www.templobudista.org ), o maior centro budista da America Latina, o de Curitiba desenvolve trabalhos regulares abertos a comunidade e conta com dois Lamas residentes, professores treinados extensivamente e autorizados a ensinar e dar suporte aos praticantes de meditação. Dado, apesar de não ser um budista praticante, tem uma simpatia e interesse declarados pela pratica budista. 


4/27/2013

Vincent Van Gogh

"Na sala de aula, tal como em seus textos, Huysmans defendia ardorosamente uma nova maneira de pensar a arte - uma nova maneira de criar e olhar. Rejeitava os "truques e técnicas" que por tanto tempo tinham sido os elementos dominantes nas escolas de arte, e insistia que os alunos procurassem "o poder da expressão". (...) Desdenhava airosamente a precisão técnica e incentivava os alunos  a "desenhar a impressão que causa o objeto, e não tanto o objeto em si". Ao desenhar um muro, dizia ele, "o artista que copia cada bloquinho de pedra e cada pincelada de cal não entende sua vocação: devia se tornar pedreiro".

Constantin Huymans foi um dos professores de Vincent Van Gogh, na escola Rijksschool Willem II,, em Tilburg ( Holanda), internato no qual ele estudou ( ou foi exilado pela família, na visão dele)  por volta de  1866-67. No lugar, um antigo palácio com seus jardins reais doado pelo rei holandês para ser usado no ensino secundário, o jovem Van Gogh se sentia sozinho, deslocado e abandonado pela família. Estou lendo a biografia do pintor, Van Gogh - a Vida, de  Steven Naifeh e Gregory White Smith, 1025 páginas sem contar as notas, das quais li até agora míseras 36 folhas, mas já deu pra sentir o 'peso' da existência nas costas do rapaz, filho de pastor presbiteriano e uma mãe rígida no dever e nas aparências.

A História da Educação é muito interessante. Sempre que leio biografias de pessoas interessantes, a questão da educação é um capítulo à parte. No texto que reproduzi acima, o assunto é "a estrela cintilante" do corpo docente de Tilburg, Huymans principal pedagogo holandês da época que defendia o desenho como importante instrumento de preparação dos jovens para enfrentar os desafios da nova era de então, a industrial . Ele sustentava que "a educação artística era a chave para uma nova idade de ouro na Holanda: o sucesso econômico por meio de um desenho melhor. O aluno que aprendesse a desenhar bem não só adquiria 'um olho rápido e seguro', prometia, mas também desenvolveria um intelecto 'acostumado à atenção constante' e alerta às 'impressões da beleza'". Interessante teoria e isso na mente inquieta e ainda em descoberta do menino Van Gogh terá um efeito explosivo, já dá pra pressentir, pra quem conhece um pouquinho da história dele.
Um professor que estimulava o que a família não gostava muito. As caminhadas solitárias pelo locais ermos que lhe despertaram o olhar para os detalhes, ganharam a versão escolar para desenhar ao ar livre... muito bacana perceber nestes primeiros passos mostrados pelos biógrafos, a formação das características, qualidades ou defeitos, que depois seriam o combustível também para a arte visceral que não se descolava da vida.
O professor defendia que a educação artística deveria aguçar o poder de observação e em seu método o estudo das obras de arte em sala de aula ocupava papel de destaque.
Pausa para pensar no efeito disso na mente de uma pessoa aos 13, 14, 15 anos. Inevitável a comparação com o que aconteceu em mim quando, pasmen, apenas em uma sala de aula de faculdade, vi algumas obras de arte. Não esqueço do professor de História da Arte se esforçando para melhorar a imagem dos quadros que projetava na parede baleada da sala de aula da Universidade Estadual de Ponta Grossa. Coloco o impacto daquelas aulas em mim, entre as coisas mais incríveis que me aconteceram. Lembro de uma vez que saí tão emocionada que não conseguia falar, tinha vontade de chorar por um misto de tempo perdido por só ter conhecido aquilo tudo "tão tarde" (rs) e de alegria pelas tantas portas e janelas que pareciam se abrir. Agora, imagina isso, fico pensando, na mente genial (pro bem e pro mal, outra vez) de um Vincent Van Gogh... O fascínio por um professor que abria sua vasta biblioteca e compartilhava  também as histórias de convivência  com artistas importantes em temporadas parisienses. ..
De encantada fico pasmada no parágrafo seguinte em que Naifeh e Smith narram que Van Gogh sequer cita o cara; que parece ter passado 20 anos, até que tudo aquilo que o mestre ensinara o reencontrasse. e ainda reclamou, em suas famosas cartas, que ninguém ensinou algumas lições que tivera bem ali, ainda menino. esses artistas... tsc, tsc!

