11/10/2011
Palco De Inverno na Virada Cultural - Fotos
Fotos do Palco De Inverno na Virada Cultural de Curitiba do último sábado, feitas por Luis Felipe Silveira/Opet. Quem tiver mais fotos e puder mandar pra gente, favor enviar para deinverno2@gmail.com
Para ver em tamanho maior clique diretamente nas imagens.
Reticênciaz
Te Extraño
Colorphonic
Liquespace
Easy Players
Pão de Hamburguer
Jair Naves
Os The Darma Lóvers
Mopho
11/07/2011
Palco De Inverno: o que se sente depois de tudo
Manhã de domingo, 06 de novembro de 2011. Ao acordar, a primeira coisa que ouço é: “Adri: ‘apesar das minhas roupas rasgadas, acredito que vá conseguir uma carona que me leve pelo menos à cidade mais próxima, onde ninguém vai me olhar estranho quando eu tocar na minha velha guitarra as canções que eu conheço’”... o final já com meu coro. A canção ficou em nós e a cantarolamos várias vezes até a despedida dos nossos convidados de Palco De Inverno Jair Naves, Os The Darma Lóvers e Mopho, naquela mesma manhã. Embarcados eles, fomos para pegar um trecho ainda do Sá & Guarabyra.
E não é que foi a gente botar o pé na praça do Relógio, na rua do Palco das Ruínas, que eles começaram a cantar exatamente essa canção... foi muito mais do que lindo, pra encerrar com chave de ouro nossa Virada na Corrente Cultural de Curitiba. Quando achei que tinha acabado, descendo a Trajano, damos de cara com JR Ferreira, seu Geraldo e Glauco Solter em frente ao 92. Claro que paramos para uma bera, o almoço podia esperar mais um pouco – a palavra fome voltava a fazer parte, de leve, do meu vocabulário, depois de dias de ansiedade. E, de quebra, ainda zoamos o Rubens K por telefone.
Segunda-feira pós Palco De Inverno e meus frilas me gritam de volta à rotina. Mas, não tem como conseguir fazer isso sem falar um pouco de como foi a minha segunda Virada da Corrente Cultural. Se ano passado voei por vários palcos, este ano não teve outro além do Palco De Inverno, nossa celebração de dez anos da produtora. Eu fiquei mais de 14 horas lá no Peppers. Luigi, Ivan e o pessoal do bar ficou mais ainda. Produzir eventos é sempre sinônimo de ansiedade e estresse, mas quando o palco tá armado e os shows começam...
E assim foi, um show após outro. A estreia do Reticênciaz teve um gosto especial. Eles estavam absolutamente tranqüilos e foi um belo show. Com direito à Laura, filha do Jansen, na platéia de seu primeiro show! O som tava massa, o pessoal deu o seu melhor e as bandas mandaram muito bem. Foram todos shows como a gente espera quando convida alguém. Te Extrano, Colorphonic que eu não conhecia muito bem, fazendo jus à história dos músicos que as compõem. Liquespace e Easy Players, mais veteranos, mostraram que o tempo é bom quando se traduz em maturidade e personalidade também. Fizeram showzaços.
Como imaginamos, com um dia lindo, as pessoas ficaram mais nos palcos das praças durante o dia. Embora todas as bandas tenham tocado com plateia bacana, a partir da noitinha foi que o Peppers encheu e não ficou mais com espaços livres.
A partir do show da Pão de Hamburguer o Peppers foi tomado. Esses rapazes do Pão são foda e pelo jeito todo mundo já sabe. Eles têm uma segurança em cena que é impressionante; uma sintonia que transborda deles todos. É bonito de ver, bom de curtir e alimenta a alma ver gente jovem fazendo música assim. Logo, logo, os veremos em um palco ao ar livre, estou certa disso, porque esse show merece! E da mesma forma Banda Gentileza. O que foi o show? Este foi o show mais lotado do Palco De Inverno, sem dúvida. Eu nem conseguia filmar direito. O pessoal cantando junto e um hit atrás do outro. E a alegria que vem dos músicos é muito contagiante. Orgulho, muito orgulho das bandas curitibanas que mais uma vez avalizam as escolhas da De Inverno, contribuindo para que nossos eventos sejam tão alto astral! Sem mais palavras pra vcs, bandas curitibanas, só posso deixar aqui o meu sincero obrigada. Obrigada por apostar na gente, por estar com a gente e por esse carinho também, que eu sinto muito forte. Se não fosse assim, essa história não teria ido tão longe. Valeu mesmo.
“Estrangeiras” – Desde o começo, a ideia da De Inverno é “apresentar” novas bandas locais, junto com gente que tem história nas costas e colocá-las lado a lado com músicos de outras cidades também, porque este diálogo é bacana. Por isso, sempre que podemos gostamos de colocar em cena convidadas “estrangeiras”.
Desta feita, foram Jair Naves (SP), Os The Darma Lóvers (RS) e Mopho (AL). Nosso objetivo maior quando produzimos algo deste tamanho é dar as melhores condições para quem está no palco e quem está na plateia. A produção pode até ficar mais apertada, mas vamos escolher o melhor, podem estar certos, mesmo que alguma coisa saia do bolso. E assim foi novamente. E não falo por nenhum coitadismo. Fazemos nossas escolhas e assinamos embaixo e damos conta sem reclamar. É só pra constar. Trouxemos o Mopho de Maceió, porque a gente sabe que é muito difícil, pelos custos, que uma banda do patamar do Mopho consiga vir de tão longe em esquema independente, sem apoio de incentivos. Apostamos alto e ganhamos! De novo! As três bandas de fora fizeram shows inesquecíveis.
Jair Naves, dos três, acho que era o mais conhecido e atraiu maior público. E fez o show que todos esperavam, com Jair rompendo os limites do palco e indo pro meio da pequena multidão que lotava o Peppers. Catarse com a entrega característica do Jair e uma baita banda segurando a onda junto. Depois da nossa “Gentileza” ele tinha que se virar para manter o nível (rs). Isso que é o bom de um festival (ou mostra). Vários estilos lado a lado, mandando ver. Adoro isso.
