10/31/2010

cenas de um domingo



foi bem calmo aqui em casa, o domingo, 31 de outubro de 2010, em que elegemos a primeira mulher presidente do brasil.

10/27/2010

Mofonovo - Jully et Joe



O grande Neri Rosa continua publicando em seu blog Mofonovo, grandes pérolas perdidas do rock independente de Curitiba e do Brasil. A mais recente é uma compilação de gravações da lendária Jully et Joe, banda do final dos anos 80 início dos 90 que tinha em sua formação JR Ferreira, Rubens K, Luciano Vassão e Marcus "Coelio" Gusso, além de outro guitarrista de nome Rafael que não cheguei a conhecer. Só alguém antenado e com conhecimento de causa como o Neri poderia ter a generosidade e desprendimento de trazer esses trabalhos à tona novamente. Fico muito feliz, pois a Jully é uma daquelas bandas que foram fundamentais pra mim. Ao lado do Beijo AA Força, a Jully foi uma daquelas bandas que me impulsionaram a querer também fazer minha própria música. Me mostraram que a gente não precisava só ficar pagando pau pras gringa. Que a gente podia fazer aqui mesmo, e por nós mesmos. Bastava ter vontade e determinação pra isso, e não ficar choramingando, nem esperando que alguém fizesse por nós.

Jamais esquecerei daquela tarde de domingo em que levados por um amigo de nome Felipe - que havia sido sócio do JR em um bar - nos levou até o 92º pela primeira vez, e justamente em um dia que se apresentaram CMU Down e a Jully. Nossas vidas não seriam mais as mesmas desde então.

Não por acaso, algum tempo depois, teria a honra de me tornar amigo e parceiro do Rubens. E hoje, o Osmário Jr, então batera da CMU Down, está nas baquetas da Hotel Avenida, ao lado de Jansen Nunes, da Magog, no baixo. Como bem diz o Flávio Jacobsen, tenho o privilégio de tocar com os meus "ídolos".

vão lá no Mofonovo, baixem, conheçam, escutem.

P.S: O Jr deu o toque. Nesta quarta-feira tem UV Ray, outra banda que ele tocou, as 22:30 no ciclojam (Canal Futura).

10/25/2010

pão de hamburguer e mulheres negras


os mulheres negras continuam sendo geniais!!!

Foi um final de semana cheio de bons shows. Fui a très,vi dois. Pão de Hambuguer no Jhon Bull Pub, sábado, e Os Mulheres Negras no Jokers, no domingo. Aproveitei pra experimentar meu presente novo. Só que fiz barberagem e fiquei com pouca memória pra gravar mais coisas dos Mulheres. Mas, tudo bem, porque tinha gente ligada e gravando tudo. Dois shows muito bons; uma gurizada que manda muito bem, tem postura e faz boa música. gravei umas músicas também, que virão na sequência. E Mauricio pereira e andre abujamra dispensam apresentações. foi a primeira vez que os vi juntos. incrível, simplesmente é incrível como eles conseguem fazer graça sem cair numa vala rasa, mantendo o altíssimo nível musical. curti demais.

10/24/2010

Empreitada audiovisual

Com um certo atraso, bandas independentes de rock descobrem o potencial do DVD


Pão de Hamburguer: "Cansamos de tocar só em Curitiba"


Hotel Avenida: primeiro DVD foi gravado durante o festival Rock de Inverno 7

Omar Godoy
Folha de Londrina/Bondenews

Já faz tempo que o DVD é a mídia ''física'' mais importante para o mercado musical brasileiro. Garantiu a sobrevida das gravadoras nestes tempos de crise e abriu um novo caminho para a divulgação de artistas independentes. Principalmente aqueles ligados aos gêneros mais populares, como sertanejo, forró, pagode, funk, etc.