Bem, este é apenas o começo de uma história cheia passagens atormentadas e relações tumultuadas e tumultuosas, de um dos gênios da história da humanidade. Lá vou eu.

4/26/2013

meu abacateiro em fruto






Chegou a temporada do abacate. O pé tá pra lá de carregado. E descolei um apetrecho que vai ajudar a chegar mais alto. Mas, ainda precisamos de amigos altos. Com a temporada do abacate é chegada a época de comida mexicana. Mas, este ano quero inovar e ir além da guacamole  e do chilli. vamos ver o que acontece.

4/09/2013

Banda imof lança vídeo colaborativo de "Um silêncio novo na casa"



A banda curitibana imof se apresenta neste sábado (13/04), no TUC, em show que marca o lançamento do clip da música “Um silêncio novo na casa”, editado por Luigi Castel e produzido pelo próprio grupo. O clip foi editado a partir de vídeos caseiros de bichos de estimação enviados por internautas, fãs e amigos.

A canção que dá título ao videoclip foi composta pelo vocalista da imof, Ivan Santos, a partir de texto escrito por sua esposa, a jornalista Adriane Perin, em homenagem ao cachorro pastor alemão do casal, Dógui, morto em 2010. A música foi lançada originalmente no single de mesmo nome, gravado pelo grupo no ano passado.

Em fevereiro, a banda convocou as pessoas a participarem do clip da canção, enviando vídeos de seus bichos de estimação. O material recebido foi editado e se transformou em um trabalho colaborativo que faz uma singela homenagem a esses amigos queridos – os que já se foram e os que continuam por aí, alegrando nossos dias com seu carinho, lambidas e estripulias.

A banda imof é formada por Ivan Santos (voz, violão e guitarra), Aguinaldo Martinuci (piano e guitarra), Fernando Lobo (baixo) e Osmario Jr (bateria), todos com longa história na cena musical local. Ivan foi vocalista e compositor da banda OAEOZ, e é o criador, junto com  Adriane Perin, do selo De Inverno e do festival Rock de Inverno. Osmário integrou as bandas CMU Down, UV Ray, Dive e Sofia; Fernando Lobo tocou com ESS, Tod´s e Goticos 4 Fun, além de atuar também como produtor, e Martinuci encabeça o projeto Stilnovisti.

O primeiro single – “Um silêncio novo na casa”, com três faixas, foi quase todo gravado em casa – só as vozes foram captadas no estúdio Audio Stamp –e foi lançado pelo selo De Inverno no início de agosto de 2012. Gravação e mixagem são assinadas por Luigi Castel, com assistência de Fernando Lobo.


Link do vídeo:


www.deinverno.blogspot.com
Contato: deinverno2@gmail.com 

Serviço
Show com a banda imof
Sábado, 13/04 às 20h
TUC (Galeria Júlio Moreira – Centro - Setor Histórico)
Telefones: (41) 3321-3312

Ingresso a R$ 5,00

3/26/2013

imof no TUC lançando o vídeo de "Um silêncio novo na casa"



Dia 13/04 tem imof tocando no TUC e lançando o vídeo de "Um silêncio novo na casa". Vídeo esse editado pelo Luigi Castel, a partir de vídeos de bichos de estimação enviados pelas pessoas pra nós, ou seja um trabalho colaborativo, que tá ficando muito legal. Esperamos todos lá pra celebrar com a gente!