Depois, veio o momento em que desabei. De todos os shows, o The Darma Lóvers foi o “meu/nosso” momento de catarse, de libertar de todas as amarras e nem sequer pensar mais que tinha um trabalho a ser feito. Ele já tinha sido feito. Chorei muito, muito, na verdade, depois de “Canção para Minha Morte” eu não conseguia mais segurar... nem sei o que acontece, porque é tanta coisa que passa na cabeça. Não só da produção, mas desde aquela primeira imagem que vi(mos) de Nenung e Irina num aeroporto a caminho de Goiânia, há uns dez anos, indo pro Bananada – ainda sem saber quem eram eles. Só soubemos quando chegamos no festival, que o destino era o mesmo. Aí, vem a imagem dos dois, sozinhos, no palco do Festival da Monstro tomando conta do teatro com mais força que muitas bandas. Aí lembro da gente ouvindo músicas como “peixes” em nossas viagens de férias e planejando quando os traríamos pra tocar aqui.. Daí, vem a lembrança da espera de vê-los tocando – o envio do primeiro email para convidar, a torcida toda para que o projeto fosse aprovado, as incertezas de se a verba daria conta.. o se dar conta de que Jimi Joe estaria no Palco De Inverno... e no meio disso tudo, a audição dos discos, que a cada vez fazia pensar: “ai meu deus, vou ver e ouvir isso aqui...será que eles vão tocar essa?”. (isso acontecia com todas as bandas, diga-se).
Não deu outra. Eu desabei, mas o que fazer ao ouvir: Peixes, (dedicada a nós), Senhorita Saudade da Silva, Gigante, A Lua na TV, O Homem que Calculava... enfim. Darma lóvers é uma entidade, não é “só” música. É vida tão viva – parece que é quase mais, embora eu não consiga explicar o que acontece quando eu os ouço. Mesmo agora... é melhor parar (tenho que trabalhar, ainda!).
Mopho faz parte da história da De Inverno. Além de músicos fudidos são amigos. Produzimos o primeiro show deles aqui, em 2002, no 92 original. Agora eles voltaram à formação original e voltaram a tocar aqui. E trouxeram gente de longe interessada em vê-los fechando o Palco De Inverno. E que fechamento! Com direito aos chamegos de Diogo Medina, na primeira fila, pedindo músicas e tudo mais. Grande fechamento de uma festa muito bonita que só começou.
fazer e acontecer também no próximo sábado, dia 12!
O saldo do Palco De Inverno? Absolutamente positivo. Mas, não terminou. No próximo sábado, unimos forças ao grande Getúlio Guerra e seu PrasBandas, um projeto que não por acaso está junto com a festa da De Inverno, celebrando seus 6 anos. Logo que soube, senti a força da ideia. E Getúlio é um batalhador. E vai fazer um elo com bandas que ainda não tocaram nos nossos eventos, Sopro Difuso e Os Corsários, que levarão suas forças para as Ruínas de São Francisco, no dia 12, quando a De Inverno e o PrasBandas celebram juntos a alegria de fazer acontecer coisas bacanas como essa Virada da Corrente Cultural. Pão de Hamburguer, Te Extraño e Reticênciaz estão confirmadas também. A ideia é fazer algo mais próximo, num clima “amigos na Praça”. Será a partir das 11h, com direito roda de capoeira, com o Grupo Força da Capoeira.
E, ainda, tem o workshop com o Luigi na quarta, dia 9. Interessados escrevam pra nós.
Pra terminar esse balanço, Curitiba e curitibanos vocês ficam mais lindos ainda felizes e a música e as artes todas são muito importantes para deixar a gente feliz. Então, que venham outras Viradas, com menos sufoco para que os produtores possam trabalhar com um mínimo de tranqüilidade. Afinal de contas, são eles, os produtores todos, de dentro e de fora da FCC, de dentro e de fora dos Sescs e das instituições que tem grana, que fazem isso acontecer. E todos, inclusive nós, que não estamos dentro dessas instituições, precisam ter o mínimo pra fazer um trabalho legal. Tenho certeza de que isso pode ser feito com um pouco menos de estresse. Valeu curitibanos por mais este apoio e conto com vocês pra que continuemos fazendo a alegria andar por essas ruas, praças e pedreiras – afinal elas são nossas! E que ninguém esqueça disso, nunca! (AdriPerin)
11/02/2011
Colorphonic e outros vídeos de bandas do Palco de Inverno na Virada Cultural de Curitiba
A banda Colorphonic, de Curitiba, que integra a programação do Palco De Inverno na Virada Cultural, lançou ontem um belo videoclip de "Deslizar em Outras Palavras". Daí veio a ideia de compartilhar também aqui, como temos feito pelo facebook, um pouco da produção audiovisual das atrações do evento, que acontece neste sábado. É uma boa prévia do que vem por aí.
10/28/2011
Palco De Inverno traz Mopho e Os The Darma Lóvers para a Virada Cultural
Os The Darma Lóvers - foto: Danilo Chistides
Mopho (AL) - foto - Woulthamberg Rodrigues
Jair Naves (SP) - foto Patricia Caggegi
Produtora curitibana celebra dez anos com shows inéditos da banda alagoana lançando seu terceiro disco e do grupo gaúcho com a formação completa. Serão três dias com performances também de grupos curitibanos, workshop de produção musical e capoeira
A Virada da Corrente Cultural de Curitiba, no dia 5 de novembro, terá 12 horas de shows com bandas brasileiras sob os cuidados da produtora De Inverno, que aproveita a festa para celebrar uma década de atividade. A partir do meio-dia, o Palco De Inverno, no Peppers’Bar, recebe as performances de dez bandas, duas com shows inéditos na cidade.
As convidadas de fora são a gaúcha Os The Darma Lóvers, a alagoana Mopho e o paulista Jair Naves. Ao lado delas, as paranaenses Te Extraño, Colorphonic, Liquespace, Easy Players, Pão de Hamburguer, Banda Gentileza e a estreante Reticênciaz, encarregada da abertura.
O Palco De Inverno será também o início da celebração do aniversário de outro projeto bacana da cidade, o PrasBandas, de Getúlio Guerra, que está completando seis anos e se uniu à De Inverno nesta festa. A proposta do PrasBandas é promover shows com bandas em espaços públicos em seus próprios bairros. No dia 12, shows de bandas que passaram pelos dois projetos vão marcar o encontro das duas produtoras nas Ruínas de São Francisco, onde haverá também uma roda com o Grupo Força da Capoeira.
A programação do Palco De Inverno oferece ainda um workshopp de produção musical, no dia 9.11, ministrado por Luigi Castell. Tudo com entrada franca.
As bandas - A gaúcha Os The Darma Lóvers (algo como “os amantes do caminho interno”) tem mais de 10 anos de estrada e apresenta pela primeira vez em Curitiba seu show completo, em formato de sexteto. Com quatro discos gravados, a banda começou em torno do duo Nenung & Yang Zam. Eles seguem a tradição folk, sem dispensar o tempero brasileiro para criar um rock psicodélico com forte pegada pop. Ao longo desta trajetória, o duo contou com o apoio de amigos músicos, figuras centrais da cena musical gaúcha, e suas composições foram gravadas também por artistas de destaque nacional, como Dado Villa-Lobos (Legião Urbana). Com o disco mais recente, “SimplesMente”, Os The Darma Lóvers atingiram um ponto de maturidade criativa que reafirma seu posto de uma das mais interessantes e inventivas bandas brasileiras da atualidade.
