11/25/2008

Primeiro SP Noise ficou devendo

Jornal do Estado/Bem Paraná

Adriane Perin

Estava indo tudo bem no Easy, um interessante espaço para shows , na última sexta-feira, primeira noite do SP Noise, festival de música independente, com a marca da produtora goiana Monstro, uma das mais conceituadas do país, organizadora do Bananada e Goiânia Noise, há quase 15 anos. Por volta das 20 horas, o único problema que poderia ser listado era o pouco público. Mas, para uma sexta-feira em São Paulo, normal.

As bandas subindo ao palco sem nem cinco minutos de intervalo entre os shows, causou boa impressão. Cheguei em tempo de ver as três últimas músicas da argentina de surf music, The Tormentos, segunda da noite, que não animou além dos que já eram fãs .

A catarinense Os Ambervisions fez um show absolutamente visual, com o irriquieto Zimmer mascarado, deitando e rolando, literalmente, no palco. Bom. O primeiro sinal de problema viria com a banda seguinte. A belga Motek tocou pelo menos 10 minutos com a paulera rock and roll da The Flaming Sideburn, junto. Praticamente todo mundo se bandeou para o outro palco, para ver o show a parte do argentino Eduardo Martinez, com seu rock às antigas, com direito a todos os clichês, da calça de oncinha às poses.
Pareceu que ali começava o festival. Sem dúvida foi a que conseguiu atrair as atenções e envolver

Às 22 horas - o horário marcado era 21h50 -se ouviu os primeiros acordes dos canadenses da Black Mountain principal atração da noite. Com os vocais de Amber Webber “gritantemente” mais baixos, a banda enfileirou cinco das canções que todo mundo queria ouvir. O problema é que pontualmente ás 22h30, o batera faz sinal simulando um “corte de cabeça” e eles saíram do palco. Sobrou vaias para a produção e a frustração. As pessoas foram quase enxotadas para fora. No meio do show da canadense o caixa já estava fechado.

Tenho tempo razoável de festivais e nunca vi uma banda principal sair do palco com meia hora de show. Só então correu a notícia de que o evento só tinha o espaço até às 22h. O balanço da produção é que tem que melhor ano que vem. “O festival privilegiou a diversidade (por isso dois palcos), não a duração dos shows. Não podemos confundir show de uma banda com um show de festival”, diz Eduardo Ramos, produtor. Calma: quem vai em festival sabe que não verá o show completo de uma banda, não é esta a questão. Ponderado, Ramos concorda que houve falha. “Faltou informar que o bar fecharia em tal horário. Isso foi um erro da produção”.
Razões apresentadas, agora é esperar que a segunda edição não venha com as mesmas apostas equivocadas. Que a Monstro ousa, já sabemos - e isso é bom. Mas, colocar seis bandas para tocar, entre 18 e 22 horas, sem que a produção tenha sequer uma margem mínima de tempo para os naturais imprevistos, no caso de uma equipe experiente como esta, só pode ser considerado aposta errada.

11/20/2008

A primeira vez da Reles no palco do Guairão

Jornal do Estado/Bem Paraná

Banda curitibana Relespública vai tocar novas e antigas canções e receber convidados

Um dia especial, esta quinta-feira 20 de novembro, para a Relespública. Uma das bandas mais antigas e queridas da cena local, ela sobe pela primeira vez ao palco do Guairão, para mostrar o repertório de seu mais recente trabalho, o disco Efeito Moral. O show foi inicialmente marcado para o Guairinha, mas a procura por ingressos foi acima do esperado e o trio - Fábio Elias, Emanoel Moon e Ricardo Bastos - decidiu mudar para o maior teatro, um dos principais do Paraná e do Brasil.