As bandas de rock, no entanto, ainda não adotaram o disquinho audiovisual como parte de sua estratégia. Entre as raras exceções, estão três lançamentos locais que acabam de ganhar as ruas, quase que simultaneamente. São os registros ao vivo do projeto A Grande Garagem que Grava e dos grupos Hotel Avenida e Pão de Hamburger.

Espécie de estúdio móvel, A Grande Garagem concorreu em um edital da Fundação Cultural de Curitiba e foi contemplada com recursos para registrar 12 bandas da cidade (entre elas Magaivers, Cosmonave, Nuvens e Cacofônicos). As gravações aconteceram no Teatro Universitário de Curitiba (TUC), entre 2009 e 2010, e renderam CDs de todos os participantes. Para completar o pacote, foi produzido o primeiro DVD do projeto.

''Usamos câmeras de todas as classes possíveis'', brinca o produtor Rodrigo Barros, para enfatizar o caráter experimental da empreitada. Ele conta que a equipe ''aprendeu fazendo'' e apostou no expediente de ter várias pessoas filmando ao mesmo tempo - inclusive com máquinas fotográficas simples. ''Isso deu uma textura interessante para as imagens, que combina com a linguagem mais truncada do rock. É o defeito que passa a ser efeito'', explica.

Se a captação não seguiu o esquema profissional, o mesmo não aconteceu na pós-produção. Segundo Rodrigo, o processo de edição e mixagem do DVD levou praticamente o mesmo tempo que a finalização de todos os 12 CDs da coleção. ''A imagem pode até ser meia boca, mas é muito importante que o áudio fique muito bom'', ensina.

Mas por que prensar discos, e não apenas disponibilizar os vídeos na internet, como é de praxe hoje em dia? Para o produtor, o principal motivo é a divulgação - especialmente para emissoras de televisão. ''Também pensamos naquele fã mais tradicionalista, que sente a necessidade de ter o produto físico nas mãos'', diz.

É o ''fetiche do objeto'', como define Ivan Santos, produtor do selo/festival Rock de Inverno e um dos líderes do grupo Hotel Avenida - cujo primeiro DVD foi gravado durante a sétima edição do evento, em julho de 2099. Ele afirma que uma das principais marcas do projeto, realizado desde o início da década passada, é justamente o registro histórico, em vídeo, de todas as apresentações. ''Chegamos a lançar fitas VHS das três primeiras edições'', lembra.

Ivan também chama a atenção para o acesso, cada vez maior, às tecnologias digitais. ''O custo dos equipamentos vem baixando, e a tendência é que mais bandas produzam DVDs. O problema é que o rock independente, de forma geral, não trabalha como muita grana'', lamenta.

Omar Godoy

10/17/2010

domingo com música

dia de ensaio e captação pra pré-produção por aqui. meio perdida ainda no horário de verão - e com essa p*** de teclado - começo o dia, já entrando em uma tarde quente, mas com sol tímido no Abranches, escondido entre nuvens.




10/15/2010

clima bom no Abranches





jansen, Junior, uma foto feita pelo luigi (a do quarteto),gian e ivan


Sexta chuvosa com cara de sábado, a casa cheia de música. Foi dia de ensaio do Hotel e a sonzera correu solta,num astral perfeito. Aproveitei pra fazer umas fotos e uns videozinhos, porém o meu celular não é dos melhores pra isso. de todo modo,as fotos, pelo menos, estão aí. um aquecimento. luigi prometeu que no domingo as imagens ficam melhores, com os apetrechos que ele vai trazer pra ne dar uma força.
E, de quebra,matando a saudade, lembrando os bons momentos,enquanto vivemos outros tantos. O ensaio acabou, mas o jansen, o baixista dO Hotel, é dos nossos. Ficou um tempo a mais pra ver uns videos e entrou em cena o rock de inverno 3,no qual sua histórica banda Magog aceitou nosso convite e tocou em uma das mais incriveis edições do festival, me dando de presente outro showav histórico. Muito bacana ele estar de volta e também o Junior,na batera,do Hotel Avenida. Ele fez parte do CMU Down, que estava tocando junto com o July et Joe no primeiro show que eu e ivan vimos no 92...lá lá em 1992... bom, seria redundante dizer algo mais. Muito, muito legal essa tarde.