De Maceió vem a formação original da banda Mopho, que retorna à Curitiba para o primeiro show de lançamento do terceiro disco, “Volume 3” fora do Nordeste. O quinteto construiu uma sonoridade que combina bem os timbres 60’s, letras fortes e interpretação intensa, com sotaque alagoano. Depois de cinco anos separados, em 2008 o grupo anunciou o retorno prometendo o disco novo. Lançado pelo selo Pisces Records, “Volume 3” chegou em 2011.
O ex-Ludovic Jair Naves vem de São Paulo para apresentar o repertório de sua carreira solo, já registrado no bem conceituado disco de estreia, “Araguari”, que rendeu indicações às mais importantes listas de melhores do ano, entre elas a Trama Virtual, Oi! Novo Som, Zona Punk e Showlivre. Em menos de dois anos, Jair Naves se destacou mantendo seu estilo interpretativo único, combinado com arranjos delicados e elementos novos, como violões e pianos, em meio a histórias ambíguas. Em maio lançou o single "Um Passo Por Vez", que alcançou o topo na lista de músicas mais ouvidas no site Trama Virtual.
A seleção de bandas locais segue uma tradição da De Inverno de combinar novos artistas com grupos já experientes. Quem abre a programação do Palco De Inverno é Reticênciaz, banda que reúne músicos de diferentes gerações da cena local. Também dando seus passos iniciais no circuito estão Te Extraño e Colorphonics, que tocam ao lado de formações que já conquistaram destaque local e nacional, como Banda Gentileza, Liquespace, Easy Players e Pão de Hambúrguer.
Criada em 2000 pelos jornalistas Adriane Perin e Ivan Santos, com a primeira das sete edições do Festival Rock de Inverno, a De Inverno organizou mais de 70 shows. Também lançou mais de 20 títulos entre, vídeos, coletâneas e discos de bandas locais. Este ano começou um projeto novo, a Noite De Inverno, que teve duas edições com o lançamento dos novos discos da paulistana Lestics e da brasiliense Beto Só.
Além do Incentivo do Fundo Municipal de Cultura, o Palco De Inverno tem o apoio cultural de Livrarias Curitiba e do Jornal do Estado/Bem Paraná.
PROGRAMAÇÃO
Palco De Inverno
Dia 05.11.2011 – shows do meio-dia à meia-noite
Entrada fraca
As bandas
12h - Reticenciaz (PR)
12h50 -Te Extraño (PR)
13h40 - Colorphonic (PR)
14h40 - Liquespace (PR)
16h40 - Easy Players (PR)
17h40 - Pão de Hambúrguer (PR)
18h40 - Banda Gentileza (PR)
20h - Jair Naves (SP)
21h30 - Os the Darma Lóvers (RG)
23h - Mopho (AL)
Dia 09.11.2011 – Workshop de produção musical com Luigi Castell, a partir das 16h
Dia 12.11.2011 - Shows Pão de Hamburguer, Reticênciaz, Te Extraño, Os Corsários e Sopro Difuso e roda de capoeira com Grupo Força da Capoeira.
10/24/2011
24.10.2011

Que dia lindo, esse 24 de outubro de 2011 em que acordei sentindo a força de um dia de sol e o astral bom das pessoas que amo e dos amigos. Hoje escolhi tirar folga – embora talvez tenha que trabalhar um pouquinho pro Palco De Inverno. Mas, só quero fazer coisas assim: beijar e abraçar, comer amora na árvore, arrancar uns matinhos e deixar minhas plantas mais bonitas; conversar, tocar berimbau e ouvir o som do meu contrabaixo, caminhar, ouvir música, brincar com a baby e as gatas e ficar chapada, claro, que uma Heineken geladinha ou um chopp escuro não fazem mal a ninguém! Vai faltar algo bem importante, que não vou conseguir fazer se passar o dia desse jeito planejado: jogar capoeira. Mas, amanhã vai rolar...
Pra celebrar esse dia, que a minha mãe diz que é muito especial e não só porque nasci em seu entardecer, abri uma velha e empoeirada caixa branca de papelão. Lá dentro tem diários com capa de um rosa perolado e de tons azuis, junto de um Álbum do Bebê,preenchido até uma parte. E cartas, cadernos colegiais cheios de mensagens e lembranças dos amigos que fiz nos primeiros 14 desses 41 anos de vida.
Lá também tem um daqueles álbuns pequenos de fotos que denunciam a década em que foram feitas. Escolhi as dos anos 70.
Essa primeira foto, reza a lenda familiar, que foi a minha primeira. Cresci com ela em um daqueles quadros de moldura oval pendurada na parede da casa dos meus avós. Tinha seis meses e já estava lá toda risonha – me contaram que eu era assim, mesmo, uma criança muito alegre e sempre rindo! Também, como não seria...
no verso tá anotado: “uma recordação da minha adorada filha Adriane karine – Curitibanos 24-5-1971”, Lurdes Maria Perin. Desconfio que eu ainda não conhecia meu pai ou tinha acabado de conhecer!
Na outra, com minha bela mãe.
Essa quem vem em seguida eu simplesmente adoro, toda metidinha em seu vestido vermelho e de chapéu. Na outra foto da série, tô ainda mais metida com as mãos na cintura, toda-toda, mas sem o chapéu. Escolhi essa, que tem uma certa timidez escondida num canto.
E nessa última: será que alguém tinha levado um pito por ter metido o dedinho no bolo do aniversário de um ano? Olha o tamanho do bico...
Luluzinha, paizão, tia Nidinha, tia Nice, tio Roseno, Sil, Mary, Rose, Jeferson e Cley: um abraço muito apertado nessas que foram as pessoas com quem convivi nos meus primeiros anos de vida de uma forma muito próxima, na mesma casa. Com minhas primas-irmãs queridas compartilhei o café da manhã com nossos amados avós, as primeiras paixões e também as estripulias e brigas de criança, claro!
Acordei cheia de saudade também, pensando nas ligações e palavras que ainda fazem muita falta ouvir. Mas, sentir, isso não é problema. Agora mesmo ganhei outro beijo carinhoso no rosto entregue nesse ventinho suave que acabou de passar!Bom dia e uma boa semana pra nós!