2/16/2013


As  folhas secas pelo inverno no chão do quintal tingem o dia de um vermelho que quase não se vê, perdido nas manchas rubras que o tempo carrega sobre elas.  O dia de sol abre o céu no prédio de vidro azul e a grama cortada, e molhada, se agarra em minhas pernas
Mas, teu rosto reflete a mesma aflição que  vê no meu.  E eu fico sem palavras sempre que chego em casa. Quando a porta se abre antes mesmo do rodar da chave, ganho meu melhor momento do dia.  Só quero um abraço.
Nunca busquei a proteção, mas encontrar aquele olhar no fim do dia é tudo  que quero querer hoje. E  é quase mais do que posso suportar quando a saudade bate na porta anunciando que a madrugada chegou,
Irreprimível e imbatível, 
entardecer após entardecer
Trazendo nos ombros o peso de outro dia que escorregou da palma das mãos abertas, sujas da terra remexida que se mistura com a pintura azul escura da unha descascada. Não, não pinto minhas unhas de vermelho há muito tempo.  Não se espante.
Até que o alvorecer receba os carros e, quem sabe, tinja aquele pedaço de céu com os vários tons que o vermelho traz em si, passeando em alaranjados brincalhões que fazem meu peito quase parar naquela curva
Só pra se iludir que o tempo é meu e que podemos fazer o que quiser com ele. E podemos.  Não é? Mas, nem sempre quero. Ou nem sempre sei que podemos. Às vezes, tudo é meio escuro mesmo em dias como os de anteontem. Noutros, o cinza que cobre o céu abre no sorriso a tranqüilidade de quem sabe quem tem ao lado. E que encontra a felicidade logo depois  daquele portão. 

1/22/2013

imof ao vivo no "Revista Curitiba" da ÓTV



Nesta quarta-feira, 23/01, tem imof ao vivo no programa "Revista Curitiba", da ÓTV, a partir das 22h35, tocando e falando sobre o video colaborativo da canção "Um silêncio novo na casa". Pra assistir é só sintonizar o canal 11 da Net, ou o site da ÓTVhttp://www.otv.tv.br/otv-ao-vivo/

1/16/2013

Ah, a chuva!


"Escrevo, pois desse jeito sinto-me bem perto,
como um sopro que uma hora chega.
Conto dos tons que o mar fez em mim,
de como sonhei com cavalinhos.
Tenho ido sempre ao mar,
ele está na porta da casa que não é minha.
Então caminho por dunas, vislumbro desertos".

Do livro, Nós, de Gabriele Gomes, que curto muito. Volta e meia abro uma página aleatoriamente para ver o que a palavra tem a me dizer. Em 99% das vezes me identifiquei com o que li. Neste, para ser mais eu, só  colocaria as árvores, as florestas e seus tons, que conversam e me tranquilizam mais que os oceanos.

Ah, e a chuva e nosso amigo vento, claro!





1/15/2013

Participe do clipe da banda imof



Olá!

Esta mensagem é, na verdade, um convite especial, e se quiser compartilhar, agradecemos. Somos a banda curitibana imof, composta por Ivan Santos (voz, violão e guitarra), Martinuci (guitarra, violão e piano), Osmário Junior (bateria) e Fernando Lobo (baixo). Temos uma canção chamada “Um silêncio novo na casa” (que pode ser ouvida aqui), cuja letra, escrita (e vivenciada), por Ivan e sua esposa, Adriane Perin, fala sobre a perda de um grande amigo, o pastor alemão Dógui. Estamos com um projeto de gravação de um clipe para esta música e é ele que nos traz aqui, para pedir que participem com a gente desta nova empreitada. É bem simples participar e, apostamos, que será muito legal para todos relembrar bons momentos passados com nossos grandes amigos – os que estão ao nosso lado e os que não estão mais, mas deixaram suas ‘pegadas’ nas nossas vidas.  Cachorro, gato, porquinho da índia, pássaro, lagartixa, peixe, não importa qual é o seu melhor amigo – nós gostaríamos de vê-lo no nosso clipe.  Para isso, basta que vc envie imagens filmadas deles para que a gente possa juntar tudo e fazer essa bela homenagem a estes seres capazes de tornar nossos dias mais especiais.

Gostaríamos muito de contar com a sua participação e ajuda neste projeto. Na medida do possível, os nomes dos bichinhos e seus respectivos donos, ou melhor dizendo, amigos, serão creditados.

Os vídeos devem ser enviados em arquivos compactados para sites como o  SENDSPACE.COM, ou o 4SHARE***, com informações para contato, e com os nomes dos “melhores amigos” e seus responsáveis. E enviar o link pra gente, pelo blog (deinverno.blogspot.com), Facebook ou no email  deinverno2@gmail.com. Vamos esperar pelas próximas duas semanas a chegada das imagens – até o final de janeiro, portanto.

* o convite também se estende para quem tiver interesse em participar de outra forma, e que ajude de maneira colaborativa, a realização deste projeto.
Sejam todos muito bem-vindos!!!

Obrigado por ler até o fim,
Um forte abraço,
E um excelente 2013!!!
Imof/De Inverno Records!