10/04/2010

Hotel Avenida - DVD - Rock de Inverno 7 - baixe, ouça, assista


O selo De Inverno Records, de Curitiba está lançando o DVD da banda Hotel Avenida, que traz show gravado no festival Rock de Inverno 7, em 24 de julho de 2009. O material está disponível para download gratuito tanto do DVD na íntegra, como das músicas separadamente no blog da De Inverno (deinverno.blogspot.com) a partir deste cinco de outubro de doismiledez. Quem quiser pode assistir os vídeos em streaming, sem precisar baixar, nos sites You tube e Vimeo.

A Hotel Avenida surgiu de um projeto de Ivan Santos (OAEOZ) e Giancarlo Rufatto, que juntos lançaram um EP com cinco composições em parceria no final de 2008. No começo de 2009 a dupla ganhou os reforços do guitarrista Carlos Zubek (OAEOZ, Folhetim Urbano), do baixista Rubens K (Fábrica de Animais) e de Eduardo Patrício na bateria e teclado. Com essa formação, mais a participação de Igor Ribeiro no sax, a banda lançou no início de julho de 2009 seu primeiro single, “Eu não sou um bom lugar”.

No mesmo julho de 2009, e já contando com a participação de Allan Yokohama na bateria e teclados, o grupo foi um dos destaques da mostra Expressões Oi, apresentando-se no palco montado nas ruínas do São Francisco, no Largo da Ordem, centro histórico de Curitiba. E também do festival Rock de Inverno 7, no John Bull Music Hall, ao lado de outras quatorze atrações, entre elas a paulistana Fellini. Em outubro de 2009, a Hotel Avenida lançou um EP com cinco faixas, gravado ao vivo no estúdio Nicos, como parte do projeto Acústico Mundo Livre, da Rádio Mundo Livre FM de Curitiba.

O novo DVD traz sete músicas apresentadas durante o show do Rock de Inverno, incluindo a participação de Igor Ribeiro no trumpete em Noturna. A direção geral do vídeo é de Marcelo Borges e a edição de Fábio Barreira. O áudio foi gravado e mixado por Luigi Castel e Carlos Zubek. Assim como os lançamentos anteriores da Hotel Avenida, o lançamento virtual do DVD conta com a parceria de uma rede de blogs e sites na internet.

DVD completo (em cinco partes)

MEGAUPLOAD

parte 1
parte 2
parte 3
parte 4
parte 5

“MANDAMAIS”

parte 1
parte 2
parte 3
parte 4
parte 5

BADONGO

parte 1
parte 2
parte 3
parte 4
parte 5


PARA BAIXAR OS VÍDEOS DAS MÚSICAS SEPARADAMENTE

Zelo

Um centavo

Um herói dividido entre o amor e a cidade

Só o amor pode partir seus joelhos

Reza

Noturna

Eu não sou um bom lugar



PARA ASSISTIR OS VÍDEOS EM STREAMING

You Tube

Vimeo


Hotel Avenida - Reza from De Inverno on Vimeo.

Tudo é memória

"ele dorme e acorda cansado
de esperar pelos dias de glória
ele não quer viver do passado
mas esquece que tudo é memória"