10/22/2011
10/19/2011
Palco De Inverno na Corrente Cultural e os 10 anos da De Inverno

Este é o registro que temos do lançamento "oficial" da De InvernoEu lembro, um pouco, do dia em que o Ivan veio com a idéia de criar um festival. A cena que atraía os holofotes para o planalto central e outras regiões brasileiras mais distantes de Rio e São Paulo começava a dar as caras com a Monstro ficando conhecida pelos festivais. Aqui, depois uma temporada de entressafra várias novas bandas ganhavam força. Zigurate, Cores, Faus, Plêiade, Loaded, Zeitgeist Co, Madeixas e OAEOZ, a razão maior de tudo isso. Foram estas que tocaram no Rock de Inverno – Mostra da Nova Música Independente de Curitiba, a primeira edição que aconteceu no Circus (na São Francisco), nos dias 8, 9 e 10 de junho de 2000. Eu não tinha a menor idéia de que isso duraria dez anos, de que até me aprisionaria nesta paixão e que ela me renderia tanto estresse, que não superaram as alegrias – eu concluo sempre.
Quando nos demos conta,mais de um ano depois, já com uma segunda edição feita no Auditório Antonio Carlos Kraide, em 2001, e já com apoio da FCC, tínhamos um material legal; mais que isso: a gente tinha um selo, com as coletâneas para o press kit – distribuído nacionalmente – e o material visual do Marcelo Borges.
Assim nasceu a De Inverno, meio que sem se dar conta – pelo menos de minha parte!
Quando veio o convite de Luis Arthur Montes Ribeiro para fazer uma edição com apoio da então Brasil Telecom me vi diante da decisão de ter que criar formalmente uma empresa, porque era preciso ter uma empresa para conseguir inscrever na Lei Rouanet. Fizemos, então, o lançamento formal da De Inverno no Espaço Arte e Cultura da Brasil Telecom, com show do Hamiltom “Camarão” de Lócco e lançamento de uma coletânea que reunia composições várias dele. O projeto foi aprovado na Lei, Luiz saiu da Brasil Telecom, o patrocínio não veio, a Brasil Telecom acabou e a De Inverno?
A De Inverno fez sete edições o Rock de Inverno, com mais de 70 shows e comemora uma década na Corrente Cultural de Curitiba, com o Palco De Inverno.
Palco De Inverno na Corrente Cultural 2011
Produtora curitibana celebra dez anos com shows inéditos das bandas Os The Darma Lóvers (RS) e Mopho (AL). Serão três dias com performances também de grupos curitibanos, workshop de produção musical, capoeira e poesia
A Virada da Corrente Cultural de Curitiba, no dia 5 de novembro, terá 12 horas de shows com bandas brasileiras sob os cuidados da produtora De Inverno, que aproveita a festa para celebrar uma década de atividade. A partir do meio-dia, o Palco De Inverno, no Peppers’Bar, recebe as performances de dez bandas, duas com shows inéditos na cidade.
A gaúcha Os The Darma Lóvers, com 20 anos de estrada, apresenta pela primeira vez em Curitiba seu show completo, em formato de sexteto. De Maceió vem a formação original da banda Mopho, que faz o primeiro show de lançamento do terceiro disco, “Volume 3” fora do Nordeste.
Ao lado deles estarão Jair Naves, mostrando repertório de seu bem conceituado disco de estreia, “Araguari” e as paranaenses Te Extraño, Colorphonics, Liquespace, Easy Players, Pão de Hamburguer, Banda Gentileza e a estreante Reticênciaz, encarregada da abertura.
O Palco De Inverno será também o início da celebração do aniversário de outro projeto bacana da cidade, o PrasBandas, de Getúlio Guerra, que está completando seis anos e se uniu à De Inverno nesta festa. A proposta do PrasBandas é promover shows com bandas em espaços públicos em seus próprios bairros, com uma convidada mais experiente. O No dia 12, shows de bandas e músicos que já passaram pelos dois projetos vai marcar o encontro das duas produtoras. Haverá também uma roda com o Grupo Força da Capoeira, em local a confirmar.
Tinha tanta coisa pra falar e agora... só quero ficar aqui ouvindo as coletâneas com essas boas lembranças pra apagar a ansiedade. “Só tenho um dia pela frente e isso me basta,o que importa, agora é o agora"
Nos últimos seis meses tive vários momentos em que pensei em largar mão e deixar isso pra lá. Em dois momentos bem no final, duas pessoas foram importantes para que isso não acontecesse: Getúlio Guerra e Eduardo Cirino, vocês não têm idéia de como eu estava me sentindo quando falei com vcs, e sentir a confiança que senti fez toda a diferença. E também o Luigi a quem liguei só porque sabia que ele ia me acalmar (rs).
Tem outro momento importante acontecendo pra mim: a estréia do novo projeto do Ivan, Reticênciaz, com Jansen Nunes, The Julian e Osmario Jr, pessoas que a gente via no palco quando começou e agora tão aqui na cozinha de casa todo sábado fazendo nossa vida mais musical ainda. É uma nova fase, com outro astral!
Queria muito que o Marcelo Borges estivesse aqui. O Igor e os OAEOZes todos. No dia 12 vamos fazer algo mais informal em uma praça, com algumas pessoas que passaram pelos dois projetos, PrasBandas e De Inverno. Queria que o Dogui estivesse aqui porque nosso parceirão viu tudo isso acontecer curtindo um som com a gente! Queria as Criaturas, o Cores, o Sofia... La Carne, Blanched... ishi, vou parar porque vou esquecer alguém e baixou demais a nostalgia...rs)
Quero que esse Palco De Inverno seja a nossa celebração de todas essas coisas boas que ficaram, de todos esses momentos incríveis que essas bandas me deram, que o Rock de Inverno e a De Inverno me deram.
Ano passado eu pirei na Corrente. Este ano vou pirar diferente, mas sei que vou.
Vai ser demais ver, finalmente, o show dos darma Lóvers... como esperamos por este show e tinha que ser mesmo a gente pra fazer. Valeu Nenung! O Mopho com a gente outra vez; o show do Jair Naves, cujo disco mexe demais comigo. E nossas parceiras curitibanas Gentileza, Pão, Lique, Te Extraño, Easy Players, Colorphonic. E todas as que tocaram nos Rock de Inverno, daqui e de outros estados.
Como eu sempre disse é quando eu as vejo no palco, mandando ver, que tudo clareia pra mim. Esqueço se chorei de raiva, se pensei em desistir... e só danço e canto. Porque ali eu sei que as bandas que escolhemos resolvem o assunto.
Portanto, saiba você - que no dia 5 de novembro vai ficar zonzo de tantas atrações culturais ao mesmo tempo - que no Peppers Bar, do meio-dia à meia-noite, estarão pessoas que realmente precisam de música para viver. Pessoas que se entregam de verdade à vida. Eu estarei com elas – e bem na frente! (adriperin)
10/13/2011
Klezmorim Curitiba e a reinvenção da musicalidade judaica

Com repertório de composições não litúrgicas do século XV,
a banda faz show no Novo Vasquinho
A banda Klezmorim Curitiba leva seu repertório de músicas da idade média para o palco do Novo Vasquinho, nesta semana. Com um clipe e vários shows em clima de festa na bagagem, o octeto formado em 2010 se prepara para lançar no próximo ano o seu primeiro disco, apostando em composições próprias ao lado do repertório de cantigas de domínio público.
O Klezmer é um gênero musical não litúrgico originado pelos judeus do Leste Europeu, que viviam em guetos judaicos, os chamados shtetls. Com uma combinação instrumental que produz ritmos e sonoridade que convidam à celebração, o gênero tem poucos registros. Citações que datam do século 15, no entanto, mostram que era o estilo preferido para festas de casamento. Originalmente, o instrumento que comanda o klezmer é o violino.
E foi a partir da pesquisa de Julio César Soares Coelho, violinista da Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP), que o Klezmorim Curitiba nasceu. Coelho explica que alguns músicos judeus chegaram ao Pernambuco no período sob domínio holandês, nas naus de Maurício de Nassau, deixando algumas marcas também na cultura brasileira. As mesmas que levaram para Nova York, inspirando a cultura norte-americana e influenciado músicos do calibre de George Gershwin, Leonard Bernstein e Aaron Copland.
Atualmente a Klezmorim Curitiba se completa com Marcelo Oliveira (clarineta), Lúcio Lowen (violão), Ivan Wolkoff (bateria), Levy de Castro (tuba), Hudson Müller (trumpete e sax), Rodrigo Oliveira (piano) e Marco Farracha (percussão). Ao lado de Coelho, eles mergulharam na pesquisa da sonoridade e, apostando também no improviso, já criaram as primeiras composições próprias.
Ainda este mês, o Klezmorim Curitiba leva sua música para São Paulo, onde toca no kleztival, no dia 26, na Estação da Sé, em pleno final de tarde. No dia seguida, 27.10, eles sobem ao palco do Museu da Casa Brasileira.
A trupe tem também planos de tocar em Buenos Aires, em festival do estilo que acontece em maio de 2012, além de convite para registrar a performance em super 8.
Serviço:
O que: Klezmorim Curitiba
Quando: 14.10.2011 às 22h
Onde: Novo Vasquinho (R. Roberto Barroso, 1190 – Antigo Calamengau)
Quanto: R$10.
Informações: (41) 3338-7766 – 78163441.
Em tempo: Tem sorteio de ingresso rolando no portal: www.bemparana.com.br
10/07/2011
da série textos bêbados
Ouvi tantas vezes esse som em “estado de fossa” há uns...quase 20 anos, no comecinho da ‘casa dos 20’, alías, que tem um sabor muito bom ouvir agora, ao lado de quem era o motivo da fossa. (rs) e, não bastasse isso, som de disco é foda, não é não? E nem to falando de vinil, hein! Saí do mp3 para o cd em um daqueles discos, que tenho em vinil, aos quais sempre volto. E com ele vem aquela conhecida torrente de filminhos que passam velozes no canto da memória, movimentando o cérebro, nessa noite de sexta-feira, deliciosamente quente em Curitiba (o que significa um dia quente que acaba com uma noite quente, mas com um arzinho mais frio junto. Perfeito, no que me diz respeito!). A gente tá aqui ouvindo V, da legião urbana, um dos disco que me marcou profundamente, que sei cantar cada murmurar de suas faixas, eu acho às vezes. ouvi muuuuuuito esse disco. é incrível, mas sou capaz de lembrar cenas inteirinha, numa fase intermediária da vida, terminando a faculdade, ou logo depois, mas, com certeza no clima - e sob o efeito - de entrar na vida "adulta" de verdade. sentimentos confusos, muuuuiiita ansiedade, vejo agora. Ao som de legião urbana, sim!
10/01/2011
o que eu posso fazer?
Tá um dia muito lindo. Aliás, já são uns quatro dias que Curitiba tá brilhando com o sol. Tem gente que reclama do frio porque diz que fica sem vontade de fazer nada. Puxa, vida, eu não quero reclamar do sol, ele tá firme e forte aqui e acho legal, mas comigo isso acontece no verão. O que posso fazer se me sinto assim? O que posso fazer se alguma coisa acontece com meu corpo, com minha mente e eu fico neste estado lesado, chata mesmo! A casa tá uma bagunça e eu estou aqui completamente inutilizada!!!
Não consigo fazer nada, tão grogue com se tivesse muiiito chapada e passada, só que no lugar do relax, pinta uma impaciência tão fácil de descambar para o mau humor. E esqueço o que ia fazer no meio do caminho. me dá arrepio de frio... ah, muito estranho! Eu só não fico assim quando tô de férias numa praia linda.D aí, o calor não me incomoda. Eu não odeio o verão, mas que fazer se sou um ser do frio?! O dia de hoje deu uma palhinha do que serão meus lindos dias de verão!!!! Muito vestidinho, chapéus e paciência pra esperar um arzinho mais fresco. (adri)
Não consigo fazer nada, tão grogue com se tivesse muiiito chapada e passada, só que no lugar do relax, pinta uma impaciência tão fácil de descambar para o mau humor. E esqueço o que ia fazer no meio do caminho. me dá arrepio de frio... ah, muito estranho! Eu só não fico assim quando tô de férias numa praia linda.D aí, o calor não me incomoda. Eu não odeio o verão, mas que fazer se sou um ser do frio?! O dia de hoje deu uma palhinha do que serão meus lindos dias de verão!!!! Muito vestidinho, chapéus e paciência pra esperar um arzinho mais fresco. (adri)
9/27/2011
Antes da Coisa Toda Começar: Armazém no Guairinha
O assunto hoje é teatro. E, mesmo que eu não estivesse encarregada da assessoria de imprensa dessa que é uma das melhores companhias de teatro do brasil, passaria a notícia adiante sobre a vinda da Armazém Cia. de Teatro para Curitiba, a partir de quinta-feira. Eu vi a peça Antes da Coisa Toda Começar no Festival de TEatro de Curitiba e foi uma das melhores. Curtam o trailer e amanhã tem Paulo de Moraes na ÓTV ao vivo, às 22h30.
As apresentações serão de quinta a domingo. O flyer tá logo abaixo.