***Sugerimos este último, porque o consideramos mais seguro e simples de usar, bastando um simples cadastro para mandar arquivos de até 2gB.

1/04/2013

História do Rock Curitiba - parte 10

A última da série sobre a " menina dos olhos de muita gente", a cena musical curitibana.

História do Rock Curitibano -parte 8 e 9

Penúltima e antepenúltima reportagens da série publicada em 2001, na Gazeta do Povo. Alguns destaques, algumas apostas...


História do Rock de Curitiba - parte 6 e 7

Mais dois pedaços da série com dez reportagens, publicada no Caderno G, Gazeta do Povo, em 2001. Aqui, começo a falar da história que eu também vivi um pouco, a cena curitibana dos anos 90.



Estante nova e velhas canções


“ Quando ventar, uma bela flor me chegará
 Quando ventar eu acharei o meu lugar
 Quando ventar com o vento eu irei dançar
Eu vou voaaaar
entre maçãs (não) vou ficar
Quando ventar ente maças não ficarei
Quando ventar meu coração eu buscarei
Quando ventar me espalharei ao chão
Quando ventar eu sentirei meu coração
Quando ventar  nova vida começar
Eu vou voar,
ente maçãs (não) vou ficar”

Na estante nova, as velhas e boas canções terão sempre um lugar especial. Dá uma sacada no segundo som que ouvi hoje, esse aí de cima. Acordei  tarde, a casa em silêncio, o dia cinza. Queria achar um disco e achei outros na tal estante nova que está, ainda recebendo aos poucos, a nossa trilha sonora.  Neste tempo, ganhei outro presente que me permitiu viajar ainda mais no tempo, um aparelho de som “3 em 1”. Quem lembra deles, que eram o “must” lá nos idos dos primeiros anos de  80. Tanto azucrinei que ganhei de presente de 15 anos um desses: um Sanyo ATR 10D, com rádio, toca disco e dois tapes – e isso era o máximo porque eu podia, também, copiar de cassete pra cassete.


Eu fazia miséria. Ganhei esse som poucos antes de sair da casa dos meus avós e vir morar em Curitiba. Mas, foi nos meus primeiros anos em Curitiba que esse aparelho de som foi meu melhor amigo, companheiro com o qual compartilhava todas as minhas muitas lágrimas de saudade, de falta e, quem sabe, de medo diante da incerteza do mundo completamente diferente que se apresentava na minha nova cidade, Curitiba. Foi neste som, já morando aqui, que ouvi incansavelmente em 1986 o disco The Final Cut, do Pink Floyd, a primeira banda “louca” que conheci de verdade. Eu ouvi tanto esse vinil, deitada no chão do meu quarto, escuro, com  a cabeça entre as duas caixas de som. .. Tadinhos dos meus pais, nesta época. Eles se preocupavam comigo ! Isso entre 85 e 88, meus primeiros  três anos morando em Curita antes de ir pra faculdade sem imaginar que aí, sim, é que tudo mudaria de um jeito que eu jamais imaginara. Até então, eu me distraía ouvindo Legião Urbana,   RPM,  Kid Abelha e muito rádio, de onde gravava as tais fitinhas.

Pois em uma de nossas mudanças, não perguntem como, resolvi deixar esse tal Sanyo pra trás, entre os destroços e revistas velhas... quando me dei conta da merda que tinha feito era tarde demais. Mas,  às vezes a sorte bate a nossa porta outra vez e eis que este ano fui na casa da amiga Gilce tomar um café e lá no cantinho da sala avistei  o “meu 3 em  1”. Quase chorei e não perdi a chance: se um dia for vender ou passar adiante, lembre de mim, Gilcinha!  Primeiro ela trouxe alguns vinis preciosos que já mostrei aqui. A pouco mais de uma semana recebi uma mensagem : estou dando o aparelho de som vc quer? Vamos levar aí, é agora ou nunca. rs” Já era tardão da noite e nem hesitei e respondi com um simples: “ quero sim”!
Meia hora depois ele chegava em casa. E está perfeito, com tudo funcionando, já ouvimos vários discos – há, o som chuviscoso do vinil combina muito com Curitiba e seus dias deliciosamente friozinhos como o de hoje, em pleno janeiro!!!! 

Aí foi a vez de encontrar algumas fitas cassetes, como esta que estou ouvindo agora.