Tudo é memória - Lestics

baixe ouça

9/28/2010

Hotel Avenida lança DVD com show do Rock de Inverno 7


O selo De Inverno Records, de Curitiba, está lançando o DVD da banda Hotel Avenida, que traz show gravado no festival Rock de Inverno 7, em 24 de julho de 2009. O material será disponibilizado também para download gratuito tanto do DVD na íntegra, como das músicas separadamente no blog da De Inverno (deinverno.blogspot.com) a partir do dia 05/10 (terça-feira). Quem quiser poderá ainda assistir os vídeos em streaming, sem precisar baixar, nos sites You tube e Vimeo.
A Hotel Avenida surgiu de um projeto de Ivan Santos (OAEOZ) e Giancarlo Rufatto, que juntos lançaram um EP com cinco composições em parceria no final de 2008. No começo de 2009 a dupla ganhou os reforços do guitarrista Carlos Zubek (OAEOZ, Folhetim Urbano), do baixista Rubens K (Fábrica de Animais) e de Eduardo Patrício na bateria e teclado. Com essa formação, mais a participação de Igor Ribeiro no sax, a banda lançou no início de julho de 2009 seu primeiro single, “Eu não sou um bom lugar”.
No mesmo julho de 2009, e já contando com a participação de Allan Yokohama na bateria e teclados, o grupo foi um dos destaques da mostra Expressões Oi, apresentando-se no palco montado nas ruínas do São Francisco, no Largo da Ordem, centro histórico de Curitiba. E também do festival Rock de Inverno 7, no John Bull Music Hall, ao lado de outras quatorze atrações, entre elas a paulistana Fellini. Em outubro de 2009, a Hotel Avenida lançou um EP com cinco faixas, gravado ao vivo no estúdio Nicos, como parte do projeto Acústico Mundo Livre, da Rádio Mundo Livre FM de Curitiba.
O novo DVD traz sete músicas apresentadas durante o show do Rock de Inverno, incluindo a participação de Igor Ribeiro no trumpete em Noturna. A direção geral do vídeo é de Marcelo Borges e a edição de Fábio Barreira. O áudio foi gravado e mixado por Luigi Castel e Carlos Zubek. Assim como os lançamentos anteriores da Hotel Avenida, o lançamento virtual do DVD conta com a parceria de uma rede de blogs e sites na internet.


deinverno.blogspot.com
www.myspace.com/hotelavenida
youtube.com/user/OAEOZ

9/25/2010

Punks na cidade



Documentário "Punks na Cidade" sobre a cena da capital paranaense. Parte 1. Produzido por Darwin Dias entre maio e agosto de 2003.

Veja aqui o restante do doc
.

9/24/2010

Alma de Blues e "1001 filmes para se ver antes de morrer"

Passando rapidamente para dar duas dicas/contribuições para o final de semana de quem, como eu, gosta cada vez mais de ficar em casa quando não está trabalhando (o que é cada vez menos frequente).


Primeiro, um blog ducaralho chamado "Alma de Blues", que tem um acervo incrível de dvds e filmes/documentários de blues, rock, soul, jazz e muito mais. Entre as pérolas, coisas no naipe de Tom Waits, Van Morrison, entre outros. Desse último, destaque para o maravilhoso dvd com o show especial que ele fez interpretando na íntegra o clássico "Astral Weeks", um dos melhores discos de todos os tempos. No show, o bardo irlandês mostra que não perdeu a classe, e desfila todas aquelas canções atemporais de forma brilhante.


A segunda dica é um blog que traz para baixar os filmes relacionados no livro "1001 filmes para ver antes de morrer". Eles ainda estão upando o material, mas já tem uma boa leva, inclusive achados como "Dead Man", de Jim Jarmusch, com trilha de Neil Young, e o documentário "Crumb", sobre o quadrinista que esteve recentemente no Brasil para a Flip.

é isso aí. aproveitem.

9/20/2010

Spiritualized:



A cris Thainy postou uma das antigas do Spiritualized no Facebook. Ladies and Gentlemen We Are Floating in Space... bateu a saudade!!! segue um link com uma seleção especial. pra amainar a saudade.