As apresentações serão de quinta a domingo. O flyer tá logo abaixo.
9/23/2011
9/15/2011
Festa 3 anos Acústico Mundo Livre + lançamento 1º Cd do Programa

O programa Acústico Mundo Livre da rádio Mundo Livre Fm, está comemorando seu terceiro ano de sucesso, e aproveita a data para realizar o lançamento do 1º Cd do programa, que será um material exclusivo, onde as canções foram gravadas especialmente para esse Cd.
A Festa acontecerá no próximo dia 16 de setembro no Jokers Pub, e terá no palco 14 artistas participantes do cd.
9/01/2011
2ª Noite De Inverno em fotos - Beto Só
2ª Noite De Inverno em fotos
8/31/2011
quando a porta abre
As folhas secas pelo inverno no chão do quintal tingem o dia de um vermelho que quase não se vê, perdido nas manchas rubras que o tempo carrega sobre elas. O dia de sol abre o céu no prédio de vidro azul e a grama cortada, e molhada, se agarra em minhas pernas
Mas, teu rosto reflete a mesma aflição que vê no meu. E eu fico sem palavras sempre que chego em casa. Quando a porta se abre antes mesmo do rodar da chave, ganho meu melhor momento do dia. Só quero um abraço.
Nunca busquei a proteção, mas encontrar aquele olhar no fim do dia é o máximo que quero querer hoje. E é quase mais do que posso suportar quando a saudade bate na porta anunciando que a madrugada chegou,
Irreprimível e imbatível, entardecer após entardecer
Trazendo nos ombros o peso de outro dia que escorregou da palma das mãos abertas, e sujas da terra remexida que se mistura com a pintura azul escura da unha descascada na ponta.
Não, não pinto minhas unhas de vermelho há muito tempo. Não se espante.
Até que o alvorecer receba os carros e, quem sabe, tinja aquele pedaço de céu com os vários tons que o vermelho traz em si, passeando em alaranjados brincalhões que fazem meu peito quase parar naquela curva
Só pra se iludir que o tempo é meu e que podemos fazer o que quiser com ele. E podemos. Não é? Mas, nem sempre quero. Ou nem sempre sei que podemos. Às vezes, tudo é meio escuro mesmo em dias como os de anteontem. Noutros, o cinza que cobre o céu abre no sorriso a tranqüilidade de quem sabe quem tem ao lado. E encontra a felicidade logo depois daquele portão.
Mas, teu rosto reflete a mesma aflição que vê no meu. E eu fico sem palavras sempre que chego em casa. Quando a porta se abre antes mesmo do rodar da chave, ganho meu melhor momento do dia. Só quero um abraço.
Nunca busquei a proteção, mas encontrar aquele olhar no fim do dia é o máximo que quero querer hoje. E é quase mais do que posso suportar quando a saudade bate na porta anunciando que a madrugada chegou,
Irreprimível e imbatível, entardecer após entardecer
Trazendo nos ombros o peso de outro dia que escorregou da palma das mãos abertas, e sujas da terra remexida que se mistura com a pintura azul escura da unha descascada na ponta.
Não, não pinto minhas unhas de vermelho há muito tempo. Não se espante.
Até que o alvorecer receba os carros e, quem sabe, tinja aquele pedaço de céu com os vários tons que o vermelho traz em si, passeando em alaranjados brincalhões que fazem meu peito quase parar naquela curva
Só pra se iludir que o tempo é meu e que podemos fazer o que quiser com ele. E podemos. Não é? Mas, nem sempre quero. Ou nem sempre sei que podemos. Às vezes, tudo é meio escuro mesmo em dias como os de anteontem. Noutros, o cinza que cobre o céu abre no sorriso a tranqüilidade de quem sabe quem tem ao lado. E encontra a felicidade logo depois daquele portão.
8/23/2011
Beto Só lança novo disco na 2ª Noite De Inverno
Foto: Iano Andrade
Curitiba recebe o primeiro show de lançamento de “Ferro velho de boas intenções”, terceiro CD do cantor e compositor brasiliense, que sai pelo selo Senhor F, com produção de Philippe Seabra
O cantor e compositor brasiliense Beto Só é a atração da 2ª Noite De Inverno, produzida pelo selo De Inverno Records de Curitiba, no próximo dia 27/8, no Pepper´s Bar. Ele faz na Capital paranaense o primeiro show de lançamento de seu terceiro disco, “Ferro velho de boas intenções”, que como os dois trabalhos anteriores, está saindo pelo selo Senhor F, de Brasília, com produção de Philippe Seabra (Plebe Rude). A abertura fica por conta dos locais do Humanish. O evento tem o apoio das Livrarias Curitiba e rádio Mundo Livre FM.
Além da versão física em CD, “Ferro velho de boas intenções” foi disponibilizado para download gratuito na página de Beto Só no site Trama Virtual. No show em Curitiba, Beto Só estará acompanhado da banda que integra o disco, e inclui Ju (guitarra e violão), Fábio Pereira (bateria), Tharsis Campos (baixo) e Ataide Mattos (violoncelo). No domingo (28/08), eles se apresentam em Porto Alegre, dentro das "Noites Senhor F", no bar Opinião.
A 1ª Noite De Inverno aconteceu em 18 de fevereiro último, e teve como principal atração os paulistanos do Lestics. O projeto se propõe a trazer a Curitiba artistas de destaque no cenário independente nacional, sempre acompanhados por uma banda local. O princípio é o mesmo que o selo De Inverno - criado pelos jornalistas Adriane Perin e Ivan Santos - se baseou na concepção do festival Rock de Inverno, que teve sete edições entre 2000 e 2009, com mais de 70 shows de grupos curitibanos e de outros estados brasileiros.
Serviço
2ª Noite De Inverno
Sábado – 27/08
Peppers Bar (Rua Inácio Lustosa, 496 – esquina com a Trajano Reis)
www.thepeppersbar.com.br - Abertura da casa: 21hrs
Ingresso: R$ 10 (com nome na lista até as 17h de 26/8: listapeppers@gmail.com)
No dia: R$ 15.
Contatos: deinverno2@gmail.com
Beto Só – Release e informações
Contatos: humberto.rezende@gmail.com
http://blogdobetoso.wordpress.com
Para baixar “Ferro velho de boas intenções”:
http://tramavirtual.uol.com.br/beto_so
8/15/2011
Beto Só - Ferro velho de boas intenções
BAIXE
‘Ferro-velho de boas intenções’
Olavo Rocha*
Tem que ter muita 1) coragem suicida ou 2) falta de noção ou 3) integridade artística pra lançar, a essa altura do campeonato, um disco que precisa ser ouvido com atenção. Beto Só acaba de fazer isso com seu ‘Ferro-velho de boas intenções’, e, como não se encaixa no tipo kamikaze e definitivamente não é um sujeito sem noção, o que temos aqui é um bem acabado exemplo da mais legítima integridade artística.
A música de Beto Só nunca foi do tipo que se revela inteira na primeira audição – e assim nos dispensa automaticamente da segunda, terceira, quarta etc. Se você ouvir ‘Ferro-velho de boas intenções’ sem o merecido cuidado, pode se apressar em classificá-lo como um disco triste, pessimista ou melancólico. E vai acabar incorrendo num injusto reducionismo. (Numa audição superficial você também pode achar que é um disco lindo, e aí você vai estar certo, mas mesmo assim o buraco é bem mais embaixo – porque a maior beleza destas canções não está na superfície).
Beto Só trata sim de frustração, de solidão e de fracasso. Mas faz isso sem rancor nem autoindulgência. Onde ordinariamente haveria tristeza, o brasiliense de fala tranquila coloca serenidade. No lugar da melancolia, entram em cena o entendimento e a aceitação (favor não confundir com conformismo, ninguém aqui está conformado com nada). E mais: o que brota do fundo dos versos construídos com engenhosa simplicidade é um impulso para a vida, esse intervalo de tempo breve e doído e cheio de imperfeições que Beto atravessa tentando entender sem susto, tentando fruir do melhor jeito possível.
Frustração e solidão e fracasso. E amor e amizade e coragem. E identidade. Beto Só não é igual a ninguém, porque ser igual “é a morte”. Ele está muito bem e vivo, e sua música nos faz nos sentirmos dolorosa e deliciosamente vivos também. Suas belíssimas melodias nos fazem tirar os pés do chão (não pra pular, mas pra sair flutuando por aí). E sua banda esbanja sensibilidade e segurança nos arranjos cuidadosamente arquitetados para abrigar sua voz suave e suas pausas eloquentes.
Recomendo o ‘Ferro-velho de boas intenções’ apenas pra quem tem tempo. Quero dizer, quem tem tempo pra si mesmo. Pra esses que vão ouvir e ouvir e ouvir o disco, Beto Só tem muito a dizer.
* Olavo Rocha, é cantor e compositor, vocalista da banda Lestics
E o primeiro show de lançamento de "Ferro velho de boas intenções" será na semana que vem, dia 27/08, na 2ª Noite De Inverno, no Peppers bar, em Curitiba. Infos abaixo.
8/13/2011
E vem aí o novo disco do Beto Só
"Ferro velho de boas intenções", o terceiro disco do cantor e compositor brasiliense Beto Só, será lançado na próxima segunda-feira, disponibilizado para download gratuito pela Trama Virtual. E o primeiro show de lançamento do disco será em Curitiba, no próximo dia 27/8, com abertura do Humanish, na 2ª Noite De Inverno, que acontecerá no Pepper´s Bar. Acima o teaser de lançamento do disco. E abaixo, o flyer do show.
8/11/2011
Só queria uma canção
Sei que tenho muitas músicas preferidas d'OAEOZ. Está que está aí embaixo também, acho uma das melhores da banda. Lembro de uma historinha sobre ela que não sei se é isso mesmo, mas sei que ouvi isso. Soube que é uma letra que partiu de algo que rabisquei, aqueles meus desabafos clássicos, em busca das palavras que pudessem dizer o que eu sentia. é sempre isso: eu querendo, desesperadamente, saber escrever nem digo como outros tantos que li, mas eu em busca das minhas palavras, sempre rebeldes e difíceis. Pelo jeito deixei um desses cadernos (eu escrevo em vários cadernos e blocos e folhas soltas, depois vou achando, deixei o caderno largado e ivan o achou. Ele já tinha musicado algo que eu escrevera e viu um longo escrito.
Ao que tudo indica, era eu quem queria fazer uma canção, uma canção que conseguisse dizer disso tudo que eu sinto e que, agora, ao acordar pra trabalhar e ver o blog, voltou - e me fez parar tudo só pra ouvir essa canção outra vez e lembrar disso. Lembrar da primeira vez que a ouvi, da primeira vez que a ouvi pronta e do como essa frase "eu só queria fazer uma canção pra você" me acertou e ainda tá aqui dentro de mim. Eu lembro exatamente que escrevi, com meus garranchos, várias folhas uma tentativa de falar dessa convivência linda que tenho e que faz a minha vida ter sentido. Um dia eu acho esses garranchos e saberei que foi deles que nasceu essa bela canção, com uma letra toda outra, usando só uma frase - a que dizia tudo, na verdade.
Quando a ouvi agora, outra vez, foi como se toda a tensão desses últimos meses caíssem, acho que despi a armadura e até a euforia desses últimos sete dias, desde que soube que seria contratada, se transformou em uma outra coisa. Dei uma desmontada e tive que parar tudo.
Comecei a trabalhar na sexta passada na CBN, saí da minha zona de conforto, a urgência voltou e eu entrei num redemoinho de outras emoções, absolutamente tomada pela força de fazer algo novo e tão bacana. Desde então, ouvi pouquíssima música, e meu fones estão sempre sintonizados na radio notícia.
Ao ouvir essa canção depois de tanto tempo algo se dissolveu dentro de mim e um outro algo se abriu.Lembrei da sensação de leveza por conseguir sorrir bem outra vez, a mesma que senti no Ivan ao perceber a minha mudança. Eu vi nos olhos dele a alegria por mim. É disso que eu me alimento, desse amor, dessas músicas, desses amigos e desses dias em que eu posso fazer o que eu gosto e preciso pra viver bem. Neste instante, algo aconteceu e os nós todos de tensão acabaram. Preciso de um café agora. De ouvir essa música outras vezes. Começa agora uma nova fase - e novas canções já estão nascendo também. (adriperin)
Ao que tudo indica, era eu quem queria fazer uma canção, uma canção que conseguisse dizer disso tudo que eu sinto e que, agora, ao acordar pra trabalhar e ver o blog, voltou - e me fez parar tudo só pra ouvir essa canção outra vez e lembrar disso. Lembrar da primeira vez que a ouvi, da primeira vez que a ouvi pronta e do como essa frase "eu só queria fazer uma canção pra você" me acertou e ainda tá aqui dentro de mim. Eu lembro exatamente que escrevi, com meus garranchos, várias folhas uma tentativa de falar dessa convivência linda que tenho e que faz a minha vida ter sentido. Um dia eu acho esses garranchos e saberei que foi deles que nasceu essa bela canção, com uma letra toda outra, usando só uma frase - a que dizia tudo, na verdade.
Quando a ouvi agora, outra vez, foi como se toda a tensão desses últimos meses caíssem, acho que despi a armadura e até a euforia desses últimos sete dias, desde que soube que seria contratada, se transformou em uma outra coisa. Dei uma desmontada e tive que parar tudo.
Comecei a trabalhar na sexta passada na CBN, saí da minha zona de conforto, a urgência voltou e eu entrei num redemoinho de outras emoções, absolutamente tomada pela força de fazer algo novo e tão bacana. Desde então, ouvi pouquíssima música, e meu fones estão sempre sintonizados na radio notícia.
Ao ouvir essa canção depois de tanto tempo algo se dissolveu dentro de mim e um outro algo se abriu.Lembrei da sensação de leveza por conseguir sorrir bem outra vez, a mesma que senti no Ivan ao perceber a minha mudança. Eu vi nos olhos dele a alegria por mim. É disso que eu me alimento, desse amor, dessas músicas, desses amigos e desses dias em que eu posso fazer o que eu gosto e preciso pra viver bem. Neste instante, algo aconteceu e os nós todos de tensão acabaram. Preciso de um café agora. De ouvir essa música outras vezes. Começa agora uma nova fase - e novas canções já estão nascendo também. (adriperin)
8/10/2011
Eu penso nisso todo dia - OAEOZ (2008)
Correr, fugir, me esconder, desistir, abandonar
Jogar pro alto e encontrar algum refúgio longe dessa prisão
Eu penso nisso todo dia
Até que você me olha
Daquele jeito
E eu consigo adivinhar seus pensamentos
E tudo parece quase fazer sentido
E tudo parece quase dizer a verdade
Sobre aquilo que eu nunca quis saber
Refém da armadilha do remorso
Medo, ignorância, conveniências
Mas ao me estender a mão
Você quebrou o encanto
E me fez perceber que a vida se alimenta da perda
Que a ausência é amiga do desejo
Que a fome me sacia mais que o sonho
E quando a gente se abraça mesmo sabendo que tudo pode acabar a qualquer instante
Eu me lembro daquela menina de olhos grandes e sorriso estranho
Que inundou minha vida
E me fez acreditar em algo que nem eu sei o que é
Agora procuro esquecer minha covardia e deixar o egoísmo doentio de lado
Ao menos por um momento
E lembrar que
Eu só queria fazer uma canção pra você
Pra você.
Humanish tour
Depois de dois anos na produção do disco de estreia chegou a hora da banda Humanish ir para a estrada conquistar novas plateias. Começa em Curitiba, no palco do Era Só o Que Falava, no dia 11 de agosto, a turnê que vai levar o quarteto curitibano por mais de 3 mil quilômetros a longo do Sul do País, em um roteiro com 10 shows em diferentes cidades, entre as quais as três capitais.
No repertório, as composições registradas no primeiro disco, homônimo da banda, que teve produção de um dos mais importantes profissionais brasileiros, Carlos Trilha, e cujo lançamento foi em junho passado, no Teatro Paiol, em Curitiba.
É uma turnê bem planejada e com diferenciais. O percurso será acompanhado de perto por Marcelo Cabala, artista integrante do coletivo Macondo, de Santa Maria. Ele vai manter um blog atualizado diariamente, contando todos os detalhes das noitadas capitaneadas pela Humanish. Para acompanhar tudo basta acessar a página http://turnehumanish.tnb.art.br/
Assinadas por Allan e Marano, com arranjos da banda, as composições mantém o pé fincado no rock and roll e, sem usar o contrabaixo, exploram timbres graves em guitarras barítonos, afinações diferenciadas e sintetizadores. A combinação resulta em um rock contemporâneo, vigoroso e cheio de texturas instrumentais, sem dispensar as referências da música brasileira. Allan e Marano também dividem os vocais.
A experiência de mais de uma década dos músicos se traduz em uma maturidade sonora que pesou na hora de Carlos Trilha decidir se trabalharia com o grupo. A banda curitibana o pegou pela qualidade que sentiu logo nos primeiros segundos de audição. “Ouvi meia música e liguei para o Allan na hora”, lembra. “Só no jeito de falar notei que não era mais uma bandinha amadora, mas sim pessoas com uma história”, conta.
Trilha diz ainda que curtiu a linguagem musical do quarteto curitibano e não tentou transformá-lo em produto. “Só otimizei a música. Dei algumas poucas ideias, mas a maioria foi deles”, explica. “Me apaixonei pelo som e deixei o trabalho se tornar um desafio também para mim, porque aproveitei pra testar novos limites do som. Juntos chegamos a um lugar novo – e isso é interessante”, conclui.
Circuito Fora do Eixo
Pautado nos princípios da economia solidária e no trabalho colaborativo, produtores culturais de Cuiabá (MT), Rio Branco (AC), Uberlândia (MG) e Londrina (PR) uniram-se, em 2005, com o intuito de circular bandas independentes. Essa iniciativa foi batizada de Circuito Fora do Eixo.
Noites Fora do Eixo
A Noite Fora do Eixo é um projeto encabeçado pelos pontos presentes em mais de 70 cidades do Brasil e contabilizou mais de 500 edições em 2010. A ideia do projeto, que até hoje convidou cerca de 1.500 atrações desde sua criação (e, em alguns lugares, soma à programação mostra de filmes e exposição de fotografias), é unir bandas nacionais e latino-americanas, além de DJs convidados, em atmosfera impregnada de boas vibrações.
Integrantes:
Allan Yokohama – Guitarras e Vocais
Marano – Guitarras e Vocais
Fabiano Ferronato – Bateria
Igor Ribeiro – Sintetizadores e Sax
Serviço
Humanish e Labrador
Dia 11 às 22h
Era Só que Faltava (Av. República Argentina, 1334) - 41 3342-0826
R$ 15 e R$10 (nome na lista lista@faltava.com.br
Agenda de shows:
1 Curitiba 11/8/2011 - Era só o que Faltava
2 Rio Do Sul 12/8/2011 - Sede do Coletivo Barriga Verde
3 Joinvile 13/08/2011 - Bar Pixel
4 Floripa 14/08/2011 Taliesyn Rock Bar
5 Caxias do Sul 17/08/2011 - Aristos London House
6 Erechim 18/08/2011 - Leprechaun Pub
7 Santa MAria Ou Santa Cruz 19/08/2011
8 Pelotas 20/08/2011 - Galpão
9 Esteio 21/08/2011 - Espaço 711
10 Porto Alegre 22/08/2011 - Casa de Cultura Mário Quintana
Blog e redes:
http://turnehumanish.tnb.art.br/
@humanishrock
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