Os clássicos do Cores d Flores, com a formação clássica da banda, aquela que a gente conheceu de perto quando eu recebi das mãos do meu editor de Caderno G, Paulo Camargo uma fitinha cassete de uma banda cuja vocalista conhecia Renato Russo, algo assim. “Veja o que é, achei a tua cara e acho que pode render uma história legal”, com essa orientação recebi a tal fitinha e ainda lembro quando a colocamos para ouvir no scort verde, voltando pra casa do trabalho. O Ivan logo lembrou: é aquela banda com a garota cantando que vimos no festival da Federal (2.º Leite Quente, em 98), lembra, que foi a  que a gente mais gostou". Eu não esqueci mais.
A tal guria, Mariele Loyola, dias depois foi a um show d’OAEOZ no James, depois ela Mackoy e Vivi foram lá em casa numa festa junina. Lembro claramente deste dia, com o fogão a lenha aceso na casa das jabuticabas. Assim começou uma amizade que eu sei que não vai acabar nunca. Não lembro se foi essa mesma fita, acho que não, mas aqui está a que me reecontrou  e com ela algumas das canções que continuam entre as minhas preferidas, criadas por  Cores d Flores, Mariele, Mackoy, Deiwerson, Douglas e Francis!  A fita cassete com um texto de apresentação do Ivan. Repertório: Filme, Com Cores de flores, Palavra Dita, Um dia Só, Maçãs, Achados e Perdidos, Até breve! Clássicos da 'música curitibana", clássicos da música alternativa brasileira, uma das bandas com um dos shows mais poderosos que eu já senti. Eu me acabava de tanto dançar e cantar nos shows deles! Eita nóis!!!! Não é nostalgia, não! É saber o que pode fazer a diferença na vida da gente!.

12/21/2012

História do Rock Curitibano - parte 4 e 5

Mais um pedaço da série de reportagens publicada no Caderno G entre 16 de setembro e 18 de novembro de 2001. Mais um pouco de anos 70 e chegando nos 80. Lembro da entrevista com o Kaven, da Carne Podre -  seria ela mesmo a primeira banda punk brasileira? E  o auge do Blindagem e da parceria com o Leminski, com direito a presença do primeiro baterista da banda na foto, o Marinho Bocão, um cara que conhecemos logo na nossa chegada aqui em Curita, bem antes da Gazeta e tudo mais e que se acabou, do pior jeito, nas ruas de Curitiba. Tem também Paz Armada, BAAF. E a new wave e o psycho curitibanos. E o Cemitério de Elefantes.


12/13/2012

Roda de capoeira

Essa semana o que não falta é roda de capoeira. Mais uma com a turma do Força da Capoeira.

12/07/2012

História do Rock Curitibano - parte 2 e 3

a segunda e terceira de dez reportagens sobre o rock de Curitiba, publicada na Gazeta do Povo, no Caderno G, entre entre 16 de setembro e 18 de novembro de 2001. Anos 60 e 70.




12/04/2012

História do Rock Curitibano - parte 1

Uma das mais importantes reportagens ao longo dessa minha caminhada como jornalista foi uma série publicada no Caderno G, da Gazeta do Povo, entre 16 de setembro e 18 de novembro de 2001: História do Rock Curitibano. Foram dez capítulos publicados nas edições de domingo. Algumas das mais emocionantes entrevistas que fiz com os artistas locais foram para esta empreitada. Lembro da conversa com Paulo Hilário e com o Ivo Rodrigues. Com o primeiro, em sua casa, com ele me mostrando todo seu acervo enquanto contava histórias até o momento em que questionei, impertinente que só,  porque eles não investiram em música própria como fizeram a grande inspiração deles, os Beatles. E ele pacientemente, e com visível emoção nos olhos, me fez ficar quieta ao ouvir um desabafo que fez eu me tocar que estava indo  além, achando que sabia mais do que sabia da vida. A conversa com o Ivo foi em boteco próximo da casa dele, e este sim me fez chorar, mesmo, junto com ele. Como poderia ser de outra forma ouvir as histórias com toda aquela força, que só pode vir de alguém que deu sua vida por algo que ama muito. Falei algumas outras vezes com  o Ivo, mas esta foi a mais inesquecível. Espero encontrar nas fitas cassetes que estou digitalizando essa entrevista completa.