9/17/2010

O primeiro dia do resto da minha vida

“O amor é muito mais do que cabem nessas convenções. O amor é sempre muito mais;.
É amar sem querer mais que amar simplesmente, simplesmente amar esse amar sem querer”

O dia começou como todos os dias. Mas, ontem e hoje, são dias diferentes. Ontem, uma pessoa muito especial partiu. Hoje é o primeiro dia do resto da minha vida, sem a presença dessa pessoa. O antes dele, pra mim, é algo abstrato, algo que sei pelos relatos dos meus pais. é história dos meus ancestrais. Sobre o depois... o que já sei é que vai ser cheio de saudade. Mas não de tristezas, e sim de falta.

Vôino, seu Aquaelino Perin, foi a luz mais forte desses meus 39 anos e 11 meses. Meu avô morreu ontem, 16 de setembro, na primeira hora do dia, noite fechada ainda, quando um dos silêncios mais incríveis, o da madrugada, é o único que ouve nossas confissões. E a ligação de telefone que tanto temia chegou, cortando esse silêncio do meu sono profundo.

Ontem, encerrou-se um ciclo em minha vida. De uma certa forma, o primeiro grande ciclo. Uma metade já foi. Acordei hoje e passei em frente à pracinha ao lado de casa onde fizemos a roda de capoeira do meu aniversário de 39 anos e lembrei dele. Sorri. Ao som de Darma Lovers.

“Ao invés do amor separar se expandiu
E o que não parecia empoçar virou rio
Que não vai separar e nada lamenta e vem
Nos lembrar que a mudança vem pro nosso bem
Bem que havia uma certa agonia, incerteza
De não querer mais de jeito algum se perder de vez
Mas dai veio tudo ao seu tempo mais certo
Veio a chuva limpando a estrada e o céu se esclareceu
Pois então a gente relaxa e decide tomar de vez a direção
Dai tudo se encaixa e encontra um sentido
Nada mais que a chance brilhante de ser, estar simplesmente
Indo em frente com isso em que eu acredito”


Aquele 24 de outubro de 2009 foi o último dia que o vi bem mesmo, rindo, feliz, curtindo e com seus lindos olhos azuis reluzindo diante do belo espetáculo de movimentos e de música. Foi meu presente.

Ontem ajudei a carregar o caixão do meu Vôino. E o entreguei de volta aos braços de seu grande amor. Ele me contou em uma de nossas últimas conversas, que quando fechava os olhos sentia alguém com a cabeça recostada em seu braço, dormindo, mas que quando ele abria os olhos para vê-la, já não estava mais lá... Me agarro a isso para que essa falta não me impeça de viver bem os dias que virão. Me agarro nas canções, nas lembranças e nas lições de vida que ele sempre me deu, mesmo sem querer.
No ônibus, indo pro trampo, olho tudo com olhos diferentes. Acho que quero guardar o olhar do Vôino em mim, para sempre conseguir ver a beleza dos dias. E também para saber a hora certa da indignação diante das sacanagens dessa vida e para saber lutar por algo que vale uma batalha. Do jeito que o vi tantas vezes fazer, não sem perceber, estou certa, meus olhinhos de criança assustados pelos riscos que ele corria. Aprendi a ser assim como vocês sabem que sou, briguentinha até na defesa do que acredito, com ele.

E espero que tenha ficado em mim, para usar na hora certa, também, um pouquinho da sabedoria dele para perceber que a vida abre seus próprios caminhos, tantas vezes, diferente do que pensamos. Me pego pensando que no final das contas, no meio de todo esse turbilhão de dor, saudade, não me sinto assim tão derrubada. E sei que essa tranqüilidade que sinto no fundo da tristeza, vem dele. Meu guia, meu mestre.
Parece que ele conseguiu de algum jeito acalmar meu coração e trazer pra dentro de mim (como dele) a serenidade de saber que ele está bem agora. Ele queria assim e não ficar sofrendo, vendo sua vida ir embora.

Se deixei um tanto de mim lá em Curitibanos, com ele e com a Vóina, naquele túmulo frio, naquelas ruas empoeiradas, também sei que trago comigo o melhor deles. Chorar e sentir falta é inevitável. E a saudade não acaba nunca. Mas, esses dois me ensinaram muito do que sou. Sigo, portanto, tentando “ser tudo que essa vida permite”. Vôino descanse em paz. Foram incríveis 80 anos. Não seríamos o que somos sem você! Eu não seria nem uma “Perin”.

“Quando então a minha morte chegar
Me abraçar como uma mãe abraça um filho
Quero poder só sorrir e dizer, foi tudo bem eu também vou tranquilo
Quando a mente se desvincular
Dessa forma aparente ilusória
Quero poder lhe cantar ao partir
Sim, foi bom mas chegou sua hora
Dona Morte
Quando o espaço sem fim então me tragar
Que eu vá feliz sem arrependimento
Sem entender já sem querer olhar pra trás
Só mergulhado na imensidão do momento
Quando seu corpo já não me encontrar
No que fui durante muito tempo
Fique feliz e apesar da saudade
Pois logo mais talvez nós nos veremos
Dona morte
Não tenha pressa!
Estou treinando pra poder sair
Sem tropeços no final da festa
Dona morte”
Não tenho medo!
Se compreendo que a sua natureza,
É tão igual a essa que carrego em segredo
”

9/12/2010

Giancarlo Rufatto - Machismo



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Machismo (Album)

Release sentimental:


O disco cheio “Machismo” começou a ser planejado no meio de 2009. A ideia nasceu de uma piada sobre a total falta de jeito do homem para com os relacionamentos – piada usada como mote para o “machismo EP” de maio de 2009.
De 2008 para cá, a manha era gravar pequenos Eps e lança-los a cada três meses em alguma data comemorativa, era o que a internet parecia suportar e era o suficiente para que as pessoas lembrassem que você existe (o lastfm não nos deixa mentir). Dá pra dizer que esse disco só existe para entrar na lista do Scream & Yell ou que havia mais musicas do que feriados para usar de bordão para cada lançamento.
Seguindo a teoria dos feriados, parte de “Machismo” vem destes minúsculos lançamentos: uma do “machismo EP”, duas do EP de natal e uma do single de “dia dos namorados”. As outras sete que formam o disco são novinhas em folha, gravadas entre os meses de maio e agosto de 2010. Todas as gravações prezam pelo lo-fi, uma brincadeira que funciona mais ou menos assim: produza uma canção do começo ao fim em pouco mais de seis horas, grave todos os instrumentos, pense nos arranjos e tente soar o mais sincero possível. Até tentei gravar em estúdio, “ok, vamos tentar desta vez”, mas não me soava convincente, era bonitinho demais. Resultado da brincadeira: para cada uma das onze canções do disco, outras três ficaram de fora por não estarem boas (ou ruins) o suficiente.
O lado positivo de fazer canções sem pretensão é poder tratar coisas pessoais sem preocupação maior do que divertir a si mesmo. “Machismo (album)” começou querendo se chamar “ciao”, quase se virou “Pessoal”, “disco cheio” e por ultimo “artista desconhecido – faixa 5” – este nome sugerido pelo windons media player. São apenas canções e há tantas, todos os dias e aqui vai mais um punhado destas.

Oquei
Desfaça as malas (e aceite o meu café)
Machismo
Frases de caminhão não são clichês.
Dois braços
Canção da espera
Curitiba, se você sorrir, lhe darei um doce
Chocolate & flores
Coração cheio
Meu terrorismo
Achados & perdidos


*com o arquivo de download também está o encarte com as letras de todas as canções. O encarte pode ser visualizado on line – e de maneira decente aqui: http://bit.ly/9T5JUf


E não é só isso:

** disco de covers:

01 não aprendi dizer adeus (cover do Leandro & Leonardo)
02 eu sei, perdão (cover da Verde Velma)
03 Fake Plastic Trees (cover de Bob Dylan fazendo cover de Radiohead)
04 a garota na sua cama.
05 inbetween days (cover do Cure)