E, neste palco, os fãs vão querer ouvir também aquelas canções antigas que ajudaram os rapazes a construir uma bela história. Momento especial merece convidados especiais e alguns já confirmaram que sobem ao palco: o “novo mutante” Henrique Peters vai estar na belissima ”S.O.S.”; Benê da Gaita participa de “Garota Só”; além do tecladista Rubem Cabrera e André Scheinkmann, que toca violão folk no set acústico do show. Outro momento emocionante deve ser a participação de outra formação ícone do rock paranaense, a Blindagem. Juntos, eles tocam “Oração de Um Suicida” (letra de Paulo e Pedro Leminski) e “A Minha Menina” (Os Mutantes). O público ainda terá o privilégio de ver um especial acústico de quatro das canções novas “Tema Pela Terra”, “S.O.S.” e “Planador”; e ”Marcianos”, um clássico que faz parte do álbum anterior do trio, As Histórias São Iguais (2003). Impossível não lembrar daqueles meninos dos primeiros shows no 92 Graus. A Reles está de parabéns, também, por não desistir.

Serviço
Relespública. Dia 20 ás 21h. R$30 e R$20. Teatro Guaíra
(Praça Santos Andrade, s/n). Informações: (41) 3304-7914

Agora o “Noise” é também em Sampa

Jornal do Estado/Bem Paraná

Com a canadense Black Mountain fechando a primeira noite e mais sete destaques internacionais

Com a canadense Black Mountain fechando a primeira noite e mais sete destaques internacionais, a produtora goiana Monstro finca os pés definitivamente na terra da garoa. Começa amanhã a primeira edilão do SP Noise, braço paulistano do Goiania Noise, festival pioneiro da atual cena independente brasileira, produzido pela produtora que é peça chave no circuito contemporâneo musical brasileiro.
As demais bandas internacionais que se revezam no palco do Eazy, nesta sexta e sábado, são Flaming Sideburns, da Finlândia; a belga Motek, a argentina The Tormentos, a escocesa Vaselines, a norte americana Black Lips e os chilenos The Ganja. Ainda dá tempo de comprar o ingresso, mas só lá na capital paulista
Os ingressos antecipados com desconto custam R$55 (21/09) e R$ 65 (22/09) estão à venda na Sensorial Discos (Rua 24 de Maio 116 - Tel: (11) 3333 1914).
Foram 13 edições do Goiânia Noise, mais importante festival de música independente brasileiro, antes dele chegar a outras cidades. É um passo importante e o avanço da Monstro se reflete em todo o circuito nacional.
A escalação do SP Noise Festival reflete a programação do irmão mais velho goiano, que traz também a lendária banda Vaselines de Eugene Kelly e Francês Mckee, que se apresentam no Brasil com Stevie Jackson e Bobby Kildea, do Belle & Sebastian, e Michael McGarin do 1990’s/Yummy Fur. Presentes em todos os lineups de grandes festivais internacionais e nas principais listas de discos do ano, os americanos do Black Lips e os canadenses do Black Mountain reforçam o caráter roqueiro.

Informações: www.goianianoise-festival.com.br

11/19/2008

Mickey Junkies - Tryin' to resist



Carneiro, do Mickey Junkies, avisa!

"Olá amigos! Como vão todos? Como aquecimento para o show que faremos na sexta-feira, dia 21 de novembro, no Goiânia Noise Festival, postamos uma nova canção no MySpace dos Mickey Junkies. A faixa, gravada e produzida por Ronaldo Rossato e masterizada no Estúdio Boham, chama-se Tryin' to resist.
Ouçam, adicionem, comentem..."


http://www.myspace.com/mickeyjunkies

Abs
Rodrigo Carneiro

SHOW REVIVAL DOS 3 HOMBRES!



E o grande guitarrista Jair Marcos manda essa grande notícia:

"EXTRA, EXTRA, EXTRA!!!
Atenção, atenção, pessoal!
Agora é mais que sério e certo!
Marcamos um show dos 3 Hombres aqui em São Paulo. Acontecerá na noite de 10 de dezembro de 2008, na Livraria da Esquina, Barra Funda(www.livrariadaesquina.com.br).
A formação da banda será:
Daniel Benevides - vocais
Jair Marcos - guitarra e backings
Ronaldo, d'Os Inocentes - guitarra
Carlinhos Vieira (ex- Cia. Brazil) - baixo e backings
Fábio Barbosa (The Gasolines) - bateria
No repertório, músicas do disco "De Volta ao Oeste" e outras cositas... ;)
Imperdível! Contamos com a presença de todos os membros desta comunidade! Aos que estão longe e não puderem viajar até nossa megalópole, enviem muitas vibrações positivas pra gente! Aos que puderem vir, tragam os familiares e amigos! :)))
Local:
Livraria da Esquina
RUA DO BOSQUE, 1254 (Barra Funda) - São Paulo/SP (11) 3392- 3089.
Quando: 10/12/08
Horário: a partir das 21h - 3 Hombres entrarão em torno das 23h45, aproximadamente.
Com duas bandas de abertura: Motax + Continental Combo."

mais na comuna do 3 Hombres no orkut

A história e a música de Waltel Branco

Da coluna Acordes Locais, de Luiz Cláudio Oliveira, na Gazeta do Povo

Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo

Waltel Branco, um dos maiores nomes da música instrumental brasileira

Há exatos seis meses, no dia 14 de maio, quando iniciei esta coluna na Gazeta do Povo, pedi as bençãos ao mestre Waltel Branco. Na época, comentava o disco da Orquestra à Base de Sopro e escrevia o seguinte:

"Mestre Waltel é o nome do disco lançado ano passado pela Orquestra à Base de Sopro, formada por músicos ligados ao Conservatório de Música Popular de Curitiba. É dedicado a Waltel Branco, o mito a quem peço as bençãos ao iniciar esta coluna."

Waltel, um parnanguara que, em 2009, completará 80 anos, tem histórias que dariam um belo livro. Ele é maestro, compositor, violonista, arranjador, precursor do jazz-fusion nos Estados Unidos, da bossa-nova no Brasil, professor de Baden Powell, arranjador de discos do João Gilberto, autor e arranjador de trilhas de novelas da Globo, arranjador da trilha sonora do filme A Pantera Cor-de-Rosa, (junto a Henry Mancini e Quincy Jones), entre outras inumeráveis atuações.

Agora, mais uma boa notícia. Nos próximos dias 22 e 23, sábado e domingo, no Teatro Paiol, será lançado um livro sobre o maestro trazendo um pouco da sua incrível história, com depoimentos dos violonistas Paulo Bellinati e Mário da Silva, e mais 44 partituras de composições de Waltel. O trabalho é coordenado pelo produtor cultural Alvaro Colaço e pelo músico Claudio Menandro, com textos e pesquisa do jornalista Zeca Corrêa Leite.

No dia do lançamento, haverá apresentações dos violonistas Mario da Silva, Claudio Menandro e Ezequiel Piaz, além, é claro, da luminosa presença do homenageado. Ainda no teatro será exibido o curta-metragem "Descobrindo Waltel" (2005), de Alexandro Gamo.

Apesar da importância de Waltel para a música brasileira, não havia ainda uma reunião de partituras de suas composições. O livro trará músicas inéditas entre as 44 escolhidas. Mas o compositor tem cerca de cem obras para violão, trios, quartetos e até orquestra. Já é um começo. E o lançamento do livro traz reuniões interessantes, como a de Claudio Menandro e Mario da Silva, dois talentos do violão. Menandro foi o primeiro a gravar um CD só com composições de Waltel, em 2004. Silva também já o gravou, há 11 anos.

O projeto integral também prevê o lançamento de um CD, provavelmente em dezembro, com participações especiais de violonistas, como, além dos já citados acima, Marcos Pereira, Guinga, Ulisses Rocha, Quarteto Maogani e a musicista grega Eva Fampas, entre outros. As homenagens se iniciam no dia 22 de novembro, coincidentemente o dia em que Waltel Branco nasceu, há 79 anos, e que é também o Dia do Músico.

11/18/2008

Cassim & Barbária - Catastrofismo

Cassiano (Bad Folks) com o Xuxu (Pipodélica) e o Zimmer (Ambervisions)? que meda! ahhaha. só podia dar nisso



Florianópolis, 18 de Novembro, 2008
Cassiano Fagundes, um dos mentores da banda pioneira de alt. Folk rock de Curitiba - Bad Folks, já estava chamando atenção com seu trabalho solo. Relocado em Florianópolis e conhecido como Cassim, ele se uniu a algumas das mentes mais inquietas do sul do país, os remanescentes da lendária banda catarinense Pipodélica (Eduardo XuXu, M. Leonardo e Doc. Heron), mais o líder dos Ambervisions, Guilherme Zimmer e formou uma espécie de super-combo maldito, batizado de Cassim & Barbária. O clipe Catastrofismo marca o começo dessa parceria explosiva.
O clipe foi dirigido pelo Video Artist Cleverson Oliveira, radicado em Nova Iorque há 12 anos e que já havia feito um vídeo dos Bad Folks, ao lado de Artur Ratton. Cleverson tem trabalhos expostos nos EUA, Brasil, Qatar e Coréia do Sul. Catatrofismo foi gravado em locações nas areias frias e molhadas de Florianópolis e na clínica de cirurgia plástica Young Soul, apoiadora de Cassim & Barbária. A fotografia é de Luciane Stocco.
Cantada em português e com sabor de hit instantâneo, a música Catastrofismo foi inspirada pelo livro de Bill Bryson "A Short History of Nearly Everything". A canção deve sair como single virtual pelo selo carioca Midsummer Madness, mesmo que lançou o EP de Cassim, 'Ready', elogiado pela crítica por sua inovação e pegada pop.
Internacional
Convidada para tocar em dois dos festivais de música mais importantes do mundo no próximo ano, o South by Southwest no Texas e o Canadian Music Week no Canadá, Cassim & Barbária se prepara para lançar em 2009 um disco, um filme e um show que promete rodar o mundo. A tour pela América do Norte passará por 15 cidades e já vem rendendo dividendos ao super-combo.
Cassim foi descrito pelo jornalista e blogger Guga Azevedo como o inventor da Subtropicália, uma espécie de filha bastarda bizarra da Tropicália, tendo tons menos coloridos, mais distorção, barulho e experimentação, sem deixar de lado as melodias grudentas que Cassiano e sua turma são tão bons em compor.

Dora Bakunin
Assessora Bad Folk

11/15/2008

De Inverno lança EP de Ivan Santos e Giancarlo Rufatto




Ivan Santos é vocalista da já veterana banda curitibana OAEOZ, com mais de dez anos de atividade e quatro discos lançados. Giancarlo Rufatto é um dos novos nomes da cena musical paranaense, que recentemente lançou um trabalho solo intitulado “14 canções”. Ivan conheceu o trabalho de Gian pela internet em 2007, ao se deparar com as canções do projeto Lo-fi dreams no Myspace e na Trama Virtual. A afinidade musical evoluiu rapidamente para uma parceria que agora se concretiza com o lançamento do EP que leva o nome dos dois pelo selo De Inverno Records - mantido por Ivan e pela jornalista Adriane Perin - e que está sendo disponibilizado também para download no My Space, na Trama Virtual e no portal Mondo Bacana, do jornalista Abonico Smith.
Com cinco canções, o EP foi produzido a quatro mãos e “on line”. Tudo começou quando Gian – lá de Coronel Vivida, cidade do interior do Paraná onde nasceu e mora sua família – enviou a Ivan o esboço de uma versão para “Deserto”, canção registrada originalmente pelo OAEOZ no disco “Ao vivo na Grande Garagem que Grava”, lançado em setembro. De Curitiba, o vocalista do OAEOZ acrescentou um teclado e alguns backings e mandou de volta para Gian, que finalizou a faixa.
Essa versão, que abre o EP da dupla, deu o start para a produção do disco. Das cinco faixas, quatro (“Deserto”, “Vazio”, “A falta desse ar” e “Lounge”), foram gravadas nesse mesmo esquema – Gian gravava uma base em casa e lá de Coronel Vivida enviava por e-mail ou msn para Ivan em Curitiba, que registrava a sua parte e mandava de volta para Gian, que mixava e finalizava a música. Somente a balada jazzy “Noturna”, de Gian, foi gravada em Curitiba, no estúdio Confraria Z, de Carlos Zubek, guitarrista do OAEOZ, com a participação de Igor Ribeiro tocando flugelhorn.
A idéia era de que um interpretasse canções do outro e vice-versa. Em “Deserto”, de Ivan, Gian fez o vocal principal e a base musical (violão, slide, percussão, efeitos), com o parceiro tocando os teclados. Em “Vazio”, canção inédita do vocalista do OAEOZ, Ivan canta sobre a base feita por Gian, que fez os backings e tocou os demais instrumentos. Já em “A falta desse ar”, canção de Gian interpretada por ele mesmo, Ivan só tocou teclado. Em “Lounge”, canção de Gian que encerra o EP, Ivan faz o vocal principal sobre a base gravada pelo parceiro.

www.tramavirtual.com.br/ivan_santos_&_giancarlo_rufatto
www.myspace.com/giancarlorufatto
www.deinverno.blogspot.com

11/14/2008

Sabonetes convida Vanguart

Jornal do Estado/Bem Paraná

A banda curitibana, que está trabalhando no álbum de estréia abre a noite no Jokers para a revelação matogrossense


Adriane Perin

A badalada banda matogrossense Vanguart volta a Curitiba para show no Jokers, junto com Sabonetes. Faz algum tempo que os holofotes encontraram a Vanguart por conta de canções como "Cachaça", que concorreu aos VMB’s 06/07. Lançado em 2007, o álbum de estréia, homônimo, rendeu prestígio e a firmou no circuito alternativo. A Sabonetes é mais nova e menos conhecida fora de Curitiba, mas já mostrou que tem talento. Na definição de seu vocalista o som é "como se Cartola fizesse uma ponta num show do Strokes". A banda se completa com Wonder Bettim, Alexandre Caja e, agora, Rodrigo Lemos, da Poléxia. Já morando juntos em uma República estudantil os rapazes planejam vender seus carros para comprar uma van que lhes dê liberdade de circulação para shows Brasil afora, assim que o disco ficar pronto. "Num espírito bem beatnik", diz Arthur. A produção será de Thomas Magno, da Toca do Bandido. Arthur conta que os encontros com o produtor já começaram e possivelmente o disco será gravado em São Paulo e Rio de Janeiro, onde ele tem estúdios. Fora Rodrigo, Arthur é o que tem mais tempo de banda. Ele foi da Estática (ex-Fluid) que, adianta, deve voltar a fazer shows. Mas, na Sabonetes, ele compõe e a banda agora terá mais sua atenção. "Estamos começando a compor juntos, o que dá mais confiança", diz.


Serviço

Vanguart e Sabonetes. Dia 14. R$20 e R$10. Jokers (R. São Francisco, 164). Informações: (41) 3324-2351

11/13/2008

Punk rock inspirado em Morphine , hoje no TUC

Jornal do Estado/Bem Paraná

A banda curitibana Os Kompressores apresenta seu promissor disco de estréia em show


Kompressores mostra as músicas reunidas no álbum A História de uma Sexta-feira, um lançamento da Discos Voadores


Adriane Perin

A crueza do punk rock, combinando com doses de experimentalismo definido como “conturbado” é o que promete a banda curitibana Os Kompressores ao subir no palco do TUC hoje, para apresentar seu o CD A História de uma Sexta-Feira. O álbum foi produzido por Fernando Tupan e Marcus Gusso para o selo Discos Voadores, com verbas do Fundo de Cultura da Fundação Cultural de Curitiba. A banda nasceu há 3 anos, com uma formação incomum: bateria, baixo, saxofone tenor/barítono e voz, que remete logo, e a banda não nega, à norte-americana Morphine. O resultado é uma sonoridade que traz claramente elementos do punk rock paulistano, com o sax fazendo as vezes da guitarra. Isso, combinados a boas letras, garante uma estréia bem legal para o trio, formado por Jack (baixo), Ariel Neto (sax tenor) e Maurício (bateria). Ele citam ainda no rol de referências, o “gosto musical do suíço/baiano Walter Smetack, com doses de Sex Pistols, 999, UK Subs”, além de Sonic Youth. Só não concordo com a definição de “musicalidade jornalística”, por conta de composições que narram histórias, alguma citando Curitiba inclusive, e sem soar algo datado, aliás, fique registrado. O que essas canções me lembraram foi mais a veia de Renato Russo para este tipo de empreitada (mas não parece Legião). Em relação à Morphine, uma diferença é que a banda de Mark Sandman tem uma pegada jazzy também, que no disco da Kompressores, pelo menos , não aparece. . Vamos conferir o show.

Serviço
Os Kompressores. Dia 13 |às 19h30. R$3. TUC ( Galeria Júlio Moreira, Largo da Ordem)
Entrada: R$ 3,00 (inteira) e R$ 1,50 (meia)
Telefone para informações: (41) 3321-3312
Internet:
www.myspace.com/oskompressores

11/11/2008

BUEMBA! LA CARNE - GRANADA!

É ISSO AÍ
SAIU O DISCO NOVO DO LA CARNE!
E NADA MELHOR DO QUE OS PRÓPRIOS FALANDO SOBRE
ABAIXO A HISTÓRIA TODA EM TEXTO RETIRADO DO FOTOLOG DO LA CARNE



"Meuzamigos de copo e de cruz, acaba de sair o novo rebento da classe trabalhadora. Sim, agora é de verdade, tá na mão o “Granada”. Putaquepariu! E antes de mais nada, a gente quer deixar público aqui nosso agradecimento sem tamanho para:

- A Vânia Ferreira, que fez a arte-contatos-cobranças-encarte-etc-etc do novo cd.

- Pro Bill R, que teve a mãnha de encarar esse trampo e entender as nossas idéias e nos ensinar e aprender e dar dicas e produzir esse disco com uma brodagem incrível.

- Pro zilhão de bandas que já trombamos – e ainda trombaremos - pelas quebradas desse mundaréu.

- E pro meliante mór, Sr. Dr. Wellington Dias Gramophone, que um belo dia chegou e propôs encarar essa parceria com a gente e a gente quase caiu da cadeira literalmente. Enfim, quem sabe da nossa história sabe que tudo – absolutamente tudo – que conseguimos até hoje foi com a indispensável força dos amigos. E esse cara, que conhecemos lá no século passado, é, definitivamente, nosso anjo que caiu do céu. Entendam, o que esse safado fez e faz por nós é uma coisa que a gente não sabe se está a altura de tamanha brodagem.

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Isto posto, vai lá no MySpace e ouça algumas dessas novas canções que estão no Granada. Depois, manda e-mail pra lacarne@lacarne.com.br e compra a sua cópia. Tá, tudo bem, a gente sabe que daqui a pouco o disco vai estar na rede, etc, etc. Mas, enquanto não tá, ajuda aí a classe trabalhadora a pagar os credores que estão bufando no nosso cangote. É por uma boa causa, vai...

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Ah, e o próximo show, lá em Franca, é o primeiro com o cd novo na mão. E tinha que ser em Franca, nénão? Benzadeus...

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Então é isso. Aumenta o som e vai lá no MySpace, ok?
http://www.myspace.com/llacarne

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Tâmojunto meuzirmãos! Distraídos venceremos."

11/09/2008

OAEOZ no Aires Buenos

"Oaeoz é uma das mais experientes bandas de Curitiba. Passaram por várias formações, com os melhores músicos da cidade, e traduzem muito bem em som e letras a vida na capital das estações-tubo.
Conheci a banda ao baixar o mp3 da música "Disco riscado" que começava dizendo "O telefone conspira, o cachorro do vizinho está contra mim". Foi fulminante."


E o Tulio publicou em seu Aires Buenos uma entrevista comigo sobre o OAEOZ e a De Inverno. É a terceira de uma série bem bacana de entrevistas com bandas curitibanas que já teve Poléxia e Mosha. Que por sua vez se sucede a uma série com bandas suecas e argentinas.
Muito classe. Confere lá.

11/07/2008

Um mundo de sensações acumuladas em um disco

Jornal do Estado/Bem Paraná

O paulistano Fábio Góes mostra as músicas do álbum que marca sua estréia solo em show hoje no Wonka, com Ruído/mm

Divulgação

Fábio vem com uma banda para mostrar seu repertório autoral pela primeira vez na cidade

Adriane Perin

A banda Ruído/mm promove hoje mais uma edição de suas sextas no Wonka e, outra vez, proporciona aos curitibanos conhecer um artista brasileiro da orda dos alternativos que tem talento de sobra. O paulistano Fábio Góes surpreendeu com um belo disco, lançado em 2006, que repercutiu, na verdade, ao longo de 2007, e agora chega por aqui, ao vivo. Sol no Escuro vem marcado a ferro e fogo por uma personalidade introspectiva que afugenta obviedades, com um cantar super pessoal e um resultado que, até pode causar um certo estranhamento, nas primeiras audições, para depois ceder o espaço à sensação deliciosa que é conhecer uma obra que provoca algo, que exige mais atenção e obriga a gente a apertar o o play vezes seguidas... Foram cinco anos até ele chegar a Sol no Escuro. Esta é a estréia solo de Fábio que “levou o tempo que precisava para saber o que queria”. Isso porque seu gosto veio primeiro para a produção, na qual atua profissionalmente. “Nunca quis me juntar a outros músicos para tocar, gosto de fazer arranjos. Quando encontrei a primeira música, que dá nome ao disco, tudo se encaminhou”, comenta ele que trabalha em um estúdio de produção de som, finalizando trilhas sonoras e publicitárias. Assim foi que acabou tendo crédito nas trilhas de filmes como Abril Despedaçado e Cidade de Deus.

O disco gerou expectativas em relação ao segundo, que já está sendo criado. Ele garante que não vai mudar seu jeito de fazer música por conta disso. “Vou fazer a mesma coisa, se der errado deu, não vou mudar porque deu certo. Tenho que apreciar, se a tiver tocando algo e achar bonito, é isso”.

São vários os ecos que se nota fazendo a personalidade desse rapaz de 32 anos. No começo, com o vocal em falsete, parece coisas brasileiras dos anos 70, no clima, na ambientação. Mas também, me remete à produção contemporânea, tanto da alternativa, quanto a chamada nova MPB. “Sem Mentira” por exemplo, é um dos destaques (“eu já fingi ser/muito melhor/hoje aprendi ser/ pior/mas sem mentiras/só de viver no seu mar, de merecer seu olhar...”). e remete à Beto Só. Sopros sutis, como sussuros que desvendam entregas apaixonadas; “resenhas” de dias a dias, como em “Automàtico”, (“Ando sonhando tão pouco/ que eu nem sinto falta de pensar/ se nesse mundo/ nessa sala, nessa rua/nessa casa/ alguém precisa de mim/ eu sempre acho que não/ automático”); confissões de desvelo ou de esquecimentos para onde esses dias turbulentos nos empurram. Em algum momento, em alguma das audições, cheguei a lembrar do melhor de todos os discos do Lobão, A Noite. Em “Estatística”, um certo clima meio hip hop ronda a canção. A música dele vai ganhando a gente , sempre mantendo a delicadeza dos detalhes instrumentais, exigindo aquela atenção que comentei.

Algo intrigante na música de Fábio Góes, é que é possível sentir ali os vestígios de outras sonoridades, mas não se consegue chegar a uma conclusão fechada sobre de onde vêm aquilo, que às vezes soa tão familiar. E, enquanto isso, o disco vai te ganhando. Ele diz que, como não tem nenhum retorno financeiro, e nem espera isso do trabalho autoral, só vai fazer shows que queira muito. “Vou dar vazão a minhas músicas e seguir na boa. Sâo Paulo apesar de ser uma das mais borbulhantes cidades do Brasil, é difícil. O que tem de show vazio. Eu nunca deixei de gastar pra tocar, então pra que ficar se desgastando e aos amigos e gastando dinheiro?”. O disco foi lançado pela Reco-Head com distribuição da Tratore no final, e ecoou mais do que bem na crítica especializada. Pra ter uma idéia, na revista Rolling Stone Brasil, ficou na 13ª posição entre os 25 melhores álbuns nacionais, além de ter recebido também a atenção do exigente Pedro Alexandre Sanches, da revista Carta Capital. Cantor, compositor e multiinstrumentista, passou por alguns grupos, sendo o Paumandado , o mais duradouro. Ele também produziu o disco de estréia da incensada Jumbo Elektro.

Serviço
Ruído/mm e Fábio Góes. Dia 07. R$10. Wonka (R. Trajano Reis, 326).

11/05/2008

Atenção para o jazz brasileiro

Jornal do Estado/Bem Paraná

Festival Jazz Brasil começa hoje e segue até dezembro, toda quarta

Divulgação/ Giselly Gonçalves

O guitarrista paulistano Michel Leme (foto) e o trumpetista curitibano Saul Trumpet são os convidados da noite de hoje, no Curityba Bar

O jazz produzido em Curitiba é um injustiçado - e junto com ele seus grandes representantes, quase sempre relegados a um circuito restrito ou à indiferença. Mesmo em meio ao reclame geral de que a mídia e o público não dão bola para a produção local, o jazz produzido aqui, é pouco lembrado. Mas, saibam: tem um público fiel, que acompanha suas feras endereço após endereço, desde os tempos do famoso Bar do Saul, Kapelle, Jazz & Cia, da Adega da Helveccia, até Bola 100, Birinights, e os atuais, como Wonka e agora o Curityba. É no palco deste, pelas mãos de um dos nomes fortes do jazz local, que começa hoje o Festival Jazz Brasil. A proposta, do saxofonista Paulo Branco, é colocar em cena a produção genuinamente nacional do jazz, com instrumentistas acompanhados por seu grupo, o conceituado Sotak, criado em parceira com a pianista Marília Giller (que está entre os convidados), que hoje tem na formação os filhos dos dois, Allan (baixo) e Ian (bateria). “Nós não tocamos o jazz como os americanos ou europeus. Eles seguem um padrão, nós somos imprevisíveis na improvisação, que é a alma deste estilo musical”,observa Branco. “Apesar de toda a tradição de músicos brasileiros instrumentistas, faltava um festival dedicado ao chamado Jazz Brasil”, defende. A programação se estende até o final do ano, toda quarta-feira. Para abrir a mostra, o convidados de hoje são o guitarrista paulistano Michel Leme e o trumpetista curitibano Saul Trumpet. Convidados estão ainda Sandro Haick (guitarrista e baterista), Carlos Malta (flauta e sax), Cris Julian (baixo acústico), Jorge Helder (baixo), Márcio Bahia (bateria), Walmir Gil (trumpet e flugelhorn), Marília Giller (piano), Fraçois Lima (trombone) e Sandro Nascimento (flugelhorn e baixo). As performances serão divididas em três sets: primeiro, o trio Sotak mostra o repertório próprio. Em seguida o convidado faz seu set e, ao final, todos se encontram para uma jam. Este é um dos trunfos de Paulinho Branco, velho guerreiro da cena jazz curitibana. Quem já teve o prazer de vivenciar uma performance desse cara e qualquer de seus companheiros sabe que pode esperar o melhor do que o estilo pode oferecer.

SERVIÇO
Festival Jazz Brasil. Até 17/12, toda quarta-feira. 21h30. R$15. Bar Curityba (R. Pres. Taunay, 444). Informações: (41) 3018-0444

11/04/2008

Spiritualized no Brasil?



Boas novas para quem como eu, é fã de carteirinha das canções e viagens sonoras do Spiritualized. Segundo infos deixados na comunidade da banda no orkut por brasileiros que estiveram nos shows deles na semana passada, em Buenos Aires, e conversaram pessoalmente com mestre Jason Pierce, eles estão com previsão de tocar aqui no Brasil em março do ano que vem. Ou seja, ainda há esperança, nem tudo está perdido para esse país perdido. E segundo quem esteve por lá, o show no Trastienda foi de 2 horas e meia. Já tem vários vídeos no You Tube desse show, e se eles fizeram por aqui o que fizeram por lá, vai ser um daqueles momentos históricos pra se levar pro resto da vida impressa na memória. Deus é Pai e vai nos ajudar que essa história se concretize. Eu acredito...(afinal, tenho que acreditar, nê).