Também foi igualmente emocionantes falar com um cara chamado  Edison, da banda Excelsior. Saí dessa conversa convencida que teve gente começando a fazer música própria antes d' A Chave. Edison me levou a seu estúdio e não parava mais de falar e cada vez que mostrava uma coisa, uma nova história o fazia procurar outra - até que ele achou uma gravação inédita no meio daquilo tudo. Não lembro onde é a casa dele, mas sei que ele vive pela região central e vou encontrá-lo novamente.

Foram dez textos dominicais que trataram da chegada do rock em Curitiba, na década de 50, até o começo dos anos 2000. Muitas histórias ficaram pelo caminho, afinal eu só tinha uma página de jornal. Mas, o efeito desse trabalho ficou para sempre em mim - e pelo que vejo ficou também com algumas outras pessoas. Eu nem tenho palavras para dizer o quanto isso é importante  pra mim - valeu José Carlos Fernandes, que apostou junto comigo na pauta. Acho que se eu não tivesse feito mais nada no Caderno G, meus seis anos de Gazeta já teriam valido por essa experiência.

Bom, pela vontade de não deixar um projeto morrer - e também atendendo a pedidos - encontrei essas reportagens digitalizadas e vou disponibilizar aqui no blog.  Eu as tenho, para quem precisar, em tamanho maior e mais fáceis de acessar. Também imagino que Gazeta e Biblioteca Pública do Paraná tenham esse material. Se eu fosse um tantinho mais organizada e centrada colocaria junto com este texto alguma (s) das entrevistas degravadas. Mas, não sou assim tão organizada e sempre encontro essas coisas no meio de prazos que estão exigindo minha atenção. Porém, como esta semana ainda falei disso vou logo começar a colocar esse material no blog e na sequência a gente vê o que mais consigo fazer.

Aqui está a primeira reportagem da série: História do Rock Curitibano:

11/27/2012

Estante nova

Tudo encaminhado - ou melhor mais ou menos encaminhado, porque ainda são muitos os Cds, livros e afins para organizar. Mas, o primeiro passo foi dado, a compra da estante, e com ele as intermináveis arrumações da minha vida. Nunca fui das mais organizadas, reconheço, talvez por isso fico sempre tentando arrumar a casa e ela nunca parece pronta. Pra ajudar, são dois jornalistas em casa, e jornalistas do século passado, o que significa muitos papeis por perto e um apego desgraçado, de minha parte, a algumas revistas, rabiscos, cadernos e blocos - e essas coisas do passado. Mas, o bom dessas arrumações cíclicas é remexer também nas passagens importantes que estavam lá juntando poeira. e foi assim, outra vez, semana passada. Aproveitei para digitalizar algumas preciosidades como estas aqui: Ella Guru, banda de Londrina que namoramos pra trazer para um Rock de Inverno, mas não deu tempo; Beto Só e os Solitários Incríveis, disco que ganhamos do Ju, do Phonopop, na primeira vinda deles para tocar em Curitiba (Ivan me ajude com as datas, foi antes da De Inverno nascer, oficialmente??!!!). Por alguma razão, ele achou que a gente ia curtir "a outra" banda dele.(Nada é por acaso, já dizia há tempos  Cores d Flores); Johnz e suas canções românticas pra cantar; Astromato, a banda campineira que marcou época no independente brasileiro como uma das primeiras a apostar na língua portuguesa - também tentamos trazer, mas também não deu tempo.  Hoje em dia, ela é Radiare e seguiu na mesma linha: belas e confessionais canções que falam do (nosso) tempo que não para, segue o seu rumo; La Carne de um tempo em que, confesso, não dei muita atenção aos caras (tsc, tsc, Adriane!)Mas, acho que me redimi, né, queridos e doces bárbaros? E  o convite pra festa de um ano da Polexia, com momentos marcantes pois havia canções que o teatro todo cantava junto. Foi de chorar de tão lindo ver aquilo acontecer!








E, por último, o mais especial dos achados do acervo De Inverno: o show no qual foi gravação Take Um, disco ao vivo d'OAEOZ, no auditório Antonio Carlos Kraide em maio de 2001. O disco foi lançado em 2002. Eita aninho foda, esse 2001! Estava muuuito frio no Kraide, lembro bem: Foram duas lindas Noites De Inverno. Esta é uma cópia em VHS nos concedida por Marcelo Borges, que tem os originais captados em um formato para o qual não temos mais câmera para ver. Ela está indo daqui a pouco para as mãos de um especialista que vai limpar esse mofo que tá começando a deixa-la branquinha, e digitaliza-la. De pedacinho em pedacinho a gente mantém a nossa história